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sexta-feira, 18 de junho de 2010

Safra

No início do ano o governo anunciou a maior safra agrícola da história do Ceará.

Faltava combinar com a natureza.

A seca derrotou a arrogância.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Precipitação

Não se trata de precipitação pluviométrica, mas de estimativa.

O inverno ainda não pegou, os agricultores não começaram o plantio, mas já se faz uma previsão de safra recorde de grãos.

Frustrações nos anos de 2008 e 2009 recomendam prudência no prognóstico.

Oxalá aconteça a projeção anunciada na primeira página da edição de hoje do jornal Diário do Nordeste.

domingo, 16 de agosto de 2009

Safra

A participação da agricultura no Produto Interno Bruto (PIB) do Ceará é modesta. Anda em torno de 7%.

Não obstante, a atividade é relevante para subsistência de famílias que residem na zona rural.

O apoio do governo e da iniciativa privada, mediante a introdução de novas práticas agrícolas e oferta de sementes de melhor qualidade, entre outras ações, tem contribuído para o crescimento e diversificação da produção.

Ainda assim, as safras anuais oscilam muito, em função da incidência frequente de secas.

Veja, pela ordem, os números (em toneladas) dos últimos anos:

2006 - 1.145.558

2008 - 1.130.295

2003 - 1.082.188

1996 - 1.049.141

2000 - 1.027.598

2009 - 962.367 (previsão)

2002 - 931.953

1999 - 793.241

2004 - 632.187

1997 - 610.758

2007 - 577.108

2005 - 530.795

2001 - 403.320

1998 - 265.466

Como se pode ver na tabela acima, a 1ª e 3ª maiores safras ocorreram durante meu governo, quando os recordes anteriores foram quebrados duas vezes, em 2003 e 2006.

Saiba mais no jornal Diário do Nordeste, edição de 07/08/09.

quinta-feira, 4 de junho de 2009

Safra


A expectativa de uma grande safra agrícola no Ceará foi por água abaixo. O excesso de chuva e as enchentes afetaram gravemente a produção.

A safra recorde, anunciada precocemente por inexperiência de autoridades da agricultura estadual, sumiu tragada pela força da natureza.

Saiba mais no jornal Diário do Nordeste, edição de 30/05/09. (Foto: Antônio Carlos Alves)

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Marrocos

Durante uma semana, em companhia da Maria Beatriz, estive no Marrocos como turista. Todo o estereótipo, mentalmente construído sobre o País, veio abaixo.

A temperatura nos diversos sítios onde estivemos era baixa, aquém de 10 graus. Choveu, e o solo, por onde andei, estava molhado e coberto por um tapete verde, salpicado por pequenas flores amarelas. Muitas montanhas estavam cobertas de neve. Disseram-me que este ano choveu como há trinta anos não acontecia.

Entrando por Casablanca, percorremos cerca de 1000 kilômetros para visitarmos as chamadas cidades imperiais, Rabat, a capital, Meknés, Fez e Marrakesh. Sim, cheguei até ali, mas não estive para lá de Marrakesh...

Toda impressão sobre um País, a partir do turismo feito em excursões padronizadas, é superficial, e, com frequência, equivocada. Arrisco avançar que o País é simpático, bonito, muito ocidentalizado, francófono, politicamente organizado, com uma monarquia parlamentar e imprensa livre.

As mulheres são respeitadas, muitas comportam-se e vestem-se a maneira ocidental, têm presença na política e na administração. Há, inclusive, ministras no Governo. A Rainha, sem vínculos dinásticos, é filha de um professor de Liceu, formada em engenharia da computação, o que contribui para dar ao Marrocos a fisionomia de um Estado moderno.

Andamos por boas rodovias, sendo algumas auto estradas, onde se pagava pedágio. Não fomos ao sul do País, que é a parte mais pobre, onde o deserto avança 7 kilômetros por ano (segundo o guia).

A população do Marrocos é muito jovem (45% tem 15 anos ou menos de idade). Ainda há muita pobreza e desemprego.

