Há uma escalada da censura na Rússia. Putin, o líder soviético, seduz os russos com um discurso fundado na ideia de lei e ordem, e na preservação dos valores tradicionais da cultura russa.
É a resposta que dá à frustração e ao desencanto do povo, com o rebaixamento do país à condição de potência de segunda classe, e ao caos instalado durante o governo de Yeltsin.
Inspira-se não em Stalin, mas sim em Pedro, o Grande, segundo diz. Recentemente, a propósito de estancar publicações que revisam a participação da Rússia na Segunda Guerra Mundial, editou norma que proíbe a divulgação de versões contrárias à história oficial.
O escritor Vladimir Sorokin foi o primeiro intelectual molestado pelo governo, depois da abolição da censura em 2002. Foi acusado de ter escrito um livro pornográfico, O Toicinho Azul (1999), e por isso perseguido por iniciativa da organização Andando em Grupo, jovens que lembram, no modo de atuação, a Juventude Hitlerista.
Caso inédito foi a condenação de um jornalista de província, no Daguestão, por ter feito resenha de um livro que desagradou seu autor. Por decisão do juiz, coube-lhe pagar ao crítico o equivalente à 1.000 dólares ao melindrado escritor.
São os traços da cultura eslava, de fundo autoritário, embalados em sonhos de grandeza e tradição, que permanecem bem vivos na Rússia contemporânea.
Saiba mais em O Estado de S. Paulo, edição de 24/05/09.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
Ford e Hitler

Desconhecia que Henry Ford, o fundador da montadora de veículos Ford, responsável pela inovação industrial que permitiu a fabricação de automóveis em série, tornando-os acessíveis à população, inspirara o autobiográfico Mein Kampf, de Adolfo Hitler.
A informação está no livro A Biblioteca Esquecida de Hitler, de Timothy W. Ryback, a ser lançado, em breve, pela editora Companhia das Letras, que pesquisou oito anos a vida do ditador. Entre outras pessoas que lhe foram próximas, entrevistou a cineasta Lili Riefenstahl e sua secretária Traudl Junge.
O Führer tornou-se conhecido por queimar livros, no entanto constituiu bilblioteca pessoal, com cerca de 16 mil volumes, integrada por clássicos da literatura, da filosofia e ensaios racistas, que influenciaram sua formação política.
Entre as personagens reais mais invocadas por Hitler, está Henry Ford, modelo de self made man, que admirava ao ponto de manter uma foto dele na parede de seu escritório. De acordo com Ryback, o livro O Judeu Internacional, de autoria de Ford, marcou sua vida.
O livro do industrial, anti semita e ultra conservador, é uma compilação de textos inicialmente publicados no jornal da companhia, o The Dearborn Independent, nos quais afirmou que os EUA era um país ameaçado por uma conspiração judaico comunista, que visava dominar o mundo.
Hitler apreciou tanto o que Ford disse da Alemanha, segundo ele o país mais ameaçado pela conspiração judaica, que o citava com frequência.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 23/05/09.
A informação está no livro A Biblioteca Esquecida de Hitler, de Timothy W. Ryback, a ser lançado, em breve, pela editora Companhia das Letras, que pesquisou oito anos a vida do ditador. Entre outras pessoas que lhe foram próximas, entrevistou a cineasta Lili Riefenstahl e sua secretária Traudl Junge.
O Führer tornou-se conhecido por queimar livros, no entanto constituiu bilblioteca pessoal, com cerca de 16 mil volumes, integrada por clássicos da literatura, da filosofia e ensaios racistas, que influenciaram sua formação política.
Entre as personagens reais mais invocadas por Hitler, está Henry Ford, modelo de self made man, que admirava ao ponto de manter uma foto dele na parede de seu escritório. De acordo com Ryback, o livro O Judeu Internacional, de autoria de Ford, marcou sua vida.
