terça-feira, 21 de agosto de 2012

Policial II

Vamos às regras:

1- O criminoso deve ser mencionado na primeira parte da narrativa, mas não deve ser ninguém cujos pensamentos o leitor teve oportunidade de acompanhar

2- Nenhum agente sobrenatural é admitido

3- Não deve haver mais de um quarto ou passagem secretos

4- Nenhum veneno desconhecido deve ser usado ou, de fato, qualquer aparelho que exija uma longa explicação científica

5- Nenhum chinês deve fazer parte da história

6- Nenhum acaso deve auxiliar o detetive, assim como ele não deve possuir uma intuição inexplicável.

7- O próprio detetive não pode cometer o crime ou contar com qualquer pista que não tenha sido imediatamente apresentada ao leitor

8- O amigo bobo do detetive, o Watson, deve ser ligeiramente, mas não mais que ligeiramente menos inteligente que o leitor médio e seus pensamentos não devem ser ocultados

9- E, por fim, irmão gêmeos e sósias em geral não devem aparecer, a menos que o leitor tenha sido devidamente preparado para eles.

Segundo P.D James "essas regras, se aceitas como obrigatórias, teriam reduzido a história de tetive a um enigma quase intelectual, no qual o leitor exercitaria sua inteligência não só contra o assassino fictício mas contra o escritor, cujas peculiaridades ou recursos ardilosos os aficiondos se empenhariam em reconhecer e refutar".

Policial

Sou um adepto de romances policiais. Tramas inteligentes urdidas por ícones do gênero me proporcionam momentos agradáveis de leitura que aliviam tensões e fazem esquecer preocupações.

No momento estou lendo Segredos do Romance Policial, de P.D.James, editora Três Estrelas, uma das grandes do gênero.

Trata-se de um passeio pelas obras de autores de diversas épocas, desde Poe, tido como precursor de histórias policiais, estudando estilos e personagens que desvendam crimes misteriosos com o recurso à inteligência.

No mencionado livro encontrei um conjunto de regras elaboradas por Ronald Knox no prefácio ao livro Best Detective Stories 1928-29 por ele editado que orienta a  elaboração dos enredos das tramas policiais.

continua...

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Maconha

O presidente José Mujica, do Uruguai, encaminhou ao Congresso projeto de lei para regular, produção, industrialização, comercialização e consumo da maconha pelo estado.

O plano do governo é combater a pasta base droga que o governo considera responsável pelo aumento da criminalidade deslocando o consumo de drogas para a maconha.

A estimativa é de que será necessária uma produção de 27 toneladas ano em uma área de 100 hectares para atender o mercado local estimado em 75 mil pessoas.

Industrializado, o produto será comercializado sob a forma de cigarros a residentes no Uruguai, devidamente cadastrados, maiores de 18 anos, até um limite de 40 cigarros por mês.

O imposto decorrente da comercialização será canalizado para tratamento de dependentes de drogas.

A proposta gerou reação da oposição assim como a de junho deste ano que descriminalizou a maconha e desencadeou grande polêmica no país.

Para evitar que Montevideu se torne a Amsterdam do Rio da Prata turistas não poderão adquirir a maconha estatal.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 11/08/12

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Polêmica

O Conselho Regional de Medicina do Rio de Janeiro editou norma proibindo médicos de fazerem partos em casa.

A medida causou reação de grupos que se opoem à medida. Invocam o direito de optar da mulher.

O Conselho Federal de Medicina decidiu amenizar o tom da discussão afirmando que esse tipo de procedimento deve se realizar de preferência em ambiente hospitalar por ser mais seguro.

O CFM na mesma nota considera que se deve respeitar a autonomia do médico e da grávida sem se "desconsiderar a a viabilidade de seu filho, bem como sua própria integridade física e psiquica".

O tempo das parteiras a domicílio passou. Vivemos a época das cesarianas com partos em datas agendadas em hospitais onde não é raro a incidência de infecções que complicam um ato natural.

A discussão promete render.

