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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Alcoolismo

Há estudos indicando que aproximadamente 15% da população da maioria dos países têm propensão genética para o alcoolismo. Desses, 10% desenvolvem a doença.

O percentual aplicado a paises muito populosos resulta em grande número de casos. É o acontece com os Estados Unidos, Rússia e Brasil que apresentam índices de alcoolismo acima da média.

Assim sendo o Brasil deveria ter cerca de 2,9 milhões de pessoas que desenvolveram a doença. Estudo da Universidade de Washington, publicado na revista científica inglesa The Lancet revelou a existência de 5,6 milhões de alcoólatras no Brasil.

O número ajuda a  explicar nossos elevados índices de violência doméstica e os acidentes fatais no trânsito.

Saiba mais no artigo de Ruy Castro publicado na Folha de S. Paulo, edição de 28/12/12.

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Maconha

O presidente José Mujica, do Uruguai, encaminhou ao Congresso projeto de lei para regular, produção, industrialização, comercialização e consumo da maconha pelo estado.

O plano do governo é combater a pasta base droga que o governo considera responsável pelo aumento da criminalidade deslocando o consumo de drogas para a maconha.

A estimativa é de que será necessária uma produção de 27 toneladas ano em uma área de 100 hectares para atender o mercado local estimado em 75 mil pessoas.

Industrializado, o produto será comercializado sob a forma de cigarros a residentes no Uruguai, devidamente cadastrados, maiores de 18 anos, até um limite de 40 cigarros por mês.

O imposto decorrente da comercialização será canalizado para tratamento de dependentes de drogas.

A proposta gerou reação da oposição assim como a de junho deste ano que descriminalizou a maconha e desencadeou grande polêmica no país.

Para evitar que Montevideu se torne a Amsterdam do Rio da Prata turistas não poderão adquirir a maconha estatal.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 11/08/12

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Polêmica

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro editou norma proibindo médicos de fazerem partos em casa.

A medida causou reação de grupos que se opoem à medida. Invocam o direito de optar da mulher.

O Conselho Federal de Medicina decidiu amenizar o tom da discussão afirmando que esse tipo de procedimento deve se realizar de preferência em ambiente hospitalar por ser mais seguro.

O CFM na mesma nota considera que se deve respeitar a autonomia do médico e da grávida sem se "desconsiderar a a viabilidade de seu filho, bem como sua própria integridade física e psiquica".

O tempo das parteiras a domicílio passou. Vivemos a época das cesarianas com partos em datas agendadas em hospitais onde não é raro a incidência de infecções que complicam um ato natural.

A discussão promete render.

Saiba mais em O Globo, edição de 11/08/12

domingo, 8 de julho de 2012

Mosquitos

Foi inaugurada na Bahia, em Juazeiro, uma inusitada indústria. Uma fábrica de mosquitos.

Aedes machos, geneticamente modificados, procuram as fêmeas, como os que existem na natureza, com a diferença de que carregam um gene responsável pela morte das larvas que assim não chegam à idade adulta. São Aedes filicidas.

Quando a fábrica estiver operando em plena capacidade poderá produzir quatro milhões de mosquitos machos por semana.

É uma arma biológica a ser empregada no combate à dengue.

Saiba mais no jornal O Globo, edição de 07/07/12

segunda-feira, 2 de julho de 2012

Saúde

O Presidente Obama acaba de obter significativa vitória junto à Suprema Corte dos Estados Unidos. Por um voto foram consideradas válidas as linhas mestras da lei de sua iniciativa referente aos planos de saúde.

A nova lei que passará a vigorar a partir de janeiro de 2014 traz, entre outras, as seguintes inovações:

1 - Todo morador dos EUA será obrigado a ter um seguro de saúde que cumpra critérios mínimos. Há atualmente 25 milhões de americanos sem seguro ou cujos planos não cobrem seus gastos. Aqueles com renda mensal inferior à R$ 2.390,00 terão subsídio do governo federal e dos estados.