O livro do industrial, anti semita e ultra conservador, é uma compilação de textos inicialmente publicados no jornal da companhia, o The Dearborn Independent, nos quais afirmou que os EUA era um país ameaçado por uma conspiração judaico comunista, que visava dominar o mundo.
Hitler apreciou tanto o que Ford disse da Alemanha, segundo ele o país mais ameaçado pela conspiração judaica, que o citava com frequência.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 23/05/09.
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Greve
A greve dos professores da rede estadual permanece.
Decorre de outra greve. A de sinceridade, no trato com a classe, por parte do Governo do Estado do Ceará.
Decorre de outra greve. A de sinceridade, no trato com a classe, por parte do Governo do Estado do Ceará.
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quarta-feira, 27 de maio de 2009
Prefácio
Há quem diga que os prefácios dos livros são dispensáveis.
Não haveria necessidade dessas introduções analíticas prévias, que adiam o encontro com o conteúdo do livro, o qual prescindiria de uma apresentação introdutória.
Não sou radical quanto à conveniência de prefácios. Há deles que contribuem para um melhor conhecimento do autor e compreensão da sua obra, ao colocá-la no contexto em que foi escrita e dar pistas para um melhor aproveitamento da leitura.
Álvaro de Campos, heterônimo do poeta Fernando Pessoa, debita a tarefa de escrever prefácios à liberdade de pensamento de cada um.
É dele a frase o único prefácio de uma obra é o cérebro de quem o lê.
Não haveria necessidade dessas introduções analíticas prévias, que adiam o encontro com o conteúdo do livro, o qual prescindiria de uma apresentação introdutória.
Não sou radical quanto à conveniência de prefácios. Há deles que contribuem para um melhor conhecimento do autor e compreensão da sua obra, ao colocá-la no contexto em que foi escrita e dar pistas para um melhor aproveitamento da leitura.
Álvaro de Campos, heterônimo do poeta Fernando Pessoa, debita a tarefa de escrever prefácios à liberdade de pensamento de cada um.
É dele a frase o único prefácio de uma obra é o cérebro de quem o lê.
Obrigado
Agradeço aos amigos que estiveram comigo para abraçar-me, no dia de meu aniversário e participar do lançamento do livro Blog de Papel.
O agradecimento se estende aos que não puderam ir, mas me distinguiram com suas mensagens de congratulações.
Foi, para mim, um privilégio tê-los ou lê-los.
O agradecimento se estende aos que não puderam ir, mas me distinguiram com suas mensagens de congratulações.
Foi, para mim, um privilégio tê-los ou lê-los.
Perda

Durante o tempo que estive fora, partiu de nosso convívio um grande e leal amigo. Refiro-me ao Caetano Guedes, que foi prefeito do município de Fortim, presidente da Central de Abastecimento (Ceasa) e deputado estadual.
Conhecemo-nos quando militávamos ambos no Partido Democrático Trabalhista (PDT), tendo ao longo dos anos se estabelecido uma sólida amizade entre nós.
Quando ocupei o cargo de vice-governador do Ceará, no exercício do Governo, devido a ausência do titular, tive o privilégio de assistir sua posse como primeiro prefeito de Fortim. Fazíamos, ele e eu, o parto de um novo município, por cuja emancipação tanto lutara.
Suportou com estoicismo e bom humor a longa moléstia que lhe acometera, a qual pouco se referia, enfrentando com coragem o agravamento e as intercorrências surgidas em sua evolução.
Nosso último contacto foi, para mim, uma dolorosa experiência, marcada pelo esforço que fazia para articular, com coerência, seu pensamento. Com a consciência nublada pela insuficiência hepática, tentava me alertar para o risco político que eu poderia correr.
Senti no encontro o travo amargo de uma despedida armada pelo acaso.
Conhecemo-nos quando militávamos ambos no Partido Democrático Trabalhista (PDT), tendo ao longo dos anos se estabelecido uma sólida amizade entre nós.