Saiba mais em O Globo, edição de 11/08/12

Agir

Não podemos aceitar que o sal se torne insípido e a luz fique escondida.

Mateus, 5, 13-16

Sejamos o sal que salga e a luz que ilumina.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

A fala e a escrita

"Sorria, quando disser isso."

Como se sorrir ao escrever?

Você atribui às letras uma fortuna que elas não podem ter.

(Platão, Phaedrus)

Vidal

Faleceu o escritor, ensaista, roteirista e dramaturgo americano Gore Vidal aos 86 anos.

Membro da elite americana, filho de uma família tradicional, foi um crítico radical da sociedade e da política dos Estados Unidos. Tentou por duas vezes se eleger para o Congresso e o Senado, sem obter êxito.

Isolou-se em uma magnífica vila em Ravello, na Itália, tendo regressado, por motivo de doença para morar na Califórnia em 2006.

Suas divergências com outros intelectuais e jornalistas, Truman Capote, Norman Mailer, entre outros, resultou algumas vezes em confronto físico.

Frasista contundente, é dele a seguinte frase:


Os EUA foram fundados por mentes brilhantes. Elas não têm sido vistas desde então. 

Determinação

"Eu coloquei na cabeça que faria algo que ninguém nunca havia feito e que nada ficaria no meu caminho para eu ser o primeiro."

Michael Phelps, nadador americano, 27, após subir ao pódio pela 19ª vez e se tornar o maior ganhador de medalhas da história da Olimpíada.

quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Getúlio

Acabei de ler Getúlio - Dos anos de formação à conquista do poder, de meu amigo Lira Neto.

Gostei bastante do livro. O estilo é agradável, é muito informativo, esclarece episódios nebulosos da vida de Vargas e é bem documentado. Não foge das questões polêmicas inevitáveis em uma biografia tão rica como foi a de Getúlio.

O ciúme despertado em alguns historiadores é compreensível, o que não lhes concede o direito de reivindicar reserva de mercado em matéria cultural.

O livro não é elegíaco. Numa trajetória de sucesso como foi a dele o brilho pessoal é inevitável.

As hesitações, os vacilos, as tergiversações, as manobras que o autor revela, o companheirismo instável, são a expressão de uma personalidade ambígua que surfou no mar traiçoeiro da política com incomparável êxito.

Anotei no texto duas pequenas curiosidades:

1 - Nas diversas tentativas feitas em busca de um acordo com Washington Luis, Getúlio apresentou uma fórmula conciliatória para a sucessão presidencial. Sugeriu para presidente Estácio Coimbra, que presidia Pernambuco e para vice Matos Peixoto, que ocupava cargo idêntico no Ceará.

2 - Depois de tentar, sem êxito, outros nomes os líderes da revolução decidiram entregar o comando militar do movimento ao coronel Goes Monteiro, que exigiu para assentir inteira liberdade de ação, o que lhe foi concedido.

No comboio ferroviário que largou de Porto Alegre rumo ao Rio de Janeiro conduzindo a tropa e o estado maior da revolução, sob a presidência de Getúlio, Goes Monteiro acomodado em um dos vagões conduzia um gramofone com uma pilha de discos de óperas que animavam a viagem.

Retorno

Após viagem para fora do estado retomo hoje meu contato com os leitores. Peço desculpa pela ausência no blog, que acabou sendo mais demorada do que previa.

No regresso encontrei obrigações acumuladas que me tomaram o tempo dedicado ao blog.

Obrigado pela compreensão.

sexta-feira, 13 de julho de 2012

Fragilidade da siderurgia

Com uma capacidade instalada para produzir 48 milhões de toneladas de aço, um recorde histórico, a siderurgia brasileira vive atualmente uma das suas piores fases. Enquanto as suas exportações encolhem, as siderúrgicas nacionais não conseguem defender-se nem mesmo no mercado interno. Dos 26 milhões de toneladas anualmente consumidas no País, 3,5 milhões provêm de países que atuam agressivamente na exportação, grupo que inclui a China, Coreia do Sul, Rússia, Ucrânia e até mesmo a Turquia.