2 - As seguradoras não mais poderão rejeitar pacientes por conta de doenças pré-existentes ou condições físicas (como peso) nem cobrar mais de mulheres.

A lei foi questionada na Suprema Corte por iniciativa de 26 estados que arguiram sua inconstitucionalidade. O Supremo rejeitou dispositivos que impunham mais obrigações aos estados.

Saiba mais na Folha de S. Paulo, edição de 29/06/12



domingo, 10 de junho de 2012

Epidemias

O Ceará vive duas epidemias, de dengue e de homicídios.

domingo, 3 de junho de 2012

Fumo

O Brasil gasta R$ 21 bilhoes no tratamento de doenças relacionadas ao tabaco.

O valor equivale a 30% do orçamento do Ministério da Saúde e é 3,5 vezes maior que o arrecadado em impostos pela Receita Federal, no mesmo período, com produtos derivados do tabaco.

Cai por terra o argumento de que o cigarro ao financiar o tesouro tornara-se um mal necessário do qual nao se poderia abrir mao.

O Brasil tem uma legislaçao das mais rígidas para inibir o hábito de fumar. Nao obstante, a incidência de câncer de pulmao entre nós ainda nao declinou.

Na França, que nao possuia lei de inibiçao ao fumo, após sua adoçao caiu o número de casos de câncer do pulmao.

Saiba mas no jornal O Estado de S. Paulo, ediçao de 31/05/12

quinta-feira, 31 de maio de 2012

Saúde

No Ceará é assim:

- A maior epidemia de dengue da história

- Os casos de meningite cresceram 84%

Esta é apenas uma pequena amostra da calamidade sanitária no estado.

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Centenário de nascimento de Waldemar Alcântara é comemorado na Assembleia

O centenário de nascimento do ex-governador do Estado, Waldemar Alcântara, foi celebrado na noite desta quarta-feira (11/04) na Assembleia Legislativa, em sessão solene solicitada pelo deputado Fernando Hugo (PSDB). O evento integra a programação de celebração da data, que acontecerá em todo o mês de abril.
Fernando Hugo ressaltou que existem determinadas figuras da vida pública que se diferenciam, pois em sua relação com a sociedade o timbre apresentado é sempre a prática do bem. Para o tucano, estas pessoas passam pela vida e, no lastro do trabalho, conseguem a cada passo e a cada tempo fazer um grande plantio, obtendo colheitas que são verdadeiras safras de inverno bom.
“Waldemar Alcântara cultivou, indiscutivelmente, uma dessas safras. Ocupou funções diversas e, interessantemente, o seu vínculo com a saúde pública do Ceará é enorme pelo fervor, determinação e vontade, mostrados quando almejou e teve a coragem de ir a Bahia estudar medicina”, acrescentou.
Fernando Hugo falou ainda sobre o Hospital Geral Waldemar Alcântara, localizado em Messejana. Lembrou que teve a sorte de batizá-lo com o nome do homenageado, e agradeceu em nome da cidadania cearense, por tudo que o ex-governador realizou.
A deputada Bethrose (PRP), que subscreveu o requerimento de Fernando Hugo, afirmou que “não se edifica o futuro relegando ao esquecimento sábias lições do passado”. Para ela, no elenco de nomes que devem ser lembrados por sua vida pautada na decência e no trabalho, despontam a personalidade exemplar de Waldemar Alcântara. Os deputados Roberto Mesquita (PV) e Fernanda Pessoa (PR) também se pronunciaram em homenagem ao ex-governador.
Na ocasião, foi entregue ao filho do homenageado e também ex-governador do Estado, Lúcio Alcântara, um pergaminho comemorativo ao centenário. Em nome de toda a sua família, ele agradeceu a iniciativa de Fernando Hugo e à Diretoria Regional da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (ECT). A esta última agradeceu pela forma como acolheu a sugestão de que fossem impressos um selo personalizado e um carimbo comemorativo à data, também lançados durante a solenidade.
De acordo com Lúcio Alcântara, foram várias as razões que fizeram com que seu pai obtivesse êxito na vida pública do Ceará, além das circunstâncias da época em que viveu. Entre elas, ele citou o espírito conciliador; a capacidade de interpretar e respeitar diferentes tendências que surgiam e que terminavam por conduzí-lo a posições de destaque no meio em que convivia, e a liderança e a paixão por aquilo que fazia e ao qual se dedicava integralmente.
Também estiveram presentes à sessão solene o ex-governador do Estado, Adauto Bezerra; o ministro aposentado do Tribunal de Contas da União, Ubiratan Aguiar; José Evaldo Silva, representando a Procuradoria Geral de Justiça; Francisco Haroldo Aragão Filho, diretor regional dos Correios, e o vereador de Fortaleza Machado Neto.

