Quem não lê, não quer saber; quem não quer saber quer errar.
Padre Antonio Vieira (1608 - 1697)
quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2009
São Valentim

No dia 14 de fevereiro, consagrado à São Valentim, comemora-se aqui o Dia dos Namorados.
O coração, como sempre, é a grande inspiração publicitária a estimular a aquisição de presentes para oferta entre os enamorados.
A Sociedade Portuguesa de Cardiologia aproveitou o mote para fazer uma campanha publicitária, advertindo sobre os riscos e a prevenção das doenças cardiovasculares.
Fala dos males do coração, não dos partidos de amor, mas dos destroçados pela hereditariedade, o fumo, o sedentarismo, a obesidade e a alimentação gordurosa.
A doença cardiovascular, aí incluídas as doenças cardíacas, os acidentes vasculares cerebrais e as doenças vasculares periféricas, mata anualmente 18 milhões de pessoas no mundo, ou seja uma morte a cada 2 segundos.
Na região europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS), que compreende 52 países, esta doença é a primeira causa de morte. Em Portugal, as estatísticas mostram que mais de 30% das mortes ocorridas anualmente devem-se à doença cardiovascular.
Esclarecedor encarte, de excelente feição gráfica, circulou junto com jornais no Dia de São Valentim, contendo informações úteis sobre a doença e o texto integral da Carta Europeia para a Saúde do Coração, que foi apresentada ao Parlamento Europeu a 17/06/07 e aprovada no Conselho Europeu de Ministros, sob a Presidência Portuguesa, a 06 de Dezembro do mesmo ano.
Para que tenham ideia da importância do documento, que contém 18 artigos, reproduzo um dos seus enunciados que considero muito significativo como compromisso para o futuro: Toda criança nascida no novo milênio tem o direito de viver, pelo menos até os 65 anos de idade, sem sofrer de uma doença cardiovascular evitável.
Saiba mais no encarte Carta Europeia do Coração, que circulou junto com o jornal Público, edição de 12/02/09.
O coração, como sempre, é a grande inspiração publicitária a estimular a aquisição de presentes para oferta entre os enamorados.
A Sociedade Portuguesa de Cardiologia aproveitou o mote para fazer uma campanha publicitária, advertindo sobre os riscos e a prevenção das doenças cardiovasculares.
Fala dos males do coração, não dos partidos de amor, mas dos destroçados pela hereditariedade, o fumo, o sedentarismo, a obesidade e a alimentação gordurosa.
A doença cardiovascular, aí incluídas as doenças cardíacas, os acidentes vasculares cerebrais e as doenças vasculares periféricas, mata anualmente 18 milhões de pessoas no mundo, ou seja uma morte a cada 2 segundos.
Na região europeia da Organização Mundial da Saúde (OMS), que compreende 52 países, esta doença é a primeira causa de morte. Em Portugal, as estatísticas mostram que mais de 30% das mortes ocorridas anualmente devem-se à doença cardiovascular.
Esclarecedor encarte, de excelente feição gráfica, circulou junto com jornais no Dia de São Valentim, contendo informações úteis sobre a doença e o texto integral da Carta Europeia para a Saúde do Coração, que foi apresentada ao Parlamento Europeu a 17/06/07 e aprovada no Conselho Europeu de Ministros, sob a Presidência Portuguesa, a 06 de Dezembro do mesmo ano.
Para que tenham ideia da importância do documento, que contém 18 artigos, reproduzo um dos seus enunciados que considero muito significativo como compromisso para o futuro: Toda criança nascida no novo milênio tem o direito de viver, pelo menos até os 65 anos de idade, sem sofrer de uma doença cardiovascular evitável.
Saiba mais no encarte Carta Europeia do Coração, que circulou junto com o jornal Público, edição de 12/02/09.
Obama III
Grandes esperanças investidas em governantes não são certeza de feitos à sua altura. O tempo dirá se eram fundadas e factíveis.

Nos Estados Unidos mesmo, Jimmy Carter esteve longe de atender às expectativas que embalaram sua eleição para presidente, em um ambiente marcado pelo trauma da guerra do Vietnam e do escândalo do Watergate, que veio a redundar no impeachment de Ricard Nixon.
O plantador de amendoim que governara a Georgia não esteve à altura do desafio. Atingido pelo escândalo dos contras, envolvidos em operações clandestinas de contra-revoluções na América Central, e o fracasso do resgate dos americanos da embaixada no Irã.
Fez uma presidência bisonha e não logrou reeleger-se, não obstante deva-se reconhecer seu empenho na defesa dos direitos humanos e da democracia, de que até hoje se ocupa como um missionário.
Muito se falou de Obama, apoiadores e adversários. O que não se sabe é como se comportará no exercício do poder, diante de suas ciladas e exigências, limitações e oportunidades. O potencial do governante nunca é de todo conhecido, a não ser diante de uma prova e das suas circunstâncias.
A tragédia da democracia é não realizar suas promessas.
Saiba mais n'O Estado de S. Paulo, edição de 16/11/08; Público, edições de 17/01, 14/02 e 15/02/09; Diário de Notícias, edição de 21/01/09 e revista Pública, edição de 19/02/09.

Nos Estados Unidos mesmo, Jimmy Carter esteve longe de atender às expectativas que embalaram sua eleição para presidente, em um ambiente marcado pelo trauma da guerra do Vietnam e do escândalo do Watergate, que veio a redundar no impeachment de Ricard Nixon.
O plantador de amendoim que governara a Georgia não esteve à altura do desafio. Atingido pelo escândalo dos contras, envolvidos em operações clandestinas de contra-revoluções na América Central, e o fracasso do resgate dos americanos da embaixada no Irã.
Fez uma presidência bisonha e não logrou reeleger-se, não obstante deva-se reconhecer seu empenho na defesa dos direitos humanos e da democracia, de que até hoje se ocupa como um missionário.
Muito se falou de Obama, apoiadores e adversários. O que não se sabe é como se comportará no exercício do poder, diante de suas ciladas e exigências, limitações e oportunidades. O potencial do governante nunca é de todo conhecido, a não ser diante de uma prova e das suas circunstâncias.
A tragédia da democracia é não realizar suas promessas.
Saiba mais n'O Estado de S. Paulo, edição de 16/11/08; Público, edições de 17/01, 14/02 e 15/02/09; Diário de Notícias, edição de 21/01/09 e revista Pública, edição de 19/02/09.
Obama II
Diz-se que Obama será medido pela comparação com Roosevelt. Embora sempre mencione Lincoln como fonte de inspiração. Ambos, Roosevelt e Obama, assumiram a presidência em momentos críticos para os americanos.Chegaram ao poder embalados pela esperança e a angústia dos ameaçados pelo desemprego e a miséria.
À recessão de 1929, Roosevelt respondeu de imediato com medidas corajosas, adotadas nos primeiros cem dias de governo. Diz-se dele que traiu sua classe para salvar a América.
Houve quem não gostasse do discurso de posse de Obama, sobretudo quando comparado com os pronunciamentos de campanha, marcados por imagens generosas impregnadas de esperança. Demarcava-se, ali, o presidente do candidato.
A linguagem contida e sóbria é a mais apropriada ao estadista, que tem consciência de suas responsabilidades.