Sem gás e sem petróleo, diferente de outros coirmãos árabes, o Marrocos tem uma economia muito apoiada no turismo e na agricultura. Esta última responde por cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.

O Governo tem metas sociais e econômicas bem definidas. Uma delas, prevê atingir o número de 10 milhões de turistas em 2010. Para tanto, há muitas obras de infra estrutura em andamento.

É um belo País, onde há muito o que ver em termos culturais, arquitetônicos e paisagísticos.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Flashes

1- Produção agrícola deve cair 5% até 2009. A previsão é do ministro da Agricultura, Reinhold Stephanes.

2-Secretaria Estadual de Saúde (Sesa) confirma mais cinco mortes por dengue. 11 pacientes morreram vítimas de dengue hemorrágica este ano em Fortaleza. O acumulado de casos de dengue clássica este ano no Ceará é de 44.142.

3- Geração de emprego formal desacelera no Ceará. Desde agosto há queda na criação de novas vagas. Por outro lado, no acumulado do ano o saldo é recorde.

4- Carteira assinada: País enfrenta primeira queda no mercado em seis anos.

5- Ceará bate recorde em número de transplantes. Reestruturação da Central de Transplantes do Estado contribuiu para aumento dos transplantes realizados este ano.

Saiba mais nos jornais O Estado de S. Paulo, edição de 09/12/08 e Diário do Nordeste, edições de 20, 22 e 23/12/08.

sábado, 2 de agosto de 2008

Doha

Doha é o nome da capital do Catar, um dos emirados árabes. Denomina, também, a negociação que se trava no âmbito da Organização Mundial do Comércio (OMC), visando a liberalização do comércio mundial.

A chamada Rodada de Doha é uma novela que já se desenrola há sete anos. No mês de julho último, mais um esforço para concluí-la, mediante acordo entre os 153 países membros da OMC, resultou em fracasso.

Ela é necessária porque os países querem abrir o mercado para seus produtos, bens e serviços, fechando o próprio mercado aos produtos dos outros.

Em resumo, todos querem vender. E não comprar.

O grande nó está na questão dos produtos agrícolas. Os Estados Unidos e a União Européia subsidiam fortemente a agricultura, mas colocam entraves à entrada dos produtos dos países em desenvolvimento em suas fronteiras.

O Brasil, a Índia, a Argentina e outros países formaram o G 20 para atuarem, em conjunto, forçando concessões dos países ricos em relação aos produtos agrícolas. Basicamente, a redução dos subsídios dados aos seus agricultores. Avançaram pouco, pois as negociações emperravam.

No último encontro, realizado semana passada, em Genebra, o acordo esteve perto de ser fechado, pois o Brasil, um protagonista importante no caso da agricultura, cedeu diante da maior facilidade oferecida pelos americanos para importação do etanol.

Os argentinos se consideraram traídos por nós. Daí, juntamente com China e Índia, inviabilizaram as negociações, diante da irredutibilidade americana. Este ano, até por causa das eleições nos Estados Unidos, não tem mais jogo. Fica tudo adiado, enquanto cada um acha que já cedeu o que poderia.

Qual a importância de Doha, nome da cidade onde tudo começou?

Em caso de sucesso, os ganhos em faturamento no comércio, não chegariam a U$ 100 bilhões anuais. Ou seja, menos de 0,1 % do comércio anual.

O mais importante seria a abertura do caminho para novos ganhos, no processo de maior liberalização do comércio mundial.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edições de 30 e 31/07/08.

domingo, 11 de novembro de 2007

Descendo

A produção industrial do Ceará foi 0,2% menor em setembro frente ao mesmo mês do ano passado. É a terceira queda mensal consecutiva.

Nos nove meses do ano, o Estado apresenta um resultado negativo acumulado de 0,4%.

No mesmo período, o Brasil, como um todo, cresceu 5,4%. O Estado do Ceará foi o único dos 14 locais pesquisados a apresentar resultado negativo.

Quer dizer, em matéria de produção industrial estamos indo de ladeira abaixo.