Apesar da alta do dólar diante do real, persistem queixas das siderúrgicas quanto ao câmbio, mas há problemas mais complexos, ligados ao custo Brasil, que agravaram ainda mais a falta de competitividade do produto nacional em um período em que há excesso de oferta no mercado mundial de aço, estimado em 500 milhões de toneladas. O alto custo de produzir no Brasil pôs fim a um período em que o País era visto como uma plataforma para exportação de produtos siderúrgicos.

Um caso exemplar é a situação da Cia. Siderúrgica do Atlântico (CSA), cuja construção começou em 2006 e que começou a operar em 2010 no distrito industrial de Santa Cruz, no Rio, voltada para a exportação. A CSA, controlada pela ThyssenKrupp, em parceria com a Vale, divulgou há pouco um prejuízo de R$ 7,97 bilhões no último ano fiscal, e está à venda. O Grupo ThyssenKrupp anunciou que também quer se desfazer de sua laminadora em Mobile, no Alabama, para a qual pretendia exportar anualmente US$ 1 bilhão.

"O jogo mudou nos últimos cinco anos", disse Albano Chagas Vieira, presidente do Instituto Aço Brasil (IABr). Segundo ele, o processo começou antes mesmo da crise financeira global de 2008 e, aos poucos, "perdemos a nossa força de competição no mercado externo". Além das importações diretas de aço, às vezes subsidiadas pelos países produtores, como no caso da Turquia, o setor também se ressente de importações indiretas, ou seja, de produtos acabados de aço, cuja entrada supera 5 milhões de toneladas por ano.

Para uma recuperação, segundo Chagas Vieira, as empresas devem, em primeiro lugar, investir mais na integração de suas operações, para reduzir os custos de produção, mediante um melhor aproveitamento da principal matéria-prima - o minério de ferro - e outros insumos. Ao mesmo tempo, as siderúrgicas devem lutar pela desoneração tributária.

Estudo feito pelo IABr mostrou que, antes da tributação, o Brasil é o terceiro país mais competitivo do mundo para produzir aço. Acrescido o imposto, o País cai para o último lugar no ranking global de competitividade. Estreitamente ligado a essa questão está o custo de energia elétrica, que vem se tornando proibitivo. Segundo cálculos do IABr, o custo de energia subiu de US$ 27/MWh para US$ 120/MWh em dez anos. O governo está ciente do problema, como observou o presidente do IABr, mas a solução é complexa, uma vez que não requer apenas redução de tributos federais, mas também do ICMS cobrado pelos Estados.

A persistir a situação atual, faz mais sentido expandir a capacidade de produção de minério do que instalar novas indústrias siderúrgicas no País. Entre os pontos negativos, os industriais da área também destacam a baixa evolução do consumo de aço no Brasil, que era de 100 kg per capita em 1980 e hoje não passa de 145 kg per capita. Na China, o consumo per capita, alavancado pela expansão industrial e pelas obras de infraestrutura, pulou de 34 kg para 500 kg de 1980 para cá. Essa relativa estagnação do consumo de aço no País se deve, em parte, ao pouco uso de aço pela construção civil e, principalmente, ao atraso nas obras de infraestrutura.

Como afirmou André Gerdau Johannpeter, presidente do Grupo Gerdau, ao jornal Valor (14/6), há um grande elenco de investimentos previstos, mas os projetos não evoluem na velocidade adequada. Para que essa situação se reverta, é necessária melhor gestão de recursos públicos com ênfase em parcerias público-privadas e concessões ao setor privado. 

* Fonte: O Estado de S. Paulo (5/07/2012)

quinta-feira, 12 de julho de 2012

Partidos

O excesso de partidos, muitos com existência meramente cartorial, é na opinião de alguns estudiosos um fator importante a concorrer para a baixa funcionalidade da democracia brasileira.

A proliferação de siglas acaba por pulverizar a representação legislativa obrigando o executivo a concessões e alianças que comprometem o desempenho do governo e muitas vezes ferem a ética.

