Política é tudo menos realista. É composta de um quarto de catastrofismo e três quartos de otimismo.
Daniel Piza
Da série Aforismos sem Juízo, no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 14/06/09.
segunda-feira, 22 de junho de 2009
Indústria
Da colunista Regina Marshall, no jornal Diário do Nordeste, edição de 21/06/09:
As brechas continuam...
Governo estadual vai liberar R$ 72,5 milhões para tentar "maquiar" as estradas cearenses destruídas pelas chuvas. Com a decretação de emergência em 121 municípios cearenses, dispensa a licitação. Isso lembra outros períodos ainda vivos na memória : a famigerada "Indústria da Seca".
Não faltam cearenses industriosos...
Na ausência da indústria da seca, surge a das águas.
As brechas continuam...
Governo estadual vai liberar R$ 72,5 milhões para tentar "maquiar" as estradas cearenses destruídas pelas chuvas. Com a decretação de emergência em 121 municípios cearenses, dispensa a licitação. Isso lembra outros períodos ainda vivos na memória : a famigerada "Indústria da Seca".
Não faltam cearenses industriosos...
Na ausência da indústria da seca, surge a das águas.
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Descaso
O Parque Ecológico Lagoa da Fazenda, em Sobral, está abandonado.Tomado pelo mato, local de assaltos, o espaço que há dez anos era uma das atrações da cidade das mais frequentadas pela população, hoje é a imagem do desleixo para com as áreas públicas e a preservação ambiental.
A Lagoa, que recebe dejetos industriais, está com a sua superfície em boa parte tomada por plantas aquáticas e exala permanente mau cheiro.
Assisti à inauguração da obra planejada e executada pelo competente Adolfo Marinho, então secretário de Desenvolvimento Urbano. Para se eximir de culpa, secretário municipal atribui responsabilidade ao Governo do Estado.
Na verdade, a obra foi construída pelo Governo do Estado do Ceará, como quase tudo que há em Sobral, e entregue à administração da Prefeitura.
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 19/06/09.
(Foto: Wilson Gomes/DN)
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sábado, 20 de junho de 2009
Rodovias
O Governo do Estado do Ceará anuncia o início de obras para recuperar sua malha viária.
Deverão ser recuperados 45% dos trechos que integram a rede estadual. Do total de R$ 72,5 milhões a serem empregados nas obras, R$ 27,1 milhões virão do Ministério da Integração Nacional.
As fortes chuvas caídas este ano contribuíram para a deterioração de nossas estradas, mas não foram as únicas responsáveis pelo estado a que chegaram.
O atual Governo desativou as residências do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), no interior; transferiu todas as máquinas e equipamentos para Fortaleza, onde muitas permaneceram ao relento; cancelou contratos de manutenção, vindo posteriormente a alocar para esses trabalhos verbas notoriamente insuficientes.
Estava preparado o terreno para o estrago que as chuvas fariam mais tarde.
Ah, ia esquecendo, tudo será feito mediante dispensa de licitação.
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 17/06/09.
Deverão ser recuperados 45% dos trechos que integram a rede estadual. Do total de R$ 72,5 milhões a serem empregados nas obras, R$ 27,1 milhões virão do Ministério da Integração Nacional.
As fortes chuvas caídas este ano contribuíram para a deterioração de nossas estradas, mas não foram as únicas responsáveis pelo estado a que chegaram.
O atual Governo desativou as residências do Departamento de Estradas e Rodagens (DER), no interior; transferiu todas as máquinas e equipamentos para Fortaleza, onde muitas permaneceram ao relento; cancelou contratos de manutenção, vindo posteriormente a alocar para esses trabalhos verbas notoriamente insuficientes.
Estava preparado o terreno para o estrago que as chuvas fariam mais tarde.
Ah, ia esquecendo, tudo será feito mediante dispensa de licitação.
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 17/06/09.
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Arrecadação
A arrecadação do Governo Federal cai pelo sétimo mês seguido.
A arrecadação de tributos federais, em maio, foi 14% menor, descontada a inflação ante abril, e 6% em relação à maio de 2008. Em dinheiro, representou R$ 49,83 bilhões a menos nos cofres do Tesouro Nacional.
