Ontem, dia 12, foi aniversário de nascimento de meu pai, Waldemar Alcântara, falecido em 1990.
Minhas irmãs e eu, com a ajuda de familiares e colaboradores, estamos por definir eventos que marcarão seu centenário no próximo ano.
Independentemente de posições políticas esperamos que instituições públicas e privadas a que serviu com zelo e dedicação venham a se associar a essas manifestações.
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quarta-feira, 13 de abril de 2011
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
Abraço Vermelho
Fui abraçar o deputado Chico Lopes (PCdoB-CE) pelos seus 70 anos, em festivo encontro no Náutico. Trata-se de um raro exemplar de alegria carbonária.Quando fui prefeito de Fortaleza, pude reabilitá-lo como funcionário público municipal, punido que fora pelo regime militar.
Na simpática reunião, terminei também abraçado por muitos participantes. Foi um momento muito agradável.
Vida longa ao Chico Lopes!
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terça-feira, 4 de agosto de 2009
quarta-feira, 27 de maio de 2009
Obrigado
Agradeço aos amigos que estiveram comigo para abraçar-me, no dia de meu aniversário e participar do lançamento do livro Blog de Papel.
O agradecimento se estende aos que não puderam ir, mas me distinguiram com suas mensagens de congratulações.
Foi, para mim, um privilégio tê-los ou lê-los.
O agradecimento se estende aos que não puderam ir, mas me distinguiram com suas mensagens de congratulações.
Foi, para mim, um privilégio tê-los ou lê-los.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O Blog do Lúcio Agora Também em Papel
Sou um bibliófilo assumido.
E, como um amante dos livros, a ideia de deixar um registro em papel, dos meus escritos na internet, me perseguia desde que entrei para a blogosfera, há 2 anos.
Esse sonho agora se materializou.
Está saindo do forno, minha nova publicação Blog de Papel. Um livro que reúne informações sobre música, cinema, literatura, cultura em geral. Um olhar crítico sobre a administração pública no Ceará, no Brasil e no mundo; dicas de economia. Enfim, é bem variado.
Quero compartilhar este momento com vocês, que me acompanham e me ajudam a dar vida ao Blog do Lúcio.
Afinal, sem os comentários - favoráveis e desfavoráveis - a vontade de escrever não seria tão intensa. E o número de acessos não se manteria.
Marquei o lançamento do livro para este próximo sábado, dia 16 de maio. E quero encontrar vocês para ganhar os parabéns.... Afinal, é meu aniversário.
Tudo bem se os cumprimentos forem pelo livro e pelo meu natalício. Mais motivo pra festa.
Estarei no Clube Náutico esperando todos, das 12 às 15 horas.
Serviço:
Náutico Atlético Cearense
Avenida da Abolição, 2727
Meireles
60165-081 Fortaleza Ceará
Telefone (85) 3242 10 23
Lançamento do livro Blog de Papel
Dia 16 de maio de 2009
Das 12 às 15 horas
E, como um amante dos livros, a ideia de deixar um registro em papel, dos meus escritos na internet, me perseguia desde que entrei para a blogosfera, há 2 anos.
Esse sonho agora se materializou.
Está saindo do forno, minha nova publicação Blog de Papel. Um livro que reúne informações sobre música, cinema, literatura, cultura em geral. Um olhar crítico sobre a administração pública no Ceará, no Brasil e no mundo; dicas de economia. Enfim, é bem variado.
Quero compartilhar este momento com vocês, que me acompanham e me ajudam a dar vida ao Blog do Lúcio.
Afinal, sem os comentários - favoráveis e desfavoráveis - a vontade de escrever não seria tão intensa. E o número de acessos não se manteria.
Marquei o lançamento do livro para este próximo sábado, dia 16 de maio. E quero encontrar vocês para ganhar os parabéns.... Afinal, é meu aniversário.
Tudo bem se os cumprimentos forem pelo livro e pelo meu natalício. Mais motivo pra festa.