Uns mais, outros menos, todos sucumbem à essa realidade.

A sociedade deve ser livre para se organizar em tantos partidos políticos quanto ache necessário.

Já o gozo de prerrogativas custeadas pelo tesouro, tais como espaços "gratuitos" no rádio e televisão, fundo partidário, estruturas de suporte nos parlamentos, só deveriam estar disponíveis quando essas agremiações atingissem uma mínima expressão eleitoral.

Em resumo, partidos poderiam nascer à vontade mas precisariam crescer para aparecerem. Iniciativas destinadas a conter a farra partidária têm esbarrado na justiça.

A recente decisão da justiça que estendeu ao recém fundado PSD direito ao fundo partidário e ao espaço na televisão e rádio no horário eleitoral vai na contramão dessa ideia, antes estimula a criação de novos partidos garantindo que usufruam direitos antes que comprovem sua expressão eleitoral nas urnas.

Biologia

John Coates, ex-banqueiro, convertido à neurociência e a endocrinologia, acaba de publicar um livro, The Hour Between  Dog and Wolf, para explicar a conduta temerária, irresponsável mesmo, de operadores financeiros que lançaram o mundo numa das maiores crises da história do capitalismo.

As oscilações do mercado guardariam relação com níveis hormonais no sangue desses operadores. Se tudo vai bem há maior liberação de testosterona o que gera euforia e favorece as operações de risco.

Se o mercado vai mal aumenta a produção de cortisol e até bons negócios são vistos com pessimismo e mercado cai mais.

Para tornar a banca menos vulnerável à biologia Coates sugere mais mulheres nas mesas de arbitragem pois essas são menos sensíveis à testosterona. Tambem recomenda uma revisão do sistema de distribuição de bonus em vigor que estimula os operadores a correrem riscos pouco razoáveis.

Saiba mais no artigo É a biologia, estúpido, de Hélio Schwartswan publicado na Folha de S. Paulo, edição de 01/07/12

terça-feira, 10 de julho de 2012

A frase do dia

O fator político superou longamente o jurídico.

José Mujica

Presidente do Uruguai, sobre a decisão de apoiar o ingresso da Venezuela como membro pleno no Mercosul sem a participação do Paraguai.

domingo, 8 de julho de 2012

Diplomacia

A decisão dos sócios do Mercosul de suspender o Paraguai e aproveitar-se disso para admitir a Venezuela pode ter sido uma trapalhada diplomática praticada se não sob a liderança do Brasil pelo menos com sua conivência.

O argumento usado para suspender o país vizinho é uma cláusula democrática que vincula os países do grupo. A destituição do presidente Lugo, pela celeridade com que se deu, teria sido um golpe parlamentar caracterizado pelo cerceamento de defesa do mandatário paraguaio.

Chama atenção o abandono, e isolamento político, de Lugo que obteve em seu favor, no Senado e na Câmara dos Deputados, um, ou pouco mais que isso de votos.

Resignado teria acatado o resultado só mais tarde insurgindo-se contra isso.

Os interesses brasileiros naquele país são relevantes. Basta citar Itaipu, que gera 15% da energia consumida no Brasil e o grande número de brasiguaios responsáveis por boa parte da produção agrícola do Paraguai.

A Venezuela aguardava há alguns anos a anuência dos sócios para ingressar como membro pleno do bloco. Restava a aprovação paraguaia, empancada no Senado, óbice ainda não superado.

Lembro que a aprovação pelo parlamento brasileiro não foi tranquila. Arrastou-se por um bom tempo.

A suspensão do Paraguai, até a realização de eleições presidenciais, ensejou a oportunidade para que os outros três sócios, Brasil, Argentina e Uruguai, admitissem a Venezuela sem a chancela do país suspenso.

O governo uruguaio, esteve dividido quanto à essa decisão. O Ministro das Relações Exteriores mostrou-se contra. O Presidente José Mujica disse que sobre o aspecto jurídico prevaleceu o político.

