Muito se fala sobre o caráter libertador da leitura. O quanto ela pode contribuir para a formação cultural das pessoas.
Não é sem razão que governos e organizações não governamentais têm se empenhado em estruturar programas de incentivo à leitura e formação de leitores.
Agora surge uma iniciativa que visa abrir as portas das prisões para condenados que se tenham tornado bons leitores.
Quanto mais livros o preso ler por ano mais cedo sairá da prisão. Cada obras literária deverá ser lida no prazo de 21 a 30 dias. Ao final de um ano o preso poderá ter lido 12 livros e, assim, descontado 48 dias na sua pena.
Na lista do acervo bibliográfico das penitenciárias há 124 títulos. A medida vale apenas para os detidos nas 4 penitenciárias federais. A experiência teve início na penitenciária de Catanduvas no Paraná.
Saiba mais em O Globo, edição de 24/06/12.
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Educação. Mostrar todas as postagens
domingo, 24 de junho de 2012
quarta-feira, 13 de junho de 2012
Educação
* Clique para ampliar
A informação de melhora nos índices de educação no estado constitui auspiciosa notícia.
No Ceará o ensino fundamental está praticamente municipalizado na íntegra. Assim, a conquista deve-se sobretudo aos municípios sem que se ignore os estímulos oferecidos pelo estado.
A este cabe a responsabilidade pelo ensino básico, o chamado segundo grau.
No ranking dos melhores municípios no Spaece-alfa (2°ano) não figura Sobral, cujas proezas no setor já foram cantadas em prosa e verso.
Aparece como 4° colocado no ranking dos melhores quando a avaliação é feita em relação ao 5° ano.
Solonópole, Potiretama, Mucambo e Pires Ferreira estão entre os melhores nas duas situações.
Saiba mais no jornal O Povo, edição de 22/05/12
Marcadores:
Educação,
Governo do Ceará,
Prefeitura de Fortaleza
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Violência
A repeticão de episódios de violência nas escolas portuguesas envolvendo alunos e professores levou o governo a cogitar de uma legislação que reforce a autoridade dentro das escolas.
A nova lei, se aprovada, deverá atribuir aos professores o estatuto de autoridade pública, o que lhes permitirá, por exemplo, reter alunos e outras pessoas até a chegada da polícia.
Dessa forma, crimes cometidos contra professores passam a ser públicos, passíveis de denúncia por qualquer pessoa, com penas agravadas.
Saiba mais no Diário de Notícias, edicão de 3/2/12
A nova lei, se aprovada, deverá atribuir aos professores o estatuto de autoridade pública, o que lhes permitirá, por exemplo, reter alunos e outras pessoas até a chegada da polícia.
Dessa forma, crimes cometidos contra professores passam a ser públicos, passíveis de denúncia por qualquer pessoa, com penas agravadas.
Saiba mais no Diário de Notícias, edicão de 3/2/12
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Educação
De São Paulo vem uma proposta nova para a educação nas escolas públicas.
O governador Alckmin anuncia sua disposição de colocar nas salas de aula das escolas estaduais dois professores. Um deles atenderia aos alunos com dificuldades de aprender e, portanto, necessitados de reforço escolar.
Os órgãos de classe dos professores já se pronunciaram contra a medida.
O governador Alckmin anuncia sua disposição de colocar nas salas de aula das escolas estaduais dois professores. Um deles atenderia aos alunos com dificuldades de aprender e, portanto, necessitados de reforço escolar.
Os órgãos de classe dos professores já se pronunciaram contra a medida.
terça-feira, 16 de agosto de 2011
Universidade do Cariri
A notícia da criação da Universidade Federal do Cariri é muito auspiciosa.
O Ceará amargou durante anos grande e injusta discriminação em relação à oferta de vagas no ensino superior federal.
Enquanto estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, para citar dois exemplos apenas, possuiam mais de uma dezena de universidades federais nosso estado durante muitos anos sediava uma única instituição desse tipo, a Universidade Federal do Ceará.
Vizinhos nossos, como Pernambuco e Paraíba, há anos ja contavam com mais de uma universidade mantida pelo governo federal.
Enquanto isso, tal como o Paraná e a Bahia, o governo cearense mantém três universidades, UECE, UVA e URCA, quando a responsabilidade pelo ensino superior é da união.
Quando governador lutei muito contra esse inadmissível tratamento dado à nossa juventude gravemente limitada no seu acesso ao ensino superior gratuito federal.
Por várias vezes denunciei de público a situação e tratei do assunto junto aos ministros da educação e o presidente Lula.
