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segunda-feira, 3 de setembro de 2012

As leis da biblioteconomia

As cinco leis da biblioteconomia segundo S.R. Ranganathan:

1 - Os livros são para usar

2 - A cada leitor seu livro

3 - A cada livro seu leitor

4 - Poupe o tempo do leitor

5 - A biblioteca é um organismo em crescimento

segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Leitura III

Parábola do lençol

Sarah estava na janela olhando o varal da vizinha quando chamou o marido: - Isaac, venha ver como estão sujos aqueles lençois!

No dia seguinte a mesma coisa:  - Isaac, que horror venha ver! Será possível que a vizinha não aprenda a lavar lençois? Bastava me perguntar, pobre coitada! O tempo passou e os lençois foram ficando cada vez mais sujos.

Um dia aconteceu o milagre! - Hannah recostou na poltrona, ajeitando a bainha do penhoar. - Sarah viu o impossível: o varal da vizinha tinha os lençois mais brancos do mundo. Isaac, venha cá, não acredito, estão mais limpos que os nossos! Como pode?

Então Isaac respondeu calmamente: - Muito simples, mulher. Muito simples. É que hoje cedo eu resolvi lavar nossas vidraças!

Leitura II

O diabinho pediu que o pai lhe ensinasse a fazer maldades. E o pai, didático:
 - Você ainda é criança. Comece fazendo pequenas maldades.
  
 O filho salivou:
 - Quais? Quais?
  - Impeça as pessoas de realizar seus sonhos.
  - Só isso? - decepcionou-se o filho.
  - Calma, no futuro você fará coisas piores.

  O diabinho se esmerou nas maldades: quem queria casar não casou, quem ia viajar não viajou. Anos depois o pai veio parabenizá-lo:

  - Agora você atingiu a maioridade, já pode fazer grandes maldades. As piores, as mais terríveis.
  - Quais? Quais?
  - Ajude as pessoas a realizar seus sonhos.

continua...

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Agir

Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida.

Mateus, 5, 13-16

Sejamos o sal que salga e a luz que ilumina.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A fala e a escrita

"Sorria, quando disser isso."

Como se sorrir ao escrever?

Você atribui às letras uma fortuna que elas não podem ter.

(Platão, Phaedrus)

domingo, 8 de julho de 2012

Leituras

Das leituras da missa de hoje:

Da leitura da Profecia de Ezequiel:

"Quer te escutem, quer não, pois são um bando de rebeldes, ficarão sabendo que houve entre eles um profeta".

Do Evangelho segundo Marcos:

"Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares".

sexta-feira, 15 de junho de 2012

Artilharia

Na artilharia política o fogo mais perigoso é o do ex-amigo.

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Descubra as diferenças

Os escrevedores que me perdoem mas talento é fundamental.
É preciso que haja um barco bêbedo, um erro de gramática, uma mulher de quem se possa dizer: Marcela amou-me durante quinze meses e onze contos de réis (ou então que a mão confesse com lucidez etílica: no se puede vivir sin amor). É preciso que o sentimento não se dirija ao coração mole das pessoas sensíveis que não são capazes/ de matar galinhas...

É preciso lembrar Wilde: “A sentimentalist is simply one who desires to have the luxury of an emotion without paying for it”.

É preciso que o artificio não mate o pacto narrativo e que o lirismo não desculpe os “cagalhões líricos que por aí andam, passeiam e triunfam”.

Talento é fundamental (não confundir a sordidez de Celine com a vulgaridade de Houellebecq).
Mundo é fundamental (não confundir ter mundo com descargas confessionais).

Imaginação, precisa-se. Distanciamento, exige-se. Oficina, idem mas sem oferta de garantia (“o estilo é uma dificuldade de expressão”). Quanto ao que faz a coisa literária, permanece um “je ne sais quoi” cuja receita é tão ou mais secreta do que a dos pasteis de Belém.

O maior mistério, contudo, é escrever-se “valter hugo mãe” no Google e em poucos segundos surgirem 468 mil referências e fazer o mesmo para Herberto Helder e não se ir além das 77 700.

Lê-se a poética do primeiro (“… algo em ti me puxa/ sempre ao sentimento, mesmo antes de/ te conhecer, lembras-te, uma propensão para/ te tratar bem, cuidar, vulnerabilizar os meus/ modos…”), depois o segundo (“Dai-me uma jovem mulher com sua harpa de sombra/ e seu arbusto de sangue. Com ela/ encantarei a noite…”) e só Camões nos impede de cortar os pulsos: UM MILHÃO E VINTE MIL entradas. 
Por: Ana Cristina Leonardo
Fonte: Expresso - 06/04/2012

A frase do dia

As palavras corretas nem sempre são agradáveis. As palavras agradáveis nem sempre são corretas.

Lao Tsé

domingo, 3 de junho de 2012

A frase do dia

A superioridade do economista sobre o resto dos mortais é que ele fala o que ninguém entende.

Nelson Rodrigues, jornalista, teatrólogo, escritor, cujo centenário de nascimento decorre este ano.

sexta-feira, 25 de maio de 2012

A frase do dia

Ler é beber e comer. O espírito que não lê emagrece como um corpo que não come.

Vitor Hugo (1802-1885)

quinta-feira, 3 de maio de 2012

Clássico

Clássico, segundo Italo Calvino, é "um autor que ninguém gosta de ler, mas que todo mundo gostaria de ter lido".

sexta-feira, 23 de março de 2012

A frase do dia

Vive tua vida, não seja vivido por ela.

Bernardo Soares, Livro do Desassossego

domingo, 11 de março de 2012

A frase do dia II

Tem sempre presente no espírito que a natureza não é Deus, que um homem não é uma máquina, que uma hipótese não é um fato.

Diderot, Pensées sur L'interprétation de la Nature

A frase do dia

É preciso empurrar uma porta para se saber que está fechada.

Montaigne, Essais

Espelho

Nunca amamos alguém. Amamos, tão somente, a ideia que fazemos de alguém. É a um conceito nosso - em suma é a  nós mesmos - que amamos.

Fernando Pessoa

De Pessoa, Revista de Ideias
número 01 / Dezembro 2010

quarta-feira, 7 de março de 2012

Música

A arte da interpretação não é apenas tocar o que está escrito.

Pablo Casals

A minha música é melhor compreendida pelas crianças e pelos animais.

Igor Stravinsky

domingo, 4 de março de 2012

Arrependimentos

Uma enfermeira australiana de cuidados terminais fez uma lista de arrependimentos de seus pacientes.

É de uma surpreendente simplicidade:

- Quem me dera ter tido tempo para viver uma vida mais verdadeira e não a que os outros esperavam de mim.

- Quem me dera não tivesse trabalhado tanto.

- Quem me dera tivesse tido coragem para expressar os meus sentimentos.

- Quem me dera tivesse mantido contacto com os meus amigos.

- Quem me dera tivesse me permitido ser feliz.

Da Revista, publicação que circula junto com jornal Expresso, edição de 03/03/12

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A frase do dia

Eu não falaria nunca com um homem que escreveu mais do que leu.


Samuel Johnson

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Palavras

Nós não somos do século d'inventar as palavras. As palavras já foram inventadas. Nós somos do século d'inventar outra vez as palavras que já foram inventadas.
José de ALMADA NEGREIROS