sábado, 31 de dezembro de 2011

Festas

No período do Natal todos estamos mais solícitos, mais solidários, mais tolerantes, com mais consciência social.

Que tal guardarmos pelo menos um pouco desse sentimento para todos os dias de todos os anos?


Seria um bom projeto de vida pra começar o novo ano.

Óbito

Faleceu aos 41 anos, de um AVC no interior de Minas Gerais, o jornalista Daniel Piza.

Fez uma brilhante carreira jornalística e literária. Tendo produzido tanto, em tão pouco tempo de vida, parecia prever sua morte prematura.

No meu blog transcrevi várias vezes seus aforismos sem juizo que publicava todas semanas no suplemento dominical do jornal O Estado de S. Paulo no qual mantinha um espaço semanal.

segunda-feira, 19 de dezembro de 2011

Taxa de homicídios no Ceará supera a do Brasil


Pela primeira vez, desde 1980, o número de homicídios no Ceará supera a média nacional. As taxas já vinham crescendo num ritmo bem acima da média brasileira até chegar a 29,7 assassinatos em cada grupo de 100 mil habitantes. A média brasileira é 26,2. Os dados estão no Mapa da Violência 2012, pesquisa realizada pelo Instituto Sangari.

A pesquisa revela também a crescente violência no interior. Enquanto a Região Metropolitana de Fortaleza teve acréscimo de 7,8% no número de homicídios em 2010, o interior registrou aumento de 5,5% nestes crimes. E não só isso. O número de municípios com taxa de homicídios além da média nacional pulou de 11, em 2000, para 46 cidades, em 2010. Equivale a 25% dos municípios do estado, confirmando acelerado processo de interiorização da violência.

A resposta simples é apontar para causas estruturais, como se a violência viesse aumentando em nível nacional. Ao contrário. Nos últimos 10 anos, a média brasileira recuou.

Se pegarmos o recorte de 2007 para 2010, entre dois estados nordestinos, Ceará e Pernambuco, nos deparamos com os disparates. Enquanto a taxa de assassinatos cresceu 30% nos últimos três anos no Ceará, o estado de pernambucano apresentou queda de 27%. Resta claro que o problema é mais gerencial que estrutural.

Para enfrentar essa onda de violência homicida no país, são necessárias políticas públicas, principalmente voltadas a combater esse mal no interior do Estado. Precisamos mais discussão sobre como direcionar as políticas nacionais, estaduais e municipais em torno da segurança pública. Somente assim seremos capazes de enfrentar de forma concreta e efetiva os altos níveis de violência que assustam os brasileiros.

Acesse o Mapa da Violência na íntegra aqui.

domingo, 18 de dezembro de 2011

Segurança

O Ceará está mal colocado no que diz respeito às informações sobre segurança. Só informa os homicídios dolosos.

Deixa de informar:

1- lesão corporal seguida de morte;
2- latrocínio;
3- morte em confronto com a polícia;
4- homicídio culposo de trânsito.

No ranking de segurança  a posição é a seguinte:

- Homicídio doloso (segundo taxa por 100 mil hab) 31 é o 9º pior.
- Roubo de veículos : 47,5% é 12º pior
- População carcerária : 264,9 é o 14º pior
- Gastos : 7,9% (aumento de gastos de 2010/2009). Em valores absolutos é é o terceiro menor gasto do país. Está à frente apenas do Piauí e Distrito Federal.

Para quem prometeu acabar com a violência está a dever muito em transparência e resultados.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 24/11/11

Óbitos

Morreram Joãozinho Trinta e o ator Sérgio Brito, a alegria e o drama.

Palavras

Toda minha vida olhei para as palavras como se as estivesse vendo pela primeira vez.

Ernest Hemingway

quinta-feira, 15 de dezembro de 2011

Remoções

ONGs denunciam 21 remoções ilegais para a a Copa de 2014 em 7 capitais. Fortaleza é uma delas.

Segundo a Articulação Nacional dos Comitês Populares, que reúne movimentos sociais que discutem o impacto das obras, até 170 mil pessoas estão ameaçadas de perder suas casas.

O relatório de 138 páginas foi entregue a autoridades municipais, estaduais, parlamentares e instituições financeiras envolvidas com as obras da Copa.

Cópias tambem foram enviadas a instituições internacionais ligadas à defesa dos direitos humanos.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 13/12/11

Entulho

Durante muito tempo falou-se de entulho autoritário, herança dos militares.

Até que ele fosse removido, ou absorvido, pelos novos donos do poder.

O ex-presidente Fernando Henrique recuperou a expressão em entrevista concedida ao jornal O Estado de S. Paulo, edição de 13/09/11 ao afirmar: Dilma tem de se livrar do "entulho pesado".

A acreditar nele há entulho novo na praça.

Mercados

Os mercados parecem insaciáveis. O acordo para salvar o euro não os sensibilizou. A moeda e as bolsas voltaram a cair.

A Inglaterra mais uma vez segue contra a corrente. Foi a voz solitária entre os 27 paises integrantes da União Europeia a discordar do acerto.

O que levou José Manuel Durão Barroso, Presidente da Comissão Europeia, a dizer "que o acordo é dos 27 menos 1".

A ilha continua fora, e cada vez mais distante, do euro e a ter o volante dos carros do lado direito. Tradição e teimosia fazem o dia a dia dos ingleses.

Arquitetura

O arquiteto holandês Rem Koolhaas, renomado profissional, autor de projetos revolucionários, como a Casa da Música, na cidade do Porto, visitou São Paulo pela segunda vez e não se furtou a uma comparação da capital paulista com outras metrópoles.

Segundo ele ficou chocado com as semelhanças ela e Jacarta, Manila e Lagos. "Me impressiona que haja mais semelhanças que singularidades", diz ele.

quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Marcadores

Da série marcadores de livro da minha coleção.

O outro Nava

Soube há pouco tempo que Pedro Nava tinha um irmão, José Nava, o mesmo nome do pai, também médico e escritor bisexto. Boêmio, oficial da Polícia Militar, viveu em Belo Horizonte até ser levado pelo irmão para tratar dos pulmões no Rio de Janeiro. Era o centro de uma roda que se reunia em um dos bares do edifício Maletta.
"Tragédia Anti Florentina" é o título de um livro seu, ganhador do Prêmio Cidade de Belo Horizonte - 1968,  sobre a vida e obra de Oscar Wilde. Uma tentativa de interpretação psicológica do grande escritor irlandês escrito em estilo elegante e atrativo. 

Estados

Há o estado de direito, o estado de exceção e agora surgiu o estado da Fifa.

As leis brasileiras estarão suspensas durante a Copa de 2014 e valerão as normas impostas pela Fifa.

É o que deve acontecer em relação às regras para licitações do poder público e ao consumo de bebidas alcoólicas nos estádios de futebol.

Tudo pela Copa!

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

A frase do dia

Se a Europa não mudar, a história do mundo vai ser escrita sem ela.

Nicholas Sarkozy, Presidente da França.

Influentes

A revista Época publicou uma lista com o nome das cem pessoas mais influentes no ano de 2011.

Nela constam dois cearenses. O empresário Ivens Dias Branco e o Procurador Geral da República Roberto Gurgel. ambos muito merecedores da escolha.

O único político nordestino que integra a relação é Eduardo Campos, Governador de Pernambuco.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Arrogância

A arrogância é o escudo dos inseguros.

Transparência

A ida do governador à Assembleia Legislativa é apenas um gesto midiático destinado a confundir a opinião pública.

Atitude democrática e transparente seria permitir que os deputados que o apoiam aprovem os pedidos de informação dirigidos ao Executivo que são sistematicamente rejeitados pelo seu latifúndio parlamentar.

Saúde

Para aprovar a DRU (Desvinculação de Receitas da União) no Senado o governo pagou um preço.

Foi a aprovação da regulamentação da emenda 29 que dispõe sobre os gastos federais com saúde. O projeto estabelece um mínimo, que não era exigido da união, forma de aumento anual e critérios a serem observados nas despesas com o item saúde.

De quebra foi rejeitada a criação de uma nova CPMF.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PIB

O Brasil parou. O PIB no terceiro trimestre não cresceu. Foi Zero.

É a marolinha chegando aqui...

terça-feira, 6 de dezembro de 2011

Imagem

Vasco

O Vasco, vice-campeão brasileiro, foi campeão na seleção do Campeonato Brasileiro. Emplacou quatro jogadores no time dos selecionados como os melhores da temporada.

A ironia está no fato de que a diretoria do time não foi convidada pela CBF para o evento. Tudo por causa de declarações de dirigentes contra arbitragens que prejudicaram a equipe.

Autocrítica

Não há maior comédia que a minha vida; e quando quero ou chorar ou rir, admirar-me ou dar graças a Deus ou zombar do mundo, não tenho mais que olhar para mim.

Carta a um padre.
Padre Antonio Vieira

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

Editoras

A Penguin, inglesa, adquiriu 45% da Companhia das Letras das famílias Schwarz e Moreira Salles. É a maior aquisição feita por ela para publicação de livros em língua não inglesa.

Depois da China e Índia chegou a vez do Brasil na estratégia dos ingleses.

A editora brasileira completou em 2011 20 anos de existência. Surgiu no mercado com uma proposta renovadora no projeto gráfico dos livros e nos títulos que publicou.

Penguin e Companhia das Letras já mantinham acordo operacional que permitiu a publicação de títulos no Brasil com o selo inglês.

Leitura

Acabei de ler O Ano da Leitura Mágica, de Nina Sankovich, editora Leya.

A história de uma mulher que decidiu durante um ano ler um livro por dia. Isso sem deixar de lado o trabalho e as obrigações de dona de casa e mãe de família.

Foi a forma que encontrou para superar a tristeza pela morte da irmã mais velha, vítima de câncer do pâncreas.

No fim, o livro traz a relação de tudo que leu durante esse ano. No curso do livro a autora reproduz sempre trecho do que leu ligando-o a emoções e passagens de seu cotidiano.

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mestres

Limoeiro do Norte sedia a sexta edição do festival Mestres do Mundo que um dia a insensatez levou para o Cariri que merecidamente já acolhe muitos eventos culturais.

Felizmente a injustiça com a cidade foi corrigida e os mestres voltaram a se reunir anualmente na região jaguaribana.

O evento foi criado em meu governo dentro da estratégia de democratizar o acesso à cultura, livrá-la do cerco dos pequenos grupos que se apropriavam dos meios e a confinavam ao litoral.