Minha insistência, com a ajuda do secretário Hélio Barros, resultou na criação dos campos avançados da UFC no Cariri e Sobral que atendia em parte nossa reivindicação.
Lutei por essa causa por acreditar que reduzir desigualdades é oferecer igualdade de oportunidades. Sobretudo na educação.
Um estudo técnico a partir de critérios populacionais mostrou ao governo como era justo nosso pleito. Das quatro novas universidades anunciadas uma delas ficará no Cariri.
Corrige-se uma injustiça que perdura há dezenas de anos.
O Ceará amargou durante anos grande e injusta discriminação em relação à oferta de vagas no ensino superior federal.
Enquanto estados como Minas Gerais e Rio Grande do Sul, para citar dois exemplos apenas, possuiam mais de uma dezena de universidades federais nosso estado durante muitos anos sediava uma única instituição desse tipo, a Universidade Federal do Ceará.
Vizinhos nossos, como Pernambuco e Paraíba, há anos ja contavam com mais de uma universidade mantida pelo governo federal.
Enquanto isso, tal como o Paraná e a Bahia, o governo cearense mantém três universidades, UECE, UVA e URCA, quando a responsabilidade pelo ensino superior é da união.
Quando governador lutei muito contra esse inadmissível tratamento dado à nossa juventude gravemente limitada no seu acesso ao ensino superior gratuito federal.
Por várias vezes denunciei de público a situação e tratei do assunto junto aos ministros da educação e o presidente Lula.
Minha insistência, com a ajuda do secretário Hélio Barros, resultou na criação dos campos avançados da UFC no Cariri e Sobral que atendia em parte nossa reivindicação.
Lutei por essa causa por acreditar que reduzir desigualdades é oferecer igualdade de oportunidades. Sobretudo na educação.
Um estudo técnico a partir de critérios populacionais mostrou ao governo como era justo nosso pleito. Das quatro novas universidades anunciadas uma delas ficará no Cariri.
Corrige-se uma injustiça que perdura há dezenas de anos.
Marcadores:
Educação,
Governo do Ceará,
Governo Federal,
Universidades
quinta-feira, 21 de julho de 2011
Escrita
Alguns estados americanos tornaram opcional o ensino da escrita cursiva nas escolas.
Pretendem com isso incentivar nos alunos o uso da escrita digital julgada mais útil à vida contemporânea.
Os cadernos de caligrafia, nos quais muitos de nós fomos treinados, são apenas nostalgia dos anos de aprendizagem escolar.
Sou ainda um usuário renitente da escrita manual que costumo treinar em cadernos de caligrafia que descobri em empoeiradas papelarias do centro da cidade.
Ao reproduzir as singelas frases dos cadernos cultivo uma estética da escrita ao tempo em que alivio tensões do dia a dia.
Pretendem com isso incentivar nos alunos o uso da escrita digital julgada mais útil à vida contemporânea.
Os cadernos de caligrafia, nos quais muitos de nós fomos treinados, são apenas nostalgia dos anos de aprendizagem escolar.
Sou ainda um usuário renitente da escrita manual que costumo treinar em cadernos de caligrafia que descobri em empoeiradas papelarias do centro da cidade.
Ao reproduzir as singelas frases dos cadernos cultivo uma estética da escrita ao tempo em que alivio tensões do dia a dia.
Marcadores:
Educação,
Internet,
Opinião,
Reminiscências
sexta-feira, 1 de julho de 2011
Reforma ortográfica
Divirta-se, teste seus conhecimentos e aprenda mais acessando o Game da Reforma Ortográfica
Para acessar clique aqui.
Para acessar clique aqui.
terça-feira, 28 de junho de 2011
Paulo Renato
Vítima de um enfarto fulminante faleceu domingo passado o ex-ministro da educação do governo Fernando Henrique, Paulo Renato de Sousa.
Só Gustavo Capanema, no estado novo, sob a presidência de Getúlio Vargas, ficou mais tempo que ele no cargo.
Sua grande marca foi a implantação, contra uma onda de reações corporativas, de sistemas de avaliação da qualidade de ensino em seus diversos níveis.
Outro marco importante do seu período foi a criação do FUNDEF (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental). O mecanismo permitiu elevação significativa do salário dos professores municipais.
Junto com o então Senador Darcy Ribeiro foi decisivo para aprovação de Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
Guardo dele, com quem convivi de perto quando senador, a imagem de um administrador criterioso, líder de uma equipe competente, aberto a sugestões e adepto do diálogo.
Só Gustavo Capanema, no estado novo, sob a presidência de Getúlio Vargas, ficou mais tempo que ele no cargo.
