sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Tempos black

Manifestantes black blocs viram carro da polícia em São Paulo durante ato de apoio aos professores em greve no Rio. Os pilares do Masp foram pichados. Agências bancárias e lojas, depredadas. O governador Geraldo Alckmim (PSDB) liberou o uso de balas de borracha contra manifestantes e a polícia prendeu e indiciou pela Lei de Segurança Nacional, uma lei da ditadura, dois estudantes acusados de vandalismo. A justiça os liberou depois.
(Fonte: O Estado de S.Paulo - 13/10/2013)

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Biografias

Há uma polêmica ocupando grande espaço na midia sobre a publicação de biografias.

Enquanto autores e editores invocam a liberdade de expressão consagrada na constituição para escreverem e publicarem biografias não autorizadas, isto é, sem autorização prévia do biografado, quando vivo, ou de seus familiares, se falecidos, biografados e biográfaveis, celebridades, se insurgem contra essa atitude arrimados em dispositivo da constituição que garante a privacidade.

Caberá ao Supremo Tribunal Federal dirimir a questão estabelecendo a primazia de um ou outro íten constitucional. Paralelamente tramita na Câmara dos Deputados que revoga dispositivo do Código Civil que ampara decisões judiciais suscitadas por interessados que culminam com a apreensão de biografias publicadas.

Pelo que leio nos jornais tenta-se um acordo no Congresso em torno de um texto que libere as publicações mas admitam um rito sumário na justiça para decidir sobre queixas dos que se julguem ofendidos pela obra.

Selecionei duas opiniões divergentes sobre o tema entre tantas expressadas por famosos envolvidos na discussão.

Quem vale mais? A vida pessoal de quem deve tudo ao público ou a liberdade de escrever ?
Roberto da Matta

Em lugar de escolherem um assunto os modernos biógrafos agarram uma vítima. A coisa vai a tal ponto que os homens bons têm medo de morrer.
William Lyon Phelps, em O Prêmio, de Irving Wallace, página 176

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

Elas

O que elas disseram :

Espionar entre amigos é inaceitável
Angela Merkel, a propósito da espionagem americana

Não pensa que é mole, não.
Dilma Rousseff, sobre governar o Brasil

Por que mulheres maduras que chegam ao poder só usam roupas minimalistas ?
Roberto Cavalli, estilista italianos sobre o estilo sóbrio de Angela e Dilma

Futebol

O sonho dos treinadores é fazer do futebol um jogo técnico, tático, racional e previsível;não vão conseguir.

 Tostão, em artigo Folha de São Paulo, edição de 27/10/13

Protestos

Pesquisa Datafolha mostra que 95% dos pulistanos ouvidos desaprovam os black-blocs. Para 76% os protestos foram mais violentos que deveriam;42% acham que a PM se excedeu.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 27/10/13

Fábrica

O grupo Edson Queiroz vai construir uma nova fábrica de bebidas em Horizonte. O investimento será de R$ 100,00 milhões.

A companhia já possui três outras plantas de bebidas. Só o setor de bebidas do grupo emprega 3.000 pessoas. Ao todo são 21 fontes de água distribuidas por 15 estados.

A nova unidade ampliará em 30% a capacidade de produção da Indaiá, marca que é forte no nordeste. Além de água serão produzidos sucos e refrigerantes.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 25/10/13

quarta-feira, 23 de outubro de 2013

Homenagem a Vinicius e Nava

Balada de Pedro Nava I - Vinicius de Moraes

(O anjo e o túmulo)

I
Meu amigo Pedro Nava
Em que navio embarcou:
A bordo do Westphalia
Ou a bordo do Lidador?

Em que antárticas espumas
Navega o navegador
Em que brahmas, em que brumas

Pedro Nava se afogou?

Juro que estava comigo
Há coisa de não faz muito
Enchendo bem a caveira
Ao seu eterno defunto.

Ou não era Pedro Nava
Quem me falava aqui junto
Não era o Nava de fato
Nem era o Nava defunto?…

Se o tivesse aqui comigo
Tudo se solucionava
Diria ao garçom: Escanção!
Uma pedra a Pedro Nava!