Disse que o mundo mudou e os Estados Unidos precisavam mudar, mas conclamou os americanos a se voltarem para o exemplo dos founding fathers (pais fundadores).
Conciliar os interesses americanos num mundo multipolar, que anseia por uma convivência fraterna e frutuosa, será o grande desafio para quem, como ele, falou tanto de solidariedade e paz.
Talvez esta não seja exatamente a mudança que os americanos desejem.
Reclamava urgência no encaminhamento de medidas para enfrentar a crise. Deparou-se com resistências políticas no Senado, que minaram a hipotése de unanimidade, adiarando a aprovação de seu plano, que segue questionado.
Ainda não conseguiu completar sua equipe de governo. E a renúncia de seu Secretário de Comércio, um senador republicano, denota a rejeição da oposição às medidas econômicas por ele propostas.
Falou de mudanças mas não desprezou de todo a herança de Bush. Manteve os Secretários da Defesa e Interior.
Será que o antigo presidente já começou a assistir a reabilitação que previu em seu discurso de despedida?
Denunciou os lobbies, propôs uma nova ética pública mais rigorosa, no entanto dois nomes que recrutou para o governo deviam ao fisco, e outro estava processado por corrupção no período em que foi governador de estado. Dos três, dois desistiram de assumir.
Pregou a integração econômica entre os países e a comunhão com os povos, todavia seu plano econômico é claramente protecionista em relação aos produtos americanos. Foi o Senado que atenuou o buy american do seu conteúdo.
Que ninguém se iluda, seu primeiro dever é para com o povo que governa.
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Obama
Ainda não são decorridos trinta dias da posse de Barack Obama na presidência dos Estados Unidos. Mas já não vejo nos seus olhos o mesmo brilho que iluminava o rosto do candidato. O olhar do presidente já padece daquela opacidade cética, que marca o encontro com o poder e suas realidades.Durante a campanha muito se falou do candidato. De sua vida, cheia de percalços, de sua família, de sua fé, moldada em circunstâncias singulares, de sua oratória empolgante, de sua tolerância, de sua sensibilidade social, de sua disposição de promover um reencontro da América com o mundo.
Sua eleição despertava uma sensação de desafogo nos Estados Unidos e por toda parte, rompendo com todas as formas de opressão e intolerância, econômica, racial, religiosa, militar. A eclosão da crise econômica, que abalou os americanos e o mundo, tornou mais premente sua vitória.
A posse bateu recorde de público em cerimônias do gênero. Nem o frio rigoroso afugentou a massa que celebrou sua vitória como o último capítulo da luta dos negros e das minorias étnicas. Os bailes e a animação nas ruas festejavam a chegada do primeiro negro à suprema magistratura do país.
Diante das televisões, o mundo acompanhava tudo animado por uma esperança natural.
O juramento sobre a bíblia de Lincoln assinalava o compromisso com a nação e o legado de seu longinquo e célebre antecessor.
Ceará
A imprensa portuguesa noticia a apresentação, no Festival de Berlim, do filme Garapa, produção brasileira que denuncia a fome das crianças pobres do Ceará, alimentadas, a falta de outra coisa, com água açucarada.Segundo o jornal, garapa é a mistura de água e açucar que estes sertanejos do Ceará dão aos filhos em vez de leite. Porque não há leite para lhes dar; aliás não é só leite que não há. Não há comida e a pouca que há é para os filhos (os pais muitas vezes não comem nada o dia inteiro), não há emprego, não há dinheiro, não há modo de ganhar a vida, não há absolutamente nada a não a ser a ajuda dos centros de dia, da assistência social, dos programas governamentais contra a pobreza.
José Padilha, autor do filme, diz que este não é um filme brasileiro, mas sim universal, porque a fome não é exclusiva do Brasil. Mas, para o jornalista, pode e deve ser lido como a continuação da investigação das contradições da sociedade brasileira, que começou em Onibus 174 e Tropa de Elite.
Guerra Junqueiro, a partir de notícias de imprensa sobre a grande seca de 1877, no Ceará, escreveu o poema A Fome no Ceará, sem nunca ter lá ido. Quem sabe o filme inspira novos intérpretes europeus da nossa realidade.
Na foto acima, vemos o cineasta José Padilha (à esquerda) e o montador Felipe Lacerda (Letícia Pontual/Folha Imagem).
Saiba mais no Público, edição de 13/02/09.
Nemesis
A nemesis do Estado foi o crescimento incontido, tentacular, na economia e na sociedade em geral.
A do liberalismo econômico foi a crença na teologia autoregulatória do mercado.
A do liberalismo econômico foi a crença na teologia autoregulatória do mercado.
quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Lusas II
1. Carteiristas
Viajando nos transportes públicos de Lisboa, leio o aviso cuidado com os carteiristas! Enquanto não chego ao destino, fico pensando: se quase ninguém mais usa carteira de cédulas, que esta seja uma profissão em extinção.
2. Carmen Miranda
O dia 9 de fevereiro marcou o centenário de Carmen Miranda. Portuguesa de Marco de Canavezes, levada para o Brasil aos dezoito meses de nascida, foi a primeira artista latino- americana a fazer sucesso nos Estados Unidos. Diz-se ter sido, à época, a atriz mais bem remunerada naquele país.
Acusada no Brasil de americanização, sempre lembrou que continuava a cantar em português. Nunca se recusou a receber brasileiro ou português, contrariando ordens do seu empresário, que a procurasse em seu camarim.
Faleceu aos 46 anos devorada pela fama, barbitúricos, amores e as tensões da carreira. Deixou suas mãos impressas na calçada fama de Hollywood, e é nome de rua em Los Angeles. Além de Aurora, que também cantou e fez filmes, tinha outra irmã, Olinda.
Segundo Ruy Castro, biógrafo de Carmen, esta, com o mesmo espírito descontraído de Carmen, era mais bonita e tinha melhor voz. Tuberculosa, foi enviada para Portugal, onde veio a falecer no sanatório do Caramulo, aos 23 anos. Teria sido ela a ensinar a irmã, a música e a faceirice que a fizeram famosa.
Era o destino a traçar os caminhos de Carmen. Jornais e televisão portugueses deram grande espaço ao centenário de nascimento da artista. A Cinemateca vai promover um ciclo de exibição de seus filmes. E em sua terra natal, além das comemorações aniversárias, implanta-se um museu em sua memória.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 07/02/09.
3. Goya
A tela O Colosso, exposta no Museu do Prado, em Madri, onde está desde 1931, atribuida à Goya, teve esta autoria descartada, a partir de pesquisas realizadas por peritos, desde junho do ano passado. Uma das descobertas, foi a presença das iniciais A J no canto inferior esquerdo do quadro. O autor poderia ser Asensio Juliá, principal discípulo de Goya.
O Prado insiste em não assegurar a identidade do pintor da obra, pintada entre 1808 e 1812. Ao chegar ao Prado, foi logo tida como expressão máxima do Goya moderno, embora diferisse, em termos, de estilo e tema do restante de sua obra.
Se você, caro leitor, teve a felicidade de ir ao Prado, e se deslumbrar diante dela, não deixe de admirá-la por se ignorar seu autor. O anonimato não lhe subtrai a beleza.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 27/01/09.