Sua grande marca foi a implantação, contra uma onda de reações corporativas, de sistemas de avaliação da qualidade de ensino em seus diversos níveis.
Outro marco importante do seu período foi a criação do FUNDEF (Fundo de Desenvolvimento do Ensino Fundamental). O mecanismo permitiu elevação significativa do salário dos professores municipais.
Junto com o então Senador Darcy Ribeiro foi decisivo para aprovação de Lei de Diretrizes e Bases da Educação.
Guardo dele, com quem convivi de perto quando senador, a imagem de um administrador criterioso, líder de uma equipe competente, aberto a sugestões e adepto do diálogo.
Marcadores:
Educação,
Personalidades,
Pranto
segunda-feira, 20 de junho de 2011
Comemoração
A Universidade de São Paulo (USP) festeja a marca de 100.000 títulos de mestrado e doutorado.
A maior universidade da América Latina enfrenta agora o desafio de melhorar a qualidade dos programas. Afinal, quantidade não é sinônimo de qualidade.
Os números foram coligidos a partir de 1969 quando se estabeleceram os padrões para a pós-graduação no país. Do total 53% são mestrados e 47% doutorados.
A unidade que mais produziu títulos, 9,5%, foi a Faculdade de Filosofia,Letras e Ciências Humanas. A USP deverá realizar um grande evento em outubro para comemorar o marco alcançado.
Para o pró-reitor de pós-graduação é hora de discutir o modelo em vigor.
Diz ele, estamos com um modelo antigo, da década de sessenta. Precisamos nos questionar : queremos formar doutores só para alimentar a universidade ou para termos recursos de alto nível para o desenvolvimento do país ?
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/06/11
A maior universidade da América Latina enfrenta agora o desafio de melhorar a qualidade dos programas. Afinal, quantidade não é sinônimo de qualidade.
Os números foram coligidos a partir de 1969 quando se estabeleceram os padrões para a pós-graduação no país. Do total 53% são mestrados e 47% doutorados.
A unidade que mais produziu títulos, 9,5%, foi a Faculdade de Filosofia,Letras e Ciências Humanas. A USP deverá realizar um grande evento em outubro para comemorar o marco alcançado.
Para o pró-reitor de pós-graduação é hora de discutir o modelo em vigor.
Diz ele, estamos com um modelo antigo, da década de sessenta. Precisamos nos questionar : queremos formar doutores só para alimentar a universidade ou para termos recursos de alto nível para o desenvolvimento do país ?
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/06/11
quarta-feira, 8 de junho de 2011
Livros
Considero Fernando Haddad um bom Ministro da Educação. Há muitos pontos positivos na sua gestão.
Ultimamente os ventos não lhe têm sido favoráveis. Se não vejamos.
Depois dos livros didáticos que faziam a apologia da linguagem inculta vieram outros com erros crassos de aritmética.
O material produzido para evitar a homofobia foi reprovado pela Presidente Dilma em nome do respeito individual à orientação sexual.
Isso depois de informações desencontradas quanto à responsabilidade pela elaboração das peças.
Espero que passe logo o inferno astral do ministro e prevaleçam suas boas iniciativas.
Ultimamente os ventos não lhe têm sido favoráveis. Se não vejamos.
Depois dos livros didáticos que faziam a apologia da linguagem inculta vieram outros com erros crassos de aritmética.
O material produzido para evitar a homofobia foi reprovado pela Presidente Dilma em nome do respeito individual à orientação sexual.
Isso depois de informações desencontradas quanto à responsabilidade pela elaboração das peças.
Espero que passe logo o inferno astral do ministro e prevaleçam suas boas iniciativas.
terça-feira, 17 de maio de 2011
Língua
Sabemos que a língua é um instrumento vivo de comunicação feita pelo povo que a altera, descartando palavras, incluindo outras, alterando significados, em uma permanente mutação.
Convive-se assim com uma forma popular de expressão usada pelas camadas sem instrução, ou pouco instruidas, sem que deixem de prevalecer as normas cultas que constituem as regras vernaculares a serem respeitadas.
Causa espécie assim que o Ministério da Educação patrocine a distribuição de um livro que faz a defesa da linguagem popular aceitando incorreções. Estão no livro expressões como: Posso falar os livro?; Nós pega o peixe; Os menino pega o peixe.
São trechos da obra "Viver, aprender" justificados por uma das autoras como uma reação ao preconceito linguístico e uma forma de ensino que considere diferentes gêneros textuais, diferentes práticas de comunicação para que a desenvoltura linguística aconteça.
