Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Portugal. Mostrar todas as postagens
quinta-feira, 8 de março de 2012
Praga
O celular, ou telemóvel, como o chamam em Portugal, virou uma praga urbana.
Nos mais diferentes espaços públicos, ruas, onibus, aeroportos, cinemas, igrejas, espetáculos, as pessoas sacam o aparelho e usam-no em diálogos, as vezes bastante longos.
Não creio que hajam tantas situações de urgência a requererem comunicação imediata onde quer que a pessoa esteja. Acho que utiliza-lo já virou um hábito, quase uma compulsão.
Viajando em autocarros apinhados, em Lisboa, no interior do veículo se escutava uma sinfonia de toques e conversas banais que poderiam ser adiadas sem nenhum prejuizo.
E olhe que a crise econômica em Portugal é grave e as chamadas não são nada baratas...
O pior é ver pessoas caminhando na rua falando sozinhas. Não, não se trata de nenhum maluco. Simplesmente estão ao celular, ainda que o aparelho não esteja visível.
Marcadores:
Curiosidade,
Portugal,
Tecnologia
quinta-feira, 1 de março de 2012
Privatização
Em Portugal a privatização imposta no bojo do programa de resgate da economia portuguesa por seus financiadores, FMI, BCE (Banco Central Europeu) e União Europeia, é radical.
A TAP e a ANA (Agência Nacional de Aeroportos) serão as próximas empresas a serem vendidas.
Nem os CTT, os correios portugueses, escaparão à venda. Segundo os jornais o processo terá início este ano para ser concluído no próximo.
A TAP e a ANA (Agência Nacional de Aeroportos) serão as próximas empresas a serem vendidas.
Nem os CTT, os correios portugueses, escaparão à venda. Segundo os jornais o processo terá início este ano para ser concluído no próximo.
Marcadores:
Economia,
Imprensa,
Portugal,
Privatização
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
Acordo
O acordo ortográfico pode virar um desacordo. Há em Portugal reações que tentam inviabilizar sua aplicação.
Vinte anos depois de concluído, quatro anos após aprovação no Parlamento, milhões de euros de investimentos depois, renasce uma ofensiva contra ele.
Vamos falar de forma diferente? Claro que não! Pergunta e responde Henrique Monteiro, em matéria publicada na revista Atual, que circulou com o semanário Expresso, edição de 18/02/12. O autor oferece o artigo a Vasco Graça Moura e a todos os opositores do acordo ortográfico.
Na imprensa já há quem queira submeter o acordo a um plebiscito.
Vinte anos depois de concluído, quatro anos após aprovação no Parlamento, milhões de euros de investimentos depois, renasce uma ofensiva contra ele.
Vamos falar de forma diferente? Claro que não! Pergunta e responde Henrique Monteiro, em matéria publicada na revista Atual, que circulou com o semanário Expresso, edição de 18/02/12. O autor oferece o artigo a Vasco Graça Moura e a todos os opositores do acordo ortográfico.
Na imprensa já há quem queira submeter o acordo a um plebiscito.
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Prêmios
O cinema português acaba de ter dois filmes premiados no Festival de Berlim.
Rafa, de João Salaviza, levou o Urso de Ouro na competição dos curtas.
Tabu, de Miguel Gomes, recebeu o Prêmio Alfred Bauer destinado ao filme que "abre novas perspectivas à arte do cinema", além da premiação dada pelos críticos presentes ao evento.
Saiba mais no Público, edição de 19/02/12
Rafa, de João Salaviza, levou o Urso de Ouro na competição dos curtas.
Tabu, de Miguel Gomes, recebeu o Prêmio Alfred Bauer destinado ao filme que "abre novas perspectivas à arte do cinema", além da premiação dada pelos críticos presentes ao evento.
Saiba mais no Público, edição de 19/02/12
Natalidade
A Europa vive o drama das baixas taxas de natalidade. Fora a Irlanda, 2,1 filhos por mulher em idade fértil, nenhum país atinge a taxa de reposição da população. Na França, a taxa de natalidade vem crescendo nos últimos anos num movimento contrário ao que se passa nos demais países. Mesmo assim seu índice é de 1,8.
