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segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Perda

Incendio no apartamento do marchand romeno Jean Boghici, 84 anos, no Brasil desde 1948, dizimou parte de sua valiosa coleção de arte.

Funcionários da seguradora estão avaliando os danos. Em princípio 90% do acervo do marchand foi salvo do fogo.

Ainda assim as perdas são enormes. O quadro Samba, de Di Cavalcanti, foi consumido pelas chamas. Considerado  uma obra prima do modernismo brasileiro estava avaliado em R$ 50 milhões.

Dono de uma bem sucedida biografia feita da aventura comum aos emigrantes europeus pós segunda guerra mundial o que mais lamentou o colecionador foi a morte de doze gatos que com ele viviam no apartamento incendiado.

Saba mais em O Globo, edição de 19/08/12

domingo, 24 de junho de 2012

Regina

Regina Duarte, a que já foi a namoradinha do Brasil, estreia como diretora de teatro.

A peça chama-se Raimunda, Raimunda e tem por base duas outras sobre a personagem criada na década de 70 pelo piauiense Francisco Pereira da Silva, dramaturgo que já esteve entre os maiores do país e hoje anda esquecido.

A atriz interessou-se pelo tema por ter visto no enredo algo que tem a ver com sua história pessoal. Raimunda é uma cearense que vai ao Rio vencer na vida e que, sentindo-se injustiçada, compra uma briga com Getúlio Vargas.

O pai de Regina era um militar cearense anti-getulista que chegou a ficar preso por dois meses em função de suas convicções. Reformou-se como segundo tenente quando achava que deveria ter chegado à capitão.

 Saiba mais em O Globo, edição de 24/06/12

segunda-feira, 11 de junho de 2012

Centro cultural

Há poucos dias foi inaugurado em Fortaleza o Centro Cultural da Caixa Econômica no edificio da antiga Alfândega, que é tombado pelo órgão do patrimônio histórico, o IPHAN.

No prédio funcionava uma agência de penhores da Caixa Econômica.

Quando governador consegui que o então presidente Jorge Matoso autorizasse a instalação naquele local de um centro cultural da Caixa como ocorria em outras capitais que já dispunham de equipamento daquele tipo.

Minha proposta foi aceita de pronto fazendo-se necessária a transferência da agência para local próximo onde fosse possível atender às exigências compatíveis com uma agência de penhores.

Empenhei-me pessoalmente nisso junto ao empresário Luciano Cavalcante para acelerar a locação de imóvel de sua propriedade à Caixa Econômica satisfeitas as exigências daquela instituição de crédito.

Com a presença do presidente Jorge Matoso foi apresentada em solenidade a maquete do projeto e aberta licitação para contratação da obra. O governo do estado cederia parte de seu acervo de arte para exposição no novo espaço.

Grande parte do acervo do estado, inclusive preciosa coleção do pintor Antonio Bandeira, permanece em depósito por falta de local para ser exibido. Era a oportunidade para expor o rico material sem onus para o estado.

Os governos municipal e estadual não cooperaram com a iniciativa e até colocaram, de forma incompreensível, restrições ao empreendimento.

O importante é que Fortaleza ganhou um importante instrumento de difusão cultural fruto de decisão do então presidente da Caixa, Jorge Matoso, de quem guardo excelente impressão, e que muito colaborou com meu governo.

Jurandir Santiago, hoje presidente do BNB, à época gerente geral da Caixa no estado, conhece muito bem toda essa história.

sábado, 26 de maio de 2012

Fósseis

O Cariri abriga uma das mais importantes províncias fossilíferas do mundo.

A proteção desses depósitos está garantida por legislação anacrônica, o decreto lei de 1942, reconhecido por uma portaria de n° 55 de 1990 do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A fragilidade da legislação aliada à fiscalização ineficiente facilita o comércio e o contrabando de fósseis, exploração dos recursos naturais com efeitos predatórios sobre os depósitos e insegurança legal para os pesquisadores.

É recente a notícia da prisão pela polícia federal de dois pesquisadores, sendo um deles francês, e apreensão de peças em poder deles no aeroporto de Juazeiro do Norte.

No senado tive oportunidade, após ampla discussão com interessados, de apresentar projeto de lei para regulamentar a proteção e a pesquisa paleontológica no país.

