Peça fundamental do nosso turismo, o artesanato cearense precisa de ações permanentes de apoio para manter vivas as suas tradições culturais.
Ao lado das nossas belas praias - temos mais de 500 km de litoral e sol praticamente o ano todo -, o artesanato cearense atrai a atenção de turistas do Brasil e do mundo e garante a geração de emprego e renda a milhares de famílias.
Durante minha gestão, mais de 6.500 artesãos foram beneficiados pelos programas governamentais. Outros 1,5 mil receberam cursos de capacitação.
Solicitei ao Ministério do Turismo a publicação de uma portaria incluindo o Mercado Central de Fortaleza, o maior central artesanal do norte e nordeste, no roteiro turístico nacional. Assim, um dos maiores guardiães da nossa cultura estará incluso em todos os pacotes de viagem vendidos com destino ao nordeste, mais especificamente ao nosso Ceará.
Investir em “cimento e concreto” é necessário para dar melhor estrutura aos cearenses e visitantes, mas sem um investimento de apoio e capacitação do nosso povo torna-se inviável manter vivo o patrimônio do artesanato cearense.
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segunda-feira, 24 de maio de 2010
domingo, 2 de dezembro de 2007
Bom Jardim
Fala sobre a violência na região, manifestações culturais locais na música, no artesanato, nas artes plásticas, bem como a percepção das pessoas sobre o meio e a relação com outras áreas da cidade em termos de produção e consumo da cultura.
Peca ao deixar de mencionar dados sobre a criação do Centro e a estratégia que orientou a implantação do sofisticado equipamento cultural, naquela zona periférica da cidade. Precedida de amplo levantamento das atividades culturais da comunidade, a obra visava descentralizar as ações ligadas à cultura, e, ao mesmo tempo, valorizar e incentivar a produção local.
Em resumo, um braço do Centro Cultural Dragão do Mar, junto à população de baixa renda tradicionalmente alijada das ofertas culturais. Um esforço integrado, além de ações meramente policiais, para mobilizar a comunidade e as estruturas existentes no bairro, em torno de uma cultura de paz.
Ali começamos um projeto pioneiro cujos frutos começam a ser colhidos.
segunda-feira, 5 de março de 2007
Bons tempos para o semi-árido
O projeto do São Francisco está estritamente ligado ao convívio harmonioso com o semi-árido, uma região densamente povoada e com demandas históricas a serem sanadas.
Por isso, o governo federal estruturou o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido e da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, planificando medidas que se dividem entre os seguintes programas: Revitalização do Rio São Francisco; Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca; Suprimento de Água para Populações Rurais e Urbanas; Programa Conviver para a Região Semi-Árida e Programa de Integração de Bacias Hidrográficas.
Todos esses programas se dividem em uma série de ações que visam proteger o rio e beneficiar a população do entorno. O sertão nordestino, enfim sabemos, precisa de apoio político, investimentos bem direcionados e obras estruturantes para mostrar a sua pujança e inaugurar uma nova era econômica.
Nos últimos anos, muitas atividades estão sendo estimuladas no semi-árido nordestino, além da agricultura familiar. Pesquisas e experiências desenvolvidas nas últimas décadas comprovam que a aparente hostilidade da região é propícia a atividades lucrativas, como fruticultura, aqüicultura, ovinocaprinocultura, apicultura, produção de oleaginosas (mamona, amendoim, gergelim, girassol), além do beneficiamento de riquezas minerais, do turismo ecológico, esportivo e religioso e da exploração do artesanato.
Os estados precisam estar atentos para não desperdiçar oportunidades de investimentos nem adiar o processo de crescimento, que se faz de forma integrada, em diversas frentes, dentre as quais se destaca a educação para o convívio com o semi-árido.
Em janeiro desse ano, o Governo do Ceará lançou a Unidade de Formação do Capital Humano do Campo (Unicampo), que vai articular uma grande rede para a troca de experiências, conhecimentos e técnicas agrícolas entre pequenos agricultores, empresários rurais e instituições de ensino. Uma troca que vai beneficiar 30.000 pessoas somente em 2006, por meio da promoção de teleconferências, seminários, oficinas, cursos, reuniões e eventos de capacitação.
A idéia é o combate intenso ao analfabetismo, o repasse de técnicas agrícolas e a conscientização para a preservação do meio ambiente, dentre outros pontos importantes. Instituições públicas, entidades privadas, movimentos sociais, conselhos setoriais e municipais, instituições financeiras, organizações de classe e instituições de ensino e pesquisa fazem parte desse grande mutirão para a qualificação da mão-de-obra.
A Unicampo integra o eixo de Desenvolvimento Humano do Programa Sertão Vivo, que envolve quinze secretarias de Estado e fundamenta as suas ações na geração de trabalho e renda, infra-estrutura básica e hídrica, meio-ambiente e tecnologia, além de desenvolvimento humano.
Por isso, o governo federal estruturou o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido e da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, planificando medidas que se dividem entre os seguintes programas: Revitalização do Rio São Francisco; Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca; Suprimento de Água para Populações Rurais e Urbanas; Programa Conviver para a Região Semi-Árida e Programa de Integração de Bacias Hidrográficas.
Todos esses programas se dividem em uma série de ações que visam proteger o rio e beneficiar a população do entorno. O sertão nordestino, enfim sabemos, precisa de apoio político, investimentos bem direcionados e obras estruturantes para mostrar a sua pujança e inaugurar uma nova era econômica.
Nos últimos anos, muitas atividades estão sendo estimuladas no semi-árido nordestino, além da agricultura familiar. Pesquisas e experiências desenvolvidas nas últimas décadas comprovam que a aparente hostilidade da região é propícia a atividades lucrativas, como fruticultura, aqüicultura, ovinocaprinocultura, apicultura, produção de oleaginosas (mamona, amendoim, gergelim, girassol), além do beneficiamento de riquezas minerais, do turismo ecológico, esportivo e religioso e da exploração do artesanato.
Os estados precisam estar atentos para não desperdiçar oportunidades de investimentos nem adiar o processo de crescimento, que se faz de forma integrada, em diversas frentes, dentre as quais se destaca a educação para o convívio com o semi-árido.
Em janeiro desse ano, o Governo do Ceará lançou a Unidade de Formação do Capital Humano do Campo (Unicampo), que vai articular uma grande rede para a troca de experiências, conhecimentos e técnicas agrícolas entre pequenos agricultores, empresários rurais e instituições de ensino. Uma troca que vai beneficiar 30.000 pessoas somente em 2006, por meio da promoção de teleconferências, seminários, oficinas, cursos, reuniões e eventos de capacitação.
A idéia é o combate intenso ao analfabetismo, o repasse de técnicas agrícolas e a conscientização para a preservação do meio ambiente, dentre outros pontos importantes. Instituições públicas, entidades privadas, movimentos sociais, conselhos setoriais e municipais, instituições financeiras, organizações de classe e instituições de ensino e pesquisa fazem parte desse grande mutirão para a qualificação da mão-de-obra.
A Unicampo integra o eixo de Desenvolvimento Humano do Programa Sertão Vivo, que envolve quinze secretarias de Estado e fundamenta as suas ações na geração de trabalho e renda, infra-estrutura básica e hídrica, meio-ambiente e tecnologia, além de desenvolvimento humano.
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