4.Violência
O Brasil pode ter acrescentado mais um item à lista de produtos de exportação. A polícia portuguesa suspeita de que um dirigente da organização criminosa Primeiro Comando da Capital, foragido de uma prisão de São Paulo, esteja em Portugal para implantar o Primeiro Comando de Portugal.
Brasileiros ilegais têm sido detidos na busca de identificar-se o marginal. O alerta foi dado pela Interpol e Europol. As polícias dos dois paises trabalham em conjunto para esclarecer o caso.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 10/02/09.
5. Universidades Portuguesas
Segundo o Ranking Web das Universidades do Mundo, feito pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), da Espanha, as universidades do Porto e do Minho estão entre as 300 primeiras do mundo. Na 271ª e 300ª classificações, respectivamente.
O critério classificatório considera as atividades científicas e a visibilidade que cada instituição alcança em face delas.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 10/02/09.
6. Automóveis
Desde que saiu da linha de montagem, em 1908, o primeiro Ford T, o automóvel se associou indissoluvelmente à cultura americana. O fascínio deste ícone do século expandiu-se daí para o mundo, mas foi na matriz que se infiltrou, definitivamente, na cultura contemporânea.
Personagem assídua nos filmes, na música, na literatura, cenário de colóquios amorosos de adolescentes sôfregos, o automóvel entranhou-se de tal forma na vida cotidiana, que já não queremos deixá-lo para ver filmes, comprar hamburgueres ou sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Para isso, inventaram-se o drive-in e o drive thru.
Virou objeto do desejo, a ser cavalgado na vertigem da velocidade, condenada a imobilidade no trânsito enfartado das grandes cidades ou a ataúde dos espatifados em corridas alucinadas.
É a morte que imortaliza. Vide James Dean e Airton Sena.
Modelos famosos tornaram-se objetos de culto, símbolos de poder, beleza, exemplos de desenhos industriais marcantes.
Pela primeira vez, a pátria do automóvel perdeu o posto de maior mercado mundial de carros. Em janeiro deste ano, os chineses compraram mais carros que os americanos. Foram 650 mil contra 790 mil.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição 10/02/09.
Viajando nos transportes públicos de Lisboa, leio o aviso cuidado com os carteiristas! Enquanto não chego ao destino, fico pensando: se quase ninguém mais usa carteira de cédulas, que esta seja uma profissão em extinção.
2. Carmen Miranda
O dia 9 de fevereiro marcou o centenário de Carmen Miranda. Portuguesa de Marco de Canavezes, levada para o Brasil aos dezoito meses de nascida, foi a primeira artista latino- americana a fazer sucesso nos Estados Unidos. Diz-se ter sido, à época, a atriz mais bem remunerada naquele país.
Acusada no Brasil de americanização, sempre lembrou que continuava a cantar em português. Nunca se recusou a receber brasileiro ou português, contrariando ordens do seu empresário, que a procurasse em seu camarim.
Faleceu aos 46 anos devorada pela fama, barbitúricos, amores e as tensões da carreira. Deixou suas mãos impressas na calçada fama de Hollywood, e é nome de rua em Los Angeles. Além de Aurora, que também cantou e fez filmes, tinha outra irmã, Olinda.
Segundo Ruy Castro, biógrafo de Carmen, esta, com o mesmo espírito descontraído de Carmen, era mais bonita e tinha melhor voz. Tuberculosa, foi enviada para Portugal, onde veio a falecer no sanatório do Caramulo, aos 23 anos. Teria sido ela a ensinar a irmã, a música e a faceirice que a fizeram famosa.
Era o destino a traçar os caminhos de Carmen. Jornais e televisão portugueses deram grande espaço ao centenário de nascimento da artista. A Cinemateca vai promover um ciclo de exibição de seus filmes. E em sua terra natal, além das comemorações aniversárias, implanta-se um museu em sua memória.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 07/02/09.
3. Goya
A tela O Colosso, exposta no Museu do Prado, em Madri, onde está desde 1931, atribuida à Goya, teve esta autoria descartada, a partir de pesquisas realizadas por peritos, desde junho do ano passado. Uma das descobertas, foi a presença das iniciais A J no canto inferior esquerdo do quadro. O autor poderia ser Asensio Juliá, principal discípulo de Goya.
O Prado insiste em não assegurar a identidade do pintor da obra, pintada entre 1808 e 1812. Ao chegar ao Prado, foi logo tida como expressão máxima do Goya moderno, embora diferisse, em termos, de estilo e tema do restante de sua obra.
Se você, caro leitor, teve a felicidade de ir ao Prado, e se deslumbrar diante dela, não deixe de admirá-la por se ignorar seu autor. O anonimato não lhe subtrai a beleza.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 27/01/09.
4.Violência
O Brasil pode ter acrescentado mais um item à lista de produtos de exportação. A polícia portuguesa suspeita de que um dirigente da organização criminosa Primeiro Comando da Capital, foragido de uma prisão de São Paulo, esteja em Portugal para implantar o Primeiro Comando de Portugal.
Brasileiros ilegais têm sido detidos na busca de identificar-se o marginal. O alerta foi dado pela Interpol e Europol. As polícias dos dois paises trabalham em conjunto para esclarecer o caso.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 10/02/09.
5. Universidades Portuguesas
Segundo o Ranking Web das Universidades do Mundo, feito pelo Conselho Superior de Investigações Científicas (CSIC), da Espanha, as universidades do Porto e do Minho estão entre as 300 primeiras do mundo. Na 271ª e 300ª classificações, respectivamente.
O critério classificatório considera as atividades científicas e a visibilidade que cada instituição alcança em face delas.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 10/02/09.
6. Automóveis
Desde que saiu da linha de montagem, em 1908, o primeiro Ford T, o automóvel se associou indissoluvelmente à cultura americana. O fascínio deste ícone do século expandiu-se daí para o mundo, mas foi na matriz que se infiltrou, definitivamente, na cultura contemporânea.
Personagem assídua nos filmes, na música, na literatura, cenário de colóquios amorosos de adolescentes sôfregos, o automóvel entranhou-se de tal forma na vida cotidiana, que já não queremos deixá-lo para ver filmes, comprar hamburgueres ou sacar dinheiro em caixas eletrônicos. Para isso, inventaram-se o drive-in e o drive thru.
Virou objeto do desejo, a ser cavalgado na vertigem da velocidade, condenada a imobilidade no trânsito enfartado das grandes cidades ou a ataúde dos espatifados em corridas alucinadas.
É a morte que imortaliza. Vide James Dean e Airton Sena.
Modelos famosos tornaram-se objetos de culto, símbolos de poder, beleza, exemplos de desenhos industriais marcantes.
Pela primeira vez, a pátria do automóvel perdeu o posto de maior mercado mundial de carros. Em janeiro deste ano, os chineses compraram mais carros que os americanos. Foram 650 mil contra 790 mil.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição 10/02/09.
sábado, 7 de fevereiro de 2009
Medicina
Jean Bernard, grande clínico e professor francês, ao discorrer sobre o futuro da medicina e os riscos da profissão, vaticinou que a ciência médica moderna se fundamentaria na prevenção e na predição.
As vacinas, os hábitos saudáveis, a alimentação equilibrada, os exames médicos periódicos são instrumentos em vigor capazes de assegurar vida longa e com qualidade.
A predição começa a ganhar espaço, na medida em que se amplia o conhecimento genético e se conhece a predisposição dos indivíduos para desenvolver, mais tarde, determinadas doenças.
O conhecimento científico e o emprego da tecnologia em assuntos vitais, como o sacrifício de embriões e a manipulação genética, devem ser submetidos a uma discussão ética, antes da aceitação universal.
Nasceu, na Inglaterra, o primeiro bebê sem o gene do cancro de mama. A criança teria uma enorme probabilidade de desenvolver a doença. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar o diagnóstico pré-implantatório para doenças tardias.
Portugal, por exemplo, reune condições técnicas para efetuar o procedimento, mas depende de uma aprovação ética, que ainda não se deu.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 30/01/09.
As vacinas, os hábitos saudáveis, a alimentação equilibrada, os exames médicos periódicos são instrumentos em vigor capazes de assegurar vida longa e com qualidade.
A predição começa a ganhar espaço, na medida em que se amplia o conhecimento genético e se conhece a predisposição dos indivíduos para desenvolver, mais tarde, determinadas doenças.
O conhecimento científico e o emprego da tecnologia em assuntos vitais, como o sacrifício de embriões e a manipulação genética, devem ser submetidos a uma discussão ética, antes da aceitação universal.
Nasceu, na Inglaterra, o primeiro bebê sem o gene do cancro de mama. A criança teria uma enorme probabilidade de desenvolver a doença. O Reino Unido foi o primeiro país a aprovar o diagnóstico pré-implantatório para doenças tardias.
Portugal, por exemplo, reune condições técnicas para efetuar o procedimento, mas depende de uma aprovação ética, que ainda não se deu.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 30/01/09.
Astronomia da crise
Há poucos dias, Teixeira dos Santos, ministro das Finanças de Portugal, perplexo com a crise, diante da ineficácia das medidas adotadas, desabafou, em público, ao dizer que agora só prescrutando as estrelas...
Não está só na procura de solução nos astros. Agora, foi Anatole Kaletsky, principal colunista econômico do Times, de Londres, que em longo artigo afirmou : A economia está onde estava a astronomia antes da chegada de Copérnico.
Até que surja o Copérnico da economia, é fazer como o Lula, orar pelo Obama. E pelo mundo, acrescento eu...
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 06/02/09.
Não está só na procura de solução nos astros. Agora, foi Anatole Kaletsky, principal colunista econômico do Times, de Londres, que em longo artigo afirmou : A economia está onde estava a astronomia antes da chegada de Copérnico.
Até que surja o Copérnico da economia, é fazer como o Lula, orar pelo Obama. E pelo mundo, acrescento eu...
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 06/02/09.
Pessoanas
1. O Brasil é Portugal a solta.
Fernando Pessoa
2. Uma alfarrabista disse-me que o texto de Fernando Pessoa, Um Banqueiro Anarquista, foi inspirado em Agostinho Fernandes, um grande empresário português, que além de industrial incursionou na área da cultura, tendo fundado uma produtora de filmes, Cinelândia, e uma editora, Portugália, que ainda existe. Foi, ainda, um grande colecionador de arte.
Detentor de muito capital, indagaram-lhe, certa feita, se não desejava ser banqueiro. Teria respondido : Nem banqueiro, que enterra vivos, nem cangalheiro, que enterra mortos.
Hoje, há uma fundação com seu nome, empenhada em atividades culturais, proprietária das tradicionais livrarias Sá da Costa e Buchholz, esta última com uma nova unidade no Chiado, e da editora Portugália.
Fernando Pessoa
2. Uma alfarrabista disse-me que o texto de Fernando Pessoa, Um Banqueiro Anarquista, foi inspirado em Agostinho Fernandes, um grande empresário português, que além de industrial incursionou na área da cultura, tendo fundado uma produtora de filmes, Cinelândia, e uma editora, Portugália, que ainda existe. Foi, ainda, um grande colecionador de arte.
Detentor de muito capital, indagaram-lhe, certa feita, se não desejava ser banqueiro. Teria respondido : Nem banqueiro, que enterra vivos, nem cangalheiro, que enterra mortos.
Hoje, há uma fundação com seu nome, empenhada em atividades culturais, proprietária das tradicionais livrarias Sá da Costa e Buchholz, esta última com uma nova unidade no Chiado, e da editora Portugália.
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Formigas e Cigarras
Na política, como na natureza, há formigas e cigarras. Uns trabalham, outros cantam. Uns produzem, outros gozam.
Maranguapinho
Há poucos meses, o governo do Estado do Ceará lançou, com o espalhafato publicitário que o caracteriza, o projeto de revitalização do rio Maranguapinho e requalificação urbana de suas margens.
Parecia coisa nova. Mais uma vez, não era.
Trata-se de importante projeto ambiental e social, iniciado no meu governo, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF). Visa o reassentamento de famílias residentes em áreas de risco, às margens do rio e adjacências das favelas do Capim e Alto do Bode.
O projeto inclui ainda urbanização com implantação de áreas de lazer e esporte, limpeza do rio e dos canais do Conjunto Ceará e sangradouro do Genibaú.
A continuidade administrativa traz o progresso e o desenvolvimento.
Parecia coisa nova. Mais uma vez, não era.
Trata-se de importante projeto ambiental e social, iniciado no meu governo, em parceria com a Caixa Econômica Federal (CEF). Visa o reassentamento de famílias residentes em áreas de risco, às margens do rio e adjacências das favelas do Capim e Alto do Bode.
O projeto inclui ainda urbanização com implantação de áreas de lazer e esporte, limpeza do rio e dos canais do Conjunto Ceará e sangradouro do Genibaú.
A continuidade administrativa traz o progresso e o desenvolvimento.
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Governo do Ceará
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Dívidas
Um desses economistas nobelizados, cujo nome não me recordo, afirmou, segundo li nos jornais, que a grande mudança na economia mundial deveria ser o desendividamento, dos governos, das empresas e das famílias. O mundo estaria envenenado por uma gigantesca dívida, que trava a movimentação da economia.
Em Portugal, o sobreendividamento a nível pessoal sobe e preocupa. Uma entidade, a Associação de Defesa do Consumidor (DECO), que tem um setor, o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS), auxilia as pessoas em dificuldade para pagar empréstimos junto aos bancos.
Em 2008, foram atendidas 2.034 famílias nessa situação, 3% a mais que no ano anterior. Os casos de sobreendividamento devem-se, principalmente, aos três "ds": desemprego, doença, divórcio, que respondem por mais de 80% dos casos. O encarecimento do crédito já começa a aparecer como fator de inadimplência.
O fenômeno está associado à expansão desmedida do crédito.
A Associação só se ocupa de casos de consumidores de boa fé, com manifesta impossibilidade de cumprir os compromissos assumidos.
Pelo que sei, o endividamento de muitos brasileiros já está a justificar a criação de uma entidade que ajude os excessivamente endividados.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 08/01/09.
Em Portugal, o sobreendividamento a nível pessoal sobe e preocupa. Uma entidade, a Associação de Defesa do Consumidor (DECO), que tem um setor, o Gabinete de Apoio ao Sobreendividado (GAS), auxilia as pessoas em dificuldade para pagar empréstimos junto aos bancos.
Em 2008, foram atendidas 2.034 famílias nessa situação, 3% a mais que no ano anterior. Os casos de sobreendividamento devem-se, principalmente, aos três "ds": desemprego, doença, divórcio, que respondem por mais de 80% dos casos. O encarecimento do crédito já começa a aparecer como fator de inadimplência.
O fenômeno está associado à expansão desmedida do crédito.
A Associação só se ocupa de casos de consumidores de boa fé, com manifesta impossibilidade de cumprir os compromissos assumidos.
Pelo que sei, o endividamento de muitos brasileiros já está a justificar a criação de uma entidade que ajude os excessivamente endividados.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 08/01/09.
Lusas
1. Os professores portugueses da rede pública travam uma queda de braço contra o Governo, que se arrasta há meses. São contra reformas que alteram seu estatuto e introduzem avaliação de desempenho. O Governo contratou peritos isentos, que aprovaram as mudanças que vêm sendo feitas no sistema de ensino.
2. Portugal vive um inverno dos mais rigorosos. Octogenários me dizem não se lembrarem de ter visto coisa igual. Neva em boa parte do País, inclusive em lugares onde o fenômeno é raro. Chuva, ventos fortes, mar agitado, arrancam árvores, interditam estradas, derrubam prédios, suspendem a navegação pesqueira e fazem vítimas.
3. Os três melhores hostels do mundo estão em Lisboa, segundo avaliação de uma firma irlandesa. Para quem não sabe, hostel é um tipo de pousada, destinada sobretudo a jovens, com um conceito muito simples: os quartos e a cozinha são partilhados pelos hóspedes e todos os espaços são de convívio. Para os interessados, aí vão os nomes dos hostels distinguidos com o Hoscar da Hostelworld de Dublin:
- Travellers House
- Rossio Hostel
- Lisbon Lounge Hostel
4. Um salto para levantar vôo é o título da matéria que fala sobre estes lagartos voadores que deixaram de existir há 65 milhões de anos. Trata-se dos pterossauros, que podiam pesar até 230 kg, e que usavam o impulso das quatro patas para descolar.
O box informa que cientistas americanos descobriram um pterossauro na região da chapada do Araripe, no Ceará (Brasil), revelou a revista Paleontology em dezembro. O animal, cujas asas mediam cinco metros, extinguiu-se há cinco milhões de anos. A nova espécie foi batizada de Lacusovagus magnificens, que significa andarilho gigante do lago.
O cearense assemelha-se a um outro, chinês, que media 60 centímetros, do tamanho do crânio da espécie brasileira. Ainda segundo o jornal, o fóssil estava esquecido numa gaveta de um museu alemão.
De que tamanho seria essa gaveta, pergunto eu...
A notícia confirma a riqueza paleontológica da região e a decisão acertada que tomei, quando Governador do Ceará, de criar o Geopark, homologado pela Unesco.
Espera-se que o atual Governo transforme palavras em ação, e cuide de consolidá-lo, antes que a Unesco o descredencie.
Saiba mais no Diário de Notícias, edições de 08/01/09 e 28/01/09.
2. Portugal vive um inverno dos mais rigorosos. Octogenários me dizem não se lembrarem de ter visto coisa igual. Neva em boa parte do País, inclusive em lugares onde o fenômeno é raro. Chuva, ventos fortes, mar agitado, arrancam árvores, interditam estradas, derrubam prédios, suspendem a navegação pesqueira e fazem vítimas.
3. Os três melhores hostels do mundo estão em Lisboa, segundo avaliação de uma firma irlandesa. Para quem não sabe, hostel é um tipo de pousada, destinada sobretudo a jovens, com um conceito muito simples: os quartos e a cozinha são partilhados pelos hóspedes e todos os espaços são de convívio. Para os interessados, aí vão os nomes dos hostels distinguidos com o Hoscar da Hostelworld de Dublin:
- Travellers House
- Rossio Hostel
- Lisbon Lounge Hostel
4. Um salto para levantar vôo é o título da matéria que fala sobre estes lagartos voadores que deixaram de existir há 65 milhões de anos. Trata-se dos pterossauros, que podiam pesar até 230 kg, e que usavam o impulso das quatro patas para descolar.
O box informa que cientistas americanos descobriram um pterossauro na região da chapada do Araripe, no Ceará (Brasil), revelou a revista Paleontology em dezembro. O animal, cujas asas mediam cinco metros, extinguiu-se há cinco milhões de anos. A nova espécie foi batizada de Lacusovagus magnificens, que significa andarilho gigante do lago.
O cearense assemelha-se a um outro, chinês, que media 60 centímetros, do tamanho do crânio da espécie brasileira. Ainda segundo o jornal, o fóssil estava esquecido numa gaveta de um museu alemão.
De que tamanho seria essa gaveta, pergunto eu...
A notícia confirma a riqueza paleontológica da região e a decisão acertada que tomei, quando Governador do Ceará, de criar o Geopark, homologado pela Unesco.
Espera-se que o atual Governo transforme palavras em ação, e cuide de consolidá-lo, antes que a Unesco o descredencie.
Saiba mais no Diário de Notícias, edições de 08/01/09 e 28/01/09.
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sábado, 31 de janeiro de 2009
Fé III
A propósito do ateísmo, e mesmo do neo paganismo, que parece estar a avançar na sociedade moderna, o professor universitário João César das Neves vem de escrever artigo no jornal Diário de Notícias sobre fé e razão, apoiado na obra de Hillaire Belloc (1870-1953), Survivals and New Arrivals. The Old and New Enemies of the Catholic Church, de 1929, reeditado pela Tan Books, em 1992.
No livro, é feita uma análise dos três adversários da fé católica nos idos de 1929. O nazismo ( e o fascismo), o anticlericalismo, maçon ou liberal, e o agnosticismo superficial da autodeterminada "mente moderna". O articulista se fixa na análise do que chama de neo paganismo avassalador, centrado no combate à família e a vida humana, antevisto por Belloc.
No cerne do debate atual estariam, portanto, temas de grande atualidade, a família, o aborto, a eutanásia, o casamento entre pessoas do mesmo gênero.
O dilema entre a crença e a descrença, a existênia ou não de Deus, não se resolve, porque nenhum dos lados envolvidos na discussão, consegue provas irrefutáveis que comprovem sua opinião. Os que acreditam, sustentam-se na fé, que dispensa prova material. Os que não creem, apoiam-se na ciência, mas não são conclusivos.
Reparem que mesmo os novos ateus, na sua pregação, são cautelosos quando dizem: Deus provavelmente não existe...
Da liberdade de crer faz parte integrante a de não crer, como sombra dela. É o lugar da liberdade não apenas de pensar, mas de humanamente respirar e existir, escreveu Eduardo Lourenço, no prefácio ao livro Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Três Últimos Séculos de Antero de Quental, Tinta da China, Lisboa 2008.
Saiba mais no Diário de Notícias, edições de 11, 12 e 19 de janeiro de 2009.
No livro, é feita uma análise dos três adversários da fé católica nos idos de 1929. O nazismo ( e o fascismo), o anticlericalismo, maçon ou liberal, e o agnosticismo superficial da autodeterminada "mente moderna". O articulista se fixa na análise do que chama de neo paganismo avassalador, centrado no combate à família e a vida humana, antevisto por Belloc.
No cerne do debate atual estariam, portanto, temas de grande atualidade, a família, o aborto, a eutanásia, o casamento entre pessoas do mesmo gênero.
O dilema entre a crença e a descrença, a existênia ou não de Deus, não se resolve, porque nenhum dos lados envolvidos na discussão, consegue provas irrefutáveis que comprovem sua opinião. Os que acreditam, sustentam-se na fé, que dispensa prova material. Os que não creem, apoiam-se na ciência, mas não são conclusivos.
Reparem que mesmo os novos ateus, na sua pregação, são cautelosos quando dizem: Deus provavelmente não existe...
Da liberdade de crer faz parte integrante a de não crer, como sombra dela. É o lugar da liberdade não apenas de pensar, mas de humanamente respirar e existir, escreveu Eduardo Lourenço, no prefácio ao livro Causas da Decadência dos Povos Peninsulares nos Três Últimos Séculos de Antero de Quental, Tinta da China, Lisboa 2008.
Saiba mais no Diário de Notícias, edições de 11, 12 e 19 de janeiro de 2009.
Fé II
A campanha, nos moldes de Londres, já chegou à Espanha, ameaçando desembarcar em Lisboa.
A resposta não tardou. Deus existe, ou não, conforme o autocarro que se tome...
A organização católica E-Christians, colocou em autocarros, que partem da zona central de Madri, a frase de Gandhi: Quando todos te abandonam Deus fica ao teu lado. O representante da entidade responsável pela divulgação da mensagem, diz que não se trata de uma guerra contra os ateus, mas sim de demonstrar que não há identificação com uma única confissão religiosa.
O Cardeal de Madri, em homilia, declarou que, como católicos amamos todos os homens, incluíndo os que dizem não acreditar em Deus.
O fato de uma campanha ateísta ganhar as ruas, incitando as pessoas a não acreditar em Deus, aproveitar a vida, livre de preocupações metafísicas, e adotar uma atitude hedônica de gozo da felicidade de circunstâncias, revela a face nova de um dilema que acompanha o homem desde sempre. Ergue-se uma frente de contestação, não a uma religião, mas a todas religiões teístas.
As disputas motivadas por questões religiosas, e que têm levado a humanidade a grandes tragédias, ganham, agora, um aspecto diferente. A questão levada ao debate público nas ruas, é sobre crer ou não crer. Não se trata de proselitismo de um determinado credo.
A impressão que fica é de que os modernos ateus emprestam à sua militância uma espécie de caráter missionário, empenham-se como novos cruzados neo iluministas, a braços com uma ação civilizadora da humanidade. Como se descrer fosse algo fundamental para a vida do homem.
Afinal, em que crêem os que não crêem?
Crer, ou deixar de crer, não é uma questão de opção pelo autocarro que se toma. Tudo depende do sentido em que se caminha na estrada de Damasco.
A resposta não tardou. Deus existe, ou não, conforme o autocarro que se tome...
A organização católica E-Christians, colocou em autocarros, que partem da zona central de Madri, a frase de Gandhi: Quando todos te abandonam Deus fica ao teu lado. O representante da entidade responsável pela divulgação da mensagem, diz que não se trata de uma guerra contra os ateus, mas sim de demonstrar que não há identificação com uma única confissão religiosa.
O Cardeal de Madri, em homilia, declarou que, como católicos amamos todos os homens, incluíndo os que dizem não acreditar em Deus.
O fato de uma campanha ateísta ganhar as ruas, incitando as pessoas a não acreditar em Deus, aproveitar a vida, livre de preocupações metafísicas, e adotar uma atitude hedônica de gozo da felicidade de circunstâncias, revela a face nova de um dilema que acompanha o homem desde sempre. Ergue-se uma frente de contestação, não a uma religião, mas a todas religiões teístas.
As disputas motivadas por questões religiosas, e que têm levado a humanidade a grandes tragédias, ganham, agora, um aspecto diferente. A questão levada ao debate público nas ruas, é sobre crer ou não crer. Não se trata de proselitismo de um determinado credo.
A impressão que fica é de que os modernos ateus emprestam à sua militância uma espécie de caráter missionário, empenham-se como novos cruzados neo iluministas, a braços com uma ação civilizadora da humanidade. Como se descrer fosse algo fundamental para a vida do homem.
Afinal, em que crêem os que não crêem?
Crer, ou deixar de crer, não é uma questão de opção pelo autocarro que se toma. Tudo depende do sentido em que se caminha na estrada de Damasco.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
Fé
O ateísmo não é um fenômeno novo. Muitos, no passado, negaram, veementemente, a existência de Deus, e se declararam ateus ferrenhos.
A novidade é o ateísmo militante, que faz proselistimo, liderado por cientistas de renome, que têm escrito livros recentes, com grande divulgação na mídia.
Agora mesmo, há um surto propagandístico, empreendido por entidades comprometidas com a causa, que já chegou aos autocarros. Em Londres, circulam alguns ostentando, em destaque, o texto: Deus provavelmente não existe. Por isso, pare de se preocupar e aproveite a vida.
Os defensores da proposta consideram-na resposta a uma iniciativa cristã, que ameaçava os não crentes com o inferno. Recursos é o que parece não faltar aos ateístas ingleses, que reuniram, através da Associação Humanista Britânica, 150.000,00 euros para custear a campanha. Só o biólogo Richard Dawkins, autor do livro A Desilusão de Deus, concorreu com 5.000,00 euros.
Uma entidade, a Christian Voice, apresentou protesto formal, considerando que a campanha viola o código de publicidade britânico, em matéria de veracidade ou de factualidade.
Será espantoso que a autoridade responsável pela ética publicitária, tenha que se pronunciar sobre a existência de Deus.
A novidade é o ateísmo militante, que faz proselistimo, liderado por cientistas de renome, que têm escrito livros recentes, com grande divulgação na mídia.
Agora mesmo, há um surto propagandístico, empreendido por entidades comprometidas com a causa, que já chegou aos autocarros. Em Londres, circulam alguns ostentando, em destaque, o texto: Deus provavelmente não existe. Por isso, pare de se preocupar e aproveite a vida.
Os defensores da proposta consideram-na resposta a uma iniciativa cristã, que ameaçava os não crentes com o inferno. Recursos é o que parece não faltar aos ateístas ingleses, que reuniram, através da Associação Humanista Britânica, 150.000,00 euros para custear a campanha. Só o biólogo Richard Dawkins, autor do livro A Desilusão de Deus, concorreu com 5.000,00 euros.
Uma entidade, a Christian Voice, apresentou protesto formal, considerando que a campanha viola o código de publicidade britânico, em matéria de veracidade ou de factualidade.
Será espantoso que a autoridade responsável pela ética publicitária, tenha que se pronunciar sobre a existência de Deus.
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
Maravilhas
No ano de 2007, uma organização internacional promoveu um concurso, com votação pela internet, para escolha das novas sete maravilhas do mundo.
O anúncio das selecionadas foi feito em uma grande festa, em um estádio de futebol, em Lisboa. O Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, esteve entre as escolhidas.
Agora, aproveitando o grande patrimônio arquitetônico que os portugueses disseminaram pelo mundo, a partir das grandes descobertas, está em curso novo inquérito. Desta feita, para apontar as 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.
Serão escolhidas a partir de uma lista de 22 monumentos, todos reconhecidos pela Unesco. A saber:
A
Ásia
1- Malásia: Cidade histórica de Malaca
2- Índia: Igrejas e Conventos de Goa
3- Sri Lanka: Cidade velha de Galle e suas fortificações
B
América Latina
1- Brasil: Centros históricos de Ouro Preto, Diamantina, Goiás, Olinda, São Luís e Salvador.
2- Argentina e Brasil: Missões jesuítas dos índios Guarani
3- Paraguai: Missões jesuitas de Trinidad do Paraná e Jesus de Taravanque
4- Uruguai: Bairro histórico de Colonia do Sacramento
C
África
1- Marrocos: Cidade portuguesa de Mazagão ( hoje El-Jadida)
2- Senegal: Ilha de Goreia
3- Gambia: Ilha de James
4- Gana: Fortes e castelos de Acra e Volta
5- Etiópia: Cidadela de Fasil Ghebi
6- Tanzânia: Ruinas de Songo Mnara e Kilwa
7- Moçambique: Ilha de Moçambique
D
Médio Oriente
1- Barém: Sítio Arqueológico de Qal at al-Bahrain
E
Ásia
1- Índia: Igrejas e conventos de Goa
2- Sri Lanka: Cidade velha de Galle e suas fortificações
3- Malásia: Centro histórico de Malaca
4- China: Centro histórico de Macau
Para votar, bastar acessar ao site http://www.7maravilhas.sapo.pt/ . Neste mesmo endereço há um blog, através do qual poderemos acompanhar a visita que um reporter fará aos lugares, ao longo de 80 dias.
O resultado final será conhecido a 10 de junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.
O anúncio das selecionadas foi feito em uma grande festa, em um estádio de futebol, em Lisboa. O Cristo Redentor, do Rio de Janeiro, esteve entre as escolhidas.
Agora, aproveitando o grande patrimônio arquitetônico que os portugueses disseminaram pelo mundo, a partir das grandes descobertas, está em curso novo inquérito. Desta feita, para apontar as 7 Maravilhas de Origem Portuguesa no Mundo.
Serão escolhidas a partir de uma lista de 22 monumentos, todos reconhecidos pela Unesco. A saber:
A
Ásia
1- Malásia: Cidade histórica de Malaca
2- Índia: Igrejas e Conventos de Goa
3- Sri Lanka: Cidade velha de Galle e suas fortificações
B
América Latina
1- Brasil: Centros históricos de Ouro Preto, Diamantina, Goiás, Olinda, São Luís e Salvador.
2- Argentina e Brasil: Missões jesuítas dos índios Guarani
3- Paraguai: Missões jesuitas de Trinidad do Paraná e Jesus de Taravanque
4- Uruguai: Bairro histórico de Colonia do Sacramento
C
África
1- Marrocos: Cidade portuguesa de Mazagão ( hoje El-Jadida)
2- Senegal: Ilha de Goreia
3- Gambia: Ilha de James
4- Gana: Fortes e castelos de Acra e Volta
5- Etiópia: Cidadela de Fasil Ghebi
6- Tanzânia: Ruinas de Songo Mnara e Kilwa
7- Moçambique: Ilha de Moçambique
D
Médio Oriente
1- Barém: Sítio Arqueológico de Qal at al-Bahrain
E
Ásia
1- Índia: Igrejas e conventos de Goa
2- Sri Lanka: Cidade velha de Galle e suas fortificações
3- Malásia: Centro histórico de Malaca
4- China: Centro histórico de Macau
Para votar, bastar acessar ao site http://www.7maravilhas.sapo.pt/ . Neste mesmo endereço há um blog, através do qual poderemos acompanhar a visita que um reporter fará aos lugares, ao longo de 80 dias.
O resultado final será conhecido a 10 de junho, Dia de Camões, de Portugal e das Comunidades Portuguesas.
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quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Pranto

Alcançou-me em Lisboa a notícia da morte do Dr. Juraci Magalhães.
Administrador operoso, deixou importante acervo de obras em Fortaleza, cuja prefeitura ocupou por três vezes.
Caracterizou-se por usar, no embate com adversários, metáforas recheadas de humor, às vezes irônicas, que terminaram por lhe definir um estilo muito pessoal de comunicação.
Foi um político muito popular, que conseguia, inclusive, tornar vantagem política o defeito que os oponentes lhe atribuiam.
Considero demonstração de grande fortaleza interior, a maneira altiva como enfrentou a doença grave que lhe acometeu, quando de um de seus mandatos à frente da prefeitura.
Durante os dois anos que governei o Estado do Ceará, com ele na prefeitura, mantivemos excelente relacionamento, que removeu incompreensões herdadas de meus antecessores.
Votos de pesar para Dona Zenaide e família.
Administrador operoso, deixou importante acervo de obras em Fortaleza, cuja prefeitura ocupou por três vezes.
Caracterizou-se por usar, no embate com adversários, metáforas recheadas de humor, às vezes irônicas, que terminaram por lhe definir um estilo muito pessoal de comunicação.
Foi um político muito popular, que conseguia, inclusive, tornar vantagem política o defeito que os oponentes lhe atribuiam.
Considero demonstração de grande fortaleza interior, a maneira altiva como enfrentou a doença grave que lhe acometeu, quando de um de seus mandatos à frente da prefeitura.
Durante os dois anos que governei o Estado do Ceará, com ele na prefeitura, mantivemos excelente relacionamento, que removeu incompreensões herdadas de meus antecessores.
Votos de pesar para Dona Zenaide e família.
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Uma lágrima
quarta-feira, 21 de janeiro de 2009
Marrocos II
Casablanca é uma grande metrópole, com mais de 5,0 milhões de habitantes, e um trânsito caótico que, no entanto, funciona.
Do ponto de vista turístico, pouco nos é mostrado. O foco está dirigido para as antigas cidades imperiais. O destaque vai para uma mesquita de construção recente, a Hassan II, que rivaliza em tamanho com a de Meca.
Assemelha-se, de modo geral, a qualquer grande cidade ocidental. Foi a Casa Branca dos Portugueses, a Casablanca dos espanhóis, e depois dos franceses, a influência européia mais presente no País. É o grande centro econômico do Marrocos.
Tornou-se conhecida e um tanto mítica, como um centro de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial, além de ter sediado, neste período, uma conferência que reuniu Churchill e Roosevelt. Não esquecer que algumas das maiores batalhas travadas entre os alemães e os aliados tiveram por palco o norte da África.
O filme, que se tornou cult, Casablanca, com Humprhey Bogart e Ingrid Bergman, ajudou a divulgá-la no mundo, construindo uma imagem romântica em torno dela. No pouco tempo em que permanecemos na cidade, busquei vestígios do filme, tendo o porteiro do hotel me falado de um certo Rick Café, que fiquei de visitar no meu retorno da excursão.
Desisti da idéia após o guia me ter dito que ali nada havia de interessante, e que a película fora filmada inteiramente nos estúdios de Hollywood. De Casablanca mesmo, só havia o nome. Foi um choque e uma decepção para mim. Gostaria de confirmar a informação com algum cinéfilo, conhcedor do assunto.
A realidade chegou pela palavra burocrática do guia, que desfez, em minutos, um sonho de anos.
Do ponto de vista turístico, pouco nos é mostrado. O foco está dirigido para as antigas cidades imperiais. O destaque vai para uma mesquita de construção recente, a Hassan II, que rivaliza em tamanho com a de Meca.
