terça-feira, 18 de março de 2008

Fim do mistério

O alemão Horst Rippert, 82 anos, identificou-se como o autor dos disparos que derrubaram o avião pilotado pelo aviador e escritor Antoine de Saint-Exupéry, em 1944, cujo corpo nunca foi encontrado.
Em 1998, um pescador encontrou presa às suas redes uma pulseira que pertenceu ao escritor, e, seis anos mais tarde, foram encontrados, nas costas de Marselha, restos do avião que pilotava. Mas, o mistério nunca foi esclarecido.

Agora, o alemão afirmou ao diário La Provence, ter sido ele que abateu Saint-Exupéry, o que só veio a saber posteriormente. Eu esperava que não fosse ele, porque em nossa juventude todos havíamos lido seus livros e o adorávamos, disse o octogenário Rippert.

Saiba mais em El País, edição de 15/03/08

Frota

A frota de veículos do Brasil vem crescendo nos últimos anos, graças ao aumento da venda de carros novos.

Ela cresce há quatro anos seguidos. Em 2007, foi batido o recorde vendas, 2,46 milhões de unidades. Não obstante, a renovação da frota tem sido lenta em função do elevado número de carros velhos ainda em uso.

Considerando todos os veículos em uso, com mais de dez anos, o número chega a 10,5 milhões, o equivalente a 41% da frota. A idade média dos carros que estão rodando é de 9,2 anos, igual à dos Estados Unidos, México e Canadá.

sábado, 15 de março de 2008

José Serra

Considero o Governador do Estado de São Paulo, José Serra, um dos políticos mais preparados do Brasil.

Além disso, é dotado de grande espírito público. Agora vem assinando convênios tributários benéficos aos estados signatários, sem discriminar adversários.

Mesmo os biliosos.

D. Helder

Da coluna de Sônia Racy, no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 13 de março de 2008:

O imortal Marcus Vilaça arregaça as mangas. Vai comandar a festa de nascimento de D. Helder Câmara. O Arcebispo nasceu no dia 9 de fevereiro de 1909.

E aí, vamos perder mais essa para Pernambuco?

sexta-feira, 14 de março de 2008

Que Rei sou eu?

As comemorações dos 200 anos da chegada da Corte Portuguesa ao Brasil, colocam D. João VI no centro das discussões, ensejando opiniões diversas sobre sua figura controversa. É inegável o bem que fez ao Brasil a instalação nessas terras da sede do reino. O episódio foi fundador da nação.

Com a Corte, chegou a livraria real, precursora da Biblioteca Nacional. Vieram os prelos que permitiram instalar a Imprensa Régia, abriram-se os portos e iniciaram-se os cursos de medicina na Bahia e no Rio de Janeiro. Fundaram-se o Banco do Brasil e o Jardim Botânico. Estabeleceram-se os pressupostos que preparavam a Independência.

Com tudo isso, a figura de D. João VI nunca se livrou de uma imagem caricata, de um melancólico comedor de frangos, alheio às questões de Estado, amargurado pela demência da mãe, a infidelidade e as intrigas políticas da mulher. Um Rei vacilante, inseguro, que deixou para a última hora a decisão de partir para o Brasil. Medida que reflete uma estratégia esperta que lhe salvou o Reino, ou apenas uma fuga covarde diante da tropas de Napoleão?

Ajuda a pensar o que aconteceu à vizinha Espanha, com a destituição do soberano e a implantação no poder do irmão de Napoleão. É igualmente importante meditar sobre a resistência que opôs ao absolutismo, encarnado nas figuras da esposa Carlota Joaquina e do filho D. Miguel. Governou com vários ministros influentes, mas nunca entregou o poder a um só, como fizera seu avô D. José, em cujo reinado aconteceu o consulado do Primeiro Ministro, Marquês de Pombal. Dele, disse Oliveira Martins, "desconfiava sempre, e de tudo, de todos; e se era indeciso, por ser fraco e inepto, era-o também por esperteza ou dissimulação". Quando morreu, o Embaixador da França em Portugal escreveu que desaparecera um homem bom e desgraçado.

Arguto ou tolo, esperto ou néscio, o fato é que análise justa sobre sua personalidade e feitos, só se fará consideradas as circunstâncias em que viveu e reinou. E tais circunstâncias, inevitavelmente, terão que se remeter às críticas que lhes sejam feitas.

Combustível

Apesar do elevado preço do petróleo, o barril chegou a US$ 110,00 pela primeira vez. O Presidente da Petrobrás anunciou que o preço dos combustíveis não subirá. O último aumento ocorreu em dezembro de 2005.

Enquanto for assim, não há porque subir o preço das passagens de transportes coletivos.

Comércio

Agora é o comércio.

Pela primeira vez, desde junho de 2006, o setor registra queda no faturamento das vendas.

