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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Biologia

John Coates, ex-banqueiro, convertido à neurociência e a endocrinologia, acaba de publicar um livro, The Hour Between  Dog and Wolf, para explicar a conduta temerária, irresponsável mesmo, de operadores financeiros que lançaram o mundo numa das maiores crises da história do capitalismo.

As oscilações do mercado guardariam relação com níveis hormonais no sangue desses operadores. Se tudo vai bem há maior liberação de testosterona o que gera euforia e favorece as operações de risco.

Se o mercado vai mal aumenta a produção de cortisol e até bons negócios são vistos com pessimismo e mercado cai mais.

Para tornar a banca menos vulnerável à biologia Coates sugere mais mulheres nas mesas de arbitragem pois essas são menos sensíveis à testosterona. Tambem recomenda uma revisão do sistema de distribuição de bonus em vigor que estimula os operadores a correrem riscos pouco razoáveis.

Saiba mais no artigo É a biologia, estúpido, de Hélio Schwartswan publicado na Folha de S. Paulo, edição de 01/07/12

sábado, 26 de maio de 2012

Fósseis

O Cariri abriga uma das mais importantes províncias fossilíferas do mundo.

A proteção desses depósitos está garantida por legislação anacrônica, o decreto lei de 1942, reconhecido por uma portaria de n° 55 de 1990 do Ministério da Ciência e Tecnologia.

A fragilidade da legislação aliada à fiscalização ineficiente facilita o comércio e o contrabando de fósseis, exploração dos recursos naturais com efeitos predatórios sobre os depósitos e insegurança legal para os pesquisadores.

É recente a notícia da prisão pela polícia federal de dois pesquisadores, sendo um deles francês, e apreensão de peças em poder deles no aeroporto de Juazeiro do Norte.

No senado tive oportunidade, após ampla discussão com interessados, de apresentar projeto de lei para regulamentar a proteção e a pesquisa paleontológica no país.

Esquecido, não sei se nas gavetas da Câmara, não se converteu em lei que viesse a atualizar a norma jurídica sobre assunto de tamanha importância para conhecimento da evolução das espécies na terra.

terça-feira, 26 de julho de 2011

Ciência

Desentenderam-se os cientistas do Instituto Internacional de Neurociências Edmond e Lily Safra sediado em Natal sob a inspiração de Miguel Nicolellis, brasileiro, há muitos anos vivendo nos Estados Unidos.

Equipamentos foram recolhidos à Universidade Federal do Rio Grande do Norte, e vários pesquisadores abandoram o instituto que surgiu como um promissor centro de investigação científica.

Pelo que vem na Folha de S. Paulo de hoje parece ter faltado aos neurocientistas inteligência emocional. É uma pena!