Uma pedra a Pedro Nava
Nessa pedra uma inscrição:
“- deste que muito te amava
teu amigo, teu irmão…”

Mas oh, não! que ele não morra
Sem escutar meu segredo
Estou nas garras da Cachorra
Vou ficar louco de medo

Preciso muito falar-lhe
Antes que chegue amanhã:
Pedro Nava, meu amigo
DESCEU O LEVIATÃ!

Marcos Vinicius da Cruz de Mello Moraes, ou Vinicius de Moraes (Rio de Janeiro, 19 de outubro de 1913 - Rio de Janeiro, 9 de julho de 1980) - Além de poeta, foi compositor, letrista, jornalista, dramaturgo e diplomata. Um dos mais conhecidos e lidos poetas brasileiros. Foi um dos responsáveis pela modernização da música brasileira através da Bossa Nova, ao lado de músicos como Antônio Carlos Jobim, Carlos Lyra e Baden Powell.

VOO COMERCIAL OU JATO EXECUTIVO?



VOO COMERCIAL OU JATO EXECUTIVO?
Esforço Fiscal e Eficiência das Políticas Públicas


É difícil não perceber o crescimento de um clamor social entre os cearenses, que cada vez mais criticam a falência das políticas públicas locais. O Ronda do Quarteirão não conseguiu conter o crescimento da violência, o sistema público de saúde agoniza como os pacientes do “piscinão do HGF” e a economia perde força e competitividade.

De forma simples, o sucesso de uma política pública depende tanto da eficiência do seu desenho (o Ronda do Quarteirão, por exemplo, foi uma estratégia de marketing de campanha política, e não uma proposta séria de política), quanto da eficácia de sua execução (várias iniciativas que o atual governo deu continuidade, como o Projeto São José e a Política de Habitação Social, parecem ter sido cooptadas politicamente, perdendo o foco programático original, como nos mostra o chamado “Escândalo dos Banheiros”).

Além disso, a limitação de recursos – pessoas, material, dinheiro e boas ideias – faz com que o custo do erro seja amplificado, pois quando optamos por fazer algo que não funciona ou não atinge o objetivo pretendido, o fazermos às custas de outras iniciativas que poderiam ter sido executadas. Existem poucas balas, então, não adianta gastar munição!

Daí a enorme importância da qualidade do pessoal do staff estratégico (planejamento, fazenda, administração, controladoria etc.), que garante a integração da ação do Estado, e do esforço fiscal, que nos diz nossa capacidade de execução material. As finanças públicas evoluíram muito no Brasil e hoje existe um amplo acervo de procedimentos e normas que buscam alinhar esses aspectos técnicos e operacionais da execução das políticas públicas, mas muito ainda depende da habilidade do gestor principal e de suas escolhas: voo comercial ou jato executivo?

Vivemos em um estado pobre. A renda média de uma família cearense em 2012 era equivalente a apenas 63,4% da renda média nacional, segundo dados da PNAD, do IBGE. Temos, portanto, uma capacidade contributiva menor do que média nacional, o que exige um Estado muito mais eficiente no controle dos seus gastos.

Quando Governador dediquei especial atenção a essas questões. Criei uma secretaria de controle interno, a Controladoria, com o objetivo de melhorar a execução dos gastos públicos e fizemos um enorme esforço na gestão das finanças públicas, como, por exemplo, no controle do endividamento público.

Em dezembro de 2002 a relação entre Dívida Corrente Líquida e Receita Corrente Líquida (DCL/RCL) era de 1,18, isto é, a dívida total do Estado era maior do que as receitas anuais em 18%. Após um enorme esforço de equilíbrio das finanças públicas, com controle rigoroso de todos os gastos, conseguimos levar o índice DCL/RCL para 0,60 com um ganho de 58 pontos percentuais no período, resultando numa gigantesca economia com o pagamento de juros e a recomposição da capacidade de endividamento do Estado.