terça-feira, 13 de março de 2012

Saúde II

No embalo das más notas que a saúde brasileira recebeu em inquérito feito pela Ministério da Saúde a Presidente Dilma anunciou o monitoramento através de câmaras postadas em alguns dos maiores hospitais brasileiros.

O Instituto José Frota será um deles. O Big Brother chegou à saúde. Dilma diz que como mulher gosta de acompanhar de perto e saber dos detalhes para melhor agir.

Filas de pacientes, em pé, sentados, ou em macas, nos corredores de hospitais, não constituem imagens agradáveis. Sempre considerei invasiva da privacidade a forma como a imprensa, jornais e televisões têm acesso às emergências dos hospitais a título de denunciarem as más condições de atendimento.

A exposição de pacientes descompostos, comatosos, sofridos, mal apresentados, viola a meu ver o direito de imagem. A imprensa coloca acima disso o direito de informar e nunca quis fazer uma discussão séria sobre o assunto. As pessoas são vítimas do mau atendimento e da avidez da mídia.

Terá mesmo a Presidente, ou quem olhe por ela, o direito de surpreender essas pessoas em penosas situações de abandono e angústia sem que tenham autorizado a transmissão dessas imagens?

Acho que há aí uma questão ética a ser melhor observada. Logo que a prefeita Luiziane assumiu procurei-a para integrar o Ciops com o sistema de monitoramento de trânsito afim de potencializar a capacidade instalada para detectar crimes e bandidos à altura dos semáforos.

Antes de conhecer o projeto e assinar o convênio fez uma longa peroração sobre os riscos do monitoramento por câmaras que considerava a confirmação da previsão de Orwell no livro 1984, vigilância e dominação do Grande Irmão sobre os indivíduos.

Não me consta que tenha oposto qualquer ponderação quanto à instalação pela polícia de câmaras de vigilância em ruas da cidade. Muito menos se insurgirá agora contra o tele controle federal.

É a confirmação do bordão de que na prática a teoria é outra...

Saiba mais em O Globo, edição de 10/03/10

domingo, 11 de março de 2012

Saúde

A CNBB escolheu a saúde como tema da Campanha da Fraternidade que anualmente promove durante a quaresma.
Na missa de hoje tomei conhecimento do hino da campanha cujo trecho reproduzo abaixo:

Ah! Quanta espera, desde as frias madrugadas,
pelo remédio para aliviar a dor!
Este é o teu povo em longas filas nas calçadas,
a mendigar pela saúde, meu Senhor !

Refrão :
Tu, que viestes pra que todos tenham vida,
cura teu povo desta dor em que se encerra;
que a fé nos salve e nos dê força nessa lida
e que a saúde se difunda sobre a terra!

Avaliação dos serviços públicos de saúde feita pelo Ministério da Saúde atribuiu a nota 5,4 como média nacional.

Fortaleza e o Ceará ficaram com 5,0, abaixo da média, que já é um resultado ruim.

Vitória, capital do Espírito Santo, foi a capital que teve o melhor desempenho, 7,1. Algumas medidas postas em prática pela administração municipal explicam o sucesso capixaba.

Entre outras está a informatização dos serviços. Agenda, marcação de consultas, prontuário médico, controle de medicamentos, estão disponíveis graças ao emprego de tecnologia que assegura conforto e eficiência ao atendimento médico.