Como o desempenho da agricultura foi mal, a esperança de crescimento em 2007 reside nos serviços.

domingo, 1 de abril de 2007

SUDENE*

Este momento oferece, para nós nordestinos em particular e brasileiros em geral, a mesma dimensão histórica daquele dia em que o Presidente Juscelino Kubitschek oficializou a criação da SUDENE, em 15 de dezembro de 1959, há quase quarenta e quatro anos atrás. Nessa iniciativa que nasceu politicamente ambiciosa, Juscelino teve a colaboração intelectual do economista Celso Furtado, um ilustre filho do sertão paraibano.
As propostas criadas por Furtado para a SUDENE ajudaram a mudar o Nordeste, que em alguns momentos provou ter uma economia mais dinâmica que a do Brasil, embora os avanços na área social sempre tenham se mantido longe do que aspiramos e merecemos. Com a participação da SUDENE, a agricultura e a indústria nordestina foram contempladas com projetos modernizadores e, sem ela, dificilmente tais projetos iram adiante.
Após décadas de atuação, a SUDENE foi extinta, em maio de 2001, e substituída pela ADENE, que permaneceu apenas uma sigla, sem existência de fato. Agora, a retomada da SUDENE, com o seu nome original, chega como um acontecimento de poderosa carga simbólica, e é também um gesto de reconhecimento do Presidente Lula aos serviços de um órgão que foi um marco referencial no planejamento regional brasileiro.

Com a recriação da SUDENE, o Presidente cumpre um de seus compromissos de campanha, que é o de apoiar, como faz a União Européia e tantos outros blocos e países do mundo, as suas regiões mais vulneráveis.
A SUDENE nasceu com o ideal de contrabalançar, através da coordenação dos investimentos federais e com o auxílio dos incentivos fiscais, a escandalosa situação de desequilíbrio existente entre as várias regiões do País. Para isso, chegou a coordenar os vários órgãos do Governo Federal operando no Nordeste, comandando recursos consideráveis, administrando o FINOR e participando das decisões sobre o FNE.
Um conjunto de fatores levou a SUDENE a perder gradualmente o poder de coordenação de iniciativas inovadoras, capazes de contribuir para o desenvolvimento do Nordeste. A falta de fiscalização adequada; os desvios de verbas; a criação de sucessivos programas especiais, sem continuidade e sem consulta aos governadores; e a escassez de recursos e de pessoal qualificado formaram um quadro desfavorável que levou ao esvaziamento da SUDENE. Evitar a repetição de tropeços e equívocos passados, daqui para frente, é uma prerrogativa básica, para que as providências e decisões não fujam do controle da Superintendência e das lideranças locais.
Como cidadão e como governador do Ceará, eu tenho acompanhado de perto os debates sobre a recriação da SUDENE, conduzidos nesse momento pelo Ministério da Integração Nacional e liderados pelo Ministro Ciro Gomes. O que está se propondo, portanto, é fruto de um trabalho coletivo entre as lideranças regionais e o Governo Lula.

Nessa discussão, ficou comprovado que as causas do desequilíbrio espacial e social entre regiões e estados, meio rural e urbano, o centro e a periferia, são velhos conhecidos de todos nós. A questão não mais reside na busca de uma explicação para o fenômeno, mas em intervenções deliberadas que permitam minimizar os efeitos das profundas diferenças.
Qual deve ser a atitude do Estado frente ao problema regional, quando algumas tradicionais formas de atuação se mostram ultrapassadas? Como ordenar as ações do setor público no contexto democrático de uma economia aberta e competitiva? A proposta hoje apresentada poderá equacionar essas questões, com o apoio político decisivo e continuado do Presidente da República em parceria com os governadores da Região.
Acredito que as desigualdades econômico-sociais do Brasil são também advindas do fato de que, durante anos, o País não cultivou uma visão de longo prazo e grande alcance. Infelizmente, os assuntos emergenciais absorvem muito das nossas energias, enquanto os problemas estruturais se acumulam, agravando-se. A SUDENE, portanto, tem de pensar o Nordeste do futuro.
O Presidente Lula está iniciando um processo de alteração do modelo de desenvolvimento. De um lado, é preciso criar condições para o livre funcionamento do mercado, estimulando os investimentos privados e públicos que produzem bens e serviços, criam empregos e geram renda. De outro, é preciso motivar as iniciativas locais e os empreendimentos da comunidade, para promover a cidadania e o lugar onde se vive.

