A recente alta da inflação, que chegou a 0,57 em setembro, parece que não se deve mais apenas aos alimentos cujos preços subiram face à seca nos Estados Unidos.
Especialistas enxergam uma tendência no resultado do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor a uma elevação mais ampla dos preços atingindo mais produtos e serviços.
O receio é que o fenômeno não seja passageiro e a retomada do crescimento da economia acabe por manter a inflação num patamar elevado.
Saiba mais em O Globo, edição de 13/10/12
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
sábado, 13 de outubro de 2012
Fidel Castro
Espalhou-se uma notícia pelas redes sociais que Fidel Castro já estaria com morte cerebral. Só faltaria a comunicação oficial de sua morte que estaria no aguardo da presença de familiares ausentes de Cuba.
O filho, o fotógrafo Alex de Castro, informou que o pai está vivo.
A melhor maneira de enterrar o boato seria mostrar o Comandante vivo. Não é ?
O filho, o fotógrafo Alex de Castro, informou que o pai está vivo.
A melhor maneira de enterrar o boato seria mostrar o Comandante vivo. Não é ?
Labirinto
Do poeta português Mário de Sá-Carneiro :
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto
É com saudades de mim
Do poeta português Frei Agostinho da Cruz :
Perdi-me dentro de mim, como em deserto,
Minha alma está metida em labirinto
Conforme está em Os Homens e os Livros - Séculos XVI e XVII, de Maria de Lourdes Belchior, Editorial Verbo, página 69.
Perdi-me dentro de mim
Porque eu era labirinto
E hoje, quando me sinto
É com saudades de mim
Do poeta português Frei Agostinho da Cruz :
Perdi-me dentro de mim, como em deserto,
Minha alma está metida em labirinto
Conforme está em Os Homens e os Livros - Séculos XVI e XVII, de Maria de Lourdes Belchior, Editorial Verbo, página 69.
sexta-feira, 12 de outubro de 2012
A frase do dia
Não tem como dirigir o Brasil sem meter o bico em São Paulo.
Presidente Dilma Roussef, rebatendo José Serra que disse que ela "metia o bico em São Paulo".,
Presidente Dilma Roussef, rebatendo José Serra que disse que ela "metia o bico em São Paulo".,
Dengue
A dengue chegou à Ilha da Madeira. São 18 casos diagnosticados sendo que 11 pacientes se encontram hospitalizados.
O mosquito trnsmissor, Aedes aegypti, já havia sido detectado na ilha desde 2005.
Saiba mais no Público, edição de 11/10/12
O mosquito trnsmissor, Aedes aegypti, já havia sido detectado na ilha desde 2005.
Saiba mais no Público, edição de 11/10/12
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Crescimento
O FMI acaba de rever o crescimento econômico dos paises para este ano.
A revisão rebaixou previsão anterior, em relação ao Brasil, de 2,5% para 1,5%. Ano passado o índice foi de 2,7%.
Para o mundo a expectativa é de que a economia cresça 3,3%. Na Europa do euro, entre as maiores economias só escapam do crescimento negativo, com modestissimos desempenhos,, a Alemanha com 0,9% e a França com 0,1%.
A China desacelera, embora com percentuais muito elevados cai para 7,8%. A crise mundial parece não ter fim. No Brasil a coisa só não está pior porque o desemprego continua baixo e a inflação não saiu do controle.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 09/10/12
A revisão rebaixou previsão anterior, em relação ao Brasil, de 2,5% para 1,5%. Ano passado o índice foi de 2,7%.
Para o mundo a expectativa é de que a economia cresça 3,3%. Na Europa do euro, entre as maiores economias só escapam do crescimento negativo, com modestissimos desempenhos,, a Alemanha com 0,9% e a França com 0,1%.
A China desacelera, embora com percentuais muito elevados cai para 7,8%. A crise mundial parece não ter fim. No Brasil a coisa só não está pior porque o desemprego continua baixo e a inflação não saiu do controle.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 09/10/12
terça-feira, 9 de outubro de 2012
Demissões
O governo cogita instituir taxas sobre empresas com alta rotatividade de funcionários.
Depois de elevar o número de empregos com carteira assinada o governo agora estuda como aumentar a estabilidade no trabalho.
Entre outras propostas em análise estão a criação de taxas para empresas que demitam mais que a concorrência, a inclusão de barreiras para o acesso ao seguro desemprego e a unificação do abono salarial com o salário família.
Certamente o governo não desconhece quanto é oneroso para uma empresa despedir um empregado. Há empresas que sequer podem encerrar suas atividades por não terem como pagar os direitos de seus colaboradores a serem desempregados.
Isso para não falar no custo adicional de treinar um empregado recém admitido que venha substituir um já experiente. Enfim, demitir, a não ser por justa causa, é a última decisão, muitas vezes dolorosa, do empregador.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 07/10/12
Depois de elevar o número de empregos com carteira assinada o governo agora estuda como aumentar a estabilidade no trabalho.
Entre outras propostas em análise estão a criação de taxas para empresas que demitam mais que a concorrência, a inclusão de barreiras para o acesso ao seguro desemprego e a unificação do abono salarial com o salário família.
Certamente o governo não desconhece quanto é oneroso para uma empresa despedir um empregado. Há empresas que sequer podem encerrar suas atividades por não terem como pagar os direitos de seus colaboradores a serem desempregados.
Isso para não falar no custo adicional de treinar um empregado recém admitido que venha substituir um já experiente. Enfim, demitir, a não ser por justa causa, é a última decisão, muitas vezes dolorosa, do empregador.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 07/10/12
Automóveis
O governo vem de editar as regras do novo regime tributário so setor automotivo que deverão vigorar de 2013 até 2017.
As condições foram atenuadas para responder às críticas partidas da Organização Mundial do Comércio (OMC) mas ainda assim houve reação dos importadores nacionais.
