sábado, 26 de janeiro de 2008

Candidatos

O New York Times definiu-se. Entre os políticos americanos que pleiteiam a indicação como candidato à Presidência dos Estados Unidos, nos dois partidos, o jornal manifestou, em editorial, apoiar a democrata Hillary e o republicano McCain.
Não sem registrar seu desapreço pelo Partido Republicano, considerando sua opção o mal menor. Quanto à senadora Hillary Clinton, julgou-a preparada, conhecedora dos problemas, dotada de capacidade de gestão, atributos que a qualificam para a função a que concorre.
A imprensa americana tem por hábito tomar partido nas disputas eleitorais. Os jornais não escondem suas preferências, antes as assumem.
No Brasil, não há a mesma transparência. Os jornais podem até ter candidato, mas dissimulam a escolha sob aparência de isenção. Quando isso acontece, é feito de forma sutil, mas eficaz. Em aparente respeito ao leitor.
O modelo americano é mais autêntico e verdadeiro.

9 comentários:

Anônimo disse...

Uma das características da cultura americana é a aversão à mentira. De tal forma repudiam-na, que mesmo as crianças são severamente advertidas quando mentem, fato que aqui é considerado como gracinhas infantis.

A coisa lá é tão séria, que Bill Clinton teve de assumir publicamente seu affair com Monica Lewinsky, pois o fato de mentir pro povo americano era tão mais grave que poderia até valer-lhe a cassação.

No Brasil a coisa é diferente. E nessas horas, a gente vê a diferença entre a verdadeira democracia e aquela praticada nas repúblicas da América Latina, muitas com viéis de ditaduras.

Aqui no Ceará, é flagrante a adesão sub-reptícia de grandes jornais locais a determinadas forças políticas, de preferência às que usam de expedientes obscuros ou dolosos em suas ações. Não deixa de ser uma atitude covarde, pois ao não declarar seu lado, usam de métodos furtivos e sujos para atacar, sem dar a chance de defesa ao atacado. E acabam sujando reputações e pervertendo todo o processo, sem que o leitor perceba que está sendo conduzido.

Manipulam a informação, e terminam trabalhando como verdadeiras agências de marketing político, sendo com certeza regiamente pagos pelo serviço.

Acredito que o senhor saiba qual jornal no Ceará se enquadra bem nesse perfil, Dr. Lúcio.

Cris

Anônimo disse...

O jornal O Povo deveria fazer como os jornais americanos, pois na campanha para governador jogou sujo apoiando Cid Gomes. Um desrespeito ao leitor mais esclarecido... Espero que nessa campanha de 2.008 seja um pouco mais ético.

Anônimo disse...

Como voce ve, Cris, pelo anonimo acima, é facil descobrirr qul é o jornal. Nunca escrevvo aqui mas hoje depois de ver a cobertura doPovo pra Cid gomes tive vontade de vomitar de tanto nojo que senti. O jornal ja nem disfarça o apoio ta na cara. Como voce diz deve ter sido muito bemm pago pella campanha que fez em 2006.

Anônimo disse...

O jornal O povo foi de uma ação demasiadamente tendenciosa nas eleições de 2006 contraria á sua reelção e em apoio à candidatiura de Cid Gomes.Vai ver o boato que corre por aí dando conta de que o todo-poderoso Tasso Jereissati seja o dono de 50% desse jornamleco seja até verdade.Foi de dar nojo a dorma descarada como esse jornal se comportou em 2006.Eu era assinante desse jornaleco e não renovei mais a minha assinatura.O pedante jornalista Fábio Campos deve ter sido muito bem recompensado por sua atuação pró Cid Gomes.Argh!!!!

Célio Ferreira Facó disse...

Talvez por que é o Ceará mais desenvolvido, mais civilizado que os Estados unidos, vai o POVO na contramão desta tendência mundial. NORMAS INTERNAS daquele jornal, divulgadas há pouco, tratam de balizar a conduta de seus profissionais por ocasião das eleições deste ano. FINGE EXAGEROS de uma vestal. Quer vigiar de seus profissionais as roupas, os carros, as declarações. Finge acreditar que o uso talvez de um boné ou caneta assinados acarretaria “suspeições” sobre os trabalhos de um redator, um fotógrafo. Sem que se saiba apelando a que direitos, quer fazê-lo até fora da hora de trabalho, nas férias, na folga. Não quer que participem de nenhuns atos de campanha. Mais um pouco e decretava-lhes a quarentena nalguma torre de marfim. AMEAÇA-LHES com a disciplina da Casa e as possibilidades da legislação trabalhista qualquer descumprimento. Evidente se engana. O “Manual”, como quer chamá-lo, ainda se elabora, pretende assegurar a isenção jornalística. Diz até o que não precisava: não se transformem os corredores da Empresa em passarelas, palanques de nenhum candidato; nem os seus funcionários em distribuidores de panfletos. Não sei se os seus jornalistas não se sentiram intimidados, desrespeitados em sua privacidade e cidadania com tantas e tais regrinhas. Evidente nada disso, ainda cumprido à risca, assegura a objetividade jornalística a O Povo. Esta surgirá de outros fazeres, disposições. A fidelidade aos fatos ocorridos e os que ocorrerem, por exemplo. E a crítica. E a vigilância do Poder, qualquer que seja. Sem omissões.