O que se justifica, em parte, pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e outros tributos federais sobre veículos, eletrodomésticos, motocicletas e material de construção, com o propósito de estimular o consumo e contornar os transtornos decorrentes da crise econômica.
A redução da atividade econômica, caracterizada pelo Produto Interno Bruto (PIB) negativo, em dois trimestres seguidos, completa a explicação para a redução da receita do Governo Federal.
A queda da arrecadação, é refletida nos estados e munícipios que recebem transferências federais constitucionais, em razão da partilha de impostos recolhidos pela União. Portanto, a chiadeira deverá continuar.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 17/06/09.
A arrecadação de tributos federais, em maio, foi 14% menor, descontada a inflação ante abril, e 6% em relação à maio de 2008. Em dinheiro, representou R$ 49,83 bilhões a menos nos cofres do Tesouro Nacional.
O que se justifica, em parte, pela redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e outros tributos federais sobre veículos, eletrodomésticos, motocicletas e material de construção, com o propósito de estimular o consumo e contornar os transtornos decorrentes da crise econômica.
A redução da atividade econômica, caracterizada pelo Produto Interno Bruto (PIB) negativo, em dois trimestres seguidos, completa a explicação para a redução da receita do Governo Federal.
A queda da arrecadação, é refletida nos estados e munícipios que recebem transferências federais constitucionais, em razão da partilha de impostos recolhidos pela União. Portanto, a chiadeira deverá continuar.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 17/06/09.
quinta-feira, 18 de junho de 2009
Copa
A Copa é nossa!
Assim um jornal da terra saudou a escolha da cidade de Fortaleza para uma das sub sedes do Campeonato Mundial de 2014.
Tomara que seja mesmo, e não apenas de alguns.
A notícia não deixa de ser auspiciosa, embora menos que o ufanismo orquestrado propaga desenfreado.
Com doze cidades sediando jogos da Copa, surpresa seria Fortaleza, uma das principais cidades do país, estar fora da lista.
A exposição mundial da nossa Capital, os turistas atraídos pela competição, as obras projetadas, que irão gerar empregos e melhorar nossa infraestrutura urbana, são ganhos inquestionáveis assegurados pela escolha feita pela FIFA.
Haverá, portanto, em decorrência das ações a serem desenvolvidas, uma dinamização da nossa economia, um negócio da Copa. O risco é que no seu bojo venham as negociatas da Copa...
Nosso maior ganho com o acontecimento, será o conjunto de obras planejadas preparatórias para o evento. Essas serão permanentes, e assim irão contribuir para tornar melhor a vida urbana.
É certo que muitas delas estavam previstas independentemente da escolha de Fortaleza para sede de jogos do Mundial de 2014. Comunicação ardilosa faz parecer que todos investimentos estão vinculados à realização do evento. E que a fonte dos recursos é o Governo do Estado do Ceará.
Os investimentos à cargo do Governo Federal, por exemplo, via Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), órgão do Ministério dos Transportes (MT), já começam a se concretizar.
Ontem, 17 de junho, com a presença da ministra Dilma Roussef, aqui em Fortaleza, foram expedidas ordens de serviços para obras no sistema viário que atingem montante próximo de R$ 150 milhões.
A sociedade bem que poderia se organizar em torno de um Observatório da Copa do Mundo, para acompanhar, de perto, o que vai se passar até o dia do espetáculo da abertura dos jogos.
Assim um jornal da terra saudou a escolha da cidade de Fortaleza para uma das sub sedes do Campeonato Mundial de 2014.
Tomara que seja mesmo, e não apenas de alguns.
A notícia não deixa de ser auspiciosa, embora menos que o ufanismo orquestrado propaga desenfreado.
Com doze cidades sediando jogos da Copa, surpresa seria Fortaleza, uma das principais cidades do país, estar fora da lista.
A exposição mundial da nossa Capital, os turistas atraídos pela competição, as obras projetadas, que irão gerar empregos e melhorar nossa infraestrutura urbana, são ganhos inquestionáveis assegurados pela escolha feita pela FIFA.
Haverá, portanto, em decorrência das ações a serem desenvolvidas, uma dinamização da nossa economia, um negócio da Copa. O risco é que no seu bojo venham as negociatas da Copa...
Nosso maior ganho com o acontecimento, será o conjunto de obras planejadas preparatórias para o evento. Essas serão permanentes, e assim irão contribuir para tornar melhor a vida urbana.