De uma forma geral as medidas incentivam o carro econômico, a tecnologia e dificultam a importação.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 05/10/12.
As condições foram atenuadas para responder às críticas partidas da Organização Mundial do Comércio (OMC) mas ainda assim houve reação dos importadores nacionais.
De uma forma geral as medidas incentivam o carro econômico, a tecnologia e dificultam a importação.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 05/10/12.
Energia
Apagão ou apaguinho,como quer o governo, a verdade é que sucessivas interrupções no fornecimento de energia elétrica, afetando vários estados, revelam a falta de segurança do sistema.
Bacalhau
Grace Kelly, a bela e elegante princesa de Monaco saida das telas de Hollywood era fã de bolinho de bacalhau, a popular iguaria portuguesa.
Quebrava uma rígida dieta feita de sopas ralas, peixe ou filé mignon grelhados para saborear o petisco luso que conheceu pelas mãos do mordomo beirão, Antonio Clara, que trabalhava no palacete dela e Rainier III em Paris, onde os filhos estudavam.
Gostava tanto dos bolinhos que os teria oferecido a Frank Sinatra quando este foi almoçar em sua casa.
A primeira receita do bolinho data de 1909. É de autoria de um oficial do exército português, de pseudônimo Carlos Bento da Maia, publicada no Tratado Completo de Cozinha e de Copa. O autor no entanto não indicou as proporções dos ingredientes o que acabou por gerar um problema.
De um modo geral admite-se que o volume do peixe deve ser o dobro do da batata como está na matéria publicada no suplemento Paladar do jornal O Estado de São Paulo edição de 06/10 de 10/12 com o título : Para o bolinho de bacalhau não batatar, use...bacalhau !
Quebrava uma rígida dieta feita de sopas ralas, peixe ou filé mignon grelhados para saborear o petisco luso que conheceu pelas mãos do mordomo beirão, Antonio Clara, que trabalhava no palacete dela e Rainier III em Paris, onde os filhos estudavam.
Gostava tanto dos bolinhos que os teria oferecido a Frank Sinatra quando este foi almoçar em sua casa.
A primeira receita do bolinho data de 1909. É de autoria de um oficial do exército português, de pseudônimo Carlos Bento da Maia, publicada no Tratado Completo de Cozinha e de Copa. O autor no entanto não indicou as proporções dos ingredientes o que acabou por gerar um problema.
De um modo geral admite-se que o volume do peixe deve ser o dobro do da batata como está na matéria publicada no suplemento Paladar do jornal O Estado de São Paulo edição de 06/10 de 10/12 com o título : Para o bolinho de bacalhau não batatar, use...bacalhau !
A frase do dia
De Hugo Chávez, reeleito presidente da Venezuela com 55% dos votos, antes da eleição :
Se eu fosse americano, votaria em Obama. Se ele fosse de Barlovento ou outro bairro de Caracas, ele votaria em Chávez.
Se eu fosse americano, votaria em Obama. Se ele fosse de Barlovento ou outro bairro de Caracas, ele votaria em Chávez.
domingo, 7 de outubro de 2012
Finanças
Revendo publicações da minha biblioteca na permanente busca de melhor organiza-la deparei-me com um trabalho de James Tobin apresentado à conferência anual do Banco Mundial em Washington no ano de 1998.
A palestra leva o título de Financial Globalization : Can National Currencies Survive ? Em português : Globalização Financeira : As Moedas Nacionais Poderão Sobreviver ?
Tobin é o economista que recomenda a adoção de uma taxa que incidiria sobre as transações financeiras internacionais destinada a financiar o desenvolvimento e o combate a pobreza. Uma espécie de CPMF internacional.
A ideia chegou a ser aventada pelo ex-presidente francês Sarkozy no âmbito da crise econômica que assola a Europa. Por outro lado a implantação de uma moeda única , o euro, entre os paises europeus se mostrou insuficente na medida em que os paises têm políticas fiscais diferentes.
Desprovidos de instrumentos indispensáveis para o manejo da crise, por já não terem moeda própria, mostram-se impotentes para lidarem com o problema da dívida soberana.
Daí se dizer que a solução para a crise da zona euro não será menos, mas sim mais Europa. Quer dizer, menos soberania nacional no rumo de uma verdadeira federação europeia. Será ?
A palestra leva o título de Financial Globalization : Can National Currencies Survive ? Em português : Globalização Financeira : As Moedas Nacionais Poderão Sobreviver ?
Tobin é o economista que recomenda a adoção de uma taxa que incidiria sobre as transações financeiras internacionais destinada a financiar o desenvolvimento e o combate a pobreza. Uma espécie de CPMF internacional.
A ideia chegou a ser aventada pelo ex-presidente francês Sarkozy no âmbito da crise econômica que assola a Europa. Por outro lado a implantação de uma moeda única , o euro, entre os paises europeus se mostrou insuficente na medida em que os paises têm políticas fiscais diferentes.
Desprovidos de instrumentos indispensáveis para o manejo da crise, por já não terem moeda própria, mostram-se impotentes para lidarem com o problema da dívida soberana.
Daí se dizer que a solução para a crise da zona euro não será menos, mas sim mais Europa. Quer dizer, menos soberania nacional no rumo de uma verdadeira federação europeia. Será ?
sábado, 6 de outubro de 2012
Bancos
"Brasil foi o último almoço grátis", diz Dilma.
A frase da presidente se refere as medidas que vem adotando para reduzir as margens de lucro dos bancos.A queda dos juros, a redução do spread e a diminuição das taxas deverão baixar o custo dos financiamentos e reduzir o lucro dos bancos.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 04/10/12
A frase da presidente se refere as medidas que vem adotando para reduzir as margens de lucro dos bancos.A queda dos juros, a redução do spread e a diminuição das taxas deverão baixar o custo dos financiamentos e reduzir o lucro dos bancos.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 04/10/12
Crítica Literária
Oportuno e atual conselho aos críticos literários :
"Estabelecei a crítica, mas a crítica fecunda, e não a estéril, que nos aborrece e nos mata, que não reflete nem discute, que abate por capricho ou levanta por vaidade;estabelecei a crítica sincera, perseverante, elevada - será esse o meio de reerguer os ânimos, promover por estímulos, guiar os estreantes, corrigir os talentos feitos;condenai o ódio a camaradagem e a indiferença - essas três chagas da crítica de hoje - ponde em lugar deles a sinceridade a solicitude e a justiça - é só assim que teremos uma grande literatura".
Machado de Assis, O Ideal do Crítico, em O Jornal e o Livro, Penguin e Companhia das Letras, Coleção Grandes Ideias.
Publicado originalmente no Diário do Rio de Janeiro em 08/10/1865
"Estabelecei a crítica, mas a crítica fecunda, e não a estéril, que nos aborrece e nos mata, que não reflete nem discute, que abate por capricho ou levanta por vaidade;estabelecei a crítica sincera, perseverante, elevada - será esse o meio de reerguer os ânimos, promover por estímulos, guiar os estreantes, corrigir os talentos feitos;condenai o ódio a camaradagem e a indiferença - essas três chagas da crítica de hoje - ponde em lugar deles a sinceridade a solicitude e a justiça - é só assim que teremos uma grande literatura".
Machado de Assis, O Ideal do Crítico, em O Jornal e o Livro, Penguin e Companhia das Letras, Coleção Grandes Ideias.
Publicado originalmente no Diário do Rio de Janeiro em 08/10/1865
sexta-feira, 5 de outubro de 2012
BIOÉTICA - DA COMPAIXÃO PIEDOSA À SOLIDARIEDADE
A compaixão piedosa instaura uma modalidade
peculiar de exercício do poder, estruturada a partir do binômio servir-obedecer,
multiplicando a existência de relações dissimétricas entre quem assiste e quem é
assistido. Empreender uma crítica da compaixão exige lembrarmos Nietzsche, que realizou
um estudo demolidor dessas estratégias de poder – as quais, no momento em que
prometem assistência, multiplicam os mecanismos de controle e docilização.
Para ele, a figura do homem piedoso é a de alguém que quer socorrer sem pensar que os infortúnios podem ser uma necessidade pessoal, que podemos necessitar tanto do terror, das privações, da pobreza e desenganos quanto dos bens contrários. Ao ter o impulso de socorrer, quanto antes melhor, a pessoa compassiva não mede se as conseqüências deste socorro imediato são ou não desejadas por aquele que padece um infortúnio.
Por isso, podemos assistir a imorais mas piedosas atitudes que respondendo à força da compaixão e à procura do bem-estar reproduzem a mais ilegítima, ainda que legalizada, coerção: aquela que pessoas caridosas exercem sobre os infortunados. Legitima-se, assim, que compulsoriamente os "home less" sejam deslocados para abrigos públicos reconhecidamente perigosos; que os ditos "loucos" sejam isolados em centros que, clara e indiscutivelmente, não são espaços de reabilitação ou cura; que os "meninos de rua" sejam recolhidos em asilos para esperar uma adoção sempre diferida; que se interfira, piedosamente, na dissolução e separação de famílias carentes. As reflexões de Nietzsche, bem como as de Hannah Arendt ou Thomas Szasz, defrontam-se com esses mecanismos obscuros e cotidianos, através dos quais a piedade e a compaixão se revelam como uma tecnologia de poder que insiste em aparecer com a máscara de um desapaixonado e necessário "humanismo".
É provável que, quotidianamente, descubramos a existência desses espetáculos de coerção e submissão, mas a força de sua freqüência nada nos diz sobre os motivos que levam esses benfeitores a compartilhar a crença de que realizam atos morais e, assim, podem afirmar-se como pessoas "virtuosas". Em todos esses fatos que se resumem na palavra "caridade" o que se evidencia é que, muitas vezes, o que fazemos é libertar-nos de um sentimento de dor absolutamente nosso: a dor que inspira o espetáculo da miséria. Thomas Szasz dá um bom exemplo de como a compaixão não tem por que ser considerada virtude: narra suas lembranças de Budapest, a visão de amputados e indigentes solicitando algumas moedas, e lembra o sentimento de compaixão que dele se apoderava. Reconheceu que sua generosidade não era completamente altruísta, que na verdade era motivado por um vago receio de que destino semelhante lhe pudesse acontecer – aliado a uma esperança supersticiosa de resolver, por alguma força divina, esses problemas.
Lembremos que os filósofos gregos não pensavam a compaixão como virtude, ela era considerada um sentimento alheio à mediação das palavras, argumentos e razões. Alheio a essa eleição deliberada, que deve ser o suporte de todo agir que possa ser considerado "virtuoso". Para Aristóteles, "nem as virtudes nem os vícios são paixões, pois não somos chamados de bons ou de maus em razão de nossas paixões. Aquele que vive conforme manda a paixão não ouvirá argumentos que venham a dissuadi-lo, nem os compreenderá. A paixão parece conduzir, não ao argumento, mas à força". Como Hannah Arendt soube mostrar, a esfera de discussão e diálogo, o jogo de perguntar e responder, é alheia à compaixão.
Não se trata de desvalorizar esse sentimento que nos aproxima dos outros e que, muitas vezes, é inevitável, mas sim evidenciar as dificuldades surgidas quando elevamos essa compaixão – que sabemos inútil e ineficiente, que reconhecemos como um pobre instrumento para suprir qualquer necessidade – ao nível de uma categoria moral ou social: quando acreditamos que a mesma é capaz de nos construir como sujeitos "virtuosos" ou quando nela pretendemos fundamentar uma ordem social imaginariamente mais justa.