Estarei no Clube Náutico esperando todos, das 12 às 15 horas.
Serviço:
Náutico Atlético Cearense
Avenida da Abolição, 2727
Meireles
60165-081 Fortaleza Ceará
Telefone (85) 3242 10 23
Lançamento do livro Blog de Papel
Dia 16 de maio de 2009
Das 12 às 15 horas
terça-feira, 12 de maio de 2009
Aniversário
O Ferroviário completou 76 anos de existência. Nasceu, como ensina o centenário Valdemar Caracas, da fusão do jurubeba com o mata-pasto.É, portanto, um filho legítimo do futebol de várzea. Pertence a uma geração de times criados a partir de funcionários de estradas de ferro, batizados com o nome de Ferroviário. Lembro de dois : um de São Paulo, a Ferroviária de Araraquara, e outro do Paraná.
Não sei se ainda há outros, ou se o Ferrim ( não me acostumo com Ferrão) é o último sobrevivente do grupo.
Em todo caso, continua bem vivo e muito querido.
segunda-feira, 27 de abril de 2009
Poesia
Adágios Verificáveis
Candeia que vai à frente
é a primeira a tropeçar
Água mole em pedra dura
evapora-se no chão
Grão a grão é a ambição da galinha
que come e enfarta e morre sozinha
Mais vale um pássaro morto
que dois imortais
Uva que cai, e morre a raposa
de ecologias diversas e fatais
Cão que não ladre perde a função
Provérbio exige
ponderação
Isabel Cristina Pires
Do livro Cobra de Papel, Editorial Caminho, 1991, reproduzido na antologia Leya/Poemas, publicado por ocasião do 1º aniversário do grupo editorial português Leya, associado ao Jornal de Letras (JL), em comemoração ao seu milésimo número.
Candeia que vai à frente
é a primeira a tropeçar
Água mole em pedra dura
evapora-se no chão
Grão a grão é a ambição da galinha
que come e enfarta e morre sozinha
Mais vale um pássaro morto
que dois imortais
Uva que cai, e morre a raposa
de ecologias diversas e fatais
Cão que não ladre perde a função
Provérbio exige
ponderação
Isabel Cristina Pires
Do livro Cobra de Papel, Editorial Caminho, 1991, reproduzido na antologia Leya/Poemas, publicado por ocasião do 1º aniversário do grupo editorial português Leya, associado ao Jornal de Letras (JL), em comemoração ao seu milésimo número.
quarta-feira, 24 de dezembro de 2008
Voz
Se calarem a voz dos profetas, as pedras falarão
Se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nascerão
Muito tempo não dura a verdade, nestas margens estreitas demais
Deus criou o infinito para a vida ser sempre mais.
Trecho do cântico entoado durante a comunhão, na missa celebrada pelo 1º aniversário de falecimento do Cardeal Aloísio Lorscheider, na igreja de Nossa Senhora das Dores, no bairro de Otávio Bonfim, em Fortaleza.
Se fecharem uns poucos caminhos, mil trilhas nascerão
Muito tempo não dura a verdade, nestas margens estreitas demais
Deus criou o infinito para a vida ser sempre mais.
Trecho do cântico entoado durante a comunhão, na missa celebrada pelo 1º aniversário de falecimento do Cardeal Aloísio Lorscheider, na igreja de Nossa Senhora das Dores, no bairro de Otávio Bonfim, em Fortaleza.
sexta-feira, 16 de maio de 2008
Poesia
Aniversário
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no fim do corredor da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Para, meu coração!
Não penses, deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,
De ser inteligente para entre a família,
E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.
Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.
Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.
Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,
O que fui de coração e parentesco.
O que fui de serões de meia província,
O que fui de amarem-me e eu ser menino,
O que fui - ai meu Deus!, o que só hoje sei que fui...
A que distância!...
(Nem o acho...)
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!
