quarta-feira, 4 de novembro de 2015

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* Fonte: Folha de S. Paulo (Domingo, 1º/11/2015)

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

Eólicas

O Ceará foi pioneiro e líder no Brasil na geração de energia eólica. Por incúria do governo de oito anos caimos para o terceiro lugar.

O atual governo luta para recuperar o prejuízo. O ranking atual mostra que o Rio Grande do Norte e a Bahia ocupam o primeiro e o segundo lugar respectivamente.

Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 26/08/15

Água

Temos que criar o ministério da água. Pode tirar o resto que não são tão importantes.

Newton Azevedo, engenheiro, membro do Conselho Mundial da Água, criticando a gestão pública dos recursos hídricos no Brasil.

domingo, 1 de novembro de 2015

Licitações

Sob pressão da FIFA e empreiteiros o governo federal adotou um regime simplificado de contratação para construção de obras voltadas à Copa do Mundo. Argumentava-se com a premência de prazo para que estivessem prontas a tempo.

Posteriormente, penso que a medida foi estendida para as obras de educação. Não estou seguro de que tenha sido assim.

Agora, enxerto em medida provisória, a 678, que tramitava no Congresso transforma a excepcionalidade em regra geral. Abre-se uma porta larga para favorecimento à construtoras livres das restrições impostas pela legislação.

Caso a presidente não vete o dispositivo embutido indevidamente o campo está livre para agirem corruptos e corruptores.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 28/10/15

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Seca

Afinal a ficha caiu. O governo estadual decidiu adotar uma série de medidas para racionalizar o uso da água face a escassez do produto em todo o estado.

Penso que a providência já tardava e deveria ter vindo bem antes. Talvez seja resquício do governo anterior que evitava falar de seca e de violência dois setores em que claramente fracassou.

O ciclo de oito anos acabou com o Ceará batendo o recorde nacional de assassinatos e umas poucas obras de adutoras de má qualidade e suspeitas de corrupção na sua realização.

Nesse sentido é esclarecedora a matéria publicada no DN, edição de 02/10 e muitas outras anteriores com o mesmo espírito.

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Livro

Mais do que o que vou escrever, me preocupo em não escrever muito. Um livro escrito em demasia é um livro que falhou.

Mia Couto, escritor moçambicano, em O Estado de São Paulo

Família

Do Papa Francisco no Festival das Famílias em Filadélfia, Estados Unidos :
As famílias brigam. Às vezes podem voar pratos, e as crianças dão dores de cabeça. Não vou falar das sogras.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015


* Fonte: Diário do Nordeste / Opinião / 18.09.2015

domingo, 13 de setembro de 2015

Papa Francisco

O jesuíta americano Thomas Reese ao comentar a próxima visita do Papa Francisco aos Estados Unidos e os prováveis efeitos políticos de suas intervenções admite que ao falar da necessidade de apoiar os pobres, os imigrantes e combater as causas do aquecimento global incomodará os republicanos; por outro lado ao defender a família integrada por um homem e uma mulher e condenar o aborto frustrará os democratas.

Segundo ele um dos papéis do Papa Francisco é ser um profeta "que conforta os aflitos e aflige os confortáveis".

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 13/09/15 pag. A16

Fé e Obras

Na missa de hoje. Da leitura da Carta de São Tiago:

Imaginai que um irmão ou irmã não têm o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; se então alguém de vós lhes disser ; Ide em paz, aquecei-vos, e: "Comei à vontade", sem lhes dar o necessário para o corpo, que adiantará isso ? Assim também a fé : se não se traduz em obras, por si só está morta

Planos de saúde

A falência da Unimed Paulistana com 744 mil associados veio chamar atenção para a fragilidade dessas empresas contratadas por expressivo contingente de brasileiros para garantirem atendimento médico em caso de necessidade.

A apreensão se justifica pela insegurança que muitas delas transmitem aos usuários sobre a constância na prestação de serviços de natureza tão delicada.

Por ano, segundo a ANS, responsável pela regulação do setor, 14 operadoras de planos de saúde são obrigadas a repassar seus clientes devido a problemas financeiros e de gestão.

Em 15 anos aconteceram 208 situações de implantação de direção fiscal, casos em que a agência passa a monitorar presencialmente a situação de uma operadora. A boa notícia é que ocorrências como essas vêm diminuindo.

Inicialmente a Unimed Paulistana tem até o início de outubro para fechar um acordo; caso isso não ocorra a ANS deve fazer uma oferta pública para que operadoras apresentem propostas. Enquanto isso administradoras de benefícios que possuem clientes com planos da Unimed Paulistana começam a examinar alternativas.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 13/09/15, pag.B7

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Passarelas

O mercado da moda insere nas passarelas modelos com síndrome de Down, vitiligo e albinismo a título de adotar uma prática politicamente correta. Seria um contraponto ao padrão tradicional de modelos que ganham grande projeção na mídia.

Meu temor é que passem a ser vistas apenas como raridades exóticas que eram exibidas em circos onde atraiam a curiosidade de espectadores durante o século XIX. O picadeiro é outro mas a motivação do público pode ser a mesma.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 06/09/2015



quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Medicina

A medicina está estreitamente ligada ao conjunto da cultura, sendo as transformações nas concepções médicas condicionadas pelas transformações nas ideias da época.

H.E.Sigerist, Introduction à la Medicine, 1932

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Segurança

O governo do estado acaba de divulgar os dados sobre incidência de homicídios no mês de agosto. Os assassinatos aumentaram após seis meses de baixa. Foram apresentados dados de roubos e assaltos cujos números teriam revelado uma redução.

A decisão de apresentar regularmente os números da violência no estado favorece a transparência das informações e reverte o mau hábito do governo anterior de sistematicamente ocultar da sociedade o que não lhe interessava mostrar.

O aproveitamento dos resultados, com a participação do próprio governador no anúncio, como estratégia de marketing acarreta  alto risco para sua imagem e a do governo. Os números são instáveis e nada garante que a tendência de baixa seja constante por isso torna-se temerário tentar capitaliza-los em favor da administração estadual a qual pode ser surpreendida  a qualquer momento por maus indicadores.

Quanto aos crimes contra o patrimônio, roubos e assaltos, as estatísticas devem ser vistas com reserva pois muitas vítimas não registram as ocorrências por desinteresse ou por considerar uma providência inútil gerando importante subnotificação. Ao contrário de homicídios onde a presença do corpo é a evidência do crime.

Depressão

Do Livro do Profeta Isaias :

Dizei às pessoas deprimidas : Criai ânimo, não tenhais medo ! Vede, é vosso Deus,é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem vos salvar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Orçamento

O Congresso brasileiro vive no mundo da fantasia. Ao tomar conhecimento do déficit do orçamento para 2016 limita-se a dizer que o problema não é dele e sim do executivo.

Quando se fala em um novo imposto pensado pelo executivo diz que aí sim é com ele e não aceita. De cortes e ajustes na despesa não quer saber.

Aqui e acolá vota um aumento de gastos sem perguntar de onde vem o dinheiro. Quer dizer faz cara de paisagem para a crise em que o país está mergulhado como se criticar o governo e a presidente resolvesse o problema.

Acorda Congresso, põe a mão na massa e ajuda o Brasil !

Senadoras

Se quiser ganhar voto de mulheres senadoras é só falar que precisa aprofundar, que precisa conhecer melhor o assunto.

Senador José Serra, ao atribuir o excesso de debates das senadoras o adiamento da votação de seu projeