segunda-feira, 28 de julho de 2008

Rosa

Comemora-se, este ano, o centenário de nascimento de Guimarães Rosa, o mineiro que inventou palavras e descobriu um jeito único de escrever sobre as belezas do sertão de Minas Gerais.

Belezas que inspiraram Grande Sertão: Veredas, colhidas em uma viagem de onze dias, tangendo uma boiada sertão a dentro, em companhia de vaqueiros e suas histórias.


Cordisburgo, sua cidade natal, comemorou, com muita festa, o centenário do filho ilustre, com a presença da filha Vilma, também escritora. Curioso é que, lendo matéria sobre o evento, me dei conta de um outro significado para a palavra vereda, diferente do sentido que lhe damos, de caminho estreito, senda, itinerário que risca o chão da nossa caatinga.

Na acepção usada por Rosa, vereda é uma ocorrência na paisagem sertaneja que lembra o oásis do deserto, pois feita de aglomerado de palmeiras de buriti e água, que se acumula formando pequeno lago. É aí que animais e vaqueiros matam a sede, em meio à soalheira do sertão. O dicionário Aurélio registra as duas acepções.

Saiba mais no jornal Folha de S. Paulo, edição de 01/07/08.

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Um comentário:

Kilmer Castro disse...

Bela e merecida homenagem a Guimarães Rosa, um escritor cujo jeito teimoso de escrever não cansava de desafiar a morte. Mais um que perdeu(e perdemos todos nós) preciosos anos de pujante produção literária por causa do fumo.

kilmercastro@hotmail.com