A dívida estadual caiu de R$ 4,5 bilhões, em valores nominais do final de 2002, para R$ 3,6 bilhões, em dezembro de 2006. Devemos lembrar que a conjuntura daquele período era bastante adversa: o então Ministro da Fazenda, Antônio Palocci havia estabelecido metas elevadas para o superávit primário do setor público e os estados deveriam colaborar, o que reduziu a capacidade de investimento de todos os estados, não só do Ceará. Porém, no decorrer daquele período, com a redução da dívida conseguimos retomar a capacidade de inversão, que passou de R$ 627 milhões, em 2003, para R$ 1,65 bilhão, em 2006, ou de 1,9% do PIB para 3,6% do PIB.

Dessa forma, passei o Governo para o meu sucessor com dois excelente indicadores do esforço fiscal: endividamento baixo e elevada capacidade de investimento.

A comparação com o atual Governo é inevitável: a relação DCL/RCL continuou caindo, chegando a 0,28 em dezembro de 2012, isto é, uma redução de 32 pontos percentuais em seis anos, portanto, inferior ao que conseguimos no período 2003/06. Graças aos nossos esforços de disciplina fiscal, os valores nominais de investimentos também cresceram, atingindo R$ 4,4 bilhões em 2013, ainda que a população não consiga ver os benefícios do maior dispêndio público.

O Estado vem reduzindo o seu nível de eficiência, tanto do ponto de vista programática, com políticas públicas com defeitos de formulação e execução, quanto do ponto de vista estrutural, ao corroer a disciplina fiscal quando escolhe ter mais e piores despesas do que seria socialmente defensável: a escolha é sempre pelo jato executivo.
 
Os dados da relação DCL/RCL estão disponíveis na página eletrônica do Tesouro Nacional, no endereço https://www.tesouro.fazenda.gov.br/images/arquivos/Responsabilidade_Fiscal/Prefeituras_e_Governos_Estaduais/arquivos/DCL_RCL_Estados_24092013.pdf. As informações sobre investimento público do Estado do Ceará podem ser consultadas em www.seplag.ce.gov.br nos relatórios anuais de Mensagem à Assembleia.

Fraude

Acaba de ser descoberta mais uma fraude no SUS. Em 5 anos o desvio teria sido de R$ 500,00 milhões. As irregularidades aparecem em prefeituras, Estados e instituições particulares.

Para se ter uma ideia do descontrole há registro de 201 consultas de um paciente no mesmo dia.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 20/10/13

Amigos

Editores de quatro revistas médicas brasileiras, todas ligadas à conceituadas instituições, combinaram entre si a publicação de artigos que seriam citados nas outras três de forma a aumentar o fator de impacto dos periódicos.

O impacto é importante para avaliar o desempenho dos pesquisadores e a qualidade do periódico. Trata-se de uma avaliação quantitativa que prestigia o pesquisador citado e as revistas onde os trabalhos foram publicados.

A ação entre amigos foi descoberta graças a um programa de computador. A punição aplicada foi branda, pois não havia uma previsão para esse tipo de fraude. Um dos editores foi demitido, as revistas deixaram de constar do índice de avaliação e trabalhos nelas publicados deixaram de ser contabilizados.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 19/10/2013

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Cardápio

Na Síria, envolta em uma trágica e interminável guerra civil, um grupo de clérigos islâmicos emitiu um decreto religioso (fatwa, em árabe) que permite aos muçulmanos cercados pelos combates entre os rebeldes e as forças do governo comerem cães, gatos e burros. A ONU relata mortes por desnutrição.

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 16/10/13

Volência

Do Diário do Nordeste, edição de 15/10/13 :

Balanço
Grande Fortaleza registrou 27 crimes.
Foram 4 na sexta-feira, 4 no sábado e 13 no domingo
25 a tiros e 2 a golpes de faca

Voos

O preço dos voos no período da Copa já aumentou dez vezes. Uma passagem Rio/São Paulo custa o mesmo que ir à Nova York.

Trechos menos concorridos também estão inflacionados.