Se o que aconteceu no Paraguai não foi um exemplo de ato democrático a Venezuela não prima por respeitar direitos individuais, liberdade de expressão e decisões da justiça.

Há anos, quando era Deputado Federal, integrei uma comitiva de parlamentares brasileiros em visita ao Paraguai, a convite da oposição, para avaliar a conjuntura política do país então sob a ditadura de Alfredo Stroessner.

Foi quando pude sentir a importância da embaixada brasileira perante as instituições e lideranças políticas daquele país. Um posto pequeno, mas de grande importância estratégica para nós, que requer sempre à sua frente um diplomata experiente.

Algum tempo depois o governo brasileiro foi surpreendido pela queda do ditador sem que nosso embaixador houvesse percebido a iminência do acontecido. Não sei se agora teria ocorrido o mesmo ou se nosso governo alertado não tenha emprestado importância aos avisos.

Fato é que nosso Ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota, teve que deixar às pressas a Rio+20 para correr atrás do prejuízo no nosso vizinho.




Economia

O Índice de Preço ao Consumidor Amplo ( IPCA), que mede a inflação, para o mês de junho foi de 0,08%. O menor desde agosto de 2010, que foi de 0,04. O mercado projeta para o ano uma inflação de 4,93%.

Se a inflação cedeu, a previsão para o PIB de 2012 continua a cair. Os mais otimistas falam em 2,7, os pessimistas em 2,0.

Com esse quadro a expectativa é que se chegue ao fim do ano com uma taxa selic de 7%.

Saiba mais no jornal O Globo, edição de 7/7/12.

Mosquitos

Foi inaugurada na Bahia, em Juazeiro, uma inusitada indústria. Uma fábrica de mosquitos.

Aedes machos, geneticamente modificados, procuram as fêmeas, como os que existem na natureza, com a diferença de que carregam um gene responsável pela morte das larvas que assim não chegam à idade adulta. São Aedes filicidas.

Quando a fábrica estiver operando em plena capacidade poderá produzir quatro milhões de mosquitos machos por semana.

É uma arma biológica a ser empregada no combate à dengue.

Saiba mais no jornal O Globo, edição de 07/07/12

Licitações

O presidente da Confederação Brasileira da Indústria da Construção, Paulo Safady Simão, enviou documento aos senadores que apreciam a MP do Código Florestal alertando que o novo código "inviabiliza muitas das cidades mais importantes e dificulta viabilizar projetos na área de saneamento".

Aproveita para denunciar que o RDC (Regime diferenciado de contratação) "prejudicará as empresas pequenas e médias que são de menor estrutura e possuem menos potencial financeiro".

O RDC, instrumento legal criado para as obras da Copa, e agora do PAC, na prática está revogando a lei de licitações.

Saiba mais no jornal O Globo, coluna Panorama Político, edição de 07/07/12

Leituras

Das leituras da missa de hoje:

Da leitura da Profecia de Ezequiel:

"Quer te escutem, quer não, pois são um bando de rebeldes, ficarão sabendo que houve entre eles um profeta".

Do Evangelho segundo Marcos:

"Um profeta só não é estimado em sua pátria, entre seus parentes e familiares".

sexta-feira, 6 de julho de 2012

Hemingway

Graças a um acordo entre a editora americana Scribner e os herdeiros serão publicados as 47 versões escritas por Hemingway para o final de Adeus às Armas, um romance que tem como cenário a primeira guerra mundial.

A iniciativa mostra as diferentes alternativas que o Nobel de Literatura experimentou até encontrar a versão adotada para fecho do livro que o autor admitiu ter algo de autobiográfico.

quinta-feira, 5 de julho de 2012

Certa manhã em Teerã


Sob os olhares da multidão, os condenados são conduzidos ao patíbulo improvisado e enforcados; a pretexto de coibir a criminalidade, as execuções públicas são ameaças aos dissidentes.
* Fonte: Folha de S. Paulo (1º de julho de 2012)

Imagem

* Fonte: O Estado de S.Paulo
 (Sábado, 30 de junho de 2012)
Alemães desviam o olhar ao
verem pilhas de corpos em
Buchenwald.
30 dos 80 milhões
de Alemães sabiam das a -
trocidades e o que elas representavam.


segunda-feira, 2 de julho de 2012

Religião

O censo do IBGE revela que na década de 2000/2010 o número de católicos diminuiu em 1,6 milhão de fiéis. A igreja católica perdeu 456 seguidores por dia em uma década.