Em Portugal o problema mostra-se mais grave. O número está em 1,3. É o país que detém uma das taxas mais baixas do mundo com uma população das mais idosas.
Inquérito realizado mostrou que as mulheres portuguesas gostariam de ter um segundo filho, mas não o fazem em razão de condições econômicas e de trabalho. O presidente Cavaco e Silva promove um debate sobre o assunto preocupado com o futuro do país.
A idade média das portuguesas ao nascimento do primeiro filho passou de 25 anos em 1960 para 28,9 em 2010.
A percentagem de nascidos vivos de estrangeiras residentes em Portugal subiu de 5,2% em 2001 para 10,6% em 2010. Provável contribuição de africanas e brasileiras.
Saiba mais no Público, edição de 17/02/12
Em Portugal o problema mostra-se mais grave. O número está em 1,3. É o país que detém uma das taxas mais baixas do mundo com uma população das mais idosas.
Inquérito realizado mostrou que as mulheres portuguesas gostariam de ter um segundo filho, mas não o fazem em razão de condições econômicas e de trabalho. O presidente Cavaco e Silva promove um debate sobre o assunto preocupado com o futuro do país.
A idade média das portuguesas ao nascimento do primeiro filho passou de 25 anos em 1960 para 28,9 em 2010.
A percentagem de nascidos vivos de estrangeiras residentes em Portugal subiu de 5,2% em 2001 para 10,6% em 2010. Provável contribuição de africanas e brasileiras.
Saiba mais no Público, edição de 17/02/12
sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012
Bancos
Os quatro maiores bancos portugueses anunciaram um prejuízo no ano de 2011 de cerca de 1,5 bilhão de euros.
Responsabilizam pelas perdas o comprometimento com a dívida grega e a transferência dos fundos de pensão dos bancários para o governo dentro do acordo firmado com o FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu para o resgate financeiro de Portugal.
A partir disso a inadimplência, crédito mal parado como chamam por aqui, tem crescido. Apesar disso responsáveis pelos bancos vieram a público reiterar a solidez das instituições que dirigem. Aguarda-se uma rodada de capitalização dos bancos que inclui recursos do governo.
Responsabilizam pelas perdas o comprometimento com a dívida grega e a transferência dos fundos de pensão dos bancários para o governo dentro do acordo firmado com o FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu para o resgate financeiro de Portugal.
A partir disso a inadimplência, crédito mal parado como chamam por aqui, tem crescido. Apesar disso responsáveis pelos bancos vieram a público reiterar a solidez das instituições que dirigem. Aguarda-se uma rodada de capitalização dos bancos que inclui recursos do governo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
Livro
Faz sucesso aqui o livro uma autora canadense, Leanne Shapton. É uma história de amor contada a partir dos objetos do casal, reunidos em no catálogo de leilão.
O livro tem um título quilométrico: Artefatos importantes e objetos pessoais da coleção de Lenore Doolan e Harold Morris, incluindo livros, roupa e acessórios.
Os objetos estão expostos no Centro Cultural de Cascais até 4 de março. Pretendo lá ir.
O livro tem um título quilométrico: Artefatos importantes e objetos pessoais da coleção de Lenore Doolan e Harold Morris, incluindo livros, roupa e acessórios.
Os objetos estão expostos no Centro Cultural de Cascais até 4 de março. Pretendo lá ir.
Marcadores:
Livros,
Mundo,
Portugal,
Recomendados
sábado, 11 de fevereiro de 2012
Câncer
Cientistas da Universidade de Coimbra desenvolveram o primeiro rádio fármaco português. O produto é usado para o diagnóstico oncológico. Até então a droga era importada da Espanha. A produção nacional irá reduzir em 50% o custo do exame.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
Futebol
Um jogo de futebol no Egito virou uma carnificina. Foram mortas 74 pessoas.