Em janeiro último, houve retração de 1,65%, comparado ao mesmo mês de 2007. Se somarmos este resultado ao desempenho negativo do turismo e da indústria, podemos concluir que a economia está desacelerando.

Passa a marcha!

Saiba mais no jornal Diário do Nordeste, edição de 13 de março de 2008.

quinta-feira, 13 de março de 2008

Poesia

Litoral

O vento sopra o sal das eras
No rosto crestado dos homens.
Desenha bizarros relevos,
Desvela vestígios de vida,
Sepulta os mortos de novo
No cemitério encoberto.
Beija suave a superfície
Úmida das coisas.
A água no seio dos morros
Irrompe sutil
Em olhos negros de linfa.
Incrustados em tórridas areias
Evaporam lágrimas
No rumo do céu.

Lúcio Alcântara

terça-feira, 11 de março de 2008

Precocidade

Um garoto de 8 anos foi aprovado no vestibular para cursar Direito em uma Faculdade no Estado de Goiás. A informação da escola é que o menino se submeteu ao exame na condição de "treineiro", isto é, se submeteu às provas mas não poderia se matricular, se aprovado, por não haver concluído o ensino médio.

O Ministério da Educação apura o caso e estranha que ele tenha se saído bem na prova de redação. A criança disse que passou "chutando"...

O fato reacendeu as críticas sobre a má qualidade dos cursos de Direito no Brasil.

De novo

O Estado do Ceará voltou a apresentar o pior resultado industrial entre as 14 regiões pesquisadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).

A queda no mês de janeiro passado foi de 3,2% em relação à dezembro de 2007. Janeiro de 2008, quando comparado com janeiro de 2007, mostra o Ceará como a única região do Brasil a apresentar um desempenho negativo, de 2,3%. A média nacional no primeiro mês do ano foi de 1,8% .

Nas histórias policiais, o primeiro suspeito é o mordomo. Na novela do decréscimo industrial, seria o IBGE?

segunda-feira, 10 de março de 2008

Uece

O Deputado Adahil Barreto (PR-CE) demonstrou, na Assembléia Legislativa do Estado, o descaso do atual Governo para com a Universidade Estadual do Ceará (Uece), saída há pouco de uma longa e penosa greve de docentes.

O mais grave é que os atuais detentores do poder no Estado, alimentaram uma greve de professores no ano de 2006, com motivação política enxertada de promessas que, decorrido mais de um ano de Governo, não foram até aqui cumpridas.

Para encerrar a última greve, o Governo assumiu com os professores alguns compromissos. Um deles mostra a forma enganosa com que age. Falo da promessa de dobrar o recurso destinado ao custeio da Universidade. Em 31 de Dezembro de 2006, o repasse mensal era de R$ 453.000,00. Com o novo Governo, a importância caiu para R$ 294.000,00. O que já era pouco ficou menos ainda. Dobrando o valor, como promete, o aumento será pequeno, e insuficiente para cobrir as necessidades do período em que foi reduzido.

Em relação às obras, quando estava à frente do Governo, deixei contratadas e iniciadas a reforma da biblioteca e a construção do Hospital Veterinário. Ambas estão paradas. Contratada, mas não iniciada, o Restaurante Universitário. Esta sequer consta das intenções de construção (MAP) anunciadas pelo Governo.

Devolução

Aumentou o número de brasileiros mandados de volta da Espanha, já do Aeroporto de Madri. Alegam, para tal, o descumprimento de exigências feitas pelo chamado acordo de Schengen, que regula a entrada de estrangeiros nos países da União Européia signatários do tratado, entre eles a Espanha.

Entre outros requisitos exigidos estão passagem de volta, comprovação que porta dinheiro ou cartão de crédito internacional, seguro saúde, garantia de hospedagem, passaporte que só vença pelo menos três meses após a viagem. Isso, em se tratando de viagem de negócios ou turismo, por prazo inferior à 90 dias.

Ao que parece, a aplicação de maior rigor para entrada de estrangeiros na Espanha está ligada à realização das eleições nacionais. O Governo socialista do primeiro-ministro Zapatero é acusado, pela oposição, de ser excessivamente tolerante com a imigração ilegal, o que estaria se refletindo no aumento da violência e dos gastos com saúde e previdência. O rigor seria uma resposta do Governo à crítica dos opositores.

Nossa indignação encontra apoio nos constrangimentos e maus-tratos que nossos compatriotas sofrem dos policiais espanhóis. Essas são dores de um País que só há poucos anos passou a conviver com a emigração.

Todavia, é necessário que se informe melhor os viajantes sobre as exigências feitas para entrada em países da União Européia. A reciprocidade de tratamento é a resposta política para o fato. Mas, quanto nos convém em se tratando de um forte parceiro econômico como a Espanha?