Esquecido, não sei se nas gavetas da Câmara, não se converteu em lei que viesse a atualizar a norma jurídica sobre assunto de tamanha importância para conhecimento da evolução das espécies na terra.

domingo, 13 de maio de 2012

Teatro

Com frequência tomo conhecimento pela mídia de eventos que acontecem no Theatro José de Alencar. Solenidades e acontecimentos festivos de natureza as mais variadas, uns frívolos, outros mais sérios.

A liberalidade com que se vem cedendo o teatro para sediar essas ocorrências pode comprometer sua estrutura e equipamentos que, restaurados à duras penas, devolveram ao teatro seu esplendor.

Antes, uma orientação rígida do governo limitava seu uso à finalidade primitiva, espetáculos teatrais com certo nível de qualidade.

No passado a banalização do uso daquela casa levou a uma quase ruína de suas instalações. Querem ver esse filme de novo?

terça-feira, 27 de março de 2012

Patrulha

Não conheço a Ministra Ana de Holanda. Sequer sabia de sua existência como cantora ou membro do clã Buarque de Holanda até que foi nomeada por Dilma Roussef para o cargo de Ministra da Cultura.

Não possuo elementos para fazer uma avaliação isenta de sua atuação. Considero-a tímida e excessivamente discreta para a evidência que a função acarreta e o enfrentamento com os algozes que cobram sua cabeça.

Sua aparência frágil e desamparada, em meio ao vespeiro de Brasília, atrai minha simpatia.

Agora a imprensa traz a notícia de que poderá ser investigada pela Comissão de Ética da Presidência da República por ter recebido seis camisas da Escola de Samba Império Serrano que lhe davam acesso a local privilegiado para assistir ao desfile no Sambódromo.

Diante do que ocorre na capital federal dá para pensar que a iniciativa contra ela não passa de uma brincadeira sem graça.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

Cardeais II

Aos novos cardeais Bento XVI aconselhou:


"renunciar ao poder mundano" e "servir a igreja com amor e vigor, com a clareza e a sabedoria de professores, com a energia e a força moral de pastores, com a fé e a coragem de mártires".

Como se vê, um exigente programa a ser observado.

quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Renascimento

O Renascimento Italiano, movimento de renovação nas artes, na economia, nas ciências e em tantas outras áreas, ocorrido entre os séculos XIV e XVI, costuma ser apresentado como marco inicial da modernidade.

Um triunfo do ocidente sobre as trevas e o obscurantismo mental da Idade Média.

O antropólogo britânico Jack Goody, 91 anos, empenha-se em desmontar essa versão em seu mais recente livro, "Renascimento: um ou muitos?" lançado em 2010 e que agora sai no Brasil pela editora Unesp.

Para o autor a singularidade do Renascimento Italiano foi fabricada pelos europeus desconhecendo contribuições árabes, da China e da Índia.

O "monopólio" renascentista italiano teria sido construido a partir do livro do suiço Jacob Burckhardt "A cultura do Renascimento na Itália" (1860).

Entre outros argumentos invoca o uso pioneiro do papel pelo Islã no século X, quando na Europa ainda se escrevia com cera ou couro. Da mesma forma que sete séculos antes de Gutenberg a China já conhecia prensas com blocos de madeira.

Sem negar a contribuição europeia Goody lembra outras civilizações que em certos momentos tiveram um olhar retrospectivo e deram um salto adiante.

A exclusividade na revolução renovadora desencadeada pelo Renascimento Italiano, quando omite contribuições de outros povos, sugere, segundo ele, "uma superioridade falaciosa, quase racista em relação ao resto do mundo".

Encanta-me ver um nonagenário ainda com fôlego para meter a colher num vespeiro cultural desse porte !

Saiba mais em O Globo, edição de 21/01/12, caderno Prosa e Verso.
    

sábado, 3 de dezembro de 2011

Mestres

Limoeiro do Norte sedia a sexta edição do festival Mestres do Mundo que um dia a insensatez levou para o Cariri que merecidamente já acolhe muitos eventos culturais.

Felizmente a injustiça com a cidade foi corrigida e os mestres voltaram a se reunir anualmente na região jaguaribana.

O evento foi criado em meu governo dentro da estratégia de democratizar o acesso à cultura, livrá-la do cerco dos pequenos grupos que se apropriavam dos meios e a confinavam ao litoral.

Paguei um preço alto por isso, mas valeu a pena!

Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 03/12/11

segunda-feira, 24 de maio de 2010

De cultura etc. - Danuza Leão

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Mas me recuso a ter que gostar de artistas consagrados porque alguns decretaram que eles são talentosíssimos

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SEMPRE TIVE implicância com algumas palavras, sobretudo com o peso dado a elas, um peso que tema ver quase com o sagrado. A principal delas é cultura, que envolve arte e literatura, entre muitas outras coisas. É perigoso falar desses assuntos, mas esse sentimento existe tão forte dentro de mim que evitá-los seria quase hipocrisia.

Vamos à primeira: cultura. O que é uma pessoa culta? É a que leu todos os livros, esteve em todos os museus, sabe falar, com palavras bonitas - e se forem difíceis, melhor ainda -, sobre os movimentos culturais do passado, do presente e até os que ainda vêm por aí. Sabe tudo sobre história em geral, a Grécia antiga, os romanos etc.; só que para falar sobre essas coisas e passar uma bela impressão de cultura é preciso ter também uma memória privilegiada.

Não adianta um vasto conhecimento sobre todos os assuntos que fazem parte do que se chama cultura, se não tiver memória. Por ter alguma experiência de vida, também implico muito com os "espaços" culturais, talvez por ter visto tanta gente que só tem uma ambição na vida: dirigir um deles. Eles pulam de um para outro e passam a vida às custas da cultura, seja lá isso o que for; são os gigolôs da cultura.Aliás, quem decide o que é e o que não é cultura?

E quem decidiu que esses têm o poder de decretar o que é e o que não é?Há alguma coisa mais vaga do que um centro cultural? E quantos devem existir no Rio e em São Paulo?

Centenas, com toda certeza. Vamos agora à palavra arte; artes plásticas, mais precisamente. Existem, nos dias de hoje, artistas que vendem suas criações por milhares de dólares, e fico feliz por eles. Já outros passam a vida sem conseguir vender um único quadro - olha o exemplo de Van Gogh - e um belo dia passam a ser considerados os melhores da história do mundo.

Eu, que confesso sem nenhuma vergonha não ter um bom olho para a pintura, às vezes gosto do quadro de um pintor famoso, às vezes não; às vezes gosto do quadro de um desconhecido, às vezes não. Mas me recuso a TER QUE gostar de artistas consagrados porque alguns alguéns decretaram que eles são talentosíssimos. Odeio instalações, e me dou ao direito - que todos temos, aliás - de gostar do que eu gosto, sem ir pela cabeça dos críticos.

Agora, a literatura. Escrever, bem ou mal, não dá a ninguém o direito de se achar parte do sagrado mundo literário, e eu gostaria de saber por que razão os críticos da palavra têm o poder de dizer que uma determinada obra é um primor de literatura, ou não. Qual o critério de poder julgar o trabalho dos outros e dizer, do alto de sua sabedoria, o que é bom e o que não é?

Cansei de tentar ler livros altamente considerados como obras-primas e largar nas primeiras páginas, tal o tédio que senti. Aliás, quem quiser se passar por culto é só decorar algumas frases de autores famosos e de vez em quando dizê-las, assim como quem não quer nada, no meio de uma conversa.

Quem decreta que A é um bom pintor, que B é cultíssimo, que o livro C é bom ou ruim? Quem consagraou destrói quem ousa penetrar nesse misterioso mundo da cultura?Quem tem o direito de falar sobre a qualidade do trabalho de um pintor?

Penso que somos, todos nós, únicos, com nossos gostos e preferências, e que devemos olhar para tudo o que é feito em nome da cultura com nossos próprios olhos, e não pelos daqueles que são considerados - não sei por quem - os únicos que sabem.

danuza.leao@uol.com.br

Artigo publicado no caderno Cotidiano da Folha de S. Paulo, edição de 23/05/2010.

quinta-feira, 18 de março de 2010

Mestres

O governo do estado recuou e voltou a sediar o Festival Mestres do Mundo, instituido durante minha administração, em Limoeiro do Norte, de onde aliás nunca devera ter saido.

sábado, 27 de fevereiro de 2010

São Gonçalo

São Gonçalo está com tudo e não está prosa.

Dos nove mestres da cultura recentemente agraciados, três, de Quixadá, Tianguá e Juazeiro do Norte, o foram por liderarem grupos que continuam encenando a Dança de São Gonçalo, preservando, assim, uma tradição cuja origem data de séculos.