Quanto aos hoteis há registro de aumentos de até 583%. Nas 12 cidades sede os reajustes estavam acima de 100% quando comparados preços das diárias para a Copa com as cobradas entre julho/agosto deste ano.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 14/10/13

Amazon

Dez escritores brasileiros autores de contos e romances terão obras traduzidas e publicadas pela Amazon.

Entre os escolhidos está Tércia Montenegro, escritora cearense, com uma antologia de histórias breves deverá sair por aquela gigante americana no início de 2014.

Tércia é autora do livro de contos O Vendedor de Judas (Prêmio Funarte; Demócrito Rocha, 2011) e do romance Instruções para Beijar (7 Letras, 2010), entre outros.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 15/10/13

quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Retrato de um gigante


                                                     Entre os conservadores britânicos,
                                                     imaginar que um trabalhador braçal
                                                     pudesse votar só poderia ser piada

A esquerda luta contra as desigualdades; a direita pretende apenas perpetuá-las. Podem passar milênios sobre a história humana. Mas esse é o clichê que fica.

Injusto. Nos últimos tempos, por motivos acadêmicos, tenho passado os dias com o conservador Benjamin Disraeli (1804""1881).

Sim, na longa galeria de primeiros-ministros britânicos, Disraeli perde em popularidade para gigantes como Churchill ou até para o contemporâneo Gladstone. Quando muito, Disraeli é lembrado como romancista (mediano) e um dos principais confidentes da rainha Vitória.

Mas Disraeli foi mais que tudo isso: ele simplesmente evitou que a Inglaterra cumprisse a revolução profetizada por Marx. A forma como o fez desafia todos os clichês ideológicos.

Aliás, a referência a Marx não é por acaso. Porque ambos, habitando a mesma cidade, contemplaram o mesmo problema: o fosso crescente entre ricos e pobres; a concentração de riqueza (e de poder) na mão de uns poucos --e depois uma longa legião de miseráveis que a Revolução Industrial produzia nas cidades.

Mas existe uma diferença: para Marx, o proletariado estava pronto para a revolução porque nada tinha a perder. Para Disraeli, o proletariado só não estaria pronto para a revolução se tivesse alguma coisa a ganhar.

Um pouco de história: em 1832, quando o Parlamento aprovou uma importante reforma eleitoral (a Reform Bill, promovida pelo partido Whig), foi concedido à classe média o direito de voto.

Disraeli reagiu. Por temer que o direito de voto à classe média pusesse em causa os sucessos eleitorais futuros do seu próprio partido conservador, aliado tradicional da aristocracia terratenente?

Sem dúvida --o calculismo partidário não nasceu hoje. Mas o problema, para Disraeli, não era apenas partidário, era nacional. Ou, dito de outra forma, o que seria da Inglaterra se as classes trabalhadoras fossem deixadas para trás? Não seria preferível conceder também o direito de voto às classes trabalhadoras?

Uma pergunta dessas, entre os conservadores, era simplesmente blasfêmia: imaginar que um trabalhador braçal pudesse votar só poderia ser piada.

Pior ainda: como o sr. Karl Marx ensinava, alargar os direitos políticos ao proletariado era convidar para dentro de casa quem a desejava destruir.

A resposta de Disraeli foi simples e crucial: ninguém deseja destruir uma casa que também sente como sua.
Dito e feito: em 1867, Disraeli aprovou o Reform Act, que concedeu o direito de voto aos trabalhadores urbanos. A historiadora Gertrude Himmelfarb explica a importância do gesto em uma única frase: foi nesse ano que a democracia plena nasceu no Reino Unido.

Mas Disraeli não ficou por aqui: como lembra Peter Viereck em estudo que também lhe é dedicado ("Conservative Thinkers", um primor de concisão e erudição), Disraeli acabaria mais tarde por legalizar também os sindicatos; e o direito à greve; e o direito à constituição de piquetes pacíficos; para além de ter aprovado mil outras leis laborais que extinguiram, um por um, todos os focos potencialmente revolucionários no país.