É certo que muitas delas estavam previstas independentemente da escolha de Fortaleza para sede de jogos do Mundial de 2014. Comunicação ardilosa faz parecer que todos investimentos estão vinculados à realização do evento. E que a fonte dos recursos é o Governo do Estado do Ceará.
Os investimentos à cargo do Governo Federal, por exemplo, via Departamento Nacional de Infra-Estrutura de Transportes (DNIT), órgão do Ministério dos Transportes (MT), já começam a se concretizar.
Ontem, 17 de junho, com a presença da ministra Dilma Roussef, aqui em Fortaleza, foram expedidas ordens de serviços para obras no sistema viário que atingem montante próximo de R$ 150 milhões.
A sociedade bem que poderia se organizar em torno de um Observatório da Copa do Mundo, para acompanhar, de perto, o que vai se passar até o dia do espetáculo da abertura dos jogos.
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Buracos
As estradas e as rodovias de Fortaleza estão cheias de buracos.
De dimensões variadas e origens diversas, infernizam a vida dos que precisam se deslocar em transportes próprios ou públicos.
O buraco na via pública nivela a todos, sem distinção de condição econômica ou classe social.
Agora, fomos surpreendidos por uma forma nova de buraco: o buraco útil.
Pelo menos para os presos que escaparam de cela no prédio da Superintendência de Polícia Civil, localizado no centro da cidade.
De dimensões variadas e origens diversas, infernizam a vida dos que precisam se deslocar em transportes próprios ou públicos.
O buraco na via pública nivela a todos, sem distinção de condição econômica ou classe social.
Agora, fomos surpreendidos por uma forma nova de buraco: o buraco útil.
Pelo menos para os presos que escaparam de cela no prédio da Superintendência de Polícia Civil, localizado no centro da cidade.
Sinal
A TV Sinal, do município cearense de Aracati, está sem sinal. Durante 40 dias estará fora do ar.A determinação partiu da justiça, que aplicou a pena acrescida de pesada multa, por haver infringido a lei eleitoral.
A cada 15 minutos, é obrigada a informar que o fato se deve à punição imposta pela justiça.
Há contra a mesma emissora processos semelhantes aos que deram margem à condenação, em tramitação na justiça.
segunda-feira, 15 de junho de 2009
Intelectuais
Até que ponto pessoas que mais se arrogaram o direito de dar lições aos outros praticaram as virtudes morais que preconizavam em suas pregações?Quer dizer, até onde pregoeiros morais se comportaram de forma exemplar enquanto cidadãos comuns? É disso que trata Paul Johnson em sua obra Os Intelectuais, lançamento recente no mercado editorial.
Johnson, historiador inglês, é autor de obras renomadas como a História do Cristianismo e a História dos Judeus, tendo sido ainda diretor da revista New Statesman.
Em seu novo livro, não hesita em abalar a imagem de conceituados intelectuais, expondo as mazelas de suas vidas privadas em contraste com suas reputações públicas.
Misoginia, avareza, inveja da fama alheia, maus filhos, péssimos pais, são atitudes que marcaram personagens conhecidas pela forma como pugnaram em defesa de ideias altruísticas e generosas.
Rousseau, conhecido pela preocupação com a educação de crianças e jovens, forçou a mulher a entregar, sucessivamente, quatro filhos à uma instituição de caridade, para não se dar ao incômodo de os criar.
Marx, que pregava a libertação da classe trabalhadora, nunca pôs os pés numa fábrica, vivia às custas de Engels, era um tirano no lar e não pagava as criadas que o serviam.
Ibsen, pioneiro da emancipação feminina, engravidou uma empregada doméstica e nunca conheceu ou reconheceu o filho.
Brecht, defensor dos direitos humanos, era indiferente à felicidade daqueles que o rodeavam, a começar pelos filhos.
Sartre, idolatrado por certa esquerda solidária, era um poço de egoísmo e um pensador político muito contraditório.
Menciona o autor, ainda, um certo fascínio dos intelectuais pelos ditadores de todos os matizes, aos quais emprestavam o prestígio de sua admiração. É o que chama de a fuga da razão.
Mussolini, Stalin, Hitler, Mao, tiveram sua corte de intelectuais para os louvar e aplaudir.