A moral da compaixão, que apregoa a entrega e a mortificação, detesta reconhecer que por trás de um ato de piedade e na própria entrega de si o que se afirma é a existência de uma dívida que haverá de ser paga com eterna gratidão e humildade (quanto maior o sacrifício, maior a dívida gerada). A partir do momento em que alguém manifesta piedade por outra pessoa, a carateriza como sujeita a uma debilidade, como alguém que só pode superar suas limitações pelo socorro oferecido – o que estabelece uma divisão binária entre aquele que se engrandece ao realizar a ação e aquele que se diminui ao recebê-la.
Conceder à compaixão, à caridade ou à piedade um valor moral pode levar a crer, erradamente, que ao socorrer aos outros nos engrandecemos como agentes morais. É justamente esta ilusão, do suposto engrandecimento "moral" de si, que impede pensarmos que, talvez, nosso gesto de compaixão não seja desejado; que possa ter conseqüências negativas para o "beneficiário" ou que, simplesmente, possa gerar e promover estados de dependência e submissão. Algo assim acontece quando sufocamos o doente com cuidados que ele próprio poderia assumir, quando pelo bem de algumas pessoas "inconvenientes" as preferimos excluir, ou quando acreditamos conhecer as necessidades dos outros, antes mesmo de solicitadas. Nesse jogo perverso, o infortúnio do semelhante corre o risco de converter-se em "edificante" para os seres compassivos – é porque existe o "mal" que eles podem realizar o "bem".
Em poucas palavras, Hannah Arendt resumiu os perigos próprios da sobrevalorização da compaixão e da piedade: "A piedade, tomada como fonte de virtude, tem demonstrado possuir uma capacidade para a crueldade, maior do que a própria crueldade". Pois a partir do momento em que esse ser que sofre não é um sujeito individual e próximo, mas sim o conjunto de um povo também chamado de "pobres", "homens fracos", "desgraçados", esse socorro imediato e irrefletido quase inevitavelmente se converterá numa escusa para legitimar a violência ou a exclusão.
Ocorre que a compaixão prescinde de palavras, caracteriza-se, como explicitou Rousseau, por uma aversão a qualquer espécie de diálogo conciliatório e argumentativo, onde alguém fala com outro sobre alguma coisa que é de interesse de ambos. O interesse argumentativo no mundo, próprio do agir moral e político, é alheio à compaixão. Esta é sempre e necessariamente um co-sofrimento, uma paixão íntima alheia a qualquer generalização, um sentimento que não pode evitar reduzir e unificar os que sofrem. Pelo contrário, o pensamento, bem como o agir político, por seu caráter discursivo tem a possibilidade de deslocar-se de um ponto de vista até outro, tentando atingir uma generalidade imparcial.
A compaixão apaga as diferenças, elimina o espaço material que separa os homens, aproxima as pessoas não pela palavra, mas sim pelos gestos ou silêncios. O pensamento, por sua vez, longe de isolar-nos na interioridade do eu, nos obriga a fazer um esforço por integrar posições diversas, por imaginar como agiríamos no lugar dos outros. Permite estabelecer um diálogo com aqueles que estão presentes no meu espírito quando avalio uma questão, tentando substituir a violência, própria dos vínculos de mando e de obediência, pelo entendimento entre iguais.
Porém, se a compaixão fica restrita aos vínculos imediatos, não mediados pela palavra, se não pode ser considerada uma virtude, como afirma Aristóteles, e só pode ser pensada como uma paixão, pode-se concluir que não existe nenhum princípio capaz de guiar ações tendentes a diminuir ou anular o sofrimento alheio? Hannah Arendt responde a essa questão ao afirmar que a alternativa à piedade e à compaixão é a "solidariedade".
A solidariedade é um vínculo que se estabelece entre pessoas que se podem reconhecer, pelo menos virtualmente, como iguais, como sujeitos com capacidade de estabelecer um diálogo onde sejam avaliadas as razões e os limites do auxílio prestado. Não se trata de um sentimento que leva em si próprio seu prazer, nem de uma atração pelos "homens fracos" que reforce a polaridade entre posições dissimétricas. A solidariedade encontra seu fundamento na simetria dos interesses, numa "desapaixonada comunidade de interesses" com os infortunados, na medida em que todos compartilham uma única preocupação por universalizar a "dignidade humana". Assim, ainda que uma ação eficaz possa ser motivada pelo sofrimento, nunca é por ele guiada, pois deve compreender "tanto os fortes e os ricos quanto os fracos e os pobres". É verdade que comparada com o sentimento de piedade pode parecer fria e abstrata, pois "permanece mais comprometida com idéias como grandeza, honra ou dignidade do que com qualquer "amor" pelos homens".
No entanto, a solidariedade supera o vínculo imediato do co-sofrimento ao não ser nem silenciosa nem gestual, pois precisa da mediação das palavras para poder generalizar-se. É próprio da compaixão e da piedade igualar, apagar as diferenças entre os que sofrem, unificá-los sob o nome de "infortunados". Como afirma Nietzsche: "O próprio do sentimento de compaixão é despojar a dor alheia do que ela tem de pessoal", de individual e irrepetível. A solidariedade procura, em troca, tomar como ponto de partida as diferenças, a "pluralidade humana". Perante a impossibilidade de falar de uma natureza que nos unifique, ou que unifique os que sofrem, Arendt pensa a condição humana em função da categoria da "pluralidade".
Porque existe diferença, porque ninguém é igual a qualquer outro que tenha vivido, viva ou viverá jamais, a ação e o diálogo não são luxos não necessários, mas sim elementos constitutivos deste nós que somos. O próprio da condição humana é nossa participação no âmbito da vida ativa, onde os vínculos devem ser sempre e necessariamente mediados pela palavra (único modo de garantir a exclusão da violência). Outorgar prioridade à solidariedade sobre a piedade, à monotonia do diálogo entre iguais, sobre a aparente luz do sentimento, nos permite excluir qualquer forma de glorificação da miséria e, conseqüentemente, qualquer interesse sentimental em sua existência. "Por tratar-se de um sentimento, a piedade pode encontrar em si própria seu prazer; isso leva, quase que automaticamente, a glorificar sua causa: o sofrimento alheio". Assim, e pela patética lógica da piedade, a miséria e o sofrimento deixam de ser obstáculos que devem ser superados tecnicamente para se converter em uma realidade triste, que devemos tolerar.
Acreditamos que essa glorificação do sofrimento alheio, que faz da dor e da miséria elementos necessários para que o benfeitor seja reconhecido como um agente moral, pode estar presente no assistencialismo apresentado sob a forma de um "auxílio compassivo" a quem sofre. Da leitura de Nietzsche e Hannah Arendt pode-se concluir que a partir do momento em que a "razão terapêutica" se apresenta a si própria como compassiva corremos o risco de reforçar a dependência do paciente e, conseqüentemente, desestimar sua capacidade de decisão, ação, eleição e diálogo refletido. A razão terapêutica deve enfrentar-se quase inevitavelmente com sujeitos que se consideram a si próprios prisioneiros de uma debilidade, o que torna indispensável que o saber médico apele para estratégias capazes de impedir que essa sujeição inicial resulte em passiva aceitação.
A lógica da compaixão pode vir a reforçar essa passividade por ser refratária às palavras, por privilegiar os gestos, olhares e carícias, e não os argumentos através dos quais uma intervenção médica sobre nosso corpo pode tornar-se inteligível. Pode nos impulsionar a agir invocando o nome e o bem daqueles que dizem assistir. Acredita conhecer esse bem de um modo claro e distinto. Pode então prescindir de argumentos, excluir as palavras e silenciar qualquer diálogo fundado em perguntas e respostas razoáveis. Nietzsche diz que o compassivo nada entende de razões: "O coração o manda socorrer e ele acredita fazê-lo melhor quanto mais imediato for o socorro".
A solidariedade, pelo contrário, no momento em que pressupõe a pluralidade humana, precisa da mediação do diálogo e da argumentação razoada – indispensáveis para assumirmos o lugar daquele que sofre e reclama o direito a ser assistido; desse outro que (mesmo quando seus interesses possam ser contrários aos meus) reconhecemos como alguém semelhante em orgulho e dignidade. Sendo assim, seria desejável que os programas de assistência tentem "colocar o respeito acima da compaixão", a solidariedade acima da piedade.
Para ele, a figura do homem piedoso é a de alguém que quer socorrer sem pensar que os infortúnios podem ser uma necessidade pessoal, que podemos necessitar tanto do terror, das privações, da pobreza e desenganos quanto dos bens contrários. Ao ter o impulso de socorrer, quanto antes melhor, a pessoa compassiva não mede se as conseqüências deste socorro imediato são ou não desejadas por aquele que padece um infortúnio.
Por isso, podemos assistir a imorais mas piedosas atitudes que respondendo à força da compaixão e à procura do bem-estar reproduzem a mais ilegítima, ainda que legalizada, coerção: aquela que pessoas caridosas exercem sobre os infortunados. Legitima-se, assim, que compulsoriamente os "home less" sejam deslocados para abrigos públicos reconhecidamente perigosos; que os ditos "loucos" sejam isolados em centros que, clara e indiscutivelmente, não são espaços de reabilitação ou cura; que os "meninos de rua" sejam recolhidos em asilos para esperar uma adoção sempre diferida; que se interfira, piedosamente, na dissolução e separação de famílias carentes. As reflexões de Nietzsche, bem como as de Hannah Arendt ou Thomas Szasz, defrontam-se com esses mecanismos obscuros e cotidianos, através dos quais a piedade e a compaixão se revelam como uma tecnologia de poder que insiste em aparecer com a máscara de um desapaixonado e necessário "humanismo".
É provável que, quotidianamente, descubramos a existência desses espetáculos de coerção e submissão, mas a força de sua freqüência nada nos diz sobre os motivos que levam esses benfeitores a compartilhar a crença de que realizam atos morais e, assim, podem afirmar-se como pessoas "virtuosas". Em todos esses fatos que se resumem na palavra "caridade" o que se evidencia é que, muitas vezes, o que fazemos é libertar-nos de um sentimento de dor absolutamente nosso: a dor que inspira o espetáculo da miséria. Thomas Szasz dá um bom exemplo de como a compaixão não tem por que ser considerada virtude: narra suas lembranças de Budapest, a visão de amputados e indigentes solicitando algumas moedas, e lembra o sentimento de compaixão que dele se apoderava. Reconheceu que sua generosidade não era completamente altruísta, que na verdade era motivado por um vago receio de que destino semelhante lhe pudesse acontecer – aliado a uma esperança supersticiosa de resolver, por alguma força divina, esses problemas.
Lembremos que os filósofos gregos não pensavam a compaixão como virtude, ela era considerada um sentimento alheio à mediação das palavras, argumentos e razões. Alheio a essa eleição deliberada, que deve ser o suporte de todo agir que possa ser considerado "virtuoso". Para Aristóteles, "nem as virtudes nem os vícios são paixões, pois não somos chamados de bons ou de maus em razão de nossas paixões. Aquele que vive conforme manda a paixão não ouvirá argumentos que venham a dissuadi-lo, nem os compreenderá. A paixão parece conduzir, não ao argumento, mas à força". Como Hannah Arendt soube mostrar, a esfera de discussão e diálogo, o jogo de perguntar e responder, é alheia à compaixão.