Como explicar tudo isso? Como explicar, no fundo, que tivesse sido um conservador a depositar uma fé tão otimista nos marginais do sistema?

Opinião pessoal: porque Disraeli, apesar de todos os sucessos literários e políticos, sempre se sentiu um marginal na sociedade inglesa do século 19. Aos olhos dos seus pares, ele era o eterno "estrangeiro", o eterno "exótico", o eterno "judeu", apesar do batismo na fé cristã.

E não existe nada mais insultuoso para um "outsider" do que a ideia paternalista, seja de esquerda ou de direita, de que todos os "outsiders" são por definição selvagens e revolucionários.

Não são, disse Disraeli: eles também podem ser cavalheiros se forem tratados como cavalheiros. E só assim, tratados como cavalheiros, eles estarão dispostos a preservar, e não a destruir, a constituição de que fazem parte.

Foi essa a lição magistral que salvou a Inglaterra da revolução --e, claro, o partido conservador do esquecimento.

Que essa lição seja ignorada pela esquerda, não admira. Que ela seja ignorada pela direita, eis uma fatalidade que já causa maior espanto.

Fonte: Folha de São Paulo (15/10/2013)

domingo, 13 de outubro de 2013

Frankfurt

O escritor Luis Ruffato ao falar em nome dos escritores brasileiros na abertura da Feira de Frankfurt, na qual nosso país é o homenageado, ecoou o tema "Brasil, muitas vozes" dando ênfase mais às mazelas que às virtudes nacionais.

Desgostou a alguns, entre eles a ministra Marta Suplicy e o vice-presidente Michel Temer. Esse abandonou o discurso escrito que faria para num improviso destacar aspectos positivos da cultura e instituições  brasileiras.

Ruffato falou pouco de literatura a não ser para dizer que ela pode mudar a vida das pessoas como aconteceu com a sua. Ganhou aplausos dos terceiro mundistas alemães e instalou polêmica sobre a oportunidade de seu discurso.

Falou de literatura para dizer que ela tem o poder de mudar a vida das pessoas. Como aconteceu com a sua. De origem modesta, ascendeu socialmente para se instalar no panteon dos novos escritores brasileiros.
 Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 10/10/13, página E6

Escândalo

Manchete do jornal O Estado, edição de 10/10/13 :

Ameaça grave
Falta de insulina em postos pode levar diabéticos a óbito

Ha três meses, a medicação não é distribuida nos postos de saúde de Fortaleza. A Secretaria Municipal de Saúde afirma que os laboratórios estão desabastecidos da matéria prima, que é importada.

Bolsa família

Bolsa família beneficiou 2.168 políticos ilegalmente. Governo diz que todos, vereadores e prefeitos, tiveram benefícios cancelados.

Essa gente não tem jeito. Lembra o que aconteceu quando foi implantada a aposentadoria do trabalhador rural. Uma porção de gente aposentou-se sem nunca ter dado um dia de serviço no campo.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 12/10/13, página A10

Vinicius

Já bastante doente, Vinicius de Morais ao dar uma entrevista recebeu de chofre a seguinte pergunta da jornalista :

Você tem medo da morte ?

Resposta : Não, tenho saudade da vida.

sábado, 12 de outubro de 2013

Universidades

A USP (Universidade de São Paulo) foi rebaixada no ranking internacional que elenca as principais universidades. Ao perder 68 posições deixou de figurar entre as 200 melhores do mundo pela primeira vez nos últimos três anos.

Na lista do THE (Times Higher Education), publicação anual britânica divulgada desde 2004, a USP saiu da 158ª colocação para um grupo que vai do 226º ao 250º (a partir de 200 o ranking não traz informação específica, mas separada por grupos).

A Universidade de Campinas (Unicamp) também caiu de posição. Caiu de 251º - 275º para 301º - 350º.

O ranking é liderado pelo Instituto de Tecnologia da Califórnia. Dos dez primeiros colocados 7 são dos Estados Unidos e 10 do Reino Unido.