Quando ocupei o cargo de vice-governador do Ceará, no exercício do Governo, devido a ausência do titular, tive o privilégio de assistir sua posse como primeiro prefeito de Fortim. Fazíamos, ele e eu, o parto de um novo município, por cuja emancipação tanto lutara.
Suportou com estoicismo e bom humor a longa moléstia que lhe acometera, a qual pouco se referia, enfrentando com coragem o agravamento e as intercorrências surgidas em sua evolução.
Nosso último contacto foi, para mim, uma dolorosa experiência, marcada pelo esforço que fazia para articular, com coerência, seu pensamento. Com a consciência nublada pela insuficiência hepática, tentava me alertar para o risco político que eu poderia correr.
Senti no encontro o travo amargo de uma despedida armada pelo acaso.
Ausência
Nos últimos dias fiz poucas postagens.
A razão disso é que estive ausente de Fortaleza por uma semana, sem ter como usar regularmente a internet.
Peço desculpas aos frequentadores do blog pela escassez de matérias.
A razão disso é que estive ausente de Fortaleza por uma semana, sem ter como usar regularmente a internet.
Peço desculpas aos frequentadores do blog pela escassez de matérias.
sexta-feira, 22 de maio de 2009
Primavera
Em Lisboa, as ruas e os jardins estão coloridos pelas mãos da primavera.
Sobressaem, lindas, as copas roxas dos jacarandás.
Indiferentes às mazelas do mundo, obedientes ao ritmo da natureza, as cores florescem para embelezar o ambiente e tornar a vida mais alegre.
Sobressaem, lindas, as copas roxas dos jacarandás.
Indiferentes às mazelas do mundo, obedientes ao ritmo da natureza, as cores florescem para embelezar o ambiente e tornar a vida mais alegre.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Twin Towers
As Twin Towers não caíram. Calma!Estou falando das de Lisboa, erguidas no início da Avenida Columbano Bordalo Pinheiro, dois prédios que ostentam na fachada a inscrição homônima das americanas, destruídas pelo terrorismo.
Como se vê, antes de desaparecerem as de Nova York, foram reproduzidas em outras terras.
quarta-feira, 20 de maio de 2009
Livro
O livro é o mudo que fala, o surdo que responde, o cego que guia, o morto que vive.
Padre Antonio Vieira
Padre Antonio Vieira
segunda-feira, 18 de maio de 2009
Opinião - Outro Senado
* Artigo publicado no jornal Diário do Nordeste, edição de sábado (16/05/09)
A mídia tem dado amplo destaque às mazelas que afetam o Congresso Nacional. Aquela instituição política, até pelo caráter mais transparente de suas ações, se mostra mais vulnerável perante a opinião pública. Passei ali alguns anos da minha vida, como deputado federal em dois mandatos e mais oito anos como senador. O que motiva este artigo é a discussão do papel do Senado Federal. Foi inspirado no modelo americano que adotamos um parlamento do tipo bicameral. Enquanto a Câmara dos Deputados representa o povo, o Senado representa os estados que integram a federação.
A Câmara Alta é composta de pessoas mais experientes, já que a idade mínima exigida é de 35 anos. Deveria funcionar como casa revisora das decisões da Câmara, ao podar excessos e adequar os projetos aos interesses dos estados. Ocorre que o processo legislativo brasileiro é lento e confuso. O sistema bicameral, por si só, pode ser um fator de retardamento na tramitação dos projetos. Todavia, a existência de competências comuns às duas casas contribui para emperrar o fluxo das propostas. O fato é que o Senado brasileiro é dos que tem mais atribuições no mundo. É bom? Acho que não.Além das atribuições privativas, o Senado tem todas as competências que a Câmara possui.
A primeira conseqüência disso é que o Senado perde a condição de casa revisora, função que, isoladamente, já justificaria sua existência. Câmara e Senado, no modelo de hoje, iniciam e revisam os projetos que passam de uma casa à outra, nos dois sentidos. Com as mesmas prerrogativas dos deputados, e mais as que lhes são próprias, sendo eles menos numerosos, os senadores transformaram-se em deputados de luxo.Interessados em participar na rotina legislativa, os senadores cumprem mal suas atribuições exclusivas.