Provocado, o Ministério da Educação, através de sua assessoria, informou que o livro estimula a formação de cidadãos que usem a língua com flexibilidade. Disse ainda a porta-voz que o MEC não é o ministério da verdade.
Ouvido, o Presidente da Academia Brasileira de Letras Marco Vilaça declarou que para a língua ele é sim o ministério da verdade.
Enquanto o governo brasileiro se esforça para padronizar a língua portuguesa através de um acordo ortográfico a ser subscrito por todos os paises lusófonos o MEC não apenas tolera, o que é compreensível, mas promove o emprego incorreto da língua como parte de uma política educacional.
Saiba mais em O Globo, edição de 14/05/11
Convive-se assim com uma forma popular de expressão usada pelas camadas sem instrução, ou pouco instruidas, sem que deixem de prevalecer as normas cultas que constituem as regras vernaculares a serem respeitadas.
Causa espécie assim que o Ministério da Educação patrocine a distribuição de um livro que faz a defesa da linguagem popular aceitando incorreções. Estão no livro expressões como: Posso falar os livro?; Nós pega o peixe; Os menino pega o peixe.
São trechos da obra "Viver, aprender" justificados por uma das autoras como uma reação ao preconceito linguístico e uma forma de ensino que considere diferentes gêneros textuais, diferentes práticas de comunicação para que a desenvoltura linguística aconteça.
Provocado, o Ministério da Educação, através de sua assessoria, informou que o livro estimula a formação de cidadãos que usem a língua com flexibilidade. Disse ainda a porta-voz que o MEC não é o ministério da verdade.
Ouvido, o Presidente da Academia Brasileira de Letras Marco Vilaça declarou que para a língua ele é sim o ministério da verdade.
Enquanto o governo brasileiro se esforça para padronizar a língua portuguesa através de um acordo ortográfico a ser subscrito por todos os paises lusófonos o MEC não apenas tolera, o que é compreensível, mas promove o emprego incorreto da língua como parte de uma política educacional.
Saiba mais em O Globo, edição de 14/05/11
Marcadores:
Educação,
Governo Federal,
Imprensa,
Livros
domingo, 1 de maio de 2011
Censo
As mulheres são maioria, os brancos minoria, o país está mais velho e urbano.
A classe C ( de 1 a 2 salários mínimos) cresceu e é majoritária. O acesso aos serviços básicos melhorou, 98,7% dos lares estão servidos pela energia elétrica enquanto apenas 55,4% dos domicílios são atendidos pela rede de esgotos.
Em relação ao saneamento um dado preocupante é a diminuição entre um censo e outro do ritmo de extensão da rede de esgoto.
A taxa de analfabetismo (pessoas com 10 anos e mais) caiu para 9% mas o número absoluto ainda é muito expressivo. O último Ministro da Educação a dar prioridade ao tema foi Cristovão Buarque. Com ele fizemos um grande programa no Ceará para realizar a segunda abolição.
Uma explicação oferecida para o maior número de mulheres está na violência e nos acidentes viários que incidem mais sobre os homens.
As melhorias nos indicadores econômicos e sociais são evidentes mas deveriam ser mais rápidas.
A classe C ( de 1 a 2 salários mínimos) cresceu e é majoritária. O acesso aos serviços básicos melhorou, 98,7% dos lares estão servidos pela energia elétrica enquanto apenas 55,4% dos domicílios são atendidos pela rede de esgotos.
Em relação ao saneamento um dado preocupante é a diminuição entre um censo e outro do ritmo de extensão da rede de esgoto.
A taxa de analfabetismo (pessoas com 10 anos e mais) caiu para 9% mas o número absoluto ainda é muito expressivo. O último Ministro da Educação a dar prioridade ao tema foi Cristovão Buarque. Com ele fizemos um grande programa no Ceará para realizar a segunda abolição.
Uma explicação oferecida para o maior número de mulheres está na violência e nos acidentes viários que incidem mais sobre os homens.
As melhorias nos indicadores econômicos e sociais são evidentes mas deveriam ser mais rápidas.
segunda-feira, 11 de abril de 2011
Punição
Na Escola Secundária Garcia de Orta, na cidade do Porto, um aluno de 13 anos foi alvo de uma curiosa agressão por parte do diretor da mesma em Abril do ano passado.
Após ter dito que "Esta escola é uma merda!" o jovem foi chamado ao gabinete do diretor que em seguida lhe apertou os testículos. Os gritos e o barulho acabaram por chamar atenção de uma professora que presenciou o fato.
O caso gerou grande reação na comunidade escolar e repercutiu intensamente no facebook.
O resultado do inquérito levado a efeito resultou na exoneração do diretor além de uma suspensão por 90 dias.