Paguei um preço alto por isso, mas valeu a pena!

Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 03/12/11

quinta-feira, 1 de dezembro de 2011

A frase do dia

O abuso de poder é das formas mais perversas de afronta à vontade do eleitor.

Dora Kramer, no artigo Dez da berlinda, no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 01/12/2011

Imagem

* Fonte: Jornal O Estado de S.Paulo (30.11.2012)

Linchamento

Em São Paulo, na região de Sapopemba, um motorista de onibus após atropelar e matar um homem e colidir com vários carros foi espancado até a morte por frequentadores de uma festa funk que ocorria no local.

Motorista há vinte anos fazia aquela hora a última viagem do dia.

Depoimentos de passageiros do onibus disseram que ele fora vítima de mal súbito o que ocasionou o descontrole do veículo até que parasse ao ser o freio de mão acionado pela cobradora.

A triste lição a ser recolhida do episódio é que justiça feita pelas próprias mãos pode ser uma grande injustiça.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 29/11/11

Eólicas

A Bahia está assumindo posição de destaque como um importante polo de geração de energia a partir do vento.

Está em andamento um projeto para tornar o estado um grande produtor de equipamentos aerogeradores que deverá suprir as necessidades do país e até do continente.

Já estão instaladas duas fábricas de aerogeradores e outras duas concluem entendimentos com o governo bahiano para iniciarem os investimentos. São empresas americanas, francesas, espanholas e dinamarquesas. Uma outra anuncia fábrica de torres eólicas.

Na Bahia as fazendas de vento estão no interior e não no litoral. É no semiárido que se erguem as torres dos parques eólicos beneficiando pequenos agricultores da zona mais pobre do estado propietários dos terrenos onde se instalam os geradores.

O fato levou o vice governador do estado, Oto Alencar, a comemorar o acontecimento como "o pré-sal do sertão".

A Bahia detem 20% do potencial eólico comercializado no país 1,4 MW dos 7,0 MW envolvido nos leilões.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 28/11/11

quarta-feira, 30 de novembro de 2011

Perigo

Élio Gaspari, em sua coluna no O Estado de S. Paulo, edição de 27/11/11, denuncia um manobra em andamento para desfigurar o aterro do Flamengo, no Rio de Janeiro.

Fazendo de Niemeyer, de seu nome ilustre, o que ele chama um aríete, grupos empresariais se articulam para construir no parque "uma casa de espetáculo com 3 mil lugares anexa aos interesses da churrascaria Porcão existente no aterro".

Lota Macedo Soares, responsável pela construção do aterro no governo de Carlos Lacerda, teve a feliz ideia de tombar aquele espaço.

O que se espera é o que o IPHAN não autorize a obra sob pretexto econômico embrulhado no pacote da Copa e Olimpíadas. Os eventos passam e o Rio precisa continuar lindo em janeiro, fevereiro e março... e não só, mas o ano todo.

Aforismo

Ninguem mais inseguro da própria imagem do que quem precisa superproduzi-la todos os dias.

Daniel Piza

Siderúrgica

A Vale anuncia que investirá no próximo ano  R$ 1 bilhão na siderúrugica de Pecém. Uma excelente notícia. Parabéns, cearenses.

Fico feliz em ver um empreendimento, cujos fundamentos foram estruturados durante meu governo, seguir adiante. A Petrobrás, que não honra compromisso, foi um grande entrave, afinal removido, para a concretização do projeto.

Além de não ter palavra a Petrobrás é também má pagadora. Negou durante muito tempo, por seu presidente, através da imprensa, que devesse soma vultosa ao estado do Ceará. Quando foi obrigada a reconhecer a dívida barganhou o montante. Nunca ficou claro, se, e como, a dívida foi quitada.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Caos

É assim que o jornal Diário do Nordeste, edição de 28/11/11, rotula a situação do sistema carcerário no Ceará em matéria de página inteira.

Superlotação de presídios, fugas, motins, delegacias abarrotadas de presos em flagrante descaso pela lei, os direitos humanos e a segurança da população.

Nos quatro anos de meu governo fugiram dos presídios 38 presos. Entreguei o governo ao meu sucessor sem um só preso em delegacias.

domingo, 27 de novembro de 2011

Requiem













Faleceu, aos 87 anos, Danielle Miterrand.

Mulher de François Miterrand sustentou um casamento institucional, fruto de um pacto do casal, e uma liberdade de ação que não cessou, mesmo quando primeira-dama da França.

Na cerimônia de sepultamento de Miterrand postou-se ao lado dos dois filhos e entre eles estava Mazarine, a filha do marido com Anne Pingot. A França, perplexa, viu abraça-la

Foi uma lutadora incansável em defesa dos direitos humanos, das minorias, dos pobres e oprimidos, de uma maneira geral, nos quatro cantos do mundo.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 27/11/11, artigo de Gilles Lapouge, O lirismo político de Danielle.

Aforismo II

Tchekov: "Qualquer idiota atravessa uma crise". Sim, mas não atravessa sem deixar de demonstrar como é idiota.

Daniel Piza

Europa

A crise se alastra e as respostas dos líderes europeu a ela deixam muito a desejar. As reuniões se sucedem e as soluções não chegam.

Enquanto isso, Itália e Espanha, duas grandes economias, entraram na alça de mira do mercado. Rolam suas dívidas a custos insuportáveis a longo prazo.

Não só. França e Alemanha já acusam o golpe. A primeira está ameaçada de ter sua dívida rebaixada e a segunda não conseguiu vender todos os títulos da dívida que ofereceu ao mercado.

E mais, Sarkhozy e Merkel já não tocam afinados. Divergem na forma de encarar o problema econômico europeu. A proposta da emissão de títulos europeus que compreendessem todos paises da zona euro não sensibilizou a alemã.

Merkhozy, essa figura híbrida, autoerigida chefe da Europa, que a toda hora dispara ordens aos demais governantes europeus, começa a se desintegrar em meio a divergências que afloram.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 16/11/11 no artigo A desunião europeia, de Gilles Lapouge.

Aforismo

A cabeça tem razões que o coração conhece.

Daniel Piza

Steve Jobs

Oh uau, Oh uau, Oh uau. Foram estas as últimas palavras de Steve Jobs, o multimilionário pioneiro da era digital morto aos 56 anos de idade de um câncer do pâncreas.

A crise e os slogans

Os indignados americanos bradam, "não compre, ocupe" (Wall Street), uma forma de denunciar a crise econômica e a ditadura do sistema financeiro.

Em busca dos descontos do Thanksgiving Day nove mil pessoas se acotovelaram na "sexta feira negra" para comprar na Macy's em Nova York.

Aqui, Dilma repete Lula, "compre, para garantir seu emprego". Se houver dinheiro, tudo bem...

Bélgica

Afinal partidos políticos e etnias teriam chegado a um acordo para, depois de muitos meses, a constituição de um novo governo.

O entendimento tem por base o orçamento e a fixação de uma meta para reduzir o deficit público.

O rebaixamento da dívida belga por uma agência de rating e a crise bancária forçaram o acerto.

Vazamento

O vazamento de óleo no mar em área de perfuração operada pela empresa americana Chevron deve fortalecer os argumentos dos estados produtores diante do volume da receita a ser transferida para os estados não produtores.

Afinal é onde se dá a extração de óleo que ocorrem os acidentes e suas consequências econômicas e ambientais.

A propósito, o jornal O Globo informa que os vazamentos da Petrobrás superam os da Chevron.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Retorno

Estou de volta. Fiquei uns dias sem internet. Desconectado. E sobrevivi bem. Até chegar a hora de retomar os contatos com o mundo digital.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Poesia II

Mea Culpa

Em vez de te poupar,
Gastei-te sem saber o que fazia,
E não vivi.
Morri
Em cada hora cega que vivi.

Solidão

Pouco a pouco, vamos ficando sós
Esquecidos ou lembrados...
Mortos sem ter morrido,
Lúcidos defuntos,
Vemos a vida pertencer aos outros.

Miguel Torga
(trechos dos dois poemas)


Poesia I

Sou restos de um menino que passou
Sou rastos erradios num caminho
Que não segue, nem volta, que circunda
A escuridão como os braços de um moinho.

Paulo Mendes Campos



Lupi

Lupi pode ter ganho uma sobrevida à frente do ministério do trabalho. Pelo noticiário a presidente Dilma, mesmo insatisfeita com o comportamento atabalhoado do ministro, teria decidido dar-lhe uma chance. Sabe-se lá porque.

No PDT correligionários muito próximos ja insinuam sua saída sob o argumento de resguardarem a imagem do partido imolado na imprensa graças às travessuras do ministro.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Emendas

A angústia do governo para aprovar a DRU (Desvinculação de Receitas da União), essencial ao equilíbrio de suas contas, pagou alto preço.

Além da liberação urgente das emendas parlamentares o relator do orçamento de 2012 aumentou em R$ 2 milhões o valor das emendas a que tem direito cada parlamentar. Cada um disporá de 15 milhões no próximo ano.

Em São Paulo, o jornal O Estado de S. Paulo tem publicado uma série de matérias mostrando irregularidades e desvios na aplicação de recursos oriundos de emendas dos parlamentares estaduais. É um escândalo!

Já aqui...

Europa

Na Europa os governos caem como pedras de dominó. Sucessivamente cairam os governos da Irlanda, Portugal, Eslováquia, Grécia, Itália. O da Espanha só espera o dia da eleição, que está próximo.

Políticos são substituidos por técnicos à frente dos governos. Foi o que aconteceu na Grécia e na Itália. Não por coincidencia os dois com carreiras no mundo das finanças internacionais.

Assombrados com o tamanho da crise os partidos políticos encontram um mínimo de consenso para aplicação das duras normas impostas pelas instituições financeiras internacionais aos paises hiper endividados.

Enquanto isso há especulações sobre a formação de um núcleo duro de países, Alemanha, França, Áustria e Holanda, que manteriam o euro como moeda comum, ficando os demais fora da união monetária.

A notícia foi desmentida. José Manuel Durão Barroso, português, presidente da Comissão da União Europeia, atacou a proposta duramente mostrando o quanto a Alemanha se beneficiou da integração dos paises europeus e as perdas que teria em caso de fracionamento da união.

O remédio para a crise, que é econômica, mas também política, é mais, e não menos, Europa. Não é possível uma moeda única com políticas econômicas e financeiras nacionais diferentes.

O desafio é como estabelecer uma política econômica unificada preservando o que restar de autonomia nacional. O projeto europeu enfrenta seu maior desafio. Ou se consolida em definitivo ou se desfaz de vez. 