Daí, a principal conclusão desta obra: o perigo da inteligentzia colocada a serviço da tirania. O pior de todos os despotismos é a tirania das ideias, segundo o autor.
Enfim, é mais fácil falar que fazer. Ou ensinar que praticar. É a lição a tirar das vidas desses famosos, que foram entronizados na história pelo que disseram de público e não pelo que fizeram em suas vidas íntimas.
Saiba mais no Diário de Notícias, edição de 23/05/09.
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Amnésia
A estrada que dá acesso às praias cearenses da Costa Oeste está com novas placas sinalizadoras. Indicam a rodovia como CE-085 - Litoral Oeste.
Por descuido ou desconhecimento do órgão responsável, deixa de mencionar sua denominação oficial: Rodovia Governador Waldemar Alcântara.
Assim dispõe lei estadual, originada de proposta de iniciativa do deputado estadual Idemar Citó (PSDB-CE).
Os acostamentos estão cravados de placas promocionais do Governo. O que não há é obra alguma.
Por descuido ou desconhecimento do órgão responsável, deixa de mencionar sua denominação oficial: Rodovia Governador Waldemar Alcântara.
Assim dispõe lei estadual, originada de proposta de iniciativa do deputado estadual Idemar Citó (PSDB-CE).
Os acostamentos estão cravados de placas promocionais do Governo. O que não há é obra alguma.
Estranho
A empresa Costa Carvalho Construções Ltda foi contratada pelo Governo do Estado do Ceará para fornecer alimentação a órgãos estaduais. A seleção se deu mediante a forma de carta-convite.
Trata-se da modalidade pela qual são convidadas três empresas, escolhidas ao arbítrio do administrador, para apresentarem suas propostas.
São três contratos, para atender a duas escolas e um terceiro sem discriminação do beneficiário, com os valores de R$ 61.828,00, R$ 51.968,00 e R$ 60.885,00.
Fonte: Diário Oficial do Estado (DOE), 07 de maio de 2009, primeiro caderno.
Trata-se da modalidade pela qual são convidadas três empresas, escolhidas ao arbítrio do administrador, para apresentarem suas propostas.
São três contratos, para atender a duas escolas e um terceiro sem discriminação do beneficiário, com os valores de R$ 61.828,00, R$ 51.968,00 e R$ 60.885,00.
Fonte: Diário Oficial do Estado (DOE), 07 de maio de 2009, primeiro caderno.
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quinta-feira, 11 de junho de 2009
Festas Juninas
O conceituado jornalista Egídio Serpa, em sua apreciada coluna no jornal Diário do Nordeste, edição de 18/05/09, afirma, a propósito de eventos apoiados pelo Governo do Estado do Ceará, no chamado período junino, existir, na Secretaria de Cultura, vida inteligente.
Faltou acrescentar, pelo menos no que tange às festas juninas, que se instalara lá, antes do atual Governo.
Durante minha administração, foi implantado um criterioso sistema de fomento a essas manifestações, mediante o lançamento de editais, que evitavam favorecimentos na distribuição de verbas.
Faltou acrescentar, pelo menos no que tange às festas juninas, que se instalara lá, antes do atual Governo.
Durante minha administração, foi implantado um criterioso sistema de fomento a essas manifestações, mediante o lançamento de editais, que evitavam favorecimentos na distribuição de verbas.
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Política Externa
Sou favorável à política externa do presidente Lula, desenvolvida pelo Ministério das Relações Exteriores (MRE).
Considero-a pluralista, menos atrelada aos Estados Unidos (EUA), mais aberta aos vizinhos e aos países em desenvolvimento, com os quais mantinhamos relações formais e inexpressivas.
Por outro lado, não descuramos de nossas ligações tradicionais com o mundo desenvolvido, o que nos torna interlocutor frequente do G8.
Creio que a estratégia está nos conduzindo a um crescente protagonismo internacional.
Temos, é certo, colhido alguns insucessos nas investidas feitas para alojarmos brasileiros à frente de organismos internacionais.
O caso mais recente foi o da ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrada em sua pretensão de ocupar uma vaga como juíza internacional na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Outras derrotas foram:
1- A do embaixador Seixas Correia para a Organização Mundial do Comércio (OMC);
2- A de Roberto Blois para a União Internacional de Telecomunicações e
3- A do embaixador Graça Aranha para a Organização Mundial da Propriedade Intelectual.