Saiba mais no jornal Público, edição de 09/04/11
Após ter dito que "Esta escola é uma merda!" o jovem foi chamado ao gabinete do diretor que em seguida lhe apertou os testículos. Os gritos e o barulho acabaram por chamar atenção de uma professora que presenciou o fato.
O caso gerou grande reação na comunidade escolar e repercutiu intensamente no facebook.
O resultado do inquérito levado a efeito resultou na exoneração do diretor além de uma suspensão por 90 dias.
Saiba mais no jornal Público, edição de 09/04/11
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Os Estados e a universidade pública - Paulo Gabriel Soledade Nacif
--------------------------------------------------------------------------------
A rede de universidades federais, constituída a partir da década de 30, apresenta assimetrias significativas entre os Estados
--------------------------------------------------------------------------------
A REDE de universidades federais, constituída a partir da década de 1930, apresenta assimetrias significativas entre os Estados e é surpreendente que as elites e, particularmente, os representantes políticos tenham assistido à instalação desse sistema sem discussões que evidenciassem essa questão, cujas características não podem ser confundidas com as desigualdades regionais presentes no debate nacional desde o Brasil império.
Seguramente, os Estados que conquistaram vantagens na implantação de universidades federais nos seus territórios foram dotados de mecanismos de desenvolvimento que vão se revelar superiores a alguns outros que historicamente pautaram agendas nacionais de bancadas de deputados e senadores de todas as regiões. O Rio Grande do Sul recebe cerca de 8% do total do orçamento destinado às universidades federais, valor superior à soma dos percentuais destinados a Santa Catarina e Paraná.
No Sudeste, Minas Gerais possui uma invejável cobertura de campi universitários federais e, em São Paulo, o sistema público é mantido prioritariamente por recursos estaduais.
No Nordeste, Pernambuco e Paraíba estão entre os Estados da Federação mais beneficiados quando se analisa os investimentos da União na educação superior, notadamente em relação à população e ao PIB. Por outro lado, a Bahia possui um número de matrículas/mil habitantes quase cinco vezes menor do que o da Paraíba e duas vezes menor do que o de Pernambuco.
Por qualquer critério de análise, essas assimetrias se repetem em todas as regiões do país.
O poder que cada Estado possuiu em diferentes períodos e os interesses de suas elites certamente contribuíram para moldar o sistema universitário federal e estabelecer, adicionalmente, outras formas de financiamento da universidade pública.
A história ressalta o sentimento autonomista de personagens que lideraram a política baiana até o golpe militar de 1964. A criação da USP é relatada como uma emblemática ação da elite paulista em busca de fortalecimento no plano cultural. Nos Estados do Sul existem as universidades municipais, e a estrutura social permitiu a criação de universidades comunitárias que desafiam o conceito tradicional de educação pública superior.
Em alguns Estados, o reduzido aporte de recursos federais levou à criação de robustos sistemas estaduais. Mesmo considerando-se relevante a ação estadual no ensino superior, não é razoável supor que a sua presença resolve o problema das assimetrias da rede de universidades federais, na medida em que, no modelo atual, se penalizam exatamente os orçamentos dos Estados que mais investem no setor.
No caso de São Paulo, devido à potente economia do Estado, a reduzida presença da União poderia ser entendida como positiva cooperação paulista à Federação. No entanto, como exposto, mesmo excluindo o Estado bandeirante das análises, as desigualdades permanecem significativas.
As assimetrias na distribuição de recursos federais para a educação superior terão consequências ainda mais profundas no futuro, na medida em que os processos de desenvolvimento do Brasil e seus Estados se associam cada vez mais a fatores relacionados ao ensino superior, ressaltando-se: a ampliação da capacidade de criar e trabalhar com o conhecimento, com ênfase em tecnologia e inovação que contribuam com a agregação de valor aos produtos gerados nos processos socioeconômicos; o comprometimento da sociedade com a ampla formação de cidadãos qualificados e capazes de aprender continuamente ao longo da vida; formar e consolidar redes de confiança compartilhada entre as instituições e as pessoas nas diferentes regiões.
Não se pode esperar que um sistema social moldado há quase um século seja remodelado por decisões de médio prazo e, dada a complexidade dos conceitos envolvidos na questão, não será possível o estabelecimento de divisões orçamentárias rígidas.
No entanto, a sociedade brasileira pode incluir esse tema nos debates do Plano Nacional de Educação para o período 2011-2020, visando à busca de mecanismos de redução das profundas assimetrias aqui destacadas.