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SAÚDE - Algo saiu muito errado

Comecemos por desejar toda sorte do mundo ao ex-presidente Lula. Quem já passou por essa doença desgraçada sabe como o momento é difícil, mesmo paras os mais fortes. A pessoa precisa se concentrar no tratamento, entender que essa é sua prioridade, mas também não pode ficar inteiramente nisso. Precisa tocar a vida no tempo possível. Lula começou bem, naquele seu estilo positivo. Força! 
Não vamos, portanto, personalizar a questão. É errado fazer isso. Mas há na praça um tema político, social e econômico, do qual já tratamos algumas vezes nesta coluna, e que merece a atenção de todos.
Vamos falar francamente: em um país que mantém um sistema público de saúde, universal, administrado diretamente pelo governo, é no mínimo embaraçoso que as autoridades da República, sem exceção, busquem tratamento na rede privada. 
Não há crime, não é ilegal nem anti-ético em muitos casos - como das autoridades que pagam seus próprios planos de saúde. Mas há situações mais complexas. O Congresso Nacional fornece assistência médica praticamente irrestrita a deputados e senadores e, em muitos casos, a seus familiares. Parlamentares são tratados nos melhores hospitais privados, não raro no exterior, tudo por conta da casa - quer dizer, dos contribuintes. 
Funcionários do Legislativo federal têm planos de saúde, como muitos outros colegas. O pessoal do Ministério da Saúde também não se trata no SUS, mas na rede provida por um convênio particular. Militares vão aos hospitais das Forças Armadas. 
Resumindo: autoridades e funcionários de um determinado escalão para cima não vão ao SUS. Cuidam-se (e de seus familiares) nas redes privadas, com pagamento total ou subsídio do setor público. De novo, não é ilegal. 
O sistema de saúde definido na Constituição brasileira é misto. O básico é o público, universal e gratuito, baseado no princípio: saúde é direito do cidadão e dever do Estado. Subsidiariamente, os constituintes admitiram um sistema privado, como acessório. E foi por pouco.
Havia um forte viés estatizante entre os constituintes de 88. A tendência era de se eliminar o sistema privado, de tal modo que todos hospitais e clínicas passariam ao controle público. Depois, diante do óbvio exagero dessa proposta - e de seu custo, pois seria preciso pagar indenizações para estatizar - passou-se a admitir que a rede privada então existente poderia continuar, mas sem expansão. Após muita negociação saiu o texto que consagra o SUS, mas aceita um sistema privado acessório e, de algum modo, controlado e supervisionado pelo Estado. 
Hoje, esse sistema "acessório" atende quase 50 milhões de brasileiros, na maioria por meio dos planos e seguros de saúde. Mais do que isso. Como demonstram pesquisas feitas com as novas classes médias, um dos sonhos dessas famílias emergentes é justamente poder pagar o plano de saúde para escapar do SUS. (E também uma escola particular). 
Portanto, sem esse sistema privado, a saúde brasileira simplesmente entraria em colapso, milhões de pessoas seriam prejudicadas. Logo, esse "acessório" deveria ser tratado como essencial. E entretanto, as autoridades reguladoras nos governos Lula e Dilma mantém uma atitude, digamos, de bronca pesada com o setor privado. Para resumir: controlam o preço das mensalidades (das operadoras - planos e seguradoras) e exigem a prestação de cada vez mais serviços limitam a receita e impõem ampliação do atendimento, ou seja, dos gastos.

É como se esse sistema privado tivesse que ser punido. Por que? Ora, porque é a demonstração concreta dos fracassos do SUS. O pretexto, como sempre, é que o sistema precisa de regulação e que os consumidores (pacientes) devem ser protegidos da sanha de lucro das companhias privadas. 

Mas o que conseguem? Uma piora do serviço nos planos e seguros mais acessíveis às classes médias e o encarecimento brutal daqueles que dão direito à medicina fornecida por hospitais como o Sírio. 
Assim, quem pode ser curado nos hospitais de ponta? Os muito ricos, que pagam diretamente as famílias de renda alta, que podem pagar planos e seguros de ponta empregados de boas companhias privadas que pagam parte das mensalidades autoridades, funcionários públicos de escalão elevado e políticos lá de cima, financiados pelos órgãos públicos, ou seja, pelos contribuintes. 
Classes médias já vão para os hospitais de segundo nível. E o povão vai para as filas do SUS, para ser tratado com equipamentos e medicamentos inferiores. 
Algo saiu errado, pois há sistemas públicos de saúde que funcionam melhor que o brasileiro, a custos proporcionais. E há sistemas privados mais baratos e mais acessíveis que os nossos. 

(Carlos Alberto Sardenberg)
* Fonte: O Estado de S. Paulo - 7 de novembro de 2011

De volta para o futuro - Lee Siegel

Às vezes você sai de casa e tropeça numa metáfora. Foi o que ocorreu outro dia no meu exame médico anual. Primeiro, porém, preciso lhes falar do meu médico, vamos chamá-lo de Doutor X.

O Doutor X costuma dizer que gostaria de ser escritor. Isso se deve, talvez, ao fato de que, como muitos de seus colegas, ele sente que perdeu sua autoridade para empresas de assistência médica burocráticas e processos judiciais onerosos. Os escritores, por sua vez, não precisam preencher 20 formulários para cada peça que publicam, e raramente são processados. E, enquanto as pessoas se sentirem indispostas por alguns minutos a cada dia, os escritores serão lidos. Mesmo que logo esquecido, ser lido confere uma migalha de autoridade.

De minha parte, eu cobiço a vida do Doutor X. Ele é calmo, responsável, senhor de si, e um curandeiro talentoso. E tem mais, ele é rico. Como gastroenterologista, ele realiza, assim me disseram, aproximadamente 20 colonoscopias por semana a US$ 1.500 cada uma. Se eu recebesse meros US$ 10 a cada vez que me deparei, socialmente, com essa parte particular da anatomia, o New York Times recorreria a mim e não a Carlos Slim na próxima vez que precisasse tomar US$ 250 milhões emprestados.

O tipo de escritor a que o Doutor X aspira ser, em suas breves fantasias vicárias, é o comentarista político. E assim, durante o exame da minha próstata - não, não é esta a metáfora, não ainda - ele trouxe à baila o tema da economia americana. Não dá para ficar empurrando com a barriga, disse ele sobre a dívida nacional. Não há vontade política para mudar isso, tampouco, ele prosseguiu. Há apenas resistência absoluta de um lado, e equívoco absoluto do outro. A situação, concluiu, enquanto terminava, arrancando sua luva de látex, é desesperadora. Não se preocupe, ele disse, dando-me um tapinha nas costas enquanto meus olhos se enchiam de lágrimas, 'eu não me referia a você'.

O exame prosseguiu e a conversa enveredou para outros países, outras economias. Então eu lhe contei - me gabei, se querem saber a verdade - que acabava de ser contratado por este jornal para escrever uma coluna quinzenal. Ele parou e me fitou, os olhos bem abertos. "Brasil!", exclamou. É um lugar notável, disse. Poderoso e crescendo, cheio de esperança e promessa. Sorriu para mim e se despediu com um aperto de mão.

Você chega ao outro lado dos 50 e suas visitas anuais ao médico mudam. Há mais temores, mais medicações, mais exames. O médico já não lhe pergunta como vão seus pais. Pergunta como eles morreram. O prazer de viver começa lentamente a se fundir no negócio de permanecer vivo. Civilizações são assim, também. Enquanto eu crescia, o Brasil era a forma empolgante do que estava por vir. Brasília começou a subir em seu planalto quase na mesma época em que nasci. São Paulo estava se transformando quando eu frequentava o primário. Em romances e filmes, o Brasil era retratado como o futuro dourado.

Agora, de uma perspectiva americana, o futuro do Brasil é o passado dos Estados Unidos. O Brasil é o passado americano dourado. Com sua economia florescente e suas classes sociais em ascensão, o País lembra os Estados Unidos logo depois da 2.ª Guerra Mundial, quando a política funcionava, as pessoas tinham empregos, e a mobilidade social era a norma para muitas pessoas. O Brasil virou o lado brilhante do capitalismo.

Nos Estados Unidos de hoje (eis a metáfora), o prazer de viver se tornou agora o negócio de permanecer vivo. Há muitos temores, muitos exames, mas nenhum remédio à vista. O capitalismo americano, impelido por seus excessos, caiu em seu lado escuro. O sentimento por aqui é de que não há ninguém nos controles. Ninguém tem uma autoridade decisiva.

Ninguém sabe cuidar de ninguém. Nessa situação, todos desejam ser um médico capaz de sanar a deterioração do ambiente. Mas, enquanto entregava meu cartão de seguro a uma dentre meia dúzia de assistentes do doutor, ali na mesa de recepção - junto com amostras para o laboratório -, eu me lembrei de suas palavras de despedida e sorri. Brasil, eu disse para mim, você pode perfeitamente acrescentar alguns anos à vida de um escritor americano.

* Fonte: O Estado de S. Paulo (7 de novembro de 2011)

Poderosa

Nem os governos militares ousaram acabar com a meia entrada.

A Fifa ameaça extingui-la nos jogos da Copa de 2014.

Poesia II

"Queira-te eu tanto, e de tal modo em suma,/que não exista força humana alguma/que esta paixão embriagadora dome"

"E que eu por ti, se torturado for/possa feliz, indiferente à dor,/morrer sorrindo a mumurar teu nome".

O autor desses versos é Carlos Marighella que os escreveu num presídio em São Paulo, no ano de 1939.

Quando jovem o futuro revolucionário respondeu em versos, no Ginásio da Bahia, a uma prova de física que versava sobre a lei da reflexão dos espelhos.

Saiba mais na coluna de José Miguel Wisnik, sob o título A bolsa ou a vida, no jornal O Globo, edição de 05/11/11

Poesia

     Inluação

Aos inventores do protetor solar
peço que inventem o protetor lunar:

Sombra nenhuma da noite protege
a alma ardente exposta ao luar:

Carlos Nóbrega

in Corsário, nº 1 - julho/2011

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Corrigindo

O governador falando em evento do PCdoB disse, segundo o jornal O Povo, lamentar que o hoje Senador Inácio Arruda não tenha sido eleito quando disputou a prefeitura de Fortaleza.

Tambem não disse se havia votado nele. Para corrigir o que considerou um erro bastava apoia-lo agora já que o senador anuncia que irá concorrer ao mesmo cargo na eleição do próximo ano.