Saiba mais no jornal O Estado, edição de 26/02/10.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Casa de Detenção do Carandiru cede lugar a biblioteca

A antítese é forte e a metáfora se torna óbvia. Onde antes funcionava uma prisão, agora haverá a liberdade: do conhecimento, das ideias, dos livros. Está marcada para hoje a inauguração da Biblioteca de São Paulo - aberta aos frequentadores a partir de amanhã -, um projeto ousado que tem tudo para mudar o modelo de bibliotecas públicas no Estado. O endereço? O Parque da Juventude, exatamente no mesmo ponto onde ficavam os pavilhões da Casa de Detenção do Carandiru.

Esqueça as sisudas estantes, o ambiente escuro e a bibliotecária ranzinza pedindo silêncio. A nova biblioteca terá um ambiente colorido e moderno, com 30 mil livros ao lado de 80 computadores, CDs, DVDs, jornais e revistas. E novidade: sete Kindle, aquele aparelhinho que lê livros digitais. Os funcionários - a equipe terá 50 pessoas - estarão instruídos a agir como vendedores de livros, oferecendo dicas para os visitantes, de acordo com cada perfil. "Basta as pessoas chegarem e já iremos puxar conversa sobre livros", resume a diretora da instituição, Magda Montenegro.

Em nome da acessibilidade, haverá também um equipamento para transformar livros normais em áudio ou braile. As mesas serão reguláveis - para se adaptar a qualquer tamanho de cadeira de rodas - e serão disponibilizados folheadores automáticos de páginas para quem tem restrições motoras.

A obra teve investimentos dos governos estadual (R$ 10 milhões) e federal (R$ 2,5 milhões). Com as portas abertas, a biblioteca de 4,2 mil metros quadrados será administrada pela Poiesis, organização social à frente também da Casa das Rosas e do Museu da Língua Portuguesa. O projeto arquitetônico, a cargo do escritório paulistano Aflalo & Gasperini - o mesmo que executou o Parque da Juventude - levou oito meses para ser concebido.

"Montamos um time com cerca de 20 profissionais, das mais variadas áreas", conta o arquiteto Roberto Aflalo Filho. "Pensamos em espaços agradáveis, com mobiliário adequado para atrair o leitor. Por isso a biblioteca ficou com cara de uma grande livraria."

Serviço: Biblioteca de São Paulo. Parque da Juventude (Avenida Cruzeiro do Sul, 2.500, Santana). De terça-feira a sexta-feira, das 9 horas às 21 horas; sábados, domingos e feriados, até 19 horas. Grátis.

Matéria publicada no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 8/2/10.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Cultura

Pela primeira vez o orçamento da união destina ao Ministério da Cultura recursos superiores a 1% do total. A média histórica costumava estar ao redor de 0,5%. Agora é lutar para que não haja contingenciamento de verbas.

O percentual, embora ínfimo, é relevante, considerando os anos anteriores e as disputas acirradas por dinheiro, tratando-se de ano eleitoral.

Saiba mais no Diário Econômico, edição de 16/01/10

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

Centro Cultural II

Os entendimentos com o Banco do Brasil para implantar um centro cultural em Fortaleza foram demorados e envolveram as relações do governo do estado com aquela instituição sob vários aspectos.

Foi de grande valia para aprovação do pleito pela diretoria do banco a ação do então diretor de recursos humanos, o Osvaldo, cearense, professor da UECE, o qual apoiou firmemente o nosso pleito.

Foi ele, aliás, que me comunicou por telefone a aprovação, pela diretoria, de nossa reivindicação. O centro deveria ser instalado na estação ferroviária João Felipe, na praça Castro Carreira, que estava sendo adquirida pelo governo do estado à Reffesa, em processo de liquidação.

Não obstante nossa boa vontade em ceder à prefeitura de Fortaleza parte da área e prédios que estavam sendo adquiridos pelo governo do estado a prefeitura cobrou valores tão elevados de impostos atrasados devidos pela Reffesa que inviabilizaram a transação.

Não houve interesse nenhum da prefeitura em discutir formas para superar o impasse por ela criado. Parecia haver mais interesse em inviabilizar o empreendimento.

Foi assim, graças à prefeitura de Fortaleza, que a cidade deixou de ganhar um centro cultural que a colocaria no circuito de grandes eventos artísticos.

domingo, 8 de novembro de 2009

Imagem - Castelo do Plácido

Imagem do castelo do comerciante Plácido de Carvalho, enviada por nosso leitor Kilmer Castro.