--------------------------------------------------------------------------------
PAULO GABRIEL SOLEDADE NACIF, 45, engenheiro agrônomo e doutor em solos, é reitor da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
* Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, edição de 05/04/2010.
A rede de universidades federais, constituída a partir da década de 30, apresenta assimetrias significativas entre os Estados
--------------------------------------------------------------------------------
A REDE de universidades federais, constituída a partir da década de 1930, apresenta assimetrias significativas entre os Estados e é surpreendente que as elites e, particularmente, os representantes políticos tenham assistido à instalação desse sistema sem discussões que evidenciassem essa questão, cujas características não podem ser confundidas com as desigualdades regionais presentes no debate nacional desde o Brasil império.
Seguramente, os Estados que conquistaram vantagens na implantação de universidades federais nos seus territórios foram dotados de mecanismos de desenvolvimento que vão se revelar superiores a alguns outros que historicamente pautaram agendas nacionais de bancadas de deputados e senadores de todas as regiões. O Rio Grande do Sul recebe cerca de 8% do total do orçamento destinado às universidades federais, valor superior à soma dos percentuais destinados a Santa Catarina e Paraná.
No Sudeste, Minas Gerais possui uma invejável cobertura de campi universitários federais e, em São Paulo, o sistema público é mantido prioritariamente por recursos estaduais.
No Nordeste, Pernambuco e Paraíba estão entre os Estados da Federação mais beneficiados quando se analisa os investimentos da União na educação superior, notadamente em relação à população e ao PIB. Por outro lado, a Bahia possui um número de matrículas/mil habitantes quase cinco vezes menor do que o da Paraíba e duas vezes menor do que o de Pernambuco.
Por qualquer critério de análise, essas assimetrias se repetem em todas as regiões do país.
O poder que cada Estado possuiu em diferentes períodos e os interesses de suas elites certamente contribuíram para moldar o sistema universitário federal e estabelecer, adicionalmente, outras formas de financiamento da universidade pública.
A história ressalta o sentimento autonomista de personagens que lideraram a política baiana até o golpe militar de 1964. A criação da USP é relatada como uma emblemática ação da elite paulista em busca de fortalecimento no plano cultural. Nos Estados do Sul existem as universidades municipais, e a estrutura social permitiu a criação de universidades comunitárias que desafiam o conceito tradicional de educação pública superior.
Em alguns Estados, o reduzido aporte de recursos federais levou à criação de robustos sistemas estaduais. Mesmo considerando-se relevante a ação estadual no ensino superior, não é razoável supor que a sua presença resolve o problema das assimetrias da rede de universidades federais, na medida em que, no modelo atual, se penalizam exatamente os orçamentos dos Estados que mais investem no setor.
No caso de São Paulo, devido à potente economia do Estado, a reduzida presença da União poderia ser entendida como positiva cooperação paulista à Federação. No entanto, como exposto, mesmo excluindo o Estado bandeirante das análises, as desigualdades permanecem significativas.
As assimetrias na distribuição de recursos federais para a educação superior terão consequências ainda mais profundas no futuro, na medida em que os processos de desenvolvimento do Brasil e seus Estados se associam cada vez mais a fatores relacionados ao ensino superior, ressaltando-se: a ampliação da capacidade de criar e trabalhar com o conhecimento, com ênfase em tecnologia e inovação que contribuam com a agregação de valor aos produtos gerados nos processos socioeconômicos; o comprometimento da sociedade com a ampla formação de cidadãos qualificados e capazes de aprender continuamente ao longo da vida; formar e consolidar redes de confiança compartilhada entre as instituições e as pessoas nas diferentes regiões.
Não se pode esperar que um sistema social moldado há quase um século seja remodelado por decisões de médio prazo e, dada a complexidade dos conceitos envolvidos na questão, não será possível o estabelecimento de divisões orçamentárias rígidas.
No entanto, a sociedade brasileira pode incluir esse tema nos debates do Plano Nacional de Educação para o período 2011-2020, visando à busca de mecanismos de redução das profundas assimetrias aqui destacadas.
--------------------------------------------------------------------------------
PAULO GABRIEL SOLEDADE NACIF, 45, engenheiro agrônomo e doutor em solos, é reitor da UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia).
* Artigo publicado no jornal Folha de S. Paulo, edição de 05/04/2010.
Marcadores:
Educação,
Imprensa,
Opinião,
Tecnologia
sexta-feira, 12 de março de 2010
Autoria
Os jornais registraram uma polêmica entre os deputados Artur Bruno e Adahil Barreto, a propósito de uma proposta de emenda constitucional apresentada pelo segundo a qual fixa um percentual mínimo, 35%, para aplicação de recursos estaduais em educação.