Em Fortaleza, o então prefeito Juraci Magalhães implantou estrutura semelhante que tive a oportunidade de verificar pessoalmente em visita que fiz a convite dele ao centro de controle operacional do sistema.

Não sei a quantas anda o funcionamento informático da rede de saúde pública em Fortaleza.

domingo, 4 de março de 2012

Arrependimentos

Uma enfermeira australiana de cuidados terminais fez uma lista de arrependimentos de seus pacientes.

É de uma surpreendente simplicidade:

- Quem me dera ter tido tempo para viver uma vida mais verdadeira e não a que os outros esperavam de mim.

- Quem me dera não tivesse trabalhado tanto.

- Quem me dera tivesse tido coragem para expressar os meus sentimentos.

- Quem me dera tivesse mantido contacto com os meus amigos.

- Quem me dera tivesse me permitido ser feliz.

Da Revista, publicação que circula junto com jornal Expresso, edição de 03/03/12

sábado, 11 de fevereiro de 2012

Câncer

Cientistas da Universidade de Coimbra desenvolveram o primeiro rádio fármaco português. O produto é usado para o diagnóstico oncológico. Até então a droga era importada da Espanha. A produção nacional irá reduzir em 50% o custo do exame.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Saúde

A lei que regulamenta os gastos dos governos com saúde foi sancionada pela Presidente Dilma.

Com um veto ao dispositivo que elevava os gastos federais com o setor.

O onus agora fica com os estados e municípios que diante de uma interpretação restrita com o que será considerado dispêndio com o setor, para os efeitos da lei, terão aumento em suas despesas.

Estados que concederam, sob pressão, aumentos significativos aos servidores públicos poderão ter problemas de caixa. O modesto desempenho da economia deverá repercutir negativamente sobre a arrecadação.

A indefinição sobre a receita dos royalties do petróleo e a elaboração de uma nova lei, por todo este ano, disciplinando a distribuição dos recursos do Fundo de Participação, afetarão a receita dos estados.

No caso do Fundo de Participação o Ceará estará entre os mais atingidos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Cristina

O câncer da tireoide da presidente argentina Cristina Kirchner afinal não era. O exame da peça cirúrgica revelou um tumor benigno.

O fato deixou mal a medicina argentina que já deu ao mundo dois prêmios Nobel. A imprecisão diagnóstica inicial e a manipulação política da comunicação da doença contribuiram para o erro diagnóstico. A opinião contrária de uma médica da equipe não foi considerada.

Cristina doravante terá que tomar hormônio, para suprir a falta da glândula, pelo resto da vida. Não é o primeiro caso em que a doença de uma pessoa famosa termina em trapalhada médica.

O episódio foi investigado pelo respeitado médico neurologista, jornalista, Nelson Castro, que o revelou através da imprensa.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 15/01/2012

quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Saúde

Para aprovar a DRU (Desvinculação de Receitas da União) no Senado o governo pagou um preço.

Foi a aprovação da regulamentação da emenda 29 que dispõe sobre os gastos federais com saúde. O projeto estabelece um mínimo, que não era exigido da união, forma de aumento anual e critérios a serem observados nas despesas com o item saúde.

De quebra foi rejeitada a criação de uma nova CPMF.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