Houve, ainda, uma tentativa para colocar João Sayad no Banco Interamericano de Desenvolvimento, que acabou nas mãos de um colombiano.
É de se reconhecer que não temos sido felizes nessas iniciativas.
Não sei se devido a deficiência nas articulações ou por reação às posições brasileiras no cenário internacional.
Considero-a pluralista, menos atrelada aos Estados Unidos (EUA), mais aberta aos vizinhos e aos países em desenvolvimento, com os quais mantinhamos relações formais e inexpressivas.
Por outro lado, não descuramos de nossas ligações tradicionais com o mundo desenvolvido, o que nos torna interlocutor frequente do G8.
Creio que a estratégia está nos conduzindo a um crescente protagonismo internacional.
Temos, é certo, colhido alguns insucessos nas investidas feitas para alojarmos brasileiros à frente de organismos internacionais.
O caso mais recente foi o da ministra Ellen Gracie, do Supremo Tribunal Federal (STF), barrada em sua pretensão de ocupar uma vaga como juíza internacional na Organização Mundial do Comércio (OMC).
Outras derrotas foram:
1- A do embaixador Seixas Correia para a Organização Mundial do Comércio (OMC);
2- A de Roberto Blois para a União Internacional de Telecomunicações e
3- A do embaixador Graça Aranha para a Organização Mundial da Propriedade Intelectual.
Houve, ainda, uma tentativa para colocar João Sayad no Banco Interamericano de Desenvolvimento, que acabou nas mãos de um colombiano.
É de se reconhecer que não temos sido felizes nessas iniciativas.
Não sei se devido a deficiência nas articulações ou por reação às posições brasileiras no cenário internacional.
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Boa Notícia
O Produto Interno Bruto (PIB) do Estado do Ceará, segundo Instituto de Pesquisa e Estratégia Econômica (IPECE), que vem a ser o mesmo Instituto de Planejamento do Ceará (IPLANCE), criado por mim quando ocupei o cargo de Governador; e que teve seu nome trocado pelo atual, cresceu no primeiro trimestre deste ano sobre igual período do ano anterior, 3,75%.
Enquanto isso, o do Brasil caía 1,5%, em idêntico período.
Quando o Ceará cresce mais que o Brasil, surge a esperança de que venhamos a diminuir o fosso que nos separa das regiões mais desenvolvidas do País.
Enquanto isso, o do Brasil caía 1,5%, em idêntico período.
Quando o Ceará cresce mais que o Brasil, surge a esperança de que venhamos a diminuir o fosso que nos separa das regiões mais desenvolvidas do País.
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quarta-feira, 10 de junho de 2009
ENEM
O Exame Nacional de Ensino Médio (ENEM) será obrigatório a partir do próximo ano. Todos os alunos que concluírem o ensino médio na escola pública terão que se submeter ao Exame para receber o certificado.A medida avalia, de modo universal, as escolas de ensino médio no País, cabendo a cada estado estabelecer as exigências para expedição do certificado de conclusão do curso.
Isto é, se bastará para a tal a realização da prova, se será exigida nota mínima de aprovação ou ainda se haverá uma apreciação combinada entre o resultado do Exame e o desempenho escolar no correr do ano.
A universalização do Exame vai exigir um grande esforço logístico para facilitar o acesso aos locais onde serão realizadas as provas, bem assim garantir o sigilo do seu conteúdo e lisura na sua aplicação. Isso porque estará em jogo, também, uma vaga na universidade.
Atualmente, sem obrigatoriedade, cerca de 70% dos concludentes já prestam o Exame. Em 2008, inscreveram-se mais de 4,0 milhões.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 15/05/09.
terça-feira, 9 de junho de 2009
Sinais da Crise II
1- PIB da Grã-Bretanha encolhe 1,9%
É a maior retração econômica do país desde 1970; gasto do consumidor teve queda forte, a maior desde 1980
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 23/05/09.
2- A economia americana não está mais em queda livre. Há sinais de esperança, mas ainda não estamos salvos.
Peter Orszag, Diretor de Orçamento da Casa Branca
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/05/09.