Conta-se, segundo Kilmer, que Plácido construiu o castelo para presentear sua amada Pierina Giovanni, que ele conheceu na Itália, e que só viria para o Brasil se o castelo fosse construído.

O castelo foi demolido nos anos 70.

domingo, 25 de outubro de 2009

Crato

Estive rapidamente no Cariri. Em Juazeiro assisti à missa de 30º dia pela alma do meu amigo Tenente Coelho, homem de temperamento ameno, empresário bem sucedido e exemplar pai de família.

Seu súbito desaparecimento deixou a sociedade caririense consternada.

No Crato visitei o Dr. Raimundo Borges na lucidez e integridade física de seus 102 anos. Continua lendo, acompanhando os fatos cotidianos e escrevendo.

Revelou-me já escreve livro sobre a Fortaleza do passado. Advogado, formado em 1937, antes de optar pelo direito, cursou medicina até o terceiro ano.




À noite fui empossado na Cadeira nº 29, seção de ciências, patrono Waldemar Alcântara, do Instituto Cultural do Cariri, entidade fundada em 1953.

O discurso de recepção ficou a cargo do meu colega e amigo Napoleão Tavares Neves, médico na cidade de Barbalha.

O Dr. Raimundo Borges, único dos fundadores ainda vivo, fez questão de me saudar falando de pé.

A nota alta da solenidade foi a exibição do coral da Sociedade de Cultura Artística do Crato regido por Divane Cabral que entre outras peças apresentou o Guarani, de Carlos Gomes.

O coral é um orgulho do Crato, e Divane uma incansável operária da cultura.

Depois passei no espaço cultural da estação ferroviária, obra de meu governo, em parceria com a administração do prefeito Samuel Araripe. Lá se realizava o Festival Cariri da Canção com grande público assistente.

Acompanharam-me, durante o tempo em que estive no Cariri, o vice-prefeito Raimundo Filho com a esposa Daniela e o Dep. Vasques Landim.

Agradeço a Dihelson Mendonça, administrador do Blog do Crato, pelo registro destes agradáveis momentos.

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

Samba

No dia 7 de setembro recebi homenagem da Escola Côrte no Samba, por ocasião dos seus 39 anos de existência, em razão do apoio que sempre tenho dado à essa tradicional agremiação carnavalesca.

Foi o momento para rever muitos amigos, a começar pelo presidente, o Néris, que me relatou as atividades comunitárias desenvolvidas no barracão da Escola.

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Noves fora


09/09/09 é um dia especial para os supersticiosos.

Na cultura chinesa e na mitologia de outras culturas o 9 surge associado à busca de proveito, ao corolário dos esforços, ao encerrar de um ciclo e início de outro superior, por ser o maior número singular.

O 9 é tambem associado com o fogo, pois as vestes do imperador costumavam apresentar figuras de nove dragões, e porque se acreditava estes tinham nove filhos cada um. 9.999 quartos tinha o palácio da cidade proibida, em Pequim, 9 é o número de órbitas celestes, o de orifícios do corpo e dos meses de gestação humana.

A superstição, ligada aos números, é uma das fortes características da cultura chinesa, daí as pessoas associá-los aos fatos do cotidiano, placa de carro, telefone, morada, conta bancária, convertidos em amuletos que tragam sorte a partir da escolha de números preferidos.

Hoje muitos irão casar, jogar nos cassinos de Macau, deixarem-se guiar pelo sortilégio dos números.

A cultura japonesa é exceção quanto ao significado do 9. Para os nipônicos é sinônimo de azar e sofrimento. Por isso deverão hoje evitar tudo que se relacione com o número 9

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Festas Juninas

O conceituado jornalista Egídio Serpa, em sua apreciada coluna no jornal Diário do Nordeste, edição de 18/05/09, afirma, a propósito de eventos apoiados pelo Governo do Estado do Ceará, no chamado período junino, existir, na Secretaria de Cultura, vida inteligente.

Faltou acrescentar, pelo menos no que tange às festas juninas, que se instalara lá, antes do atual Governo.

Durante minha administração, foi implantado um criterioso sistema de fomento a essas manifestações, mediante o lançamento de editais, que evitavam favorecimentos na distribuição de verbas.