A frase do dia

Considero isso uma das reais chaves da vida: Não confunda quem é você com o momento que você está vivendo.

Netinho, o cantor.

Missa

Bispos católicos solicitaram aos fiéis do estado americano de Wisconsin que não levem armas às missas.

Em comunicado oficial advertem que as igrejas não podem se transformar em locais de possíveis violências.

Naquele estado foi aprovada uma recente lei que permite aos cidadãos portar armas em locais públicos.

Sustentabilidade

A Levi Strauss, está preocupada com o alto consumo de água na produção e lavagem de seus produtos, as conhecidas calças jeans.

Segundo a empresa, do algodoal à cesta de roupa suja uma calça jeans consome em média 3.480 litros de água durante seu ciclo de vida.

A Levi não quer apenas projetar uma imagem de responsabilidade ambiental. Preocupa-se com a sustentação de seu negócio. A escassez de água poderá encarecer o produto e comprometer seus resultados.

Para poupar água financia um programa que vai do emprego de técnicas para reduzir o consumo do líquido na cultura do algodão, ao uso de brim desbotado com pedras, e não água, e aplicação de etiquetas conclamando os consumidores a lavarem menos as calças.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 07/11/2011

sábado, 5 de novembro de 2011

Bebida

Se beber não dirija; se dirigir não beba.

Agora mais que nunca a máxima é importante. O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu: dirigir embriagado é crime.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 03/11/11

Royalties II

O tema, tal como vem sendo tratado, coloca em risco o pacto federativo e a comunhão entre as unidades federadas que formam a união. Bom senso, espírito público e sensatez se fazem necessários para levar a delicada questão a um desfecho que não comprometa a União.

Esta, como não tem deputados nem senadores que a defendam, pode ser a mais prejudicada com a perda de recursos e o desentendimento entre estados.

É bom que não esqueçam os governadores do norte e nordeste que o STF considerou inconstitucional o critério de rateio do Fundo de Participação dos Estados determinando prazo para que seja elaborada lei que defina a forma de distribuição do dinheiro entre os estados.

Ceará, Bahia e Maranhão, por exemplo, estão entre os grandes beneficiados pela regra atual. Na hora de votar a nova lei, ninguem se engane, haverá uma ofensiva dos demais estados contra o que chamarão os privilegiados de hoje.

O argumento será o de que pobres, os há, e em número considerável, por toda parte. Foi com argumentos desse tipo que vi, indignado, com minha tenaz oposição, o Senado ampliar o limite legal do nordeste no estado de Minas Gerais e incorporar o Espírito Santo.

Isso significa dizer que os novos nordestinos passaram a gozar dos incentivos fiscais e creditícios a que a região tem direito através do Banco do Nordeste e da Sudene. Relembro que na ocasião houve tentativa, malograda, de estender a fronteira da região até Campos (RJ) alegando a pobreza do norte fluminense.

Ao aprovar essa lei esdrúxula os senadores cumpriram a profecia ancestral que anunciava : um dia o sertão vai virar mar.

Royalties I

Os governadores dos estados não produtores de petróleo viram no pré sal e consequente aumento da quantidade de óleo extraido uma oportunidade para participarem da receita auferida mediante uma participação percentual no resultado obtido.

Estavam em seu direito e lutavam pelas unidades que governam. Escorados em folgada maioria parlamentar tripudiaram sobre a união e os estados produtores.

 A tunga não dispensou sequer os poços em exploração cujas regras de divisão pactuadas estão em vigor e as receitas incorporadas aos orçamentos de estados e municípios.

A sangria dos cofres dos estados do Rio de Janeiro e Espírito Santo pode chegar, segundo leio na imprensa, a algo como 25% de suas receitas. É a decretação da falência das duas unidades federadas.

A confusão foi parar na mesa do então presidente Lula que vetou o projeto aprovado no Congresso.

O risco de queda do veto desencadeou novo debate tendo afinal o Senado aprovado uma nova proposta, algo diferente da anterior mas ainda assim extremamente danosa aos dois estados. A matéria está soba apreciação da Câmara dos Deputados.

Gelatina

Além da bancada da saúde, do nordeste, dos evangélicos, dos ruralistas, e outras menos conhecidas surgiu agora uma nova associação de parlamentares : a "bancada gelatina," formada por um grupo de cerca de 80 deputados insatisfeitos com o governo.

Esses grupos suprapartidários se reunem em torno de interesses comuns que desconhecem, quando necessário, limites partidários e obediência ao governo.

Os gelatinosos subordinam seus votos à satisfação de suas conveniências. Por ora não incomodam tanto devido à ampla base de apoio de que dispõe o governo Pelo que conheço a tendência desse insólito grupo é aumentar de tamanho.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 04/11/2011

Assembleia Legislativa

A ampla maioria do governo no parlamento estadual rejeitou todos os requerimentos do Dep. Heitor Ferrer que pediam informações sobre o escândalo dos empréstimos consignados.

É a Assembleia escusando-se de uma obrigação básica: o dever de fiscalizar. Se não fiscaliza já não faz questão sequer de se informar.

Depois, ninguém se admire do descrédito da instituição junto à sociedade.

Saiba mais no jornal Diário do Nordeste, edição de 04/11/11

A frase do dia

É inadmissível num hospital faltar material. Tudo falta.

Deputado Augustinho Moreira (PV), criticando a situação do HGF.

Faltou dizer que o centro cirúrgico fechou por falta de material.

Gregos II

Por uma pequenissima margem de votos o parlamento grego aprovou voto de confiança ao governo. Significa que o susto maior passou.

O programa de estabilização fiscal prossegue e o povo grego ainda vai continuar a pagar um preço alto pelo desregramento financeiro dos governos que dirigiram o país nos últimos anos amparados no facilitismo de crédito dos bancos.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

ONGs

A presidente Dilma suspendeu por 30 dias o repasse de recursos do governo federal para ONGs. Elas estão no epicentro das crises desencadeadas pela corrupção que mina a administração e já levou à degola  seis ministros.

As irregularidades vão desde a não prestação dos serviços contratados, à falta de prestação de contas e o desvio de dinheiro para os bolsos de particulares.

A medida cautelar adotada é importante, mas apenas uma luz amarela acesa no trânsito das falcatruas. Afinal foram, em sete anos, R$ 19,2 bilhões repassados à essas organizações pela união.

O que virá depois dela, dependendo de sua consistência e abrangência, poderá interromper o fluxo livre de verbas que irriga contas de partidos e companheiros.

Gregos

Os gregos não se entendem, ou não são entendidos.

Quando parecia que a união europeia havia enfim lhes arremessado uma boia de salvação feita de mais empréstimo e uma redução de 50% no valor da dívida soberana com os bancos o premier grego Papandreou ateou fogo ao mercado anunciando a convocação de um plebiscito para ratificar o acordo.

Com o povo nas ruas em permanente manifestação contra o remédio amargo das medidas de combate à crise ninguem poderia esperar algo diferente da rejeição da proposta.

Surpresos com o anúncio da proposta grega a União Europeia, leia-se Merkel e Sarkozy, radicalizaram : cabe à Grécia decidir se quer continuar a jornada juntos ou deixar a zona do euro.

Os economistas são unânimes em afirmar que sair do euro nas circunstâncias atuais equivale a um hara-kiri econômico.

A reação pragmática do ministro grego das finanças contra o plebiscito chamou o governo à realidade e a convocação foi desfeita. Da aprovação de um voto de confiança no parlamento depende o destino do governo.

Já há quem fale em renúncia do gabinete para dar lugar a um novo governo de coalizão com maior consistência política para dar prosseguimento ao plano de resgate financeiro do país.

Leituras

Acabei de ler há poucos dias livros que recomendo sobretudo aos que se interessam por histórias de escritores e livros.

São eles :

1-Diário de um Pároco de Aldeia, George Bernanos, editora É

O autor é um católico conservador francês que lutou na primeira guerra mundial e anos depois exilou-se no Brasil onde morou em Barbacena tendo mais tarde retornado à França.

O livro trata das crises místicas de um cura de uma pequena cidade do interior da França, seu envolvimento com os paroquianos, a formação e atuação dos padres e os dilemas da igreja.

Não é um livro fácil de se ler. Tem uma densidade que pede atenção e leva o leitor a refletir sobre o homem no mundo e suas tribulações.

2-Se Um de Nós Dois Morrer, Paulo Roberto Pires, Alfaguara.

Sobre o legado póstumo de um advogado culto, autor de um único livro, vítima da falta de inspiração, da falta de persistência, ou de ambas, que não consegue escrever outra obra.

As pastas recheadas de documentos, textos dispersos, instruções a serem cumpridas, algumas bizarras, que confia a ex namorada constam de impressões sobre autores, personagens das relações de ambos, um editor oportunista e planos de obras não realizadas.

Reflexões de alguém que padece do mal de Montano e recomenda à herdeira de seus papeis procurar o escritor Enrique Vila Matas e entregar-lhe um desabafo sobre o processo criativo em literatura.

3-Livro Livre, vários autores, editora Imã.

Reflexões sobre o livro, a edição e a leitura a propósito dos novos suportes e os leitores digitais, os e-books, eas repercussões sobre o hábito de ler e a cadeia do livro.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Saudade

Esta é uma palavra mítica. Não tem sinônimo, não teria correspondente em outras línguas. Seria um monopólio da língua portuguesa.

Achei no livro Excerptos, F. Briguiet e Cia. Rio de Janeiro, MCMXXX, de autoria do médico, escritor, que pertenceu à Academia Brasileira de Letras, Aloysio de Castro o texto que se segue, um gesto que define uma palavra.

                                                                 A Saudade

Recordo-me que certa vez, quando era médico de uma enfermaria de mulheres, indaguei de uma polaca, ali recolhida, que sentimento era o zal. A mulher quiz responder, mas nada disse e olhou ao longe sem palavras. Eu senti então que a saudade é um olhar ao longe, sem palavras.


quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Lula II

Lula antes de ser um político, um ex-presidente, é um doente que sofre a mesma ansiedade e temor de qualquer um que se veja subitamente diagnosticado com um câncer como o dele.

Merece, não apenas pelo seu passado de lutas e serviços prestados ao país, mas como qualquer ser humano, a solidariedade e o apoio dos brasileiros.

Os ataques que tem sofrido na rede só desqualificam seus autores pelo que têm de inoportuno. Revelam o lado sórdido do ser humano e a pusilanimidade dos que se ocultam no anonimato.