No mesmo período os evangélicos passaram de 15% para 22% um aumento de 16 milhões. Dentro do grupo aconteceram migrações entre igrejas. A igreja universal, por exemplo, perdeu 10% dos fiéis em 10 anos.

Também cresceu o número de brasileiros que se declararam sem religião. O ritmo de crescimento desse segmento perdeu velocidade. E m 1991 eram 4,7%. Na década passaram de 7,4% para 8%.

Piauí e Ceará são os estados com o maior percentual de católicos; no Rio de Janeiro está o menor percentual, abaixo de 50%. A média nacional de católicos é de 64,63%.

O Ceará foi o estado onde mais cresceu o número de evangélicos, 78,4%. Roraima e Acre foram os que mais perderam católicos.

Numa tentativa de explicação para o crescimento do número de evangélicos o cientista político César Romero Jacob, da PUC-Rio, aponta a expansão desse grupo na periferia das cidades, fenômeno que denomina de "anel pentecostal," e na fronteira agrícola-mineral no Norte do país.

Com um governo muito centralizado e uma rígida hierarquia a igreja católica teria encontrado dificuldade para se adequar às mudanças populacionais ocorridas no período levantado.

Em relação às preferências religiosas o que se observa é um trânsito das pessoas entre diferentes opções numa impressionante volubilidade de crença.

É como se as pessoas numa permanente busca não encontrem em nenhuma das religiões resposta para suas demandas espirituais.

Daí enveredarem com frequência por um caminho que ajusta a fé à sua necessidade e entendimento pessoal, uma espécie de religião feita para si, sob medida.

Saiba mais em O Globo, O Estado de S. Paulo, O Povo e o Diário do Nordeste, edições de 30/06/12.

Saúde

O Presidente Obama acaba de obter significativa vitória junto à Suprema Corte dos Estados Unidos. Por um voto foram consideradas válidas as linhas mestras da lei de sua iniciativa referente aos planos de saúde.

A nova lei que passará a vigorar a partir de janeiro de 2014 traz, entre outras, as seguintes inovações:

1 - Todo morador dos EUA será obrigado a ter um seguro de saúde que cumpra critérios mínimos. Há atualmente 25 milhões de americanos sem seguro ou cujos planos não cobrem seus gastos. Aqueles com renda mensal inferior à R$ 2.390,00 terão subsídio do governo federal e dos estados.

2 - As seguradoras não mais poderão rejeitar pacientes por conta de doenças pré-existentes ou condições físicas (como peso) nem cobrar mais de mulheres.

A lei foi questionada na Suprema Corte por iniciativa de 26 estados que arguiram sua inconstitucionalidade. O Supremo rejeitou dispositivos que impunham mais obrigações aos estados.

Saiba mais na Folha de S. Paulo, edição de 29/06/12



Solenidade

Ontem, domingo, a igreja católica celebrou a solenidade de Pedro e Paulo, apóstolos.

Os dois santos são os pilares da igreja. Sobre Pedro Jesus edificou sua igreja. Daí a festa ser também a ocasião para celebrar o dia do Papa.

Entre as leituras do dia estava a carta de São Paulo a Timóteo escrita no ocaso de sua vida a qual contem um trecho que diz assim:

"Combati o bom combate, terminei minha carreira, guardei a fé. Desde já me está reservada a coroa da justiça, que me dará o Senhor justo juiz, naquele Dia; e não somente à mim, mas a todos que tiverem esperado com amor a sua Aparição".

(Segundo está na Bíblia de Jerusalém, Edições Paulinas - 1975)