Não se trata de desvalorizar esse sentimento que nos aproxima dos outros e que, muitas vezes, é inevitável, mas sim evidenciar as dificuldades surgidas quando elevamos essa compaixão – que sabemos inútil e ineficiente, que reconhecemos como um pobre instrumento para suprir qualquer necessidade – ao nível de uma categoria moral ou social: quando acreditamos que a mesma é capaz de nos construir como sujeitos "virtuosos" ou quando nela pretendemos fundamentar uma ordem social imaginariamente mais justa.
A moral da compaixão, que apregoa a entrega e a mortificação, detesta reconhecer que por trás de um ato de piedade e na própria entrega de si o que se afirma é a existência de uma dívida que haverá de ser paga com eterna gratidão e humildade (quanto maior o sacrifício, maior a dívida gerada). A partir do momento em que alguém manifesta piedade por outra pessoa, a carateriza como sujeita a uma debilidade, como alguém que só pode superar suas limitações pelo socorro oferecido – o que estabelece uma divisão binária entre aquele que se engrandece ao realizar a ação e aquele que se diminui ao recebê-la.
Conceder à compaixão, à caridade ou à piedade um valor moral pode levar a crer, erradamente, que ao socorrer aos outros nos engrandecemos como agentes morais. É justamente esta ilusão, do suposto engrandecimento "moral" de si, que impede pensarmos que, talvez, nosso gesto de compaixão não seja desejado; que possa ter conseqüências negativas para o "beneficiário" ou que, simplesmente, possa gerar e promover estados de dependência e submissão. Algo assim acontece quando sufocamos o doente com cuidados que ele próprio poderia assumir, quando pelo bem de algumas pessoas "inconvenientes" as preferimos excluir, ou quando acreditamos conhecer as necessidades dos outros, antes mesmo de solicitadas. Nesse jogo perverso, o infortúnio do semelhante corre o risco de converter-se em "edificante" para os seres compassivos – é porque existe o "mal" que eles podem realizar o "bem".
Em poucas palavras, Hannah Arendt resumiu os perigos próprios da sobrevalorização da compaixão e da piedade: "A piedade, tomada como fonte de virtude, tem demonstrado possuir uma capacidade para a crueldade, maior do que a própria crueldade". Pois a partir do momento em que esse ser que sofre não é um sujeito individual e próximo, mas sim o conjunto de um povo também chamado de "pobres", "homens fracos", "desgraçados", esse socorro imediato e irrefletido quase inevitavelmente se converterá numa escusa para legitimar a violência ou a exclusão.
Ocorre que a compaixão prescinde de palavras, caracteriza-se, como explicitou Rousseau, por uma aversão a qualquer espécie de diálogo conciliatório e argumentativo, onde alguém fala com outro sobre alguma coisa que é de interesse de ambos. O interesse argumentativo no mundo, próprio do agir moral e político, é alheio à compaixão. Esta é sempre e necessariamente um co-sofrimento, uma paixão íntima alheia a qualquer generalização, um sentimento que não pode evitar reduzir e unificar os que sofrem. Pelo contrário, o pensamento, bem como o agir político, por seu caráter discursivo tem a possibilidade de deslocar-se de um ponto de vista até outro, tentando atingir uma generalidade imparcial.
A compaixão apaga as diferenças, elimina o espaço material que separa os homens, aproxima as pessoas não pela palavra, mas sim pelos gestos ou silêncios. O pensamento, por sua vez, longe de isolar-nos na interioridade do eu, nos obriga a fazer um esforço por integrar posições diversas, por imaginar como agiríamos no lugar dos outros. Permite estabelecer um diálogo com aqueles que estão presentes no meu espírito quando avalio uma questão, tentando substituir a violência, própria dos vínculos de mando e de obediência, pelo entendimento entre iguais.
Porém, se a compaixão fica restrita aos vínculos imediatos, não mediados pela palavra, se não pode ser considerada uma virtude, como afirma Aristóteles, e só pode ser pensada como uma paixão, pode-se concluir que não existe nenhum princípio capaz de guiar ações tendentes a diminuir ou anular o sofrimento alheio? Hannah Arendt responde a essa questão ao afirmar que a alternativa à piedade e à compaixão é a "solidariedade".
A solidariedade é um vínculo que se estabelece entre pessoas que se podem reconhecer, pelo menos virtualmente, como iguais, como sujeitos com capacidade de estabelecer um diálogo onde sejam avaliadas as razões e os limites do auxílio prestado. Não se trata de um sentimento que leva em si próprio seu prazer, nem de uma atração pelos "homens fracos" que reforce a polaridade entre posições dissimétricas. A solidariedade encontra seu fundamento na simetria dos interesses, numa "desapaixonada comunidade de interesses" com os infortunados, na medida em que todos compartilham uma única preocupação por universalizar a "dignidade humana". Assim, ainda que uma ação eficaz possa ser motivada pelo sofrimento, nunca é por ele guiada, pois deve compreender "tanto os fortes e os ricos quanto os fracos e os pobres". É verdade que comparada com o sentimento de piedade pode parecer fria e abstrata, pois "permanece mais comprometida com idéias como grandeza, honra ou dignidade do que com qualquer "amor" pelos homens".
No entanto, a solidariedade supera o vínculo imediato do co-sofrimento ao não ser nem silenciosa nem gestual, pois precisa da mediação das palavras para poder generalizar-se. É próprio da compaixão e da piedade igualar, apagar as diferenças entre os que sofrem, unificá-los sob o nome de "infortunados". Como afirma Nietzsche: "O próprio do sentimento de compaixão é despojar a dor alheia do que ela tem de pessoal", de individual e irrepetível. A solidariedade procura, em troca, tomar como ponto de partida as diferenças, a "pluralidade humana". Perante a impossibilidade de falar de uma natureza que nos unifique, ou que unifique os que sofrem, Arendt pensa a condição humana em função da categoria da "pluralidade".