Nesse aspecto a internet é bastante vulnerável. A agressividade e a falta de respeito com que agem alguns não tem justificativa servindo para descredenciar esse importante instrumento de comunicação.

As críticas que Lula mereça como agente político não devem ser formuladas no momento em que está frágil física e emocionalmente.

Não é justo misturar sua doença no vale tudo da política ou com o ódio que alimenta a manifestação de alguém que por qualquer razão não o aceite.

Se o SUS tem deficiências, e o atendimento aos brasileiros anônimos deixa muito a desejar, é justo que cada um cobre do governo melhorias no sistema.

A doença do ex-presidente pode até servir de pretexto para se fazer isso. A forma como alguns o fazem é abjeta e merece repúdio

sábado, 29 de outubro de 2011

ONGs

De Renato Rabelo, presidente nacional do PC do B :

"Sempre fomos contra as ONGs porque é uma maneira de ocupar espaço do estado".

Ah, bom...

Lula

Minha solidariedade ao Lula. Agiu corretamente ao não esconder a doença. Deus e a ciência o protejam na luta que irá travar contra o mal que o atinge.

Omissão

Chama atenção o desinteresse da imprensa cearense em apurar como jorrou, e foi gasto, o dinheiro do "esporteduto" no estado.

Afinal aqui estão, segundo a imprensa do sul, o município campeão nacional de verbas, Sobral, e a rainha das ONGs agraciadas com verbas do Ministério do Esporte.

 É lamentável !

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Humor II

* Fonte:  Folha de S. Paulo - 23/10/2011

Humor I

Caricatura de Cristina Kirschner de autoria de Sabat, cartunista argentino queixoso da falta de humor da presidente e seu falecido marido. 

* Fonte: O Estado de S. Paulo - 26/10/2011

ONG recordista de convênios com Ministério do Esporte é do Ceará

Do Portal Ceará Agora:

Uma das principais Organizações Não Governamentais (ONGs) investigadas por suposto favorecimento de recursos do Ministério do Esporte é do Ceará. A Confederação Brasileira de Desporto Escolar (CBDE), presidida por um empresário filiado ao PCdoB, recebeu R$ 15,5 milhões entre 2006 e 2011.

A informação está na coluna de Anna Ramalho, do Jornal do Brasil. Os valores correspondem ao período em que Orlando Silva era o titular da pasta. Em 2005, quando ainda era secretário-executivo, a CBDE recebeu quantia inferior: R$ 234,6 mil.

O presidente da entidade é o empresário Carlos Sérgio Rufino Moreira. Em 2010, um dos contratos firmados rendeu R$ 1,8 milhão, do 22º Campeonato Mundial de Futebol de Campo Escolar, realizado em abril daquele ano.

Resta saber como aplicou essa soma fabulosa e quem está por trás dela !


Por: Márcio Dornelles (27/10/2011)

Candidatura

O vereador Marcelo Mendes registrou em cartório escritura pública declaratória assumindo os seguintes compromissos :

Declara

I -  para quem possa interessar que não será, em hipótese alguma, candidato à reeleição a vereador nas eleições de 2012

II - que já comunicou à Presidência e e ao Diretório Nacional esta decisão

III - que colocou seu nome, em reunião do diretório Municipal do Partido Trabalhista Cristão - no mês de fevereiro do corrente ano, como pré candidato a Prefeito da Cidade de Fortaleza-Ce

IV - que disputará a convenção do seu partido em junho de 2012 para obtenção de legenda ao cargo majoritário municipal e obtendo ou não êxito, reafirma que, seja qual for a vontade da maioria do colegiado partidário, não incluirá seu nome na lista de candidatos à vereador do PTC

Como se pode ver o Marcelo está firmemente decidido a ser candidato a Prefeito de Fortaleza.   

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Água

Em dez anos faltará água no litoral do nordeste. A previsão catastrófica é de Luis Parente Maia diretor do Instituto de Ciências do Mar, da Universidade Federal do Ceará.

Para afirmar isto se apoia no comprometimento do aquífero Barreiras que se estende do Espírito Santo à região norte alimentado pela água que filtra das dunas que por sua vez sofrem desmontes ou ocupações desordenadas.

O bombeamento feito sem controle, e a poluição do lençol, ameaçam seu esgotamento, salinização e contaminação tornando a água imprópria para o consumo.

Na sua argumentação o técnico leva em conta a inexistência suficiente de redes de abastecimento de água lembrando ainda que só há água de boa qualidade sob as dunas.

Segundo ele já há pontos com índices elevados de coliformes fecais em decorrência da poluição por efluentes líquidos e resíduos sólidos devido à falta de estrutura de esgotamento sanitário e destino adequado do lixo.

O alerta é sério, merece atenção !

Leia mais no suplemento Planeta do jornal O Estado de São Paulo, edição de 26/10/11 

Montadoras

O Ministro da Fazenda Guido Mantega anuncia que aumentarão as exigências para as montadoras que quiserem se instalar no Brasil e escapar do acréscimo de 30% no IPI.

O índice de nacionalização de peças subirá para além dos atuais 65%.

A medida faz parte de uma estratégia de defesa da indústria nacional.

Saiba mais no jrnal O Estado de São Paulo, edição de 26/10/11

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

O poder como negócio

A presidente Dilma Rousseff tenta passar à história não como grande faxineira, mas como gestora de um ambicioso plano de crescimento econômico e de eliminação da miséria remanescente. Só não parou mais cedo a faxina porque a imprensa continuou denunciando bandalheiras na administração federal. Se as denúncias continuarem, e não faltará material para isso, a vassoura só será encostada se ela se render, de uma vez, às pressões de seu partido e dos grupos aliados. Nesse caso, prevalecerá, mais uma vez, o grande pacto político pela predação do Estado. O primeiro passo para romper esse pacto seria uma reforma política para valer – não, é claro, aquela em tramitação no Congresso. O projeto já relatado e provisoriamente posto em banho-maria deixa intocados todos os males e acrescenta alguns ao sistema.

Não basta mexer no processo eleitoral e no registro de partidos, nem adianta muito adotar uma Lei da Ficha Limpa. Alguns ladrões serão barrados, mas outros logo entrarão em campo, simplesmente porque o jogo do poder, no Brasil, é excepcionalmente lucrativo. Pode ser lucrativo no mundo todo, mas o caso brasileiro é fora do comum.

Para tornar o jogo menos tentador, seria preciso sacramentar alguns princípios simples. Contribuinte não tem de financiar partidos, nem de sustentar sindicatos, nem de entregar dinheiro para ser presenteado a ONGs. 

Não deve ser forçado a custear a reeleição de parlamentares. Manter escritórios políticos tem de ser atribuição dos próprios políticos e de seus partidos, assim como as viagens de visita às bases. Não se deve usar a verba indenizatória para essas finalidades. Secretarias, Ministérios e diretorias de autarquias e estatais são funções públicas e nenhum governante deve ter o direito de lotear cargos. Também não deve permitir a formação de feudos partidários em setores da administração. Não pode haver cotas de grupos ou partidos nem, portanto, “cota presidencial”, uma aberração ininteligível no mundo civilizado. A “cota” de quem chefia o governo é todo o Ministério. Isso não exclui a presença de aliados no primeiro escalão, mas não por loteamento. Também é indispensável diminuir o número de postos de livre provimento.

É preciso mudar o processo orçamentário. Sem isso, parlamentares continuarão distribuindo favores e desviando verbas por meio de emendas. Alguns defendem o sistema de emendas arbitrárias e picadinhas como democrático, assim como o presidente do Senado, José Sarney, defendeu os privilégios dos congressistas como “homenagem à democracia”. Não há democracia nenhuma na apropriação de verbas para distribuição de benefícios a indivíduos, grupos, organizações, empresas ou mesmo cidades escolhidas de acordo com interesses pessoais do parlamentar. O dinheiro é público, a tramitação do Orçamento é um ritual da vida pública e o parlamentar ocupa um cargo público. Mas é um abuso chamar de política pública a transformação do Orçamento numa pizza dividida segundo os objetivos privados de cada participante.

Cabe ao Executivo propor políticas e prioridades e submetê-las ao Legislativo. Num país politicamente maduro, a discussão antecede a elaboração do Orçamento e se prolonga, muitas vezes, durante a tramitação da proposta orçamentária. No Brasil, tem havido no máximo caricaturas desse processo. Mesmo sem comércio de emendas, sem dinheiro para organizações de fachada e sem distribuição de favores, o atual sistema resulta em desperdício de bilhões.

Mas o problema não está só nas emendas. Faltam discussão e clareza na elaboração da proposta. A saúde é prioritária? As verbas destinadas ao setor são bem alocadas? Os programas atendem a um esquema bem definido de prioridades? A distribuição total de recursos é compatível com a importância de cada setor? Discussões desse tipo serão mais prováveis quando os parlamentares se interessarem mais pelas questões públicas. Não será impossível chegar lá. Haverá menos mensaleiros e outros malandros, entre os candidatos, quando o Legislativo for menos parecido com um grande mercado. Ingenuidade? Não. Basta reduzir os incentivos errados ao ingresso na vida parlamentar.

O atual projeto de reforma apenas servirá, se aprovado, para reforçar as distorções. Não há um único bom motivo para forçar o eleitor a financiar os partidos – nem com verbas de campanha, nem com o fundo partidário já existente. O ex-sindicalista Luiz Inácio Lula da Silva foi eleito e reeleito presidente da República, sempre com financiamento privado. Contribuições de particulares sempre serão disponíveis, se os partidos tiverem atrativo suficiente. Se o dinheiro for entregue de modo claro e dentro dos limites legais, o sistema será mais equilibrado e mais limpo do que aquele em discussão no Congresso. Não se criará mais democracia forçando os cidadãos a financiar interesses privados – como são, em princípio, os interesses partidários.

* Fonte: Jornal "O Estado de S.Paulo" (12 de outubro de 2011)

terça-feira, 25 de outubro de 2011

São Luis

Leio nos jornais que o governo do estado adquiriu à empresa Severiano Ribeiro o cine São Luis. Medida oportuna e necessária. Tem o meu aplauso.

domingo, 23 de outubro de 2011

Economia

A previsão de crescimento do PIB do Brasil para este ano vem caindo progressivamente. Saimos de uma expectativa de 5,5% para 3,5%.

O novo número nos deixará na 97ª colocação no mundo. Como se pode ver está muito longe de ser brilhante o nosso desempenho.

