As cinco leis da biblioteconomia segundo S.R. Ranganathan:
1 - Os livros são para usar
2 - A cada leitor seu livro
3 - A cada livro seu leitor
4 - Poupe o tempo do leitor
5 - A biblioteca é um organismo em crescimento
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segunda-feira, 3 de setembro de 2012
sábado, 10 de março de 2012
Livros II
Acabo de ler A Leitura Real, de Alan Bennett, editora Asa.
Uma sátira a propósito de uma rainha da Inglaterra que foi atraída para a leitura por um pajem e um bibliotecário de um carro biblioteca que costumava estacionar nos jardins do palácio uma vez por semana.
Tornou-se uma leitora voraz, transformou o pajem em interlocutor sobre livros e passou a inquirir pessoas sobre obras e autores inclusive o primeiro-ministro em suas visitas semanais.
Tal comportamento trouxe preocupação aos seus assistentes que acabaram por afastar o pajem e confiarem a um provecto conselheiro real a tarefa de sugerir à Rainha uma redução no ritmo de leitura.
O conselho acaba por despertar nela a ideia de escrever um livro o que surpreende a Corte face ao ineditismo do fato em se tratando de reis e rainhas ingleses.
Mais tarde, em um banquete em sua homenagem, sua majestade se depara com seu antigo pajem, agora um prestigiado acadêmico.
O livro é uma deliciosa sátira que exalta de forma sutil o poder da leitura com humor e sensibilidade.
Sem que o autor dê nomes fica claro que a rainha da ficção é Elisabeth II.
Uma sátira a propósito de uma rainha da Inglaterra que foi atraída para a leitura por um pajem e um bibliotecário de um carro biblioteca que costumava estacionar nos jardins do palácio uma vez por semana.
Tornou-se uma leitora voraz, transformou o pajem em interlocutor sobre livros e passou a inquirir pessoas sobre obras e autores inclusive o primeiro-ministro em suas visitas semanais.
Tal comportamento trouxe preocupação aos seus assistentes que acabaram por afastar o pajem e confiarem a um provecto conselheiro real a tarefa de sugerir à Rainha uma redução no ritmo de leitura.
O conselho acaba por despertar nela a ideia de escrever um livro o que surpreende a Corte face ao ineditismo do fato em se tratando de reis e rainhas ingleses.
Mais tarde, em um banquete em sua homenagem, sua majestade se depara com seu antigo pajem, agora um prestigiado acadêmico.
O livro é uma deliciosa sátira que exalta de forma sutil o poder da leitura com humor e sensibilidade.
Sem que o autor dê nomes fica claro que a rainha da ficção é Elisabeth II.
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terça-feira, 30 de agosto de 2011
sábado, 2 de abril de 2011
Sucesso
A minha obrigação como romancista é manter a disputa entre comédia e tragédia.
A frase pertence ao escritor Howard Jacobson, judeu, considerado o Philip Roth inglês, vencedor da última edição do Booker Prize com o livro A Questão Finkler, já traduzido em Portugal.
Embora já tenha escrito uma dezena de livros foi esse último que lhe deu fama internacional. O texto é leve e irônico com um humor fino que na sua expressão engasga com o riso.
A frase pertence ao escritor Howard Jacobson, judeu, considerado o Philip Roth inglês, vencedor da última edição do Booker Prize com o livro A Questão Finkler, já traduzido em Portugal.
Embora já tenha escrito uma dezena de livros foi esse último que lhe deu fama internacional. O texto é leve e irônico com um humor fino que na sua expressão engasga com o riso.
terça-feira, 8 de março de 2011
Humor judaico
Deus guiou o povo eleito no deserto durante 40 anos para o conduzir ao único lugar do Médio Oriente onde não há petróleo.
quinta-feira, 28 de janeiro de 2010
Prêmios
Para os ansiosos por vencerem concursos literários:
Conselhos psicológicos para as almas aflitas diante
do bingo literário
Esqueça a mandinga
Se desse certo os baianos levavam todas.
Largue a superstição. É sabido que ela traz muito azar.
Rezas, velas e promessas não são bem vistas pelas musas
nem pelas deusas que decidem o destino dos livros.
Pressionar os editores e os jornalistas com chantagem
e ameaças terroristas surte pouco efeito de divulgação.
Procure no Google a lista dos Nobel de Literatura,
e veja a quantidade de nulidades.
Prêmio não é tudo, e você quer prêmios ou leitores?
Não enlouqueça a familia e os amigos com a sua
frustração. Escrever é um ato solitário.
Escrevemos apesar de tudo e contra todos.
Portanto não culpe ninguém pela produção escassa.
Ano que vem tem mais.
Senta e põe no papel aquela sua última ideia de texto.
Do psicólogo e escritor Mário Corso.
Autor de Fadas no Divã e Monstruário.