Até aqui, conflitos nos estádios tinham origem em bêbados desordeiros e brigas entre torcidas rivais. No caso egípcio há um componente político a fomentar a tragédia.
A torcida de um dos times, cujo técnico é um português, parece ter tido um papel proeminente na mobilização que derrubou o regime de Mubarak.
Os militares que governam o país aproveitaram para vingar-se, por provocacão ou omissão das forças de segurança, o que permitiu o massacre dos rebeldes, aliás derrotados no campo por 3 x 1.
Depois da música chegou a vez do futebol aglutinar massas contra ditaduras.
Saiba mais no Público, edicão de 05/02/12
Até aqui, conflitos nos estádios tinham origem em bêbados desordeiros e brigas entre torcidas rivais. No caso egípcio há um componente político a fomentar a tragédia.
A torcida de um dos times, cujo técnico é um português, parece ter tido um papel proeminente na mobilização que derrubou o regime de Mubarak.
Os militares que governam o país aproveitaram para vingar-se, por provocacão ou omissão das forças de segurança, o que permitiu o massacre dos rebeldes, aliás derrotados no campo por 3 x 1.
Depois da música chegou a vez do futebol aglutinar massas contra ditaduras.
Saiba mais no Público, edicão de 05/02/12
Ortografia
O acordo ortográfico, uma tentativa de padronizar a língua entre os paises lusófonos, continua a ser polêmico entre alguns intelectuais e jornalistas lusos.
adversários do acordo, vem de assumir a direção do Centro Cultural de Belém, o CCB, como é conhecido, um dos mais importantes equipamentos culturais do país.
Uma de suas primeiras medidas foi comunicar aos subordinados que no cumprimento de suas tarefas não observassem o acordo, tendo determinado a retirada dos computadores do Centro da ferramenta que adapta os textos às normas do diploma.
A medida gerou controvérsia, que se estendeu ao parlamento, uma vez que o Conselho de Ministros emitiu uma resolução datada de 25 de janeiro de 2011 pela qual veio a ordenar que o acordo fosse "adoptado por todos os serviços do Estado e entidades tuteladas pelo Governo".
A matéria vem no jornal Público, edicão de 03/02/12 que, como se pode ver, não segue as regras do acordo ortográfico.
Violência
A repeticão de episódios de violência nas escolas portuguesas envolvendo alunos e professores levou o governo a cogitar de uma legislação que reforce a autoridade dentro das escolas.
A nova lei, se aprovada, deverá atribuir aos professores o estatuto de autoridade pública, o que lhes permitirá, por exemplo, reter alunos e outras pessoas até a chegada da polícia.
Dessa forma, crimes cometidos contra professores passam a ser públicos, passíveis de denúncia por qualquer pessoa, com penas agravadas.
Saiba mais no Diário de Notícias, edicão de 3/2/12
A nova lei, se aprovada, deverá atribuir aos professores o estatuto de autoridade pública, o que lhes permitirá, por exemplo, reter alunos e outras pessoas até a chegada da polícia.
Dessa forma, crimes cometidos contra professores passam a ser públicos, passíveis de denúncia por qualquer pessoa, com penas agravadas.
Saiba mais no Diário de Notícias, edicão de 3/2/12
De volta
Viagem e problemas no computador me deixaram uns dias fora do ar.
Retorno com pedido de desculpas pela prolongada ausência.
Retorno com pedido de desculpas pela prolongada ausência.
sábado, 25 de junho de 2011
Limite
A dívida americana atingiu US$ 14 trilhões, o equivalente ao PIB do país. O Congresso resiste a elevar o limite da dívida.
A persistir o veto será a bancarrota dos Estados Unidos, impedido de se financiar no mercado. Afinal os títulos americanos ainda gozam de preferência dos aplicadores no mercado internacional.
O teto da dívida pode se transformar num perigoso entrave à política fiscal do país.
A lei de responsabilidade fiscal (LRF) estabeleceu regras rígidas para o endividamento de estados e municípios.
Quanto à União, lei específica deveria fixar o limite da dívida federal.
O projeto de lei chegou a ser enviado ao senado mas o executivo nunca permitiu vota-lo com o argumento de que, engessado, o país poderia por em risco a soberania nacional.
É difícil entender como alguém se salva enforcando-se. Bom, isso é coisa de economistas, que são melhores em explicar o passado do que prever o futuro.
O novo governo português fala em colocar o teto para endividamento na constituição. Seria instrutivo que mirasse antes o exemplo americano.
A persistir o veto será a bancarrota dos Estados Unidos, impedido de se financiar no mercado. Afinal os títulos americanos ainda gozam de preferência dos aplicadores no mercado internacional.
O teto da dívida pode se transformar num perigoso entrave à política fiscal do país.
A lei de responsabilidade fiscal (LRF) estabeleceu regras rígidas para o endividamento de estados e municípios.
Quanto à União, lei específica deveria fixar o limite da dívida federal.
O projeto de lei chegou a ser enviado ao senado mas o executivo nunca permitiu vota-lo com o argumento de que, engessado, o país poderia por em risco a soberania nacional.
É difícil entender como alguém se salva enforcando-se. Bom, isso é coisa de economistas, que são melhores em explicar o passado do que prever o futuro.
O novo governo português fala em colocar o teto para endividamento na constituição. Seria instrutivo que mirasse antes o exemplo americano.
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Palavra
Portugal não fala grego. O primeiro-ministro, Passos Coelho, já avisou a Bruxelas que irá cumprir a risca o acordo firmado com a União Europeia e o FMI para recebimento do empréstimo que evitou a falência do país.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Auditoria
Em Portugal a Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) pede uma auditoria popular à dívida de Portugal. Filme que já vimos há algum tempo por aqui.
Aliás, onde andam os que, agora no governo, martelavam na imprensa insistentemente essa proposta?
Aliás, onde andam os que, agora no governo, martelavam na imprensa insistentemente essa proposta?
terça-feira, 14 de junho de 2011
Férias
Para quem pensa em passar férias na Europa a orientação do Sunday Times poderá ser útil. O jornal inglês escolheu as melhores villas distribuidas entre o vale do Loire, Provença, Bretanha, na França; Toscana, Puglia, Sardenha, na Itália e Portugal.
Quatro das selecionadas estão em Portugal:
- Casa do Lagar - Porto d'Ave, Póvoa de Lanhoso
- Casa da Azenha - Riba d'Ave, Vila Nova de Famalicão
- Casa do Souto - Anreade, Resende
- Casa do Celeiro - Vila do Conde
Quatro das selecionadas estão em Portugal:
- Casa do Lagar - Porto d'Ave, Póvoa de Lanhoso
- Casa da Azenha - Riba d'Ave, Vila Nova de Famalicão
- Casa do Souto - Anreade, Resende
- Casa do Celeiro - Vila do Conde
terça-feira, 7 de junho de 2011
Eleições
Domingo foi dia de eleição em Portugal. Venceu o PSD, de Passos Coelho, próximo chefe de governo, com uma diferença muito acima do que sugeriam as pesquisas divulgadas.
A votação do PS do Primeiro Ministro José Sócrates foi decepcionante.
Com 38% da preferência do eleitorado o PSD perdeu para a abstenção que atingiu 42%, a maior já verificada.
O desdém dos eleitores pelo direito ao voto é um fenômeno europeu que decorre do descrédito dos políticos e da homogeinização ideológica dos partidos.
As coisas caminham da mesma forma independentemente do governo que se tenha, pensam eles.
A braços com uma monumental crise econômica os portugueses votaram sabendo que o destino próximo do país está escrito nos documentos elaborados segundo as diretrizes da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional com a concordância coagida dos dois líderes partidários.
Não havendo, de fato, opção a fazer, preferiram ficar em casa ou ir à praia.
A votação do PS do Primeiro Ministro José Sócrates foi decepcionante.
Com 38% da preferência do eleitorado o PSD perdeu para a abstenção que atingiu 42%, a maior já verificada.
O desdém dos eleitores pelo direito ao voto é um fenômeno europeu que decorre do descrédito dos políticos e da homogeinização ideológica dos partidos.
As coisas caminham da mesma forma independentemente do governo que se tenha, pensam eles.
A braços com uma monumental crise econômica os portugueses votaram sabendo que o destino próximo do país está escrito nos documentos elaborados segundo as diretrizes da União Europeia e do Fundo Monetário Internacional com a concordância coagida dos dois líderes partidários.
Não havendo, de fato, opção a fazer, preferiram ficar em casa ou ir à praia.
terça-feira, 10 de maio de 2011
Portugal III
A crise econômica que submeteu Portugal às decisões da União Europeia, leia-se Alemanha, produziu nos portugueses, pessimistas por natureza, desencanto com o país e desânimo em relação ao futuro.
Enfim, instalou-se um clima de baixo astral, a autoestima nacional foi ao chão. Soou como uma condenação ao fracasso, sensação de irreparável incompetência.
A emigração, fenômeno recorrente, iniciou um novo ciclo. Ano passado 100 mil portugueses deixaram o país.
Por esses dias a Câmara de Cascais, equivalente à nossa prefeitura, divulgou um vídeo, em resposta à reticência da Finlândia em contribuir para o empréstimo destinado à Portugal, exaltando feitos históricos e contemporâneos do povo português inclusive solidária mobilização nacional para acudir os finlandeses na década de 40.
Os finlandeses, carinhosamente, já postaram sua resposta na internet. Para ajudar a reerguer a autoestima do povo luso pincei da imprensa alguns exemplos recentes de sucesso, individual ou coletivo, que demonstram o potencial lusitano dentro ou fora do país.
Ei-los :
1 - Lisboa eleita uma das dez cidades mais bonitas do mundo pelo guia de viagens http://www.ucityguides.com/
2 - José Afonso Furtado, Diretor da Biblioteca de Arte da Gulbenkian, foi considerado pela Time, que o chama de Borges do Twitter, um dos 140 feeds mais interessantes do twitter.
3 - Museu de Portimão foi eleito o melhor na categoria Mundo do Trabalho pela Academia Europeia de Museus e Fundação Luigi Micheletti. É o quarto prêmio numa existência inferior à três anos.
4 - O museu da Fundação Calouste Gulbenkian está entre os dez melhores pequenos museus do mundo
5 - O Financial Times incluiu a Escola de Executivos da Universidade Católica entre as 50 melhores escolas no gênero do mundo.
6 - O Instituto Gulbenkian de Ciência entra pela segunda vez consecutiva na lista de The Scientist Best Places to Work.
7 - Nas semifinais da Liga da Europa e futebol dos quatro times três eram portugueses.
8 - O arquiteto Souto Moura ganhou o prêmio Pritzker, o Nobel da arquitetura. Antes, seu compatriota Siza Vieira já o recebera.
9 - O português José Mourinho, treinador do Real Madrid, foi escolhido o melhor técnico de futebol do mundo.
Se o leitor tiver outras amostras, atuais, da capacidade portuguesa me mandem que acrescentarei à lista.
Enfim, instalou-se um clima de baixo astral, a autoestima nacional foi ao chão. Soou como uma condenação ao fracasso, sensação de irreparável incompetência.
A emigração, fenômeno recorrente, iniciou um novo ciclo. Ano passado 100 mil portugueses deixaram o país.
Por esses dias a Câmara de Cascais, equivalente à nossa prefeitura, divulgou um vídeo, em resposta à reticência da Finlândia em contribuir para o empréstimo destinado à Portugal, exaltando feitos históricos e contemporâneos do povo português inclusive solidária mobilização nacional para acudir os finlandeses na década de 40.
Os finlandeses, carinhosamente, já postaram sua resposta na internet. Para ajudar a reerguer a autoestima do povo luso pincei da imprensa alguns exemplos recentes de sucesso, individual ou coletivo, que demonstram o potencial lusitano dentro ou fora do país.
Ei-los :
1 - Lisboa eleita uma das dez cidades mais bonitas do mundo pelo guia de viagens http://www.ucityguides.com/
2 - José Afonso Furtado, Diretor da Biblioteca de Arte da Gulbenkian, foi considerado pela Time, que o chama de Borges do Twitter, um dos 140 feeds mais interessantes do twitter.
3 - Museu de Portimão foi eleito o melhor na categoria Mundo do Trabalho pela Academia Europeia de Museus e Fundação Luigi Micheletti. É o quarto prêmio numa existência inferior à três anos.
4 - O museu da Fundação Calouste Gulbenkian está entre os dez melhores pequenos museus do mundo
5 - O Financial Times incluiu a Escola de Executivos da Universidade Católica entre as 50 melhores escolas no gênero do mundo.
6 - O Instituto Gulbenkian de Ciência entra pela segunda vez consecutiva na lista de The Scientist Best Places to Work.
7 - Nas semifinais da Liga da Europa e futebol dos quatro times três eram portugueses.
8 - O arquiteto Souto Moura ganhou o prêmio Pritzker, o Nobel da arquitetura. Antes, seu compatriota Siza Vieira já o recebera.
9 - O português José Mourinho, treinador do Real Madrid, foi escolhido o melhor técnico de futebol do mundo.
Se o leitor tiver outras amostras, atuais, da capacidade portuguesa me mandem que acrescentarei à lista.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Portugal II
A crise política caudatária da econômica contribuiu para agravar a situação. O governo minoritário na Assembleia da República rejeitava reiteradamente a hipótese de auxílio externo, leia-se FMI.
Sem forças para implantar medidas urgentes foi empurrado para fora por uma oposição que vislumbrava a possibilidade de chegar ao poder.
A queda do governo determinou a convocação para junho de eleições nacionais. A postura das duas facções, uma para não ser apeada do poder (Sócrates e o PS), outra para alça-lo (Passos Coelho e o PSD), jogou-as no mesmo alçapão.
O programa do próximo governo, independente de quem vença, já está definido previamente. É a execução do acordo firmado para a obtenção do empréstimo junto às duas instituições financeiras internacionais.
A margem de diferença substancial entre propostas de governo de diferentes partidos políticos se já era mínima após o fracasso do comunismo soviético tornou-se nula no caso de Portugal.
O cardápio a ser oferecido aos eleitores irá girar em torno do desgaste de imagem de partidos e candidatos, simpatia pessoal, credibilidade, probidade e outros valores éticos e morais.
Não haverá espaço para promessas a não ser contenção e sacrifícios em prol de um futuro melhor que não estará muito próximo.
Só os comunistas acenarão com um diagnóstico razoável e um saco de soluções que não cabem na realidade.
Sem forças para implantar medidas urgentes foi empurrado para fora por uma oposição que vislumbrava a possibilidade de chegar ao poder.
A queda do governo determinou a convocação para junho de eleições nacionais. A postura das duas facções, uma para não ser apeada do poder (Sócrates e o PS), outra para alça-lo (Passos Coelho e o PSD), jogou-as no mesmo alçapão.
O programa do próximo governo, independente de quem vença, já está definido previamente. É a execução do acordo firmado para a obtenção do empréstimo junto às duas instituições financeiras internacionais.
A margem de diferença substancial entre propostas de governo de diferentes partidos políticos se já era mínima após o fracasso do comunismo soviético tornou-se nula no caso de Portugal.
O cardápio a ser oferecido aos eleitores irá girar em torno do desgaste de imagem de partidos e candidatos, simpatia pessoal, credibilidade, probidade e outros valores éticos e morais.
Não haverá espaço para promessas a não ser contenção e sacrifícios em prol de um futuro melhor que não estará muito próximo.
Só os comunistas acenarão com um diagnóstico razoável e um saco de soluções que não cabem na realidade.
Portugal
Leio nos jornais portugueses que a comissão que analisava as contas do país concluiu seu trabalho opinando pela concessão de um apoio financeiro no valor de 78 bilhões de euros a serem desembolsados em um prazo de três anos.
O país foi à lona arrastado por uma leniência fiscal agravada pela crise econômica mundial que repercutiu fortemente sobre a dívida soberana dos estados nacionais pressionada pela elevação dos juros acionada por sucessivos rebaixamentos de sua classificação anunciados pelas agências de rating.
Em defesa do euro a União Europeia prontificou-se a ajudar Portugal como já fizera com a Grécia e a Irlanda. Sucessivos programas de cortes nas despesas não foram suficientes para reverter a situação.
O governo em minoria caiu quando o parlamento rejeitou a quarta proposta de ajuste fiscal.
Os bancos comunicaram ao governo que deixavam de financiar a dívida nacional e o socorro à ajuda externa tornou-se imperativo. O anúncio da providência provocou um misto de alívio e temor.
O dinheiro que virá, se evita a falência do país, acarretará medidas que importarão na recessão, no desemprego e no corte de benefícios sociais.
A conta chegou agora para o estado e as famílias que durante algum tempo se endividaram ao gastar mais que podiam. O dinheiro virá do Fundo Europeu de Estabilização Fiscal (FEEF) 70% e Fundo Monetário Internacional (FMI) 30%.
Não obstante ser minoritário é o FMI, com sua trajetória de xerife das finanças internacionais, que desperta as maiores reações. Quando estava em Portugal revivi as cenas brasileiras das visitas das missões do FMI a inspecionarem nossas contas com um batalhão de repórteres a cobrirem a entrada dos técnicos à porta do Ministério da Fazenda.
Até a Ana Maria Jul e a Tereza Ter-Minansian, lembram delas? andaram por lá. Aposentadas, são agora consultoras privadas.
Lá como cá o Fundo é o vilão que intervem no país e impõe as políticas a serem seguidas. Após a redemocratização esta é a terceira vez que o país recorre ao FMI.
continua...
O país foi à lona arrastado por uma leniência fiscal agravada pela crise econômica mundial que repercutiu fortemente sobre a dívida soberana dos estados nacionais pressionada pela elevação dos juros acionada por sucessivos rebaixamentos de sua classificação anunciados pelas agências de rating.
Em defesa do euro a União Europeia prontificou-se a ajudar Portugal como já fizera com a Grécia e a Irlanda. Sucessivos programas de cortes nas despesas não foram suficientes para reverter a situação.
O governo em minoria caiu quando o parlamento rejeitou a quarta proposta de ajuste fiscal.
Os bancos comunicaram ao governo que deixavam de financiar a dívida nacional e o socorro à ajuda externa tornou-se imperativo. O anúncio da providência provocou um misto de alívio e temor.
O dinheiro que virá, se evita a falência do país, acarretará medidas que importarão na recessão, no desemprego e no corte de benefícios sociais.
A conta chegou agora para o estado e as famílias que durante algum tempo se endividaram ao gastar mais que podiam. O dinheiro virá do Fundo Europeu de Estabilização Fiscal (FEEF) 70% e Fundo Monetário Internacional (FMI) 30%.
Não obstante ser minoritário é o FMI, com sua trajetória de xerife das finanças internacionais, que desperta as maiores reações. Quando estava em Portugal revivi as cenas brasileiras das visitas das missões do FMI a inspecionarem nossas contas com um batalhão de repórteres a cobrirem a entrada dos técnicos à porta do Ministério da Fazenda.
Até a Ana Maria Jul e a Tereza Ter-Minansian, lembram delas? andaram por lá. Aposentadas, são agora consultoras privadas.
Lá como cá o Fundo é o vilão que intervem no país e impõe as políticas a serem seguidas. Após a redemocratização esta é a terceira vez que o país recorre ao FMI.
continua...
Assinar:
Postagens (Atom)