A América do Sul terá o 7°crescimento entre as 19 regiões analisadas. A média dos paises será de 4,9º contra 6,6% do ano passado.

A Argentina lidera com 8%. O pior desempenho regional caberá à Venezuela, 2,8%.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 16/10/11

Frases soltas

Passei algumas noites com a alma sombria, naturalmente, mas ceder à depressão seria uma capitulação, uma derrota.

Christopher Hitchens, escritor, militante ateu, portador de um câncer de esôfago.

"Esporteduto"

Sobral é o município campeão nacional no recebimento de recursos per capita do Ministério do Esporte para o programa segundo tempo.

Em números absolutos a verba recebida foi de R$ 1.488.150, tanto no ano de 2010, como no de 2011. A população é de cerca de 188.000 habitantes.

Fortaleza aparece no ranking de 2011 com  R$ 981.600,00

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 22/10/11

Tunísia

A Tunísia foi às urnas hoje. São 110 partidos e 11.000 candidatos que concorrem à 218 vagas para uma Assembleia Constituinte.

Dá para imaginar a confusão que será o pleito eleitoral...

A votação é histórica e tem importância pelo fato de ser a primeira pós primavera árabe.

O exemplo pode inspirar Egito e Líbia cujas populações esperam que a democracia substitua os regimes dos dois ditadores depostos, Mubarak e Kadafi.

Jornais

73 milhões de brasileiros se informam através de jornais impressos enquanto 50 milhões o fazem pela internet.

Quando se consideram só as classes ABC a diferença a favor dos jornais passa de 46% para 50%.

Entre 2003 e 2010 a parcela da população que costuma usar a rede saltou de 21% para 49%. Em 2011 o índice passou a 46%, dentro da margem de erro.

A explicação para o fenômeno tem duas vertentes. Uma é a falta de oferta nas cidades afastadas dos grandes centros urbanos onde já existe infraestrutura, mas não há renda para sustentar uma operação comercial.

A segunda razão é a ausência de estímulo à competição. O mercado está concentrado em popucas empresas e há poucas cidades com mais de um competidor.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 22/10/11

Frases

A dona da Copa é a Fifa que não bota um tostão, ganha bilhões e vai embora.

Esporte no Brasil é o seguinte : a gerência é privada mas os recursos são públicos. Assim fica fácil.

Olímpiada no Rio é um projeto de obras, não de esporte.

Elena Landau, economista, botafoguense de arquibancada.

Saiba mais lendo a entrevista que concedeu ao jornal O Estado de São Paulo, edição de 22/10/11, caderno Aliás.

Produtividade

A produtividade brasileira está parada há 30 anos. Em 1980 um trabalhador brasileiro produzia em média US $21,0 mil por ano; em 2008, US $17,8 mil, uma queda de 15% no período.

De lá para cá o indicador recuou na crise global, recuperou-se rapidamente, mas parou de crescer a partir do segundo semestre de 2010.

No mundo só ganhamos de 21 paises, sendo 11 da África; na América Latina só estão atrás de nós, Paraguai, Venezuela, Haiti e Nicarágua.

Argentina, Chile, China, Índia e Coreia, no mesmo intervalo de tempo tiveram crescimento que vai de 17% até 778%, caso da China.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 23/10/11

Vereadores

Os municípios têm até junho de 2012 para aumentar o número de vagas nas Câmaras Municipais com base no crescimento populacional e em uma emenda constitucional aprovada em 2009.

Dos 2153 municípios que têm condição de faze-lo metade já ampliou a quantidade de assentos no legislativo. 356 ja decidiram que não farão isso.

Pressão da sociedade, contra o acréscimo de mais cadeiras, tem influido na decisão das câmaras que mantiveram inalterado o número de vereadores.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 23/10/11

Aforismo

"Tristeza não tem fim, felicidade sim". Por isso a queremos sempre de volta.

Daniel Piza

sábado, 22 de outubro de 2011

Fifa

A Fifa já demite ministro.
Não tarda a nomear.

Realismo

Os credores privados da Grécia teriam concordado em aceitar um desconto de 50% nos papéis da dívida grega.

Vão-se os papéis e ficam os dedos.

A notícia foi veiculada pelo jornal francês Les Echos. Segundo a publicação os números finais serão anunciados, provavelmente, na reunião de cúpula da União Europeia amanhã.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 22/10/11

Indústria

Os estoques da indústria estão no nível mais alto desde maio de 2009.

A acumulação decorre da progressiva desaceleração da economia. Em setembro a atividade industrial caiu 1% contra o mesmo mês do ano passado.

A perspectiva de contratação pelas fábricas no último trimestre do ano se reduz face o cenário econômico que se desenha.

No comércio a previsão embaralha face o aumento dos empregos temporários no período do Natal.

O recuo da demanda interna e o aumento dos estoques puxam para baixo o emprego industrial.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 22/10/11

Steve Jobs

Sai na segunda-feira uma biografia de Steve Jobs escrita por Walter Isaacson.

Entre outras revelações o livro conta como Jobs adiou por nove meses, após o diagnóstico do câncer de pâncreas, a cirurgia indicada como tratamento.

Insistia em tratamentos a base de sucos de frutas, acupuntura, ervas e outros métodos tirados da internet.

Sua atitude irritou médicos, familiares e amigos. Decidido a tratar-se foi uma das 20 pessoas que tiveram todos os genes do tumor e seu DNA sequenciados.

O método permite a preparação de medicamentos específicos para o perfil do paciente mas também contribui para os estudos sobre a doença.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 22/10/11

Copa II

Fortaleza vai sediar 6 jogos da Copa. É uma boa notícia que premia nosso empenho em relação à competição.

Há ainda muito a fazer quanto às obras de infraestrutura.

O Rio não vai ver a seleção, a menos que estejamos na final. É uma injustiça com a cidade e um desprestígio para o Maracanã.

O silêncio doloroso da plateia de 50 é um fantasma nunca exorcizado. A obrigação de vencer pode ser o caminho da derrota. 

Copa

Para sediar a Copa do Mundo de 2014 o Brasil prometeu à Fifa o que não podia dar, a soberania nacional.

Cobrado, tenta agora consertar o estrago.

A Copa é importante mas não vale a honra do país.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Importação

O Brasil tornou-se um grande importador.

Até lixo hospitalar já entrou na pauta de importação.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Português

O interesse pelo português cresce no mundo devido um maior protagonismo internacional do Brasil na economia e na política.

É a sexta língua mais falada no mundo. São 218 milhões de nativos a se comunicarem no idioma.

Tem crescido o número de estrangeiros interessados em aprender português. Nos 22 centros mantidos pelo Itamaraty, e mais 7 que subsidia, estudam 6.139 alunos.

Para avaliar o conhecimento da língua pelos estrangeiros foi instituido um exame de proficiência, o Celpe-Bras, aplicado em 48 paises.

O que falta para uma maior difusão e prestígio do nosso idioma é sua adoção como língua oficial por parte dos organismos internacionais. É junto a eles que o governo deveria desenvolver forte ação diplomática.

Saiba mais na Folha de São Paulo edição de 16/10/11

Mundial

Tão incerto quanto quem será o campeão mundial de futebol em 2014 é o volume de recursos a ser aplicado pelo governo para a realização do evento.

A estimativa oficial é de R$ 27,1 bilhões mas o cálculo da Associação Brasileira de Infraestrutura e Indústrias de Base orça o custo da Copa em R$ 112,00 bilhões.

Só para dar uma ideia da imprecisão dos números o orçamento da obra do Maracanã, palco do encerramento do certame, já oscilou entre R$ 705,00  milhões e R$ 1,1 bilhão.

O número atual é de R$ 859,00 milhões mas ninguém crê que seja definitivo.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 18/10/11 

Terceirização

Entre 2004 e 2010 as transferências federais para Organizações Não Governamentais (ONGs) cresceram 51% a mais que as transferências governos municipais e estaduais.

As ONGs receberam R$ 1,9 bilhão em 2004 contra R$ 5,4 bilhões em 2010. O aumento foi de 180%.

Na lista heterogênea de agraciados estão instituições respeitáveis, como o Instituto Butantã, que recebeu em 2010 R$ 879,00 milhões, até arapucas constituidas com o fim único de embolsar dinheiro do governo.

A opção pelo repasse para essas entidades obedeceria ao objetivo de tornar mais ágil a aplicação dos recursos já que estariam livres das exigências a serem observadas pela administração pública.

O mal está no abuso do mecanismo, no favoritismo a instituições inidôneas e na falta de controle dos gastos feitos com a liberdade que propicia os desvios.

As subcontratações feitas pelas beneficiadas com a verba do governo a oportunidade para a corrupção. Isso foi o que a CPI das ONGs nunca quis apurar.

Recorde-se que alguns dos últimos escândalos que determinaram demissões de ministros tinham ONGs em seu epicentro.

Saiba mais no artigo A Terceirização do Governo, de José Roberto de Toledo, na edição do jornal O Estado de São Paulo, edição de 17/11/2011

sábado, 15 de outubro de 2011

Greve

Os policiais civis retomam a greve.
Os professores, no seu dia, poem as barbas de molho.

Economia

A economia brasileira desacelerou em agosto. O recuo parece ser maior que o previsto.

O fato pode ser constatado pelo resultado do Índice de Atividade Econômica (IBC-Br) medido pelo Banco Central.

A partir dos dados divulgados pelo Banco Central analistas começam a rever a previsão de crescimento do PIB para este ano.

O resultado reforça a política de baixa de juros do Banco Central como forma de evitar que a economia entre em risco de estagnação.

A expectativa é que o aumento do PIB se situe entre 3% e 4%.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 15/10/11

Livros

A Islândia, que quebrou mas já se reergue, é o país homenageado na Feira de Frankfurt deste ano. O Brasil se-lo-á em 2013.

Na cerimônia de abertura o escritor Arnaldur Indridason assim se expressou sobre seu país :

A natureza é áspera, o clima é um dos piores da Europa, geologicamente a ilha ainda está em processo de formação, como demonstram os constantes terremotos e recentes erupções vulcânicas.
Em poucas palavras, a Islândia é o local ideal para poetas e ficcionistas viverem.

O autor, renovador da literatura policial, gênero preferido dos islandeses, escreveu o livro O Silêncio do Túmulo traduzido pela Companhia das Letras.

Enquanto cada islandês compra em média oito livros por ano no Brasil a cifra beira 3,7.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 15/10/11

Euro

"...a zona do euro se transformou de uma união monetária para uma união de transferência de dívidas".