O Brasil foi o único país a sair do grupo das 200 melhores no novo ranking.

Não há uma explicação clara para o reaixamento das duas universidades. Renato Pedrosa, da Unicamp, acha que nossas universidades não estão preparadas para fornecer dados aos responsáveis pela eleboração de rankings.

Já Phil Baty, editor do THE, atribui a queda ao baixo grau de internacionalização. Pouca produção em inglês, o que acarreta poucas citações de outros cientistas, e ausência de aulas em inglês.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 03/10/13, página C1 

Igreja

O papa Francisco volta a surpreender quando declara que a cúpula da igreja é a lepra do papado.. Denuncia uma cúria distante do rebanho, vaticanocêntrica, introspectiva e negligente com 1,2 bi de fiéis.

Dizendo não compartilhar com ela tudo fará para muda-la. A manifestação do papa foi feita em entrtevista concedida no dia em que começou a reunião do grupo que irá sugerir reformas na igreja, constituido por oito cardeais.

No Brasil o papa logo seria censurado pelos arautos do comportamento politicamente correto ao dizer lepra, e não hanseníase, expressão contemporânea adotada para indicar a milenar doença. No caso, não obstante serem sinônimas, a palavra empregada faz a diferença.

 Hanseníase atenuaria o impacto da inconformidade do pontífice com a atuação da alta hierarquia da igreja católica mais atenta aos interesses materiais do Vaticano enredada nas disputas pelo poder.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 02/10/13, página A14

quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Cosntituição de 88

A nossa Consituição completa 25 anos. Foi a ponte para a transição entre o regime militar e o retorno à democracia. Instrumento eficaz para a realização pacífica dessa passagem.

Queixam-se alguns de sua extensão e detalhismo. Não teríamos concluido sua elaboração não fora assim. De um lado tratava-se de acolher direitos e aspirações populares ha muito reprimidas cujos setores interessados desejavam ver incluidos na nova carta magna.

De outro havia, e ainda há, uma desconfiança de que a maior garantia para cumprimento de uma norma é inclui-la na Constituição. Uma síntese disso é a afirmação corrente de que "existem leis que pegam e outras não."

Uma forma utilizada para superar impasses e permitir a continuidade dos trabalhos, utilizada com muita frequência, foi a previsão de leis para regulamentar dispositivos constitucionais.

Infelizmente o parlamento pouco tem feito em relação a isso com perdas sensíveis para fruição de direitos e observancia de normas previstas na Constituição. Cito uma : o direito de greve dos funcionários públicos.

Faria melhor nosso Congresso se em vez de aprovar emendas constitucionais que ampliam uma Carta já muita extensa aprovassem leis que disciplinem artigos por regulamentar. Segundo o jornal Folha de São Paulo, edição de 05/10/13, eles são em número de 125.

Contra essa indolência legislativa a própria Constituição se prevenira ao adotar o chamado mandado de injunção que permite ao STF, quando provocado, pedir a regulamentação de algo não regulamentado.

O fato faz de nossa Constituição, em suas bodas de prata, um documento inacabado.   

segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Frankfurt

O Brasil é o país homenageado este ano na Feira do Livro de Frankfurt o maior evento mundial no gênero.

O Ministério da Cultura selecionou 70 escritores para representarem o país. Entre eles estava Paulo Coelho, um best seller internacional.

Mencionado escritor vem de anunciar sua desistência de integrar nossa representação. Fundamenta sua decisão na discordância com o critério adotado para escolher os autores que irão à Feira. Duvida que os 70 convidados sejam escritores. Desses, afirma só conhecer 20. Os demais, "presumivelmente, diz, são amigos de amigos de amigos. Nepotismo".

A entrevista de Paulo Coelho foi concedida ao jornal alemão "Die Welt". 

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 05/10/13, página E3

Marina

Se não temos o registro legal, temos o registro moral perante a sociedade.

Marina Silva.
(Sobre o indeferimento, pelo TSE, do registro de seu partido, Rede.

quinta-feira, 3 de outubro de 2013