Deveria o Senado ser privado de competências afins com a Câmara, como por exemplo, a de apresentar projetos de lei - no máximo, em casos especiais de interesse dos estados definidos na Constituição.
LÚCIO ALCÂNTARA - Ex-governador e presidente da Executiva Estadual do PR
A mídia tem dado amplo destaque às mazelas que afetam o Congresso Nacional. Aquela instituição política, até pelo caráter mais transparente de suas ações, se mostra mais vulnerável perante a opinião pública. Passei ali alguns anos da minha vida, como deputado federal em dois mandatos e mais oito anos como senador. O que motiva este artigo é a discussão do papel do Senado Federal. Foi inspirado no modelo americano que adotamos um parlamento do tipo bicameral. Enquanto a Câmara dos Deputados representa o povo, o Senado representa os estados que integram a federação.
A Câmara Alta é composta de pessoas mais experientes, já que a idade mínima exigida é de 35 anos. Deveria funcionar como casa revisora das decisões da Câmara, ao podar excessos e adequar os projetos aos interesses dos estados. Ocorre que o processo legislativo brasileiro é lento e confuso. O sistema bicameral, por si só, pode ser um fator de retardamento na tramitação dos projetos. Todavia, a existência de competências comuns às duas casas contribui para emperrar o fluxo das propostas. O fato é que o Senado brasileiro é dos que tem mais atribuições no mundo. É bom? Acho que não.Além das atribuições privativas, o Senado tem todas as competências que a Câmara possui.
A primeira conseqüência disso é que o Senado perde a condição de casa revisora, função que, isoladamente, já justificaria sua existência. Câmara e Senado, no modelo de hoje, iniciam e revisam os projetos que passam de uma casa à outra, nos dois sentidos. Com as mesmas prerrogativas dos deputados, e mais as que lhes são próprias, sendo eles menos numerosos, os senadores transformaram-se em deputados de luxo.Interessados em participar na rotina legislativa, os senadores cumprem mal suas atribuições exclusivas.
Deveria o Senado ser privado de competências afins com a Câmara, como por exemplo, a de apresentar projetos de lei - no máximo, em casos especiais de interesse dos estados definidos na Constituição.
LÚCIO ALCÂNTARA - Ex-governador e presidente da Executiva Estadual do PR
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sábado, 16 de maio de 2009
PETROBRAS II
A secretária da Receita Federal, Lina Vieira, foi advertida pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, por ter considerado irregular a manobra fiscal da Petrobras ao mudar o regime de recolhimento de impostos no curso do exercício fiscal.
A explicação dada pelo senador Aluisio Mercadante (PT-SP), de que era melhor fazer assim do que colocar dinheiro público na empresa, não faz jus à reconhecida inteligência do senador, pois a quem pertence o valor que deveria ter sido recolhido ao tesouro senão ao povo? Seria por acaso de algum particular?
Orgulhamo-nos da Petrobras, mas não será por isso que iremos admitir que ela esteja acima da lei. Por ser grande e prestigiosa, tem maiores responsabilidades e compromissos com seu proprietário, o povo brasileiro.
O expediente contábil utilizado acarretou queda na arrecadação da Contribuição sobre o Domínio Econômico (CIDE), e consequente redução no repasse feito aos estados da parte que lhes cabe.
O calote pode chegar a R$ 240 milhões, o que leva os estados prejudicados a considerarem a hipótese de entrar na justiça contra a União.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 14/05/09.
A explicação dada pelo senador Aluisio Mercadante (PT-SP), de que era melhor fazer assim do que colocar dinheiro público na empresa, não faz jus à reconhecida inteligência do senador, pois a quem pertence o valor que deveria ter sido recolhido ao tesouro senão ao povo? Seria por acaso de algum particular?
Orgulhamo-nos da Petrobras, mas não será por isso que iremos admitir que ela esteja acima da lei. Por ser grande e prestigiosa, tem maiores responsabilidades e compromissos com seu proprietário, o povo brasileiro.
O expediente contábil utilizado acarretou queda na arrecadação da Contribuição sobre o Domínio Econômico (CIDE), e consequente redução no repasse feito aos estados da parte que lhes cabe.
O calote pode chegar a R$ 240 milhões, o que leva os estados prejudicados a considerarem a hipótese de entrar na justiça contra a União.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 14/05/09.
A frase do dia
Todo dia a idade chega. O que nos cabe é aprender a partir - e há um imenso mundo para isso.
Daniel Piza
Daniel Piza
quinta-feira, 14 de maio de 2009
Bibliotecas
Lançada em Paris há alguns dias a Biblioteca Digital Mundial, surgida do esforço da UNESCO e da Biblioteca do Congresso dos Estados Unidos, para promover de forma gratuita, e em sete idiomas (portugues incluso), conteúdos culturais de vários países.
O Brasil é um dos países fundadores do projeto, o único de língua portuguesa a dele participar. A Biblioteca Nacional enviou 4.000 ítens para integrarem a nova Biblioteca, sendo que 157 já estão acessíveis.
Antes da iniciativa da Unesco, a Biblioteca Nacional já havia organizado a Biblioteca Nacional Digital, com um grande acervo sobre nosso País.
Saiba mais na Folha de S. Paulo, edição de 28/04/09.
O Brasil é um dos países fundadores do projeto, o único de língua portuguesa a dele participar. A Biblioteca Nacional enviou 4.000 ítens para integrarem a nova Biblioteca, sendo que 157 já estão acessíveis.
Antes da iniciativa da Unesco, a Biblioteca Nacional já havia organizado a Biblioteca Nacional Digital, com um grande acervo sobre nosso País.
Saiba mais na Folha de S. Paulo, edição de 28/04/09.
Crise
- A crise está no fim do começo e não no começo do fim.Foi o que disse Joseph Stiglitz (foto), vencedor do Prêmio Nobel de Economia, referindo-se a alguns fatores da economia americana, que, segundo ele, está longe de uma recuperação robusta.
Saiba mais no jornal O Estado de S.Paulo, edição de 12/05/09.
quarta-feira, 13 de maio de 2009
O Blog do Lúcio Agora Também em Papel
Sou um bibliófilo assumido.
E, como um amante dos livros, a ideia de deixar um registro em papel, dos meus escritos na internet, me perseguia desde que entrei para a blogosfera, há 2 anos.
Esse sonho agora se materializou.
Está saindo do forno, minha nova publicação Blog de Papel. Um livro que reúne informações sobre música, cinema, literatura, cultura em geral. Um olhar crítico sobre a administração pública no Ceará, no Brasil e no mundo; dicas de economia. Enfim, é bem variado.
Quero compartilhar este momento com vocês, que me acompanham e me ajudam a dar vida ao Blog do Lúcio.
Afinal, sem os comentários - favoráveis e desfavoráveis - a vontade de escrever não seria tão intensa. E o número de acessos não se manteria.
Marquei o lançamento do livro para este próximo sábado, dia 16 de maio. E quero encontrar vocês para ganhar os parabéns.... Afinal, é meu aniversário.
Tudo bem se os cumprimentos forem pelo livro e pelo meu natalício. Mais motivo pra festa.
Estarei no Clube Náutico esperando todos, das 12 às 15 horas.
Serviço:
Náutico Atlético Cearense
Avenida da Abolição, 2727
Meireles
60165-081 Fortaleza Ceará
Telefone (85) 3242 10 23
Lançamento do livro Blog de Papel
Dia 16 de maio de 2009
Das 12 às 15 horas
E, como um amante dos livros, a ideia de deixar um registro em papel, dos meus escritos na internet, me perseguia desde que entrei para a blogosfera, há 2 anos.
Esse sonho agora se materializou.