Porque existe diferença, porque ninguém é igual a qualquer outro que tenha vivido, viva ou viverá jamais, a ação e o diálogo não são luxos não necessários, mas sim elementos constitutivos deste nós que somos. O próprio da condição humana é nossa participação no âmbito da vida ativa, onde os vínculos devem ser sempre e necessariamente mediados pela palavra (único modo de garantir a exclusão da violência). Outorgar prioridade à solidariedade sobre a piedade, à monotonia do diálogo entre iguais, sobre a aparente luz do sentimento, nos permite excluir qualquer forma de glorificação da miséria e, conseqüentemente, qualquer interesse sentimental em sua existência. "Por tratar-se de um sentimento, a piedade pode encontrar em si própria seu prazer; isso leva, quase que automaticamente, a glorificar sua causa: o sofrimento alheio". Assim, e pela patética lógica da piedade, a miséria e o sofrimento deixam de ser obstáculos que devem ser superados tecnicamente para se converter em uma realidade triste, que devemos tolerar.
Acreditamos que essa glorificação do sofrimento alheio, que faz da dor e da miséria elementos necessários para que o benfeitor seja reconhecido como um agente moral, pode estar presente no assistencialismo apresentado sob a forma de um "auxílio compassivo" a quem sofre. Da leitura de Nietzsche e Hannah Arendt pode-se concluir que a partir do momento em que a "razão terapêutica" se apresenta a si própria como compassiva corremos o risco de reforçar a dependência do paciente e, conseqüentemente, desestimar sua capacidade de decisão, ação, eleição e diálogo refletido. A razão terapêutica deve enfrentar-se quase inevitavelmente com sujeitos que se consideram a si próprios prisioneiros de uma debilidade, o que torna indispensável que o saber médico apele para estratégias capazes de impedir que essa sujeição inicial resulte em passiva aceitação.
A lógica da compaixão pode vir a reforçar essa passividade por ser refratária às palavras, por privilegiar os gestos, olhares e carícias, e não os argumentos através dos quais uma intervenção médica sobre nosso corpo pode tornar-se inteligível. Pode nos impulsionar a agir invocando o nome e o bem daqueles que dizem assistir. Acredita conhecer esse bem de um modo claro e distinto. Pode então prescindir de argumentos, excluir as palavras e silenciar qualquer diálogo fundado em perguntas e respostas razoáveis. Nietzsche diz que o compassivo nada entende de razões: "O coração o manda socorrer e ele acredita fazê-lo melhor quanto mais imediato for o socorro".
A solidariedade, pelo contrário, no momento em que pressupõe a pluralidade humana, precisa da mediação do diálogo e da argumentação razoada – indispensáveis para assumirmos o lugar daquele que sofre e reclama o direito a ser assistido; desse outro que (mesmo quando seus interesses possam ser contrários aos meus) reconhecemos como alguém semelhante em orgulho e dignidade. Sendo assim, seria desejável que os programas de assistência tentem "colocar o respeito acima da compaixão", a solidariedade acima da piedade.
* Sandra Caponi (Doutora em Filosofia e professora adjunta do Departamento de
Saúde Pública da Universidade Federal de Santa Catarina)
Língua
Quando o diabo explodiu no espaço a língua caiu em Fortaleza.
Ouvido de um popular na Praça do Ferreira
Ouvido de um popular na Praça do Ferreira
quinta-feira, 4 de outubro de 2012
Mil e Uma Noites
Acaba de sair o quarto e último volume do Livro das Mil e Uma Noites, Globo Editora, traduzido diretamente do árabe por Mamede Mustafa Jarouche, professor de árabe da USP.
Em artigo escrito no jornal O Globo, edição de 08/09/12, o professor alude ao fato do imperador Pedro II também ter traduzido parte do famoso livro.
Inicialmente pensara que a imperial tradução tivesse sido feita a partir da versão francesa de Galland aparecida no início do século XVII.
Alertado por uma pós-graduanda da Universidade Federal de Santa Catarina Jarouche entrou em contacto por meio dela com os originais da tradução de D.Pedro II que abrange as 140 primeiras noites sendo que 35 delas estão irremediavelmente perdidas.
Segundo o especialista os manuscritos não deixam dúvida que o imperador manuseou uma edição árabe do livro.
A edição que serviu de base ao trabalho dele foi a publicada entre 1825 e 1843 na cidade alemã de Breslau a qual se demonstrou mas tarde ter sido uma manipulação do editor Maximilien Habicht a partir de manuscritos árabes. A farsa só seria revelada no princípio do século XX.
O trabalho do imperador teve início no Brasil e continuou no exílio na França onde morreu antes de conclui-lo. Há registros de que tenha se dedicado a essa atividade intelectual com grande alegria.
Em artigo escrito no jornal O Globo, edição de 08/09/12, o professor alude ao fato do imperador Pedro II também ter traduzido parte do famoso livro.
Inicialmente pensara que a imperial tradução tivesse sido feita a partir da versão francesa de Galland aparecida no início do século XVII.
Alertado por uma pós-graduanda da Universidade Federal de Santa Catarina Jarouche entrou em contacto por meio dela com os originais da tradução de D.Pedro II que abrange as 140 primeiras noites sendo que 35 delas estão irremediavelmente perdidas.
Segundo o especialista os manuscritos não deixam dúvida que o imperador manuseou uma edição árabe do livro.
A edição que serviu de base ao trabalho dele foi a publicada entre 1825 e 1843 na cidade alemã de Breslau a qual se demonstrou mas tarde ter sido uma manipulação do editor Maximilien Habicht a partir de manuscritos árabes. A farsa só seria revelada no princípio do século XX.
O trabalho do imperador teve início no Brasil e continuou no exílio na França onde morreu antes de conclui-lo. Há registros de que tenha se dedicado a essa atividade intelectual com grande alegria.
