terça-feira, 1 de julho de 2008

Cargos

Em Dezembro de 2006, ao visitar o Presidente Lula, para me despedir e agradecer atenções recebidas durante meu período como Governador do Estado do Ceará, ouvi dele, espontâneamente, que gostaria de contar comigo em seu Governo, em razão da lealdade que tivera para com ele, em momentos cruciais de sua administração, minha probidade e desempenho administrativo.

Posteriormente, já fora do Governo, ouvi, e outras pessoas também, de todos os ministros da coordenação política que se sucederam no cargo, e de outros colaboradores do Presidente, a reiteração do propósito.

Se não se confirmou, não serei eu a saber a razão. Qualquer um, medianamente informado, sabe do canibalismo partidário que caracteriza a disputa por cargos no Governo Federal. De veto, só tomei conhecimento de um, o do Deputado Ciro Gomes, por ele desmentido, mediante declaração atribuída ao Ministro José Múcio, em declaração publicada no jornal Correio Braziliense.

Após os fatos ocorridos na campanha de 2006, de conhecimento geral, só me restava deixar o Partido da Social Democriacia Brasileira (PSDB) ou a política. Como penso que tenha, ainda, contribuição a oferecer à política, optei por deixar o Partido. Para ingressar no Partido da República (PR) não barganhei cargo.

Este ano, em Fevereiro, em encontro com o Ministro José Múcio, desautorizei qualquer movimento visando designar-me para ocupar cargo no Governo Federal. O fato foi amplamente noticiado pela imprensa.

Quanto ao assunto mais recente, nomeação para a Vice-Presidência do Banco do Brasil, não obstante o noticiário, declarei, várias vezes, à imprensa, nunca ter sido consultado ou convidado.

Agradeço sua preocupação quanto ao meu futuro político. Sua opinião, embora relevante, não elide outras opções. Transações políticas processadas em importantes gabinetes, não têm caráter impositivo, face a liberdade de opinião, esteio do regime democrático.

Agradeço de antemão a divulgação que der aos meus esclarecimentos.

Cordialmente,

Lúcio Alcântara

* Esclarecimento repassado ao jornalista Fábio Campos, publicado na Coluna Política, do jornal O Povo, desta terça-feira (1°/7/08), referente a comentário feito dia 28/06, no mesmo espaço.

10 comentários:

Célio Ferreira Facó disse...

Derrotas há que são de fato perfeitas VITÓRIAS. Neste clientelismo despudorado com que se preenchem agora os cargos políticos, foi Hélio Fernandes, da Tribuna da Imprensa, sabedor das muitas promessas/dívidas do governo de Lula (Até tu?) a Lúcio Alcântara, quem fez a análise clara, conclusiva: “Traído por todos no Ceará, Lucio Alcântara não se reelegeu. Garantiram um cargo federal para ele, espera há 1 ano e meio. Corretíssimo, fez bom governo, mas sem ser corrupto, prejudica”, escreveu recentemente aquele bravo repórter.

Anônimo disse...

O preço por sua ética e honestidade foi alto para você e todos que o admiram mas será muito maior para o povo do Ceará que já começou a pagar um altíssimo preço por escolher um governante vaidoso e incompetente para lhe substituir.
Chega a causar nojo a má vontade e muitas vezes a desonestidade intelectual do pedante jornalista Fábio Campos com você,Lúcio.Só que hoje com sua resposta inquetionável ele não teve mais argumentos para lhe atacar.

Anônimo disse...

“Traído por todos no Ceará, Lucio Alcântara não se reelegeu. Garantiram um cargo federal para ele, espera há 1 ano e meio. Corretíssimo, fez bom governo, mas sem ser corrupto, prejudica”, escreveu recentemente o jornalista Hélio Fernandes. está certíssimo, sim.

Célio Ferreira Facó disse...

Falar em cargos, repórteres de O Povo (este Jornal faz agora sua primeira página quase sem texto, só com figuras e legendas!) fazem agora no Caderno eletrônico de Política, uma caixinha de recolher preferências dos leitores sobre o vice de Luizianne e grupelho da reeleição. Estes, atrapalhados agora, esperam ainda achar uma personagem suficientemente neutra, conveniente aos seus mesmos interesses, para o cargo, não fazem nenhuma consulta popular). Em vez disso, ía eu sugerir que os administradores daquele Caderno compusessem, por exemplo, algumas notas firmes, breves, radiográficas de como está agora carente de bom governo e alguma administração mais eficiente, mais transparente este nosso Município e também que esperar dos Prefeitos, a atual, que um equívoco da lei eleitoral permite ser também (e, pois, quase exclusivamente) candidata e o próximo, a confirmar-se na iminente eleição. Este, qualquer que seja, não poderá governar Fortaleza só com os termos das alianças partidárias de agora e as vãs promessas da propaganda. Fortaleza fenece.

david disse...

Lúcio, gostaria de saber qual seu pensamento sobre a cidade. Mesmo não sendo candidato agora, mas tendo sido prefeito e feito governo inovador por mudanças na estrutura e no relatório de sua gestão, gostaria de ter essa visão sobre seu pensamento.

Gostaria de ver como você pensa a distinção entre governar um município e um estado, mesmo tendo governando com legislações diferentes. O que mudou, qual a nova estratégia que aplicaria, o que mudaria na atual configuração das instituições municipais, etc.

Anônimo disse...

Lúcio, você tem que repercutir como fez agora nesse blog as coisas que a imprensa noticia sobre você, senão fica uma coisa doida, pois o blog é seu e não fala de ti?????

Anônimo disse...

Governador, o Sr. já havia ido a Brasília desautorizar pessoalmente qualquer iniciativa do seu partido em pleitear cargo federal em seu favor. Quando surgiram rumores de que o seu nome estava cotado para a vice-presidência do Banco do Brasil, o Sr. não reiterou publicamente a recusa antecipada, anteriormente definida, deixando suficiente espaço para especulações que faziam crer que o Sr., diante da nova oferta, poderia recuar da posição anterior e acabar aceitando, sim, o posto oferecido. Foi isto - um erro de comunicação seu -que deu margem a que um colunista reconhecidamente antipático ao seu nome, construísse aquele ensaio mórbido sobre o seu futuro político quando, na verdade, a incompetência, a ausência de compostura e moralidade generalizadas conspiram, célere, em favor de um aumento crescente do seu prestígio popular. (Josué de Lima)

Anônimo disse...

Jornalista pedante e pretencioso. Deve ter esquecido dos ensinamentos de seu pai, que muito sofreu com ele e por ele ter tido uma péssima reputação em sua juventude, inclusive com condenações judiciais e prisões...

Anônimo disse...

O sr. tem que falar mais, dr. Lúcio, ocupar espaços com a sua experiência, e usar seu blog pra isso, pois o Josué acima tem razão, quando não fala, deixa que se abra espaço para esses instrumentos mesquinhos das forças (nem tão) ocultas da política tecem especulações malfazejas sobre o sr. Fala dr.!

Augusto disse...

Os jornalistas precisam entender que ainda existem poucos homens públicos que não vivem atrás de cargos com bons salários.
O senhor saiu do governo de forma muito honrada e não precisa de qualquer cargo federal para se manter ativo na política.
2010 vem aí e o povo já percebeu o seu grande valor.
E a sua independência, com certeza, incomoda muita gente.