Segundo Bruno era seu desejo fazer o mesmo via projeto de iniciativa popular.
Meu amigo Artur Bruno que me perdoe, mas não há autoria de intenção. Barreto agiu dentro de suas prerrogativas parlamentares. Nada impede a apresentação do projeto, idêntico ou semelhante, por outra via legislativa.
Segundo Bruno era seu desejo fazer o mesmo via projeto de iniciativa popular.
Meu amigo Artur Bruno que me perdoe, mas não há autoria de intenção. Barreto agiu dentro de suas prerrogativas parlamentares. Nada impede a apresentação do projeto, idêntico ou semelhante, por outra via legislativa.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Veterinária
Está em construção no campus de Itaperi, da Universidade Estadual do Ceará (Uece) o hospital veterinário.
Segundo matéria publicada no jornal Diário do Nordeste, edição de 15/01/10, deverá ser o maior do Norte e Nordeste.
Fico feliz de ver continuada a obra iniciada em meu Governo, visando o fortalecimento do curso de veterinária daquela Universidade.
Não tivesse o atual Governo paralisado a obra por tanto tempo, o hospital já estaria pronto.
A continuidade administrativa promove o progresso e o desenvolvimento.
Segundo matéria publicada no jornal Diário do Nordeste, edição de 15/01/10, deverá ser o maior do Norte e Nordeste.
Fico feliz de ver continuada a obra iniciada em meu Governo, visando o fortalecimento do curso de veterinária daquela Universidade.
Não tivesse o atual Governo paralisado a obra por tanto tempo, o hospital já estaria pronto.
A continuidade administrativa promove o progresso e o desenvolvimento.
Marcadores:
Educação,
Governo do Ceará,
Imprensa,
Investimentos,
Obras,
Saúde
terça-feira, 26 de janeiro de 2010
Educação II
Segundo Nicole Bella, uma das responsáveis pelo relatório, o Brasil perdeu pontos porque a matrícula caiu de 95,6% em 2005, para 93,5% em 2007, e a taxa de sobrevivência na 5ª série de 80,5%, para 75,6% no mesmo período.
Segundo ela, "a reprovação e a retenção escolar, assim como a qualidade da educação, que se mantem bastante ruim, atrapalham o progresso do país".
"Melhorar a qualidade é mais caro que colocar a criança na escola" afirma Mozart Ramos presidente executivo do Movimento Todos pela Educação.
Já para Angela Soligo, da Unicamp, investimos demais em avaliação e de menos em melhoria da qualidade.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 20/01/10
Segundo ela, "a reprovação e a retenção escolar, assim como a qualidade da educação, que se mantem bastante ruim, atrapalham o progresso do país".
"Melhorar a qualidade é mais caro que colocar a criança na escola" afirma Mozart Ramos presidente executivo do Movimento Todos pela Educação.
Já para Angela Soligo, da Unicamp, investimos demais em avaliação e de menos em melhoria da qualidade.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 20/01/10
Educação
Estudo feito pela Unesco, abrangendo 128 países, coloca o Brasil em 88º lugar segundo o Ínidice de Desenvolvimento da Educação (IDE). Nosso maior problema está na qualidade do ensino ministrado.
Estamos atrás de Cuba, Argentina, Uruguai, Chile, México,Venezuela, Panamá, Peru, Paraguai, Colômbia, Belize, Equador e Honduras.
O Brasil alcançou a nota 0,883. Para ser considerado de alto desenvolvimento educacional segundo a metodologia empregada no estudo o índice mínimo é 0,900.
O mais grave é que em relação ao levantamento anterior o Brasil piorou, passou de 0,901 para 0,883.
Os dados considerados para cálculo do índice são : matrícula no ensino fundamental (taxa líquida), índice de analfabetismo, igualdade de gênero e número de alunos que chegam ao 5º ano do ensino fundamental.
Fomos bem nos três primeiros indicadores, e muito mal no último, atingindo apenas 0,756.
Estamos atrás de Cuba, Argentina, Uruguai, Chile, México,Venezuela, Panamá, Peru, Paraguai, Colômbia, Belize, Equador e Honduras.
O Brasil alcançou a nota 0,883. Para ser considerado de alto desenvolvimento educacional segundo a metodologia empregada no estudo o índice mínimo é 0,900.
O mais grave é que em relação ao levantamento anterior o Brasil piorou, passou de 0,901 para 0,883.
Os dados considerados para cálculo do índice são : matrícula no ensino fundamental (taxa líquida), índice de analfabetismo, igualdade de gênero e número de alunos que chegam ao 5º ano do ensino fundamental.