Extraído da Revista de Cultura, edição 29 de Dezembro de 2009.
Conselhos psicológicos para as almas aflitas diante
do bingo literário
Esqueça a mandinga
Se desse certo os baianos levavam todas.
Largue a superstição. É sabido que ela traz muito azar.
Rezas, velas e promessas não são bem vistas pelas musas
nem pelas deusas que decidem o destino dos livros.
Pressionar os editores e os jornalistas com chantagem
e ameaças terroristas surte pouco efeito de divulgação.
Procure no Google a lista dos Nobel de Literatura,
e veja a quantidade de nulidades.
Prêmio não é tudo, e você quer prêmios ou leitores?
Não enlouqueça a familia e os amigos com a sua
frustração. Escrever é um ato solitário.
Escrevemos apesar de tudo e contra todos.
Portanto não culpe ninguém pela produção escassa.
Ano que vem tem mais.
Senta e põe no papel aquela sua última ideia de texto.
Do psicólogo e escritor Mário Corso.
Autor de Fadas no Divã e Monstruário.
Extraído da Revista de Cultura, edição 29 de Dezembro de 2009.
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sábado, 25 de outubro de 2008
Humor literário III
Capa dura, coração mole
O renomado autor vai a um sebo. Seu livro exposto. Ele pega um exemplar e espanta-se com a dedicatória. "Ao querido amigo A, com admiração e carinho," etc. Que ingrato, torrou minhas redondilhas na bacia das almas. Se pelo menos vivesse uma tormenta financeira, bancarrota, despejo. Não é o caso. É o único do primeiro escalão do afeto, que tem lá sua renda, seu lastro, seu colchão macio de tanto cobre e futuro.
Pega de novo o exemplar. Não acredita. "Ao querido amigo A". Adquire o volume. "Este é mais salgado, pois tem a dedicatória do autor para seu melhor amigo", diz o sebista. Humilhação. Vai ao solar do ingrato.
Grandes amigos. Tipo Fernando Sabino/Oto Lara Resende. A. põe a culpa na quadrilha de falsificadores de autógrafos, na mulher, no filho viciado, na filha cleptomaníaca. "Você nunca gostou mesmo das minhas redondilhas", chora o pobre autor ao terceiro uísque. "Confesse, seja homem". Os dois choram juntos pela última vez.
Nota: os textos publicados sob o título Humor Literário não são de minha autoria. Deixo de registrar os créditos por já não ter a fonte onde os colhi.
O renomado autor vai a um sebo. Seu livro exposto. Ele pega um exemplar e espanta-se com a dedicatória. "Ao querido amigo A, com admiração e carinho," etc. Que ingrato, torrou minhas redondilhas na bacia das almas. Se pelo menos vivesse uma tormenta financeira, bancarrota, despejo. Não é o caso. É o único do primeiro escalão do afeto, que tem lá sua renda, seu lastro, seu colchão macio de tanto cobre e futuro.
Pega de novo o exemplar. Não acredita. "Ao querido amigo A". Adquire o volume. "Este é mais salgado, pois tem a dedicatória do autor para seu melhor amigo", diz o sebista. Humilhação. Vai ao solar do ingrato.
Grandes amigos. Tipo Fernando Sabino/Oto Lara Resende. A. põe a culpa na quadrilha de falsificadores de autógrafos, na mulher, no filho viciado, na filha cleptomaníaca. "Você nunca gostou mesmo das minhas redondilhas", chora o pobre autor ao terceiro uísque. "Confesse, seja homem". Os dois choram juntos pela última vez.
Nota: os textos publicados sob o título Humor Literário não são de minha autoria. Deixo de registrar os créditos por já não ter a fonte onde os colhi.
sábado, 18 de outubro de 2008
Humor literário II
Livro é o melhor presente.
No amigo secreto, a noiva deu ao estimado noivo, com todo o afeto que se encerra, Suicídio. Modo de Usar, de Claude Guillon e Yves Bonnie. No que recebeu arrebatada, Matar Não é Crime, de Edward Sexby.
No amigo secreto, a noiva deu ao estimado noivo, com todo o afeto que se encerra, Suicídio. Modo de Usar, de Claude Guillon e Yves Bonnie. No que recebeu arrebatada, Matar Não é Crime, de Edward Sexby.
Humor literário
Pára-choque
Vivia a ouvir o chato do marido literato a dizer, até na alcova, que tudo era "borgiano", "kafkiano", a fazer mil citações na rua, no café, no almoço, no jantar.
Aí fugiu com um feliz caminhoneiro carregado de ignorâncias próprias.
Vivia a ouvir o chato do marido literato a dizer, até na alcova, que tudo era "borgiano", "kafkiano", a fazer mil citações na rua, no café, no almoço, no jantar.
Aí fugiu com um feliz caminhoneiro carregado de ignorâncias próprias.
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