Petr Necas
Primeiro-ministro da República Checa

OMC

Japão e Coreia, os maiores exportadores mundiais de carros acionam a Organização Mundial do Comércio (OMC) contra a elevação do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) pelo Brasil para carros importados.

Acusam o governo de usar o real valorizado para justificar medidas protecionistas e violar compromissos assumidos por chefes de governo no G-20

É a luta de conquista e preservação de mercados. Percalços da globalização.

O Brasil que se bateu, com êxito, contra os subsidios americanos ao algodão, encara o dumping chinês em defesa da indústria nacional. Agora passou de vítima a vilão.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 15/10/11

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Rebaixados

As agências de classificação de risco de crédito, Standard & Poor´s e Fitch, rebaixaram a nota de praticamente todos os bancos espanhois de peso.

A medida equiparou o sistema financeiro da Espanha ao do México. Com a decisão o setor financeiro espanhol perde a condição de um dos mais solventes do mundo para se equivaler aos do leste europeu e paises emergentes.

Por trás da decisão está a constatação do baixo crescimento da economia espanhola e a recessão do setor imobiliário.

Aguarda-se que a Europa apresente uma série de exigências para capitalizar os banco europeus em $ 100,00 bilhões e assim frear uma nova onda de quebra de instituições financeiras.

O maior banco belga. o Dexia, abriu a temporada. Foi nacionalizado para evitar um caos no sistema financeiro.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 12/10/11.

Cristo Redentor

A imagem do Cristo Redentor no Rio de Janeiro completa 80 anos. É um ex-libris da cidade e do Brasil incluido, mediante um concurso popular, entre as 7 maravilhas do mundo.

A Arquidiocese do Rio de Janeiro irá inaugurar no topo do Corcovado um busto do engenheiro e arquiteto Heitor da Silva Costa informando que ele foi autor do projeto e construtor do monumento.

A atribuição pública da autoria se insere em uma disputa na qual herdeiros do escultor francês Paul Landowski reivindicam direitos autorais e de imagem em ação promovida contra a joalheria H. Stern.

Para a bisneta de Silva Costa, Bel Noronha, o francês teria sido contratado como colaborador apenas para modelar cabeça e mãos da estátua.

Já Maria Isabel Oswald Monteiro, 92 anos, filha do artista plástico Carlos Oswald, autor do desenho original, que nada reivindica, prefere dizer que a obra não teve um, mas vários autores.

Com polêmica e tudo as comemorações prosseguem com a realização de eventos e obras no monumento.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 12/10/11

Livros

Em meio à crise econômica Frankfurt se prepara para mais uma feira de livros, o maior evento do mercado literário do mundo.. O país homenageado é a Islândia.

Do Brasil comparecem as editoras Record e a Companhia das Letras.

Devido à crise na Europa e Estados Unidos donos de originais focam o Brasil para a venda de direitos sobre as obras e inflacionam o mercado local aproveitando-se da concorrência entre as editoras brasileiras. 

Em 2013 será a vez do Brasil que já se prepara para não fazer má figura. A língua continua a ser barreira importante para uma maior divulgação da nossa literatura.

A Fundação Biblioteca Nacional lançou um programa de tradução de autores nacionais com o objetivo de ampliar nossa presença no mundo.

Na Europa o livro eletrônico ainda não decolou. Na Alemanha, por exemplo, representa menos de 1% das vendas.

Nos Estados Unidos o crescimento em 20% do livro digital significou um aumento de mercado e não uma troca de suportes.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 12/10/11

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Poesia

Do novo prêmio Nobel, o poeta sueco Tomas Transtörmer :

Poemas haikai

"Os fios elétricos
estendidos por onde o frio reina
Ao norte de toda música

O sol branco
treina correndo solitário para
a montanha azul da morte.

Temos que viver
com a relva pequena
e o riso dos porões

Agora o sol se deita
sombras se levantam gigantescas
Logo logo tudo é sombra.

As orquídeas
Petroleiros passam deslizando.
É lua cheia.

Fortalezas medievais,
cidade desconhecida, esfinges frias,
arenas vazias.

As folhas cochicham :
Um javali está tocando órgão.
E os sinos batem.

e a noite se desloca
de leste para oeste
na velocidade da lua.

Duas libélulas
agarradas uma na outra
passam e se vão

Presença de Deus.
No túnel do canto do pássaro
uma porta fechada se abre.

Carvalhos e a lua.
Luz e imagem de estrelas silentes
O mar gelado.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Perda

Perdi um amigo. O Comandante Ariston comprou passagem de ida para o céu cuja vizinhança frequentou durante muito tempo, de dia e de noite, entre nuvens e estrelas, sob o sol e a lua.

Pioneiro da aviação executiva no Ceará, constituiu empresa que navegou por muitos ares, serenos e turbulentos. Enfrentou dificuldades com o otimismo tranquilo dos que confiam em si e em sua capacidade de trabalho.

Vi-o pela primeira vez quando de férias em São Gonçalo soubemos que um avião caira em uma capoeira próximo à vila de Siupé.

Pilotava a aeronave que conduzia o governador Parsifal Barroso e Dona Olga, vindos de Sobral, felizmente todos ilesos. Rápido providenciou-se o resgate dos passageiros

Na cidade foi aberta a igreja, já de noite, para que os ocupantes do avião agradecessem à Deus o terem escapado do acidente sem nenhum agravo. E então foram todos conduzidos de carro à Fortaleza.

A discriminação que sofreu de cliente tradicional, ao qual por muitos anos prestara bons serviços, maguou-o, sem que se ouvisse dele recriminação, ou queixumes, pela inesperada desconsideração.

Era assim o Comandante, profissional competente e ético, afável no trato, amigo dos amigos.

A história da aviação no Ceará teve nele um dos mais importantes protagonistas. Auguro que esta saga não se interrompa com sua partida.

Dia da criança

O que se faz agora com as crianças é o que elas farão depois com a sociedade.

Karl Mannheim

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Reforma política

A única coisa lógica que o povo vai entender, se fizer a reforma política, é que os mais votados sejam eleitos.

Michel Temer
Vice-presidente da República

Quando a gente gosta, cuida

Izabel Gurgel
Jornalista e diretora do Theatro José de Alencar (TJA)
 

Dia 8 de março de 2007 iniciamos com Silêda Franklin uma gestão no Theatro José de Alecar (TJA). Olhamos a Praça José de Alencar como se fosse a primeira vez. De-so-la-dor. Ouvi Silêda: “Pior do que está não fica”. Em silêncio, memória acionada do que vivi na região desde menina, lembrei do que digo que aprendi com a literatura, mas é do tutano do existir: sempre pode piorar.

O que vivemos hoje no Centro é regurgitação do que engolimos na cidade toda. Fortaleza lembra uma música de Caetano: parece construção e já é ruína. Digo com dor, escrevo com dó. De nós mesmos, sobretudo (é horrível sentir pena de si). Somos uma cidade que destruiu as calçadas. Como vislumbrar horizonte quando se perdeu o chão? Para onde quer ir uma cidade que sequer pode andar? Que cidade é essa cuja população transita, parece que sem estranhamento, como uma horda miserável de predadores de si, a topar um acordo mútuo de desmonte da vida em comum, a produzir e viver em meio ao lixo nas ruas, nas praias, nas praças, sem saber mais se indignar? Se não temos chão, não dá para caminhar mirando o que há de vir ou apreciando a paisagem. Só se olha para baixo. A visão encurta, o corpo desaprende a fruição do espaço, a ver o outro. Viver é só uma tentativa de escapar. Qualquer movimento é travessia sob ameaça. Não à toa, cruzamos os dias tomados pela sensação de exaustão.


Vigio-me para não perder a vergonha, o desconforto que sinto ao andar na cidade. Sim, alerta contra a banalização do padrão atual do nosso cenário, mais e mais tornado norma, amputando-me de experiências simples de vida urbana que me foram tão corriqueiras.

Não lamento supostas perdas em relação ao passado. Assusta-me a precariedade do presente e a destruição de futuros. Sei da fúria dos nossos modos de existir, posso senti-la com tanta argúcia quanto cada gesto de delicadeza, miúdo que seja. Corrijo: gentileza nunca é pequena. É imensidão. Talvez tenhamos desaprendido o exercício de ser grande, de estar à altura da vida.

Que lugar potente o Centro de Fortaleza! Pode nos dizer sobre como vivemos (n)a cidade. Vamos cuidar do Centro, da cidade. É cuidar de si: quando a gente gosta, cuida. Por isso escrevo. Por isso iniciamos junto com a gestão do TJA uma série de encontros com equipes de instituições culturais da área, batizados de Viva o Centro! Um desejo manifesto de vida. Só isso. Sim, escrevo fragmentos de um discurso amoroso sobre o lugar onde vivo.

Compreendo a região como a que mais explicita Fortaleza. Perceba: são fragmentos tocados pelo desespero. Cansei do desespero mudo mesmo sabendo o quão eloquente pode ser o silêncio. Sei que uma outra experiência de cidade é possível e ela não pode descartar o Centro ou transformá-lo em aterro sanitário das nossas relações sociais. Está à flor da pele nossa patologia da vida em comum. Você não acha que abrir mão de uma região que tem o Passeio Público, o TJA, o Instituto Histórico do Ceará, vista para o mar ao final de cada rua no alto da colina que deixamos de ver, diz de uma certa esquizofrenia, algo partido? Mas a vida não cessa de brotar. É como a poesia. Tão necessária em tempos de penúria quanto na abundância. Sabe que o ipê da Praça José de Alencar ainda floresce em meio à aridez da terra devastada?

* Fonte:
http://www.opovo.com.br/app/opovo/opiniao/2011/10/08/noticiaopiniaojornal,2312262/quando-a-gente-gosta-cuida.shtml

Economia

A economia precisa de uma balançada imediatamente. Há muitas pessoas sofrendo neste país para não fazermos nada.

Barack Obama
Presidente dos Estados Unidos

Carros

A produção de carros caiu 20% em setembro. Foi a maior queda desde dezembro de 2008.

A redução é atribuida às férias coletivas concedidas pelas montadoras para evitar acúmulo de estoques.

Emquanto isso os chineses anunciam que vão desembarcar no Brasil. A JAC confirma que irá se instalar na Bahia, a depender de acertos com o governo federal. A Chery vai investir US$ 400,00 milhões em fábrica na cidade de Jacareí (SP).