No Ceará, direcionado por essa visão, o Governo atual criou a Secretaria de Desenvolvimento Local e Regional, que trabalhará em íntimo contato com a nova SUDENE, buscando atenuar as enormes disparidades que existem entre a Região Metropolitana de Fortaleza e o restante do Estado. Como exemplo, Fortaleza e seu entorno concentram 40% da população do Ceará e participam com 62% do seu PIB.
Acredito que um dos papéis da nova SUDENE seja recuperar sua dívida para com o semi-árido nordestino. O apoio à produção de grãos, à fruticultura irrigada e às explorações tradicionais do sertão, deve ser incondicionalmente reforçado, para que essas atividades atinjam o nível ideal de auto-suficiência, contando, inclusive, com o projeto de transposição das águas do rio São Francisco, devidamente revitalizado. E aqui queria destacar a criação pelo Presidente Lula de um Grupo de Trabalho, no último dia 15, que levará adiante essa questão, outra promessa de campanha.
Por último, gostaria de agradecer a presença honrosa dos governadores e demais autoridades, registrando a grande esperança que deposito nessa nova proposta política de desenvolvimento regional, com dimensão e origem verdadeiramente nacionais, e que, ao invés de apenas parcialmente contemplar as regiões mais atrasadas como áreas-problema, vislumbra o conjunto de todas as regiões brasileiras, com as suas peculiaridades, diferenciações, potencialidades e demandas próprias, sob a perspectiva histórica de um Brasil em um novo tempo.

* Solenidade de Recriação da SUDENE. Auditório do Banco do Nordeste. Fortaleza (CE) em 28/07/2003
** Governador do Estado do Ceará (2003-2007)

segunda-feira, 5 de março de 2007

O Canal da Integração


Um canal gigantesco, o maior já construído em concreto no País, com 225 quilômetros de extensão, é a obra mais fundamental para o processo de fortalecimento das condições de convivência com o semi-árido cearense. Estamos falando do Canal da Integração, que já teve o seu primeiro trecho inaugurado pelo Governo do Estado.

De saída, o Canal vai transportar as águas do açude Castanhão, no município de Nova Jaguaribara, a pontos distintos do interior cearense. Com isso, a agricultura irrigada ganhará um grande impulso, pois a obra vai fortalecer a produção de frutas na região do Baixo Jaguaribe. O abastecimento humano de Fortaleza e comunidades ao longo do Canal também estará garantido nas próximas três décadas, mesmo em períodos de estiagem.

Ao final do seu percurso, o Canal da Integração terá passado por 12 municípios, irrigando pelo menos 33 mil hectares e garantindo água para o Complexo Industrial do Pecém e os distritos industriais de Maracanaú, Horizonte e Pacajus.

O mais importante será quando a segunda e terceira etapas da obra estiverem concluídas, o Ceará será o primeiro Estado em condições de receber as águas provenientes da transposição do rio São Francisco.

Bons tempos para o semi-árido

O projeto do São Francisco está estritamente ligado ao convívio harmonioso com o semi-árido, uma região densamente povoada e com demandas históricas a serem sanadas.

Por isso, o governo federal estruturou o Programa de Desenvolvimento Sustentável do Semi-Árido e da Bacia Hidrográfica do Rio São Francisco, planificando medidas que se dividem entre os seguintes programas: Revitalização do Rio São Francisco; Combate à Desertificação e Mitigação dos Efeitos da Seca; Suprimento de Água para Populações Rurais e Urbanas; Programa Conviver para a Região Semi-Árida e Programa de Integração de Bacias Hidrográficas.

Todos esses programas se dividem em uma série de ações que visam proteger o rio e beneficiar a população do entorno. O sertão nordestino, enfim sabemos, precisa de apoio político, investimentos bem direcionados e obras estruturantes para mostrar a sua pujança e inaugurar uma nova era econômica.