SAÚDE - Algo saiu muito errado

Comecemos por desejar toda sorte do mundo ao ex-presidente Lula. Quem já passou por essa doença desgraçada sabe como o momento é difícil, mesmo paras os mais fortes. A pessoa precisa se concentrar no tratamento, entender que essa é sua prioridade, mas também não pode ficar inteiramente nisso. Precisa tocar a vida no tempo possível. Lula começou bem, naquele seu estilo positivo. Força! 
Não vamos, portanto, personalizar a questão. É errado fazer isso. Mas há na praça um tema político, social e econômico, do qual já tratamos algumas vezes nesta coluna, e que merece a atenção de todos.
Vamos falar francamente: em um país que mantém um sistema público de saúde, universal, administrado diretamente pelo governo, é no mínimo embaraçoso que as autoridades da República, sem exceção, busquem tratamento na rede privada. 
Não há crime, não é ilegal nem anti-ético em muitos casos - como das autoridades que pagam seus próprios planos de saúde. Mas há situações mais complexas. O Congresso Nacional fornece assistência médica praticamente irrestrita a deputados e senadores e, em muitos casos, a seus familiares. Parlamentares são tratados nos melhores hospitais privados, não raro no exterior, tudo por conta da casa - quer dizer, dos contribuintes. 
Funcionários do Legislativo federal têm planos de saúde, como muitos outros colegas. O pessoal do Ministério da Saúde também não se trata no SUS, mas na rede provida por um convênio particular. Militares vão aos hospitais das Forças Armadas. 
Resumindo: autoridades e funcionários de um determinado escalão para cima não vão ao SUS. Cuidam-se (e de seus familiares) nas redes privadas, com pagamento total ou subsídio do setor público. De novo, não é ilegal. 
O sistema de saúde definido na Constituição brasileira é misto. O básico é o público, universal e gratuito, baseado no princípio: saúde é direito do cidadão e dever do Estado. Subsidiariamente, os constituintes admitiram um sistema privado, como acessório. E foi por pouco.
Havia um forte viés estatizante entre os constituintes de 88. A tendência era de se eliminar o sistema privado, de tal modo que todos hospitais e clínicas passariam ao controle público. Depois, diante do óbvio exagero dessa proposta - e de seu custo, pois seria preciso pagar indenizações para estatizar - passou-se a admitir que a rede privada então existente poderia continuar, mas sem expansão. Após muita negociação saiu o texto que consagra o SUS, mas aceita um sistema privado acessório e, de algum modo, controlado e supervisionado pelo Estado. 
Hoje, esse sistema "acessório" atende quase 50 milhões de brasileiros, na maioria por meio dos planos e seguros de saúde. Mais do que isso. Como demonstram pesquisas feitas com as novas classes médias, um dos sonhos dessas famílias emergentes é justamente poder pagar o plano de saúde para escapar do SUS. (E também uma escola particular). 
Portanto, sem esse sistema privado, a saúde brasileira simplesmente entraria em colapso, milhões de pessoas seriam prejudicadas. Logo, esse "acessório" deveria ser tratado como essencial. E entretanto, as autoridades reguladoras nos governos Lula e Dilma mantém uma atitude, digamos, de bronca pesada com o setor privado. Para resumir: controlam o preço das mensalidades (das operadoras - planos e seguradoras) e exigem a prestação de cada vez mais serviços limitam a receita e impõem ampliação do atendimento, ou seja, dos gastos.

É como se esse sistema privado tivesse que ser punido. Por que? Ora, porque é a demonstração concreta dos fracassos do SUS. O pretexto, como sempre, é que o sistema precisa de regulação e que os consumidores (pacientes) devem ser protegidos da sanha de lucro das companhias privadas. 

Mas o que conseguem? Uma piora do serviço nos planos e seguros mais acessíveis às classes médias e o encarecimento brutal daqueles que dão direito à medicina fornecida por hospitais como o Sírio. 
Assim, quem pode ser curado nos hospitais de ponta? Os muito ricos, que pagam diretamente as famílias de renda alta, que podem pagar planos e seguros de ponta empregados de boas companhias privadas que pagam parte das mensalidades autoridades, funcionários públicos de escalão elevado e políticos lá de cima, financiados pelos órgãos públicos, ou seja, pelos contribuintes. 
Classes médias já vão para os hospitais de segundo nível. E o povão vai para as filas do SUS, para ser tratado com equipamentos e medicamentos inferiores. 
Algo saiu errado, pois há sistemas públicos de saúde que funcionam melhor que o brasileiro, a custos proporcionais. E há sistemas privados mais baratos e mais acessíveis que os nossos. 

(Carlos Alberto Sardenberg)
* Fonte: O Estado de S. Paulo - 7 de novembro de 2011