Há, também, uma pergunta que não quer calar: por que tanta gente quer deixar o Brasil?

Indústria

A indústria cresceu em janeiro 8,5% no Brasil; 1,8% mais ante dezembro e 8,5% mais se comparado com igual mês do ano que passou. A informação é do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística(IBGE).

Saiba mais n'O Estado de S. Paulo, edição de quinta feira (6/3).

Vedete

Toda guerra tem, entre os artefatos usados pelos combatentes, a sua vedete, quer dizer, aquele que surge como novidade ou faz a diferença entre os litigantes. Assim foi com o emprego de gases na primeira guerra mundial, as bombas voadoras na segunda, os aviões Harrier que decolam verticalmente, os exocets na guerra das Malvinas.

Agora, na incursão colombiana em território equatoriano para combater as Farc, o destaque ficou com os Supertucanos, aviões fabricados pela brasileira Embraer, dotados de avançados equipamentos, capazes de arremessar as chamadas bombas inteligentes, que revelaram grande precisão em relação aos alvos visados. O êxito da operação transformou-o em alvo de atenção, como aeronave de ataque leve, na Feira Internacional do Ar e do Espaço (Fidae), a se realizar em Santiago do Chile no dia 31.

Saiba mais em O Globo, edição de quinta feira (6/3).

sábado, 8 de março de 2008

Diplomacia


O Presidente Cavaco Silva, de Portugal, está no Brasil.
Faz a mesma viagem que há 200 anos realizou D. João VI, para escapar do cerco napoleônico, instalando a Corte na então Colônia.
No contexto das comemorações do episódio fundador, o ilustre visitante comeu bacalhau na Colombo, a centenária confeitaria carioca (aquela da marmelada, lembram?), visitou o Teatro Municipal do Rio de Janeiro, onde encontrou a Carla Camurati (aquela que ridicularizou a Rainha no filme Carlota Joaquina), e participou de eventos alusivos à data em instituições culturais.

O que o Presidente trouxe de mais importante na bagagem, foi a decisão do Governo português de fixar o prazo de seis anos para implantação do acordo ortográfico que uniformiza a grafia nos países lusófonos. O prazo abranda resistências lusas de editores, que temem perder mercado para os livros brasileiros, e de tradicionalistas aferrados ao uso ancestral de grafias consagradas.

O acordo é passo importante para reforçar os laços entre os membros da comunidade de países de língua portuguesa, ao tempo em que enseja condições para que o português possa ser língua oficial a ser utilizada nos organismos internacionais.

quinta-feira, 6 de março de 2008

Bom Jardim

Que bom ler no jornal Diário do Nordeste, de hoje, no Caderno 3, que a Diretora do Instituto de Arte e Cultura do Ceará, Maninha Morais, considera o Teatro do Centro Cultural do Bom Jardim o espaço cênico mais bem equipado do Ceará.

Fico feliz por ter sido obra do meu Governo, que está sendo devidamente considerada e reconhecida. Ela é emblemática da política que empreeendi de descentralização das ações culturais para atingir o interior do Estado e a periferia da área metropolitana.

A denominação do Teatro de Marcus Miranda é um gesto que merece aplauso.

Acesse a matéria completa aqui.

Reforma Tributária

Há anos se fala na necessidade de uma reforma tributária. O que a emperra é o choque de interesses.

A sociedade alega que já paga muito e quer reduzir os impostos. Os entes federativos - União, estados e municípios - dizem que não podem perder receita, pregando uma redistribuição do bolo para ganhar mais. Aí, surge o risco, para contentar aos três, que a carga tributária aumente.

O sistema tem se mostrado muito complexo e ineficiente. Daí a necessidade de reformá-lo. A questão é, como fazê-lo?

A proposta enviada pelo Governo ao Congresso Nacional aponta, de saída, um risco para os estados mais pobres. A federalização do ICMS, com o fim da guerra fiscal, retira dos estados menores o único instrumento disponível para atrair investimentos mediante incentivos fiscais. Além do que, pelo que leio nos jornais, não estaria ainda assegurada a continuidade dos incentivos em vigor.

O Fundo de Desenvolvimento Regional, que iria compensar os estados das regiões mais pobres pela perda de poder sobre o ICMS, corre o risco de ser pulverizado e entregue à administração de agências regionais de desenvolvimento.

Lembro que, para minha indignação, com meu voto contra, o Congresso estendeu o conceito de Nordeste, para fins de cobertura pela SUDENE e BNB ao Espírito Santo, e ampliou sensivelmente a área mineira. O próximo passo poderá ser o norte do Rio de Janeiro... Além disso, precisaria ficar claro que os recursos seriam de transferência automática e diretamente para os estados beneficiados.

Há outros aspectos igualmente importantes a serem analisados. O projeto concentra mais poder nas mãos da União, reduz a autonomia dos estados e pode ser mais uma ação em detrimento dos interesses dos estados nordestinos.