Está saindo do forno, minha nova publicação Blog de Papel. Um livro que reúne informações sobre música, cinema, literatura, cultura em geral. Um olhar crítico sobre a administração pública no Ceará, no Brasil e no mundo; dicas de economia. Enfim, é bem variado.
Quero compartilhar este momento com vocês, que me acompanham e me ajudam a dar vida ao Blog do Lúcio.
Afinal, sem os comentários - favoráveis e desfavoráveis - a vontade de escrever não seria tão intensa. E o número de acessos não se manteria.
Marquei o lançamento do livro para este próximo sábado, dia 16 de maio. E quero encontrar vocês para ganhar os parabéns.... Afinal, é meu aniversário.
Tudo bem se os cumprimentos forem pelo livro e pelo meu natalício. Mais motivo pra festa.
Estarei no Clube Náutico esperando todos, das 12 às 15 horas.
Serviço:
Náutico Atlético Cearense
Avenida da Abolição, 2727
Meireles
60165-081 Fortaleza Ceará
Telefone (85) 3242 10 23
Lançamento do livro Blog de Papel
Dia 16 de maio de 2009
Das 12 às 15 horas
PETROBRAS
A PETROBRAS não para de fazer travessuras.Vale-se de seu porte e da importância que tem na economia brasileira, para impor-se como um Estado à parte, orientando-se por seus interesses que desconhecem normas e desdenham de acionistas, inclusive do maior, o Estado brasileiro.
Quando ocupei o cargo de governador do Ceará, tive embates difíceis com a empresa, que foi algumas vezes desleal e insincera. Fatos recentes ilustram o que digo. Vamos a eles:
1- Distribuição de vultosas verbas de patrocínio para festejos juninos a municipios baianos, segundo critérios partidários, através de uma ONG ligada a funcionário da empresa.
2- Elevação do preço do óleo combustível com repercussão no custo das indústrias. Justifica sua atitude informando que a medida visa forçar maior consumo de gás. Acontece que a empresa detém, praticamente, o monopólio dos dois insumos industriais.
3- Uso de artifício para reduzir recolhimento do imposto de renda. A companhia alterou o regime fiscal no meio do exercício, procedimento vedado pelo regulamento da Receita Federal.
A PETROBRAS é uma grande empresa que orgulha os brasileiros, aliás, seus proprietários.
Mais transparência e menos arrogância lhe fariam um bem enorme.
terça-feira, 12 de maio de 2009
Veículos
No espaço de dez anos, 1998-2008, o ranking da indústria automobilística mudou bastante.Os Estados Unidos passaram do primeiro para o terceiro lugar, enquanto o Japão assumiu a liderança.
O Brasil, que em 1998 produziu 1.586.000 carros, subiu do 11º para o 7º posto em 2008, quando fabricou 3.220.000 unidades.
A China saltou do 10º para o 2º lugar, ao produzir em 2008, 9.345.000 carros.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 10/05/09.
Arrecadação
Os municípios continuam a se queixar da queda de receita. O último repasse do Fundo de Participação dos Municípios ( FPM) esteve aquém da expectativa dos prefeitos.
A diminuição da arrecadação é menor na União que nos estados e municípios. É que a União vem concedendo benefícios tributários sobre os impostos partilhados, Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados, permanecendo inafetados os que são exclusivos dela.
Após a constituição de 88, que estabeleceu repartição mais generosa de tributos entre estados e municípios, o Governo Federal ao instituir novos tributos o fez sob a forma de contribuição, para evitar a divisão com os outros entes federados.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/04/09.
A diminuição da arrecadação é menor na União que nos estados e municípios. É que a União vem concedendo benefícios tributários sobre os impostos partilhados, Imposto de Renda e Imposto sobre Produtos Industrializados, permanecendo inafetados os que são exclusivos dela.
Após a constituição de 88, que estabeleceu repartição mais generosa de tributos entre estados e municípios, o Governo Federal ao instituir novos tributos o fez sob a forma de contribuição, para evitar a divisão com os outros entes federados.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 19/04/09.