É a maior retração econômica do país desde 1970; gasto do consumidor teve queda forte, a maior desde 1980
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 23/05/09.
2- A economia americana não está mais em queda livre. Há sinais de esperança, mas ainda não estamos salvos.
Peter Orszag, Diretor de Orçamento da Casa Branca
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/05/09.
Sinais da Crise
1- Mantega admite que país pode não crescer este ano
Ministro diz que economia vai se recuperar ao longo do ano e crescimento pode ficar entre 0% e 2% em 2009.
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 15/05/09.
2- País cresce um pouco menos de 1%
Presidente do BNDES afirma que em 2010 expansão deve ficar entre 3,5 e 4,0%; mercado prevê taxa só até 3,5%
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 26/05/09.
3- Indústria automobilística
Produção de caminhões despenca
Com ociosidade de 35%, queda nas vendas e nas exportações, montadoras esperam fabricar 40% menos este ano
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 25/05/09.
4- Governo revê PIB para 0,7% este ano
Previsão está num relatório que será enviado ao Congresso na terça-feira; estimativa atual é de 2%
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/05/09.
5- FGV afirma
Brasil entrou em recessão em 2008
"Não há dúvida" sobre o declínio da economia por um período superior a seis meses, segundo economista da FGV
Dados da produção industrial apontam contração do PIB no 1º e 2º trimestre de 2009
Jornal Diário do Nordeste, edição de 28/05/09.
6- Reação do emprego em abril foi tímida, dizem os economistas
Em termos dessazonalizados, 106 mil vagas representam queda de sessenta mil
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/05/09.
7- Estudo do IPEA
Crise afetou emprego no interior do Ceará
O IPEA analisou a situação do emprego formal no estado antes e depois do recrudescimento da crise financeira
Jornal Diário do Nordeste, edição de 12/05/09.
8- Finanças
Crédito a empresas encolhe em R$ 1,8 bi
Movimentação dos bancos indica que situação continuará difícil
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 28/05/09.
Ministro diz que economia vai se recuperar ao longo do ano e crescimento pode ficar entre 0% e 2% em 2009.
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 15/05/09.
2- País cresce um pouco menos de 1%
Presidente do BNDES afirma que em 2010 expansão deve ficar entre 3,5 e 4,0%; mercado prevê taxa só até 3,5%
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 26/05/09.
3- Indústria automobilística
Produção de caminhões despenca
Com ociosidade de 35%, queda nas vendas e nas exportações, montadoras esperam fabricar 40% menos este ano
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 25/05/09.
4- Governo revê PIB para 0,7% este ano
Previsão está num relatório que será enviado ao Congresso na terça-feira; estimativa atual é de 2%
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/05/09.
5- FGV afirma
Brasil entrou em recessão em 2008
"Não há dúvida" sobre o declínio da economia por um período superior a seis meses, segundo economista da FGV
Dados da produção industrial apontam contração do PIB no 1º e 2º trimestre de 2009
Jornal Diário do Nordeste, edição de 28/05/09.
6- Reação do emprego em abril foi tímida, dizem os economistas
Em termos dessazonalizados, 106 mil vagas representam queda de sessenta mil
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/05/09.
7- Estudo do IPEA
Crise afetou emprego no interior do Ceará
O IPEA analisou a situação do emprego formal no estado antes e depois do recrudescimento da crise financeira
Jornal Diário do Nordeste, edição de 12/05/09.
8- Finanças
Crédito a empresas encolhe em R$ 1,8 bi
Movimentação dos bancos indica que situação continuará difícil
Jornal O Estado de S. Paulo, edição de 28/05/09.
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domingo, 7 de junho de 2009
A frase do dia
Caro leitor, caso queira buscar uma religião, evite aquelas que têm menos de mil anos.
Luiz Felipe Pondé
No artigo Uivando para a lua, publicado no jornal Folha de S. Paulo, edição de 01/06/09.
Luiz Felipe Pondé
No artigo Uivando para a lua, publicado no jornal Folha de S. Paulo, edição de 01/06/09.
Indústria
A produção industrial do Ceará cresceu 1,7% em abril ante março, maior que a média nacional, que foi de 1,1%. Frente a abril de 2008, a queda foi de 2,8%.
No ano, esta é a terceira taxa positiva consecutiva.