Nos últimos anos, muitas atividades estão sendo estimuladas no semi-árido nordestino, além da agricultura familiar. Pesquisas e experiências desenvolvidas nas últimas décadas comprovam que a aparente hostilidade da região é propícia a atividades lucrativas, como fruticultura, aqüicultura, ovinocaprinocultura, apicultura, produção de oleaginosas (mamona, amendoim, gergelim, girassol), além do beneficiamento de riquezas minerais, do turismo ecológico, esportivo e religioso e da exploração do artesanato.

Os estados precisam estar atentos para não desperdiçar oportunidades de investimentos nem adiar o processo de crescimento, que se faz de forma integrada, em diversas frentes, dentre as quais se destaca a educação para o convívio com o semi-árido.

Em janeiro desse ano, o Governo do Ceará lançou a Unidade de Formação do Capital Humano do Campo (Unicampo), que vai articular uma grande rede para a troca de experiências, conhecimentos e técnicas agrícolas entre pequenos agricultores, empresários rurais e instituições de ensino. Uma troca que vai beneficiar 30.000 pessoas somente em 2006, por meio da promoção de teleconferências, seminários, oficinas, cursos, reuniões e eventos de capacitação.

A idéia é o combate intenso ao analfabetismo, o repasse de técnicas agrícolas e a conscientização para a preservação do meio ambiente, dentre outros pontos importantes. Instituições públicas, entidades privadas, movimentos sociais, conselhos setoriais e municipais, instituições financeiras, organizações de classe e instituições de ensino e pesquisa fazem parte desse grande mutirão para a qualificação da mão-de-obra.

A Unicampo integra o eixo de Desenvolvimento Humano do Programa Sertão Vivo, que envolve quinze secretarias de Estado e fundamenta as suas ações na geração de trabalho e renda, infra-estrutura básica e hídrica, meio-ambiente e tecnologia, além de desenvolvimento humano.

A seca e as jóias da coroa

Tratada geralmente com excessos sentimentais, parcialidade política e pouca fundamentação científica, a questão das secas periódicas continua a desafiar o Nordeste. Relatos históricos garantem que D. Pedro II jurou vender até a última jóia da coroa para que nenhum cearense morresse de fome. Com isso, provou apenas que os flagelos não se resolvem com belas frases.
Durante muitos anos, a açudagem foi considerada a nossa única saída para os humores do clima. Com o tempo, porém, a construção de barragens e grandes reservatórios, por si só, mostrou-se incapaz de promover melhorias na agricultura e assegurar prosperidade para as regiões secas.
Hoje, afinal, sabemos que não basta acumular água. É preciso investir numa política conseqüente de gestão dos recursos hídricos, capaz de planificar medidas estruturantes, interligando bacias e conectando os esforços da União, estados e municípios. Há inúmeros projetos de transferência de água muito bem sucedidos na Rússia, nos Estados Unidos e em vários outros países.

Nesse ponto, apesar das gigantescas dificuldades, o Ceará tem muito o que dizer. Já avançamos bastante no sistema de integração das águas, desenvolvido de forma planejada há 15 anos, com a construção de açudes, canais, estações de tratamento, adutoras e poços profundos que se comunicam por todo o Estado.

Esse sistema leva a água das regiões úmidas para as zonas secas. Por causa disso, o Ceará possui hoje 2.600 quilômetros de rios perenizados.

Nesse ponto, é bom que se diga que a Política Estadual dos Recursos Hídricos adota os princípios básicos de descentralização, integração e participação comunitária, para garantir que a água seja usada de forma racional pela sociedade, representada nos Comitês de Bacias Hidrográficas.

No longo caminho rumo ao desenvolvimento sustentável, uma das mais importantes obras hídricas do País é a transposição das águas do velho Chico, e o Ceará está se preparando para a concretização desse projeto, com sua política de recursos hídricos e pontos de apoio, dentre os quais se destaca um grande canal que vai interligar vários municípios do interior.