Manoel Júnior disse...

saindo um pouco da postagem em destaque, o diário do nordeste (de domingo) traz uma espécie de réplica cirista, uma vez que, segundo o jornalista que não me recordo o nome, ciro gomes não é o verdadeiro culpado pela vetação do nome do dr. lúcio (chesf), mas sim o PT. não seriam os dois?

dr. lúcio, deixe esta cambada de ladrão de lado; é lama pura!


“No Brasil, o que vigora é o critério da Proteção múltua-inter-mafiosa!”

(olavo de carvalho)

Célio Ferreira Facó disse...

Uma coisa é DECLARAR o órgão de imprensa, de público, O CANDIDATO DA SUA PREFERÊNCIA, dada a conjuntura atual. Isto não lhe permitirá afastar-se da realidade factual. Não o isenta de fazer boa crítica, fiscalizar o Poder. Não pode mentir. Não lhe é dado fabricar factóides. Quem vê A CAPA DE ÉPOCA desta semana não pode deixar de lamentar que setores rancorosos da cena brasileira detenham a propriedade de meios de comunicação e os utilizem para desestabilizar, atrapalhar o Governo, como puderem. É a capa vasto pano amarelo, capaz de ser visto a quarteirões de distância. Nele viaja – solto, claudicante, pequeno, um aviãozinho breve, que parece perdido. Dentro, a matéria não traz senão a descrição de riscos passados na crise mais recente, nenhum fato novo. Quer é despertar, exasperar a desconfiança e a má vontade da população contra Lula e o PT no governo. Por causa da crise – real – dos aeroportos e da corrupção na Infraero, o desleixo na ANAC. Não é preciso dizer que aquela revistinha é da Globo. Bem já se disse que no Brasil a imprensa compõe um partido – irregular, dissimulado e, porém, dos mais atuantes, majoritários, profícuos. Quer ganhar privilégios, quer governar. Por isso quer criar crises. Não poderia dar-se o caso de isto poder fazer impunemente nenhum órgão de comunicação do País!

Anônimo disse...

Caro Célio Ferreira Facó:

Tenho lido seus comentários, que julgo sempre pertinentes, e concordo com quase todos eles. Mas desta vez, discordo de você, com respeito à sua interpretação da capa/matéria da Época, e faço algumas considerações:

1- Então você acha que foi ficção a crise aérea no Brasil do governo petista?
2- Será que o loteamento de cargos, com nomeações de apadrinhados e apaniguados como aconteceu na ANAC e Infraero (e como acontece até hoje), não teve influência sobre o inferno que foi aquele período pra quem precisou viajar?
3- Será que o irresponsavel conluio de Zuanazzi, Denise Abreu e outros diretores da ANAC com a TAM e a GOL não sabotou a função pública que eles tinham a obrigação de defender?
4- Será que a queda de dois aviões em menos de 1 ano, com 154 vítimas da GOL e 199 da TAM, foi coisa banal?

A imprensa está no seu papel. Por que esta blindagem de Lula? Não existe má-fé, nem outras intenções contra o governo Lula, que passou o tempo inteiro negando a crise aérea, que era flagrante e incontestável. Morreram 154 brasileiros no acidente da GOL em setembro/2006, mas foi necessário morrerem mais 199 no da TAM em julho de 2007 para que Lula demitisse o ministro Waldir Pires, um beócio incompetente, e tomasse medidas efetiva para sanear a crise. (E no segundo acidente, ainda tem o agravante de terem liberado a pista sem condições de pouso).

Esses fatos não devem e não podem ser esquecidos. Por que sermos condescendentes com irresponsabilidades e desvios de um governo que quando aparecia era só para piorar a situação, como quando da insensatez de conselhos estapafúrdios de Marta Suplicy aos prejudicados pela crise, como "relaxar e gozar"? Ou pra fazer "top top" pra todos, como Marco Aurelio Garcia fez?

O preço da democracia é a eterna vigilância, alguém já disse. Portanto, faz parte do jogo democrático a crítica e a exposição dos erros. Por que Lula seria diferente, se todos os governantes devem satisfações de seus atos à sociedade? Só os ditadores não aceitam isto.

Portanto, Célio, com todo respeito discordo de você.

Cris

Anônimo disse...

Cara Cris, é gratificante ler seus comentários pois são esclarecedores e feito com base em fatos de conhecimento de pessoas beminformadas.Já lhe parabenizei no Blog do Eliomar e agora faço o mesmo aqui nesse espaço.Você precisa comentar mais é no blog do O povo,isto se não censurarem você como fizeram com um amigo meu que nem mesmo abrir os comentário do tal blog ele consegue mais.Comentar,nem pensar,pois bloquearam o computador pessoal dele no site do blog.Por aí,você tira como é que esse jornal venal procede quando dizem o que eles não gostam.
Abraços.
Guilhermina Gurgel