domingo, 14 de outubro de 2007

Descontinuidade


O engenheiro Mário Elizio Aguiar Soares, excelente exemplo de administrador público, acaba de publicar o livro Estádio Plácido Aderaldo Castelo - Castelão, editora ABC, no qual narra a história do nosso maior estádio de futebol.

Durante meu Governo, ele foi administrador do Castelão, tendo realizado trabalho austero, e implantado a Lei estadual 13.330, de 17 de julho de 2003, conhecida como lei da evasão de rendas.

Muitas pessoas entravam no estádio sem pagar ingressos. O anúncio da renda era saudado com estrepitosa vaia, tal a desproporção entre o número de assistentes e o valor anunciado.

A Lei veio para acabar com o abuso dos privilegiados, que ofendia o trabalhador, que se sacrificava para comprar seu ingresso.

O autor, à página 125 de seu livro acima citado, revela que após a Lei, a taxa de evasão caiu de 19,49% para 0,47%. Isto só foi possível com determinação e coragem de contrariar pessoas e corporações habituadas à gratuidade indevida. E também pelo funcionamento das catracas eletrônicas, algumas vezes danificadas por vândalos inconformados.

No atual Governo, voltou-se, inexplicavelmente, ao obsoleto ingresso de papel, que impede o controle adequado do acesso aos espetáculos, além de ensejar maiores possibilidades de fraude.

Descontinuidade administrativa gera atraso e retrocesso.

Um comentário:

Anônimo disse...

Dr. Lúcio.

A evasão de renda no seu governo foi enfrentada com determinação e vigor e após a Lei estadual 13.330 de 17 de julho de 2003, conforme demonstrou o engenheiro Mário Elízio, tivemos uma substancial diminuição da evasão. Uma árdua tarefa, visto que, sabemos da dificuldade de coibir a entrada das chamadas “Autoridades” que adoram um privilégio.
Outro fato importantíssimo para a diminuição da evasão foi à instalação das catracas eletrônicas, moderno equipamento que decodifica o ingresso após sua passagem pela catraca impossibilitando sua reutilização, contribuindo para a eliminação do chamado “bate e volta” dos ingressos.
Mais uma ação de melhoria do Castelão foi o ordenamento dos ambulantes que passaram a ocupar espaços preestabelecidos saindo das passagens dos torcedores nos corredores do estádio.
É necessário e importante lembra que iniciamos no seu governo, após uma acirrada disputa judicial de duas construtoras que demandou vários meses, a reforma do Castelão com a construção dos camarotes, museu, restaurante, lojas, instalação de novos banheiros e bares, etc...
Volto a afirmar que o seu governo foi um marco no esporte cearense.
Guedes Neto do Ceará