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Aniversário
O Ferroviário completou 76 anos de existência. Nasceu, como ensina o centenário Valdemar Caracas, da fusão do jurubeba com o mata-pasto.É, portanto, um filho legítimo do futebol de várzea. Pertence a uma geração de times criados a partir de funcionários de estradas de ferro, batizados com o nome de Ferroviário. Lembro de dois : um de São Paulo, a Ferroviária de Araraquara, e outro do Paraná.
Não sei se ainda há outros, ou se o Ferrim ( não me acostumo com Ferrão) é o último sobrevivente do grupo.
Em todo caso, continua bem vivo e muito querido.
segunda-feira, 11 de maio de 2009
Recessão
Os modelos de previsão do Produto Interno Bruto (PIB), usados pela equipe econômica, indicam que o Brasil entrou em recessão no primeiro trimestre.
A expectativa é de que o tombo da economia esteja entre 2% e 3%. É provável que fique mais próximo de 3%.
As estimativas consideram a queda na arrecadação de impostos e o desempenho da indústria, que caiu 7,9% nos três primeiros meses, se comparados com igual período do ano passado.
Os economistas costumam dizer que um país entra em recessão técnica quando apresenta queda no PIB por dois trimestres seguidos. A retração observada no último trimestre do ano anterior (3,6%), e no primeiro deste, configura, segundo os técnicos, quadro de recessão.
O governo é otimista e, apesar da queda, confia em forte recuperação até o fim do ano. Só o tempo dirá se entramos ou não em recessão. E se iniciamos ou não a recuperação econômica.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 10/05/09.
A expectativa é de que o tombo da economia esteja entre 2% e 3%. É provável que fique mais próximo de 3%.
As estimativas consideram a queda na arrecadação de impostos e o desempenho da indústria, que caiu 7,9% nos três primeiros meses, se comparados com igual período do ano passado.
Os economistas costumam dizer que um país entra em recessão técnica quando apresenta queda no PIB por dois trimestres seguidos. A retração observada no último trimestre do ano anterior (3,6%), e no primeiro deste, configura, segundo os técnicos, quadro de recessão.
O governo é otimista e, apesar da queda, confia em forte recuperação até o fim do ano. Só o tempo dirá se entramos ou não em recessão. E se iniciamos ou não a recuperação econômica.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 10/05/09.
Lei de Imprensa II
A Unesco organizou um debate na Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), sob o título O que ameaça a liberdade de imprensa? E quem a imprensa ameaça?, ao qual compareceu, entre outros convidados, o jornalista Franklin Martins, ministro-chefe da Secretaria de Comunicação da Presidência da República.
Na ocasião, defendeu a existência de lei que regulasse o direito de resposta, pois considera que o juiz só poderá decidir com base na legislação específica e não mediante interpretação de disposições genéricas.
O procurador da República, André Carvalho Ramos, presente ao encontro, manifestou opinião favorável ao direito de resposta como forma de zelar pelo contraditório e a exposição de diferentes pontos de vista.
Sobre a internet, o ministro afirmou considerá-la uma espécie de fiscal da grande imprensa, ao tornar visíveis seus eventuais erros. A internet é o grilo falante dos jornais, definiu.
A censura prévia e a imposição de indenizações milionárias por danos morais, ameaçam a liberdade de imprensa e a estabilidade financeira das empresas jornalísticas. Há, em certos casos, maior interesse pecuniário que na reparação da honra.
Creio que uma maior atenção das empresas jornalísticas ao direito de resposta, poderia resultar em diminuição das ações abusivas que buscam valores excessivos.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 07/05/09.
Na ocasião, defendeu a existência de lei que regulasse o direito de resposta, pois considera que o juiz só poderá decidir com base na legislação específica e não mediante interpretação de disposições genéricas.
O procurador da República, André Carvalho Ramos, presente ao encontro, manifestou opinião favorável ao direito de resposta como forma de zelar pelo contraditório e a exposição de diferentes pontos de vista.