Austeridade
O governo socialista da França rendeu-se às evidências da crise e adotou duras medidas fiscais.
Distante de suas promessas de campanha o presidente socialista François Hollande anunciou o maior ajuste fiscal na França nos últimnos 30 anos. Entre corte de gastos e aumento de impostos o governo espera economizar 30,00 bilhões de euros até 2013.
O objetivo é reduzir o déficit fiscal de 4,5% para 3% do PIB. A taxação será de 75% para os que ganhem acima de 1,0 milhão de euros por ano. Antes que os impostos subissem houve uma evasão de milionários para a vizinha Bélgica.
Hollande abraçou-se a Merkel. Ao adotar a receita alemã, por falta de opção, afastou-se do discurso da campanha. O choque da realidade eletrocutou o candidato.
Repito o que digo há muito : com certas propostas se ganha a eleição, com elas não se governa. A consequência é o desencanto do eleitor com a política e os políticos.
Saiba mais em o Globo, edição de 29/09/12
Distante de suas promessas de campanha o presidente socialista François Hollande anunciou o maior ajuste fiscal na França nos últimnos 30 anos. Entre corte de gastos e aumento de impostos o governo espera economizar 30,00 bilhões de euros até 2013.
O objetivo é reduzir o déficit fiscal de 4,5% para 3% do PIB. A taxação será de 75% para os que ganhem acima de 1,0 milhão de euros por ano. Antes que os impostos subissem houve uma evasão de milionários para a vizinha Bélgica.
Hollande abraçou-se a Merkel. Ao adotar a receita alemã, por falta de opção, afastou-se do discurso da campanha. O choque da realidade eletrocutou o candidato.
Repito o que digo há muito : com certas propostas se ganha a eleição, com elas não se governa. A consequência é o desencanto do eleitor com a política e os políticos.
Saiba mais em o Globo, edição de 29/09/12
terça-feira, 2 de outubro de 2012
Tex-Mex
A fronteira entre Texas e México se afirma como florescente zona industrial rivalizando com a China quanto aos custos de produção.
Segundo o Martin Kennedy, vice-presidente da Trico para os EUA "no México com benefícios, pagamos a US$ 1,80 a hora. Na China, quase US$ 3,0".
Pesa ainda a favor da faixa Tex-Mex a logística. Asa f´bricas na fronteira podem reagir a picos de demanda em dias enquanto a China leva semanas.
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 30/09/12
Segundo o Martin Kennedy, vice-presidente da Trico para os EUA "no México com benefícios, pagamos a US$ 1,80 a hora. Na China, quase US$ 3,0".
Pesa ainda a favor da faixa Tex-Mex a logística. Asa f´bricas na fronteira podem reagir a picos de demanda em dias enquanto a China leva semanas.
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 30/09/12
A frase do dia
Não posso viver sem namorar. Não possso, nem quero.
Milton Nascimento, músico às vésperas
de completar 70 anos.
Milton Nascimento, músico às vésperas
de completar 70 anos.
segunda-feira, 24 de setembro de 2012
Os justos
Do Livro da Sabedoria - Sb 2,12. 17,20
Os ímpios dizem : Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda : ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as trangressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina.
Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele. Se, de fato, o justo é filho de Deus, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos.
Os ímpios dizem : Armemos ciladas ao justo, porque sua presença nos incomoda : ele se opõe ao nosso modo de agir, repreende em nós as trangressões da lei e nos reprova as faltas contra a nossa disciplina.
Vejamos, pois, se é verdade o que ele diz, e comprovemos o que vai acontecer com ele. Se, de fato, o justo é filho de Deus, Deus o defenderá e o livrará das mãos dos seus inimigos.
Poupança
Pela primeira vez na história mais da metade dos brasileiros possui alguma economia depositada na caderneta de poupança.
Mais de 100 milhões de depositantes hoje têm conta na aplicação financeira mais popular do país.
A poupança atraiu pequenos depositantes e afstou a classe média.
Em junho deste anos 56,3% dos poupadores têm até R$ 100,00 reais na conta, 37,2% de R$100,01 até R$ 10.000,00 e 8,6% acima de R$ 10.000,00
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 23/09/12
Mais de 100 milhões de depositantes hoje têm conta na aplicação financeira mais popular do país.
A poupança atraiu pequenos depositantes e afstou a classe média.
Em junho deste anos 56,3% dos poupadores têm até R$ 100,00 reais na conta, 37,2% de R$100,01 até R$ 10.000,00 e 8,6% acima de R$ 10.000,00
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 23/09/12
Pesquisa feita na Grã-Bretanha revelou que para 34% dos entrevistados nem pai nem a mãe são capazes de ajudar com o dever de casa.
Foram ouvidas 500 crianças com idades entre 6 e 15 anos. 54% dos entrevistados preferem consultar o buscador quando necessitam de alguma informação.
14% das crianças pesquisadas consideram que os pais não são capazes de ajuda-las a fazer a lição de casa.
Além da popularização da internet a psicológa Natércia Tiba considera que isso se deve à menor disponibilidade dos pais e ao imediatismo das novas gerações.
Seduzidos pelo mundo tecnológico 19% dos consultados não sabem o que é um dicionário e 45% nunca usaram uma enciclopédia.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 23/09/12
Foram ouvidas 500 crianças com idades entre 6 e 15 anos. 54% dos entrevistados preferem consultar o buscador quando necessitam de alguma informação.
14% das crianças pesquisadas consideram que os pais não são capazes de ajuda-las a fazer a lição de casa.
Além da popularização da internet a psicológa Natércia Tiba considera que isso se deve à menor disponibilidade dos pais e ao imediatismo das novas gerações.
Seduzidos pelo mundo tecnológico 19% dos consultados não sabem o que é um dicionário e 45% nunca usaram uma enciclopédia.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 23/09/12
Assinar:
Postagens (Atom)