A Nissan construirá uma unidade em Rezende  (RJ)  com previsão de gastar R$ 2,1 bilhões para produzir 200 mil veículos por ano e que deverá operar a partir do primeiro semestre de 2014.

A Volkswagen deverá ampliar seu investimento no Brasil de R$ 6,2 para R$ 8,7 bilhões até 2016.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 07/10/11

domingo, 9 de outubro de 2011

Aforismo

Certos passados é melhor esquecer do que remexer.
Daniel Piza

Sonho americano

Está claro agora, particularmente para os jovens, que eles não viverão o sonho americano.

Richard Sennett

Reflexão dominical

Da Carta de São Paulo aos Felipenses :

Irmãos : sei viver na miséria e sei viver na abundância. Eu aprendi o segredo de viver em toda e qualquer situação, estando farto ou passando fome,tendo de sobra ou passando necessidade.
Tudo posso naquele que me dá força.

Inflação

A inflação bateu em 7,31% em 12 meses. O nível mais alto desde 2005 segundo o IBGE.

Há um risco real de que ultrapasse o teto da meta fixado para a inflação oficial em 2011 que é de 6,5%.

O aumento nos preços dos alimentos e dos serviços estão entre os que mais têm contribuido para a formação da taxa de inflação.

Economistas consideram que a alta do dólar ainda não foi absorvida pelo índice. Produtos eletrônicos deverão colaborar para o crescimento inflacionário.

Saiba mais no joprnal O Estado de São Paulo, edição de 09/10/11

sábado, 8 de outubro de 2011

Bancos

A crise europeia não poupa os bancos. Carregados de títulos de dívidas de governos de paises insolventes amargam suspeitas do mercado sobre sua solidez e pedem socorro para não sucumbirem.

Diferentemente dos americanos, pendurados em créditos privados de natureza duvidosa, lastreados em garantias inconsistentes, os europeus apostaram no que parecia seguro, empréstimo à governos.

Nos dois casos o resultado parece ser igual. Agora mesmo 12 bancos ingleses e 9 portugueses tiveram sua nota rebaixada pela Moody's, uma agência de "rating". A Fitch, outra agência do gênero, fez o mesmo com Itália e Espanha.

Antonio Borges, diretor do departamento europeu do FMI, estima que serão necessários entre $100,00 e $200,00 bilhões de euros para capitalizar os bancos da Europa.

Dilma

Da consagrada atriz Fernanda Montenegro :

Dilma vem se mostrando uma mulher íntegra, que ainda está no tempo de prestar atenção no em torno e em si.

Greve

Os professores suspenderam a greve para negociar com o governo.

Oxalá não se arrependam, como aconteceu aos policiais civis que já cogitam de nova greve pois até agora o governo não cumpriu o prometido.

Dívidas dos estados

O governo federal não tem descanso. Há uma outra frente de luta que se desenha no horizonte.

Os estados já conseguiram aprovar no Senado e agora na Comissão de Constituição e Justiça da Câmara dos Deputados projeto de lei que muda o indexador da dívida dos estados para com a união.

Querem trocar o IGP-DI (Fundação Getúlio Vargas) pelo IPCA (IBGE).

Os governadores querem aproveitar a negociação sobre os royalties de petróleo para introduzir o tema das dívidas estaduais para com o tesouro nacional.

Economistas costumam dizer que a longo prazo os indicadores são convergentes.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 06/10/11 

Nobel

O prêmio Nobel de literatura deste ano foi concedido a um sueco. O poeta Tomas Tranströmer. Ele é o autor de 15 livros, mas é pouco conhecido no Brasil.

Pela insistência em temas como angústia existencial, morte e o cotidiano é tido por alguns como repetitivo.

Discordando dessa avaliação ele diz que "poemas são meditações ativas, feitas para nos acordar, e não para nos fazer dormir".

O acadêmico Marco Luchesi que editou a antologia Suécia com poemas de Tranströmer, diz que "ele pensa como moderno mas se preocupa com a metafísica, de discreta presença em sua obra."

Tranströmer, um dos maiores poetas vivos, segundo o crítico Vinicius Jatobá, a despeito do sueco ser um língua isolada sua obra, muito traduzida, consiste em 300 páginas.

O mesmo crítico compara-o à Drummond em sua busca de retratar o cotidiano.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 07/10/11  

Diáspora

45% da população da grande São Paulo veio de outro estado.

11% é de baianos, 8% mineiros, 7% pernambucanos, 4% paranaenses e 3% cearenses.

Quando se estabelece a proporção de ocupados de 30 a 60 anos com 45 horas, ou mais, de jornada semanal a liderança é dos estrangeiros com 58,20% seguidos dos cearenses com 44,40%.

Já quanto ao rendimento mensal médio do trabalho a disparidade é enorme. Enquanto os estrangeiros têm uma renda de R$ 4.058,62 os cearenses recebem apenas R$ 967,33 e os baianos e pernambucanos um pouco menos que isto.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 07/10/11

Refinaria

A refinaria Abreu e Lima que está sendo construida em Recife pela Petrobrás em sociedade com a PDVSA, da Venezuela, até agora nada recebeu dos recursos que deveriam ser aportados pelos venezuelanos.

A Petrobrás deu um ultimato. Embora o BNDES tenha aceitado as garantias apresentadas pela empresa a integração da PDVSA ao projeto só se dará depois que esta desembolse o correspondente à sua parte, equivalente à 40%, de tudo que já foi gasto.

O prazo limite estabelecido pela Petrobrás é 30 de Novembro deste ano.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 05/10/11

quarta-feira, 5 de outubro de 2011

Óleo

Sempre ouvi dizer que o petróleo desune e não enriquece os paises produtores.

Pois foi só ele parecer em quantidade apreciável por essas bandas que o pau quebrou entre os estados, produtores e não produtores, engalfinhados numa disputa pelos recursos gerados por sua extração.

Enquanto a presidente lava as mãos, em óleo, não em água, a guerra se trava no parlamento com ameaça feita por governadores de misturarem petróleo com renegociação da dívida para com a união.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 03/10/11

Grécia

O governo grego admite que não irá cumprir a meta estabelecida pelo plano de resgate da União Europeia e Fundo Monetário Internacional (FMI).

As duas agências tinham acordado com os gregos, isto é com os gregos no governo, que o deficit orçamentário seria de 7,6% do PIB em 2011 e de 6,5% em 2012. A previsão é de que se chegue a 8,5% e 6,8% respectivamente.

Foi o bastante para eriçar o mercado e as bolsas cairem. A economia grega deverá se retrair 5,5% em 2011.Uma brutal recessão. O governo acaba de aprovar um plano de dispensa de trinta mil servidores que ficarão como contingente de reserva recebendo parcela do salário.

O governo corta fundo na carne, os gregos revoltados explodem em protestos e o sistema financeiro internacional acha pouco e pede mais.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 03/10/11

Acidentes

Este ano já se registraram pelo menos 112 acidentes da aviação civil brasileira. Esta semana o Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aéreos (Cenipa) deverá informar o número exato.

Estamos prestes a bater o recorde atingido no ano de 2009 quando tivemos 113 ocorrências.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 03/10/11

“LIDERANÇA MUDOU COM AS NOVAS GERAÇÕES”!

(La Nacion, 18) 1. Uma pesquisa informal feita no Twitter (@LNeconomía e @LNempleos) e no Facebook, em que se pediu três características essenciais para os líderes de hoje, mostrou como resultado duas exigências quase majoritárias: exemplo e inspiração. Aprender, ensinar, ser um exemplo, generosidade e “mentoring” (ser um mentor) são condições que apareceram com regularidade nas respostas. Entusiasmo, espírito e motivação completaram o quadro. Também surgiram outras habilidades mais suaves – além da competência profissional ou técnica – que os funcionários valorizam quando estão juntas, especialmente, da comunicação (“que sabe escutar”), do trabalho em equipe (“para gerar um bom ambiente”) e de algumas qualidades pessoais, tais como integridade, honestidade e humildade.

2. “A liderança mudou com as novas gerações”, afirma Nicolas Fernandez Lobbe, sócio da consultoria Biset & Fernandez Lobbe. “Antes o líder entrava em um lugar e não havia nem uma mosca voando. Hoje existe muito mais compreensão, flexibilidade e se requer um retorno permanente na hora de escutar as queixas”, acrescenta. “Hoje você tem que conhecer mais a pessoa e, nesse sentido, o papel do líder é pensar como chegar a cada um para saber o que ele quer, valora e inspira. Com esse conhecimento, você começa a procurar diferentes maneiras de incentivá-los”, explica Fernandez Lobbe.

3. John C. Maxwell, um especialista no assunto e fundador da “Equip”, descreve: “O chefe dá ordens a seus trabalhadores, o líder os treina, os forma. O chefe depende da sua autoridade, o líder, da sua boa vontade; o chefe inspira medo, o líder, entusiasmo, o chefe diz “eu”, o líder, “nós”, o chefe se preocupa com a culpa pelo fracasso, o líder se preocupa com o fracasso. “A palavra cria mundos”, cita Rabbat lembrando o estruturalista francês Pierre Bourdieu, e acrescenta: “O líder é responsável por trazer a visão, o sonho e criar a motivação para tornar realidade aquilo que ainda não existe”.

4. “Duas décadas atrás, os especialistas só colocavam o foco nas habilidades técnicas ou da experiência que uma pessoa podia demonstrar”. “Atualmente, a mudança mais significativa que se espera de um líder, é que saiba harmonizar equipes, que tenha inteligência emocional, que possa dirimir conflitos e solucioná-los e que seja flexível e inovador para lidar com pessoas e equipes”.


* Fonte: Ex-Blog do Cesar Maia

Reforma

A reforma política mais uma vez gorou. Lula, que estava à frente do movimento para viabiliza-la junto aos partidos, desconfiou do fracasso e arrumou uma desculpa para não ir ao velório da ideia ontem na Cãmara dos Deputados.

Como cada parlamentar tem um modelo na cabeça e os partidos não se entendem a reforma segue para as calendas gregas. Sem que haja um sistema perfeito toda ideia tem adversários que bombardeiam as propostas que não são de seu agrado.

Estabelece-se o impasse e tudo continua como está. Mesmo assim acho que o atual modelo tem os dias contados. Com ele será cada dia mais dificil governar sem concessões que ameaçam o regime e a democracia.

Depois se queixam quando o judiciário faz o que seria obrigação do Congresso fazer.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

O dever de atazanar

* Fonte: Jornal Folha de S. Paulo (02/10/2011)