Fomos bem nos três primeiros indicadores, e muito mal no último, atingindo apenas 0,756.
Marcadores:
Educação,
Governo Federal,
Mundo
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Profissionalização
O governo, através do Ministério da Educação, estruturou um amplo programa de educação profissional oferecido aos estados embalado em gordas verbas federais.
O governo do Ceará tem se beneficiado do programa por meio de sua Secretaria de Educação, a quem cabe aplicar volumosos recursos transferidos para instalar escolas profissionais.
O terceiro irmão, há algum tempo em entrevista concedida a um canal de televisão, jactou-se do número dessas escolas já criadas ou a serem-no proximamente.
O que deixou de dizer é que essas novas unidades são escolas já existentes que passaram a oferecer novo conteúdo curricular.
Particularmente os Liceus, projeto iniciado por meu antecessor e abraçado por mim com grande entusiasmo, estão sendo rebatizados, aproveitados seus bem equipados laboratórios e excelentes instalações, como se estivéssemos diante de coisa nova, além das gigantescas inscrições nos muros da nova nomenclatura escolar.
No Ceará, a educação profissional de há muito está a cargo da Secretaria de Ciência e Tecnologia através da rede de Centros Vocacionais e Tecnológicos (CVT) e Centros Tecnológicos (CENTEC), que fortaleci e ampliei substancialmente durante meu governo, os quais desfrutavam de reconhecimento público graças ao desempenho alcançado.
Desconheço se o remanejamento da competência de uma secretaria para outra foi feita mediante alteração da lei ou se o fato foi simplesmente ignorado.
Mais uma vez o atual governo desmantela realizações anteriores, de provada eficiência, Centec e Liceus, para apagar imagens de antecessores, substituindo-as por iniciativas sôfregas cujo sucesso está por comprovar.
A proposta em execução lembra muito a reforma Passarinho, lei 5692, abandonada por ter frustrado expectativas que gerou à época.
Os cursos até agora oferecidos na rede estadual, guia de turismo, técnico em enfermagem, técnico em comércio e outros, com características semelhantes, são de baixa complexidade e não guardam relação com a demanda e a necessidade local e regional.
O governo do Ceará tem se beneficiado do programa por meio de sua Secretaria de Educação, a quem cabe aplicar volumosos recursos transferidos para instalar escolas profissionais.
O terceiro irmão, há algum tempo em entrevista concedida a um canal de televisão, jactou-se do número dessas escolas já criadas ou a serem-no proximamente.
O que deixou de dizer é que essas novas unidades são escolas já existentes que passaram a oferecer novo conteúdo curricular.
Particularmente os Liceus, projeto iniciado por meu antecessor e abraçado por mim com grande entusiasmo, estão sendo rebatizados, aproveitados seus bem equipados laboratórios e excelentes instalações, como se estivéssemos diante de coisa nova, além das gigantescas inscrições nos muros da nova nomenclatura escolar.
No Ceará, a educação profissional de há muito está a cargo da Secretaria de Ciência e Tecnologia através da rede de Centros Vocacionais e Tecnológicos (CVT) e Centros Tecnológicos (CENTEC), que fortaleci e ampliei substancialmente durante meu governo, os quais desfrutavam de reconhecimento público graças ao desempenho alcançado.
Desconheço se o remanejamento da competência de uma secretaria para outra foi feita mediante alteração da lei ou se o fato foi simplesmente ignorado.
Mais uma vez o atual governo desmantela realizações anteriores, de provada eficiência, Centec e Liceus, para apagar imagens de antecessores, substituindo-as por iniciativas sôfregas cujo sucesso está por comprovar.
A proposta em execução lembra muito a reforma Passarinho, lei 5692, abandonada por ter frustrado expectativas que gerou à época.
Os cursos até agora oferecidos na rede estadual, guia de turismo, técnico em enfermagem, técnico em comércio e outros, com características semelhantes, são de baixa complexidade e não guardam relação com a demanda e a necessidade local e regional.
Marcadores:
Administração Pública,
Educação,
Governo do Ceará,
Política,
Tecnologia,
Transparência
segunda-feira, 14 de dezembro de 2009
São Gonçalo do Amarante tem escola em domicílio
Excelente matéria, intitulada No Ceará, adultos aprendem a ler e escrever em casa, da jornalista Isabela Martin, foi publicada no jornal O Globo, edição de 13/12/09. Fala sobre o projeto Em casa também se aprende, desenvolvido em São Gonçalo do Amarante, para alfabetização de adultos. Os assinantes podem ler a matéria completa clicando no link.
Assinar:
Postagens (Atom)