Toda atenção sobre ele ainda será pouca.

A frase do dia

Estilo é a forma que o conteúdo urge e o conteúdo que a forma urde.

Daniel Piza

quarta-feira, 5 de março de 2008

Belicismo

As declarações de Hugo Chávez, ameaçando deflagrar uma guerra contra a Colômbia, requerem ação imediata das lideranças responsáveis da América do Sul, como de instituições internacionais, no sentido de evitar que a megalomania do venezuelano ateie fogo ao continente.

Os investimentos que tem feito em armamentos, além de desequilibrar o poderio militar entre os países da América do Sul, podem conduzir a uma escalada de gastos militares em uma região onde, até aqui, este ítem não tem tido maior relevância entre as despesas públicas.

Fôlego

Quando a mídia já dava como favas contadas a derrota de Hillary, até já especulava sobre sua desistência, eis que ela ressurge e vence em três estados - Ohio, Texas e Rhode Island.

O fato não significa que tenha conseguido reverter totalmente o aparente favoritismo de Obama, mas mostra que ela continua competitiva e tem fôlego para continuar na luta.

terça-feira, 4 de março de 2008

O Ombudsman e O Povo

A instituição de um Ombudsman foi um marco na evolução conceitual do jornal O Povo. Hoje, já é uma tradição. A função atualmente é desempenhada pelo brilhante jornalista Paulo Verlaine.

Na sua coluna de domingo último, 2 de março, sob o título Manchete infeliz, o Ombudsman aborda, motivado, segundo ele, por diversos comentários dos próprios leitores, a impropriedade no tratamento dado pelo jornal à visita do Presidente Lula ao Ceará.

Na sexta-feira anterior, 29 de fevereiro, O Povo abriu a capa da sua edição com foto de seis colunas, ponta-a-ponta, em que Lula cumprimentava a Prefeita Luizianne Lins no palanque, adornada pela manchete Lula faz defesa de Luizianne.

Pelo comentário do Ombudsman, a edição da capa deu margem para que os leitores questionassem a neutralidade do jornal na cobertura dos fatos relacionados ao discutível desempenho da atual Prefeita e à próxima campanha eleitoral, no segundo semestre deste ano.

Corroborando a percepção dos leitores, Paulo Verlaine avalia que, "seria salutar" que uma maior atenção com a neutralidade do veículo "estivesse refletida na vitrine do jornal, a primeira página".

Leia a coluna do Ombudsman na íntegra aqui.

Diesel

Quando assumi o Governo do Estado do Ceará, a alíquota do ICMS sobre o óleo diesel era de 25%, a mais alta do Brasil.

Havia uma constante reclamação dos consumidores. Sobretudo das empresas transportadoras de passageiros, de cargas e dos proprietários de postos de combustíveis, os quais acusavam queda de vendas.

Esses últimos se queixavam de que caminhões eram abastecidos em postos localizados na fronteira de outros estados, para atravessarem o Ceará sem necessitar recorrer aos localizados em nosso território.

O problema vinha de longe e não tinha solução. O Estado receava perder receita, caso reduzisse a alíquota.

Em 2004, após criterioso estudo feito pela Secretaria da Fazenda, atendi a reivindicação e baixei a alíquota para 17%, válida em todo o Estado e para todos consumidores.

Tenho certeza de que a medida contribuiu para que o preço da passagem nos ônibus urbanos se mantivesse inalterado nos últimos anos, pois o preço do diesel caiu, ajudado, também, pela livre concorrência.

Agora, cogita-se de nova redução da alíquota, exclusiva para o combustível a ser consumido pelos ônibus urbanos de Fortaleza. Ficaria de fora o transporte alternativo legalizado de Fortaleza; e mais todos os consumidores, indústria, comércio, transportes coletivos, e particulares da região metropolitana e do interior.

Faz sentido o propósito anunciado por deputados estaduais de estenderem a louvável iniciativa pelos menos aos transportadores coletivos de todo o Estado.

domingo, 2 de março de 2008

Poesia

Devoção

O dia raiou
pouso ameno
teu sorriso
cúmplice
me despertou.

Beatriz Alcântara

sábado, 1 de março de 2008

Crescimento

Agora, sim. As estatísticas apontam.

O Ceará cresce. Em número, e gravidade, de casos de dengue.

Saiba mais no O Povo:
Ceará tem risco de epidemia de dengue hemorrágica

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Poesia

O Rio

Ser como o rio que deflui
Silencioso dentro da noite.
Não temer as trevas da noite.
Se há estrelas nos céus, refleti-las.
E se os céus se pejam de nuvens,
Como o rio as nuvens são água,
Refleti-las tambem sem mágoa
Nas profundidades tranquilas

Petrópolis, 1948
Manoel Bandeira