No ano, esta é a terceira taxa positiva consecutiva.
Tráfego
O vereador Salmito Filho (PT-CE), presidente da Câmara Municipal de Fortaleza, vem de apresentar proposta relacionada ao trânsito urbano, merecedora de atenção.
O projeto de lei complementar nº 006/09, restringe a circulação de veículos pesados na área urbana no período de 6h às 21h, durante a semana e aos sábados, no intervalo entre 10h e 14h.
Está aí uma contribuição importante para alimentar o debate em torno de ideias para minorar o caos em que se transformou o trânsito em nossa cidade.
Leis semelhantes já vigoram em cidades brasileiras como Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 05/06/09.
O projeto de lei complementar nº 006/09, restringe a circulação de veículos pesados na área urbana no período de 6h às 21h, durante a semana e aos sábados, no intervalo entre 10h e 14h.
Está aí uma contribuição importante para alimentar o debate em torno de ideias para minorar o caos em que se transformou o trânsito em nossa cidade.
Leis semelhantes já vigoram em cidades brasileiras como Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP).
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 05/06/09.
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Notícia publicada no jornal Diário do Nordeste, edição de 05/06/09, dá conta de que o Museu Madi, no município cearense de Sobral, deverá ganhar nova sede, uma vez que a atual, embora moderna e recente, foi inundada pelo rio, colocando em risco as obras que compoem sua coleção.
Imagens da cheia, mostradas ao mundo pela televisão, chamaram a atenção na França de artistas doadores de obras para o Museu, único dedicado ao movimento Madi no Brasil. As obras de arte foram recolhidas enquanto se constrói um novo espaço para abrigá-las.
O edifício já havia sido alagado em 2004, quando ainda estava em construção, destino idêntico ao de outras edificações erguidas, e muito divulgadas, às margens do rio Acaraú, quando era prefeito do município o atual governador do Estado, e que tem se revelado inundáveis, com certa frequência.
Saiba mais no jornal Diário do Nordeste, edição de 05/06/09 e no Jornal Expresso do Norte - Edição 342 (Foto: Hudson Costa)
Imagens da cheia, mostradas ao mundo pela televisão, chamaram a atenção na França de artistas doadores de obras para o Museu, único dedicado ao movimento Madi no Brasil. As obras de arte foram recolhidas enquanto se constrói um novo espaço para abrigá-las.
O edifício já havia sido alagado em 2004, quando ainda estava em construção, destino idêntico ao de outras edificações erguidas, e muito divulgadas, às margens do rio Acaraú, quando era prefeito do município o atual governador do Estado, e que tem se revelado inundáveis, com certa frequência.
Saiba mais no jornal Diário do Nordeste, edição de 05/06/09 e no Jornal Expresso do Norte - Edição 342 (Foto: Hudson Costa)
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Há um fato auspicioso em relação à ciência brasileira. O número de artigos publicados em revistas científicas indexadas, portanto acreditadas, cresceu 56% em 2008, se comparado com 2007.
O Brasil passou do 15º para o 13º lugar, no ranking mundial, de artigos publicados. Superou a Rússia e a Holanda, países com maior tradição científica.
A notícia, como não poderia deixar de ser, teve repercussão positiva em nossa comunidade científica, integrada por cerca de 200.000 doutores e mestres.
É certo que a base de revistas brasileiras indexadas aumentou de 63, em 2007, para 103, em 2008. A quantidade de periódicos indexados também cresceu em outros países, sobretudo nos de menor tradição científica.
Em todo mundo, a base passou de 9000 para mais de 10.000. E o número de artigos indexados mundialmente saltou de 960.000, em 2007, para 1,4 milhão em 2008.
O aumento de nossa produção científica em relação ao resto do mundo, foi de 0,44% em 1981 para 2,12% hoje. É verdade que o impacto medido pelas publicações não ocorre nas mesmas proporções nas citações, o que se explica pela nossa pequena tradição científica.
Os dados revelados demonstram o avanço da ciência e da tecnologia, no país que se deve a estruturação de um sistema nacional apoiado em instituições estáveis, com financiamento assegurado e perspectiva de crescimento constante.
Saiba mais no jornal Folha de S. Paulo, edição de 25/05/09.
O Brasil passou do 15º para o 13º lugar, no ranking mundial, de artigos publicados. Superou a Rússia e a Holanda, países com maior tradição científica.
A notícia, como não poderia deixar de ser, teve repercussão positiva em nossa comunidade científica, integrada por cerca de 200.000 doutores e mestres.
É certo que a base de revistas brasileiras indexadas aumentou de 63, em 2007, para 103, em 2008. A quantidade de periódicos indexados também cresceu em outros países, sobretudo nos de menor tradição científica.
Em todo mundo, a base passou de 9000 para mais de 10.000. E o número de artigos indexados mundialmente saltou de 960.000, em 2007, para 1,4 milhão em 2008.
O aumento de nossa produção científica em relação ao resto do mundo, foi de 0,44% em 1981 para 2,12% hoje. É verdade que o impacto medido pelas publicações não ocorre nas mesmas proporções nas citações, o que se explica pela nossa pequena tradição científica.
Os dados revelados demonstram o avanço da ciência e da tecnologia, no país que se deve a estruturação de um sistema nacional apoiado em instituições estáveis, com financiamento assegurado e perspectiva de crescimento constante.
Saiba mais no jornal Folha de S. Paulo, edição de 25/05/09.
Vida e Morte
O Partido Socialista, atualmente no poder em Portugal, vai propor na Assembleia da República, projeto de lei que institui o chamado testamento vital. A proposta, se aprovada, irá permitir que qualquer português expresse, por escrito, os tratamentos que deseja, ou não, receber em caso de perda de sua autonomia por doença grave.
A julgar pelas manifestações públicas favoráveis de outros partidos, a matéria tem grande possibilidade de ser convertida em lei. O respeito à autonomia individual e o abuso no emprego de métodos terapeuticos invasivos, dispendiosos e inúteis tornam a ideia simpática.
João Pereira Coutinho, em artigo no jornal Folha de S. Paulo, edição de 26/05/09, ao comentar o assunto, indaga se será justo privar uma pessoa de água ou alimentação, como forma de deixá-la morrer, ainda que esteja incapacitada ou moribunda.
Por fim, alerta para a diferença tênue que existe entre aceitar a morte de uma pessoa ou abandoná-la à morte. Para ele, essa diferença, quase imperceptível, não pode ser suplantada pelo argumento da decisão pessoal que precede à iminência da morte.
Argumenta com a atitude de qualquer um de nós, em impedir um suicida de concretizar seu impulso, ainda que respaldado por decisão pessoal de por termo à vida. É como se a vida de cada um não lhe pertencesse de todo, mas fosse, de algum modo, um bem partilhado com outros.
A sociedade anda a procura de uma forma justa de lidar com o dilema moral, ético, afetivo, da manutenção da vida, por meios artificiais, diante da irreversibilidade do quadro clínico.
A solução portuguesa está aquém da eutanásia. E certamente contribuirá para o debate sobre a melindrosa questão dos limites entre a vida e a morte.
A julgar pelas manifestações públicas favoráveis de outros partidos, a matéria tem grande possibilidade de ser convertida em lei. O respeito à autonomia individual e o abuso no emprego de métodos terapeuticos invasivos, dispendiosos e inúteis tornam a ideia simpática.
João Pereira Coutinho, em artigo no jornal Folha de S. Paulo, edição de 26/05/09, ao comentar o assunto, indaga se será justo privar uma pessoa de água ou alimentação, como forma de deixá-la morrer, ainda que esteja incapacitada ou moribunda.
Por fim, alerta para a diferença tênue que existe entre aceitar a morte de uma pessoa ou abandoná-la à morte. Para ele, essa diferença, quase imperceptível, não pode ser suplantada pelo argumento da decisão pessoal que precede à iminência da morte.
Argumenta com a atitude de qualquer um de nós, em impedir um suicida de concretizar seu impulso, ainda que respaldado por decisão pessoal de por termo à vida. É como se a vida de cada um não lhe pertencesse de todo, mas fosse, de algum modo, um bem partilhado com outros.
A sociedade anda a procura de uma forma justa de lidar com o dilema moral, ético, afetivo, da manutenção da vida, por meios artificiais, diante da irreversibilidade do quadro clínico.
A solução portuguesa está aquém da eutanásia. E certamente contribuirá para o debate sobre a melindrosa questão dos limites entre a vida e a morte.
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