O que eu sou hoje é como a umidade no fim do corredor da casa,
Pondo grelado nas paredes...
O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),
O que eu sou hoje é terem vendido a casa,
É terem morrido todos,
É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!
Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,
Por uma viagem metafísica e carnal,
Com uma dualidade de eu para mim...
Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!
Vejo tudo com uma nitidez que me cega para o que há aqui...
A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,
O aparador com muitas coisas - doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado,
As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,
No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...
Para, meu coração!
Não penses, deixa o pensar na cabeça!
Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!
Hoje já não faço anos.
Duro.
Somam-se-me dias.
Serei velho quando o for.
Mais nada.
Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...
O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...
Fernando Pessoa
(Álvaro de Campos)
domingo, 20 de abril de 2008
Bom Pastor
Domingo passado, foi o Dia do Bom Pastor. O evangelho de São João nos brindou com a bela parábola do pastor e suas ovelhas.No dia anterior, 12 de abril, fora o aniversário de nascimento de meu pai, falecido há anos. Por alguma razão, associei a leitura bíblica a ele. Não tanto a seu pastoreio, que de algum modo ele foi pastor, enquanto pai, médico, professor e político. Mas a uma passagem breve de sua vida que aflorou à memória.
No início de sua atividade profissional, foi médico de um estabelecimento dirigido por religiosas, conhecido por Bom Pastor, localizado na Praça do Liceu. Cercado por muros altos, recuado da rua, destinava-se a abrigar mães solteiras. Acolhia aquelas que, no jargão moralista da época, haviam dado um mau passo. Discriminadas, sofriam rejeição da sociedade e da família. Envergonhadas, ficavam reclusas na instituição à cura das irmãs. O preconceito era maior que os elevados muros do convento.
Lembro-me de ter ido lá poucas vezes, quando criança, em companhia dos meus pais, certamente em dias festivos, para missa na capela, que me parecia, aos olhos infantis, tão distante do portão de entrada.
O que o mundo terá feito daquelas jovens, feridas pela sociedade preconceituosa da época? Não sei bem quando me dei conta da função daquela casa, mais tarde convertida em presídio feminino.
Confio que o Bom Pastor tenha velado por ovelhas tão carentes.
sexta-feira, 4 de janeiro de 2008
Aniversário
Há um ano era encenada a pantomima pelo governo ao anunciar que suspendia o pagamento do funcionalismo por falta de dinheiro. Felizmente, o ex-secretário da Fazenda, José Maria Mendes, com competência e números, desfez a manobra e repôs a verdade.
quarta-feira, 27 de junho de 2007
Aniversário
Há 50 anos, o Journal of the Royal Society for the promotion of health publicava o primeiro trabalho científico relacionando o hábito de fumar com a incidência de câncer do pulmão.

Entre 1945 e 1955, a taxa de mortalidade devida a este tipo de câncer passara de 188 óbitos por milhão de habitantes para 388. Não obstante as confirmações posteriores da relação entre fumo e câncer do pulmão, o vício do fumo ainda afeta milhões de pessoas no mundo.
Observe que os males causados pelo fumo se estendem a outras moléstias pulmonares, por exemplo, o enfisema, além de doenças cardiovasculares.
Fumar faz mal à saúde e é brega. Ou como diz meu xará Lúcio Brasileiro é out.
Deixar de fumar é in.

Entre 1945 e 1955, a taxa de mortalidade devida a este tipo de câncer passara de 188 óbitos por milhão de habitantes para 388. Não obstante as confirmações posteriores da relação entre fumo e câncer do pulmão, o vício do fumo ainda afeta milhões de pessoas no mundo.
Observe que os males causados pelo fumo se estendem a outras moléstias pulmonares, por exemplo, o enfisema, além de doenças cardiovasculares.
Fumar faz mal à saúde e é brega. Ou como diz meu xará Lúcio Brasileiro é out.
Deixar de fumar é in.
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