Sobre a internet, o ministro afirmou considerá-la uma espécie de fiscal da grande imprensa, ao tornar visíveis seus eventuais erros. A internet é o grilo falante dos jornais, definiu.
A censura prévia e a imposição de indenizações milionárias por danos morais, ameaçam a liberdade de imprensa e a estabilidade financeira das empresas jornalísticas. Há, em certos casos, maior interesse pecuniário que na reparação da honra.
Creio que uma maior atenção das empresas jornalísticas ao direito de resposta, poderia resultar em diminuição das ações abusivas que buscam valores excessivos.
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 07/05/09.
sexta-feira, 8 de maio de 2009
O Ovo da Serpente
A jornalista Dora Kramer, em sua coluna no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 05/05/09, pôs o dedo na ferida.
Explico-me. Ela remete à instituição da verba indenizatória como a origem das consequências que hoje comprometem a imagem do Congresso Nacional (CN).
Temendo a reação da opinião pública ao aumento de salário dos deputados, a mesa da Câmara dos Deputados (CD) optou por criar uma verba, gerida por cada parlamentar, destinada a cobrir gastos referentes ao exercício do mandato.
Situação semelhante ocorre nos Estados Unidos e em países europeus. Entre nós, a regulamentação frouxa e uma fiscalização frágil, ensejaram desvios inaceitáveis desses recursos.
A falta de transparência nos gastos, aliada à desconfiança nos políticos, leva o público a considerar como salário recursos atribuidos à despesas vinculadas ao cumprimento do mandato.
Quando exerci as funções de deputado federal e senador da República, inexistia a figura da verba indenizatória, cuja introdução considero um erro. O mal está no dispositivo em si e, lógico, no responsável desonesto.
Está na hora de indagar: qual é o salário justo para um parlamentar? Qual é o valor razoável a ser estabelecido? Para fixá-lo, deverão ser levadas na devida conta as obrigações decorrentes do mandato, sua transitoriedade e o relevo da função.
Os penduricalhos que escamoteam o salário real, mal usados por alguns, suscitam a indignação da sociedade e sugerem que há algo a ocultar.
A hipocrisia salarial induziu os mal feitos, que agora enxovalham a instituição. A imprensa que vasculha as entranhas do parlamento, prestaria outro bom serviço se colaborasse para definir a remuneração digna dos parlamentares.
Explico-me. Ela remete à instituição da verba indenizatória como a origem das consequências que hoje comprometem a imagem do Congresso Nacional (CN).
Temendo a reação da opinião pública ao aumento de salário dos deputados, a mesa da Câmara dos Deputados (CD) optou por criar uma verba, gerida por cada parlamentar, destinada a cobrir gastos referentes ao exercício do mandato.
Situação semelhante ocorre nos Estados Unidos e em países europeus. Entre nós, a regulamentação frouxa e uma fiscalização frágil, ensejaram desvios inaceitáveis desses recursos.
A falta de transparência nos gastos, aliada à desconfiança nos políticos, leva o público a considerar como salário recursos atribuidos à despesas vinculadas ao cumprimento do mandato.
Quando exerci as funções de deputado federal e senador da República, inexistia a figura da verba indenizatória, cuja introdução considero um erro. O mal está no dispositivo em si e, lógico, no responsável desonesto.
Está na hora de indagar: qual é o salário justo para um parlamentar? Qual é o valor razoável a ser estabelecido? Para fixá-lo, deverão ser levadas na devida conta as obrigações decorrentes do mandato, sua transitoriedade e o relevo da função.
Os penduricalhos que escamoteam o salário real, mal usados por alguns, suscitam a indignação da sociedade e sugerem que há algo a ocultar.
A hipocrisia salarial induziu os mal feitos, que agora enxovalham a instituição. A imprensa que vasculha as entranhas do parlamento, prestaria outro bom serviço se colaborasse para definir a remuneração digna dos parlamentares.
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