Assemelha-se, de modo geral, a qualquer grande cidade ocidental. Foi a Casa Branca dos Portugueses, a Casablanca dos espanhóis, e depois dos franceses, a influência européia mais presente no País. É o grande centro econômico do Marrocos.
Tornou-se conhecida e um tanto mítica, como um centro de espionagem durante a Segunda Guerra Mundial, além de ter sediado, neste período, uma conferência que reuniu Churchill e Roosevelt. Não esquecer que algumas das maiores batalhas travadas entre os alemães e os aliados tiveram por palco o norte da África.
O filme, que se tornou cult, Casablanca, com Humprhey Bogart e Ingrid Bergman, ajudou a divulgá-la no mundo, construindo uma imagem romântica em torno dela. No pouco tempo em que permanecemos na cidade, busquei vestígios do filme, tendo o porteiro do hotel me falado de um certo Rick Café, que fiquei de visitar no meu retorno da excursão.
Desisti da idéia após o guia me ter dito que ali nada havia de interessante, e que a película fora filmada inteiramente nos estúdios de Hollywood. De Casablanca mesmo, só havia o nome. Foi um choque e uma decepção para mim. Gostaria de confirmar a informação com algum cinéfilo, conhcedor do assunto.
A realidade chegou pela palavra burocrática do guia, que desfez, em minutos, um sonho de anos.
Marrocos
Durante uma semana, em companhia da Maria Beatriz, estive no Marrocos como turista. Todo o estereótipo, mentalmente construído sobre o País, veio abaixo.
A temperatura nos diversos sítios onde estivemos era baixa, aquém de 10 graus. Choveu, e o solo, por onde andei, estava molhado e coberto por um tapete verde, salpicado por pequenas flores amarelas. Muitas montanhas estavam cobertas de neve. Disseram-me que este ano choveu como há trinta anos não acontecia.
Entrando por Casablanca, percorremos cerca de 1000 kilômetros para visitarmos as chamadas cidades imperiais, Rabat, a capital, Meknés, Fez e Marrakesh. Sim, cheguei até ali, mas não estive para lá de Marrakesh...
Toda impressão sobre um País, a partir do turismo feito em excursões padronizadas, é superficial, e, com frequência, equivocada. Arrisco avançar que o País é simpático, bonito, muito ocidentalizado, francófono, politicamente organizado, com uma monarquia parlamentar e imprensa livre.
As mulheres são respeitadas, muitas comportam-se e vestem-se a maneira ocidental, têm presença na política e na administração. Há, inclusive, ministras no Governo. A Rainha, sem vínculos dinásticos, é filha de um professor de Liceu, formada em engenharia da computação, o que contribui para dar ao Marrocos a fisionomia de um Estado moderno.
Andamos por boas rodovias, sendo algumas auto estradas, onde se pagava pedágio. Não fomos ao sul do País, que é a parte mais pobre, onde o deserto avança 7 kilômetros por ano (segundo o guia).
A população do Marrocos é muito jovem (45% tem 15 anos ou menos de idade). Ainda há muita pobreza e desemprego.
Sem gás e sem petróleo, diferente de outros coirmãos árabes, o Marrocos tem uma economia muito apoiada no turismo e na agricultura. Esta última responde por cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.
O Governo tem metas sociais e econômicas bem definidas. Uma delas, prevê atingir o número de 10 milhões de turistas em 2010. Para tanto, há muitas obras de infra estrutura em andamento.
É um belo País, onde há muito o que ver em termos culturais, arquitetônicos e paisagísticos.
A temperatura nos diversos sítios onde estivemos era baixa, aquém de 10 graus. Choveu, e o solo, por onde andei, estava molhado e coberto por um tapete verde, salpicado por pequenas flores amarelas. Muitas montanhas estavam cobertas de neve. Disseram-me que este ano choveu como há trinta anos não acontecia.
Entrando por Casablanca, percorremos cerca de 1000 kilômetros para visitarmos as chamadas cidades imperiais, Rabat, a capital, Meknés, Fez e Marrakesh. Sim, cheguei até ali, mas não estive para lá de Marrakesh...
Toda impressão sobre um País, a partir do turismo feito em excursões padronizadas, é superficial, e, com frequência, equivocada. Arrisco avançar que o País é simpático, bonito, muito ocidentalizado, francófono, politicamente organizado, com uma monarquia parlamentar e imprensa livre.
As mulheres são respeitadas, muitas comportam-se e vestem-se a maneira ocidental, têm presença na política e na administração. Há, inclusive, ministras no Governo. A Rainha, sem vínculos dinásticos, é filha de um professor de Liceu, formada em engenharia da computação, o que contribui para dar ao Marrocos a fisionomia de um Estado moderno.
Andamos por boas rodovias, sendo algumas auto estradas, onde se pagava pedágio. Não fomos ao sul do País, que é a parte mais pobre, onde o deserto avança 7 kilômetros por ano (segundo o guia).
A população do Marrocos é muito jovem (45% tem 15 anos ou menos de idade). Ainda há muita pobreza e desemprego.
Sem gás e sem petróleo, diferente de outros coirmãos árabes, o Marrocos tem uma economia muito apoiada no turismo e na agricultura. Esta última responde por cerca de 50% do Produto Interno Bruto (PIB) do País.
O Governo tem metas sociais e econômicas bem definidas. Uma delas, prevê atingir o número de 10 milhões de turistas em 2010. Para tanto, há muitas obras de infra estrutura em andamento.
É um belo País, onde há muito o que ver em termos culturais, arquitetônicos e paisagísticos.
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sábado, 10 de janeiro de 2009
Informação II
O direito de qualquer cidadão à informação sobre atos do Governo, é uma garantia assegurada pela Constituição brasileira. Portanto, qualquer dispositivo que conste de regimento ou lei frustrando este direito, é inconstitucional.
Se o acesso a informação governamental é, segundo a Constituição, direito de todos, que dirá de parlamentares, que tem por dever a obrigação de conhecê-la? Assim, qualquer pretexto invocado para negar a solicitação do deputado, é de saída inconstitucional.
Os parlamentares federais, por exemplo, gozam de ampla liberdade para obter informações do Governo, sem enfrentarem qualquer embaraço para tanto. Muito diferente do que acontece no plano estadual.
O Governo Federal cogita enviar projeto de lei ao Congresso Nacional (CN) regulamentando dispositivo constitucional que garante ao cidadão a obtenção de informações do Executivo, inclusive estabelecendo prazo para seu fornecimento.
Saiba mais no jornal Folha de S. Paulo, edição de 01/12/08.
Se o acesso a informação governamental é, segundo a Constituição, direito de todos, que dirá de parlamentares, que tem por dever a obrigação de conhecê-la? Assim, qualquer pretexto invocado para negar a solicitação do deputado, é de saída inconstitucional.
Os parlamentares federais, por exemplo, gozam de ampla liberdade para obter informações do Governo, sem enfrentarem qualquer embaraço para tanto. Muito diferente do que acontece no plano estadual.
O Governo Federal cogita enviar projeto de lei ao Congresso Nacional (CN) regulamentando dispositivo constitucional que garante ao cidadão a obtenção de informações do Executivo, inclusive estabelecendo prazo para seu fornecimento.
Saiba mais no jornal Folha de S. Paulo, edição de 01/12/08.
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