O governo do estado saudou há alguns meses a passagem da classificação, em relação ao estágio de combate à aftosa, de risco desconhecido para risco médio.
Deixamos o governo em condições muito próximas de atingir esse objetivo. O desinteresse do novo governo pelo assunto retardou a obtenção do novo grau.
O que não foi dito por ocasião do anúncio da nova situação é que ela depende da concretização de cerca de trinta pendências que estavam ainda por ser cumpridas. A concessão foi mais política que técnica.
Ignoro se as pendências já tenham sido atendidas mas a nova classificação foi uma liberalidade do Ministério da Agricultura.
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quinta-feira, 8 de abril de 2010
sexta-feira, 1 de janeiro de 2010
Aftosa
O Ministério de Agricultura vem de conferir ao estado Ceará, em relação à aftosa, o grau de risco médio, o que significa importante estágio na ação de combate à doença.
Aliás, fomos o último estado do nordeste a atingir esse patamar.
A notícia é alvissareira. Em termos práticos significa que nosso rebanho poderá agora se deslocar de um estado para outro sem restrições, o que antes não acontecia.
A novidade poderia ter vindo há mais tempo, não fora o atual governo, tão logo assumiu, ter desestruturado a equipe que realizava excelente trabalho de controle da dita zoonose e demonstrado pouco interesse pelo assunto.
O mau desempenho do programa levou os responsáveis estaduais a readmitir o coordenador anterior e retomar as medidas que vinham sendo adotadas e foram interrompidas.
A boa nova, dada com o estrépito costumeiro, vem acompanhada de uma falsa notícia. O atual governo não atingiu o recorde de vacinação. O feito pertence ao meu governo.
Se não vejamos :
Ano 1º sem. 2º sem
2003 76,87% 63,97%
2004 80,23% 72,04%
2005 85,38% 86,92%
2006 93,00% 86,00%
O governo atual informou como recorde de vacinação do rebanho bovino o percentual de 88%.
Durante minha administração criei a ADAGRI (Agência de Desenvolvimento Agrícola), moderno mecanismo de execução da política de defesa animal e vegetal no território estadual.
Seus dirigentes foram recrutados por meio de rigorosa seleção pública e nomeados para cumprirem mandato por tempo determinado.
Contrariando o conceito de agência, que pressupõe certa independência do executivo, o governador propôs, e a Assembleia aprovou sem discutir, a revogação do dispositivo da lei que criou a Adagri que fixava mandato para seus diretores.
Quer dizer, passaram a ser demissíveis a qualquer tempo. Nomeados e exonerados ao sabor das conveniências do governo.
Aliás, fomos o último estado do nordeste a atingir esse patamar.
A notícia é alvissareira. Em termos práticos significa que nosso rebanho poderá agora se deslocar de um estado para outro sem restrições, o que antes não acontecia.
A novidade poderia ter vindo há mais tempo, não fora o atual governo, tão logo assumiu, ter desestruturado a equipe que realizava excelente trabalho de controle da dita zoonose e demonstrado pouco interesse pelo assunto.
O mau desempenho do programa levou os responsáveis estaduais a readmitir o coordenador anterior e retomar as medidas que vinham sendo adotadas e foram interrompidas.
A boa nova, dada com o estrépito costumeiro, vem acompanhada de uma falsa notícia. O atual governo não atingiu o recorde de vacinação. O feito pertence ao meu governo.
Se não vejamos :
Ano 1º sem. 2º sem
2003 76,87% 63,97%
2004 80,23% 72,04%
2005 85,38% 86,92%
2006 93,00% 86,00%
O governo atual informou como recorde de vacinação do rebanho bovino o percentual de 88%.
Durante minha administração criei a ADAGRI (Agência de Desenvolvimento Agrícola), moderno mecanismo de execução da política de defesa animal e vegetal no território estadual.
Seus dirigentes foram recrutados por meio de rigorosa seleção pública e nomeados para cumprirem mandato por tempo determinado.
Contrariando o conceito de agência, que pressupõe certa independência do executivo, o governador propôs, e a Assembleia aprovou sem discutir, a revogação do dispositivo da lei que criou a Adagri que fixava mandato para seus diretores.
Quer dizer, passaram a ser demissíveis a qualquer tempo. Nomeados e exonerados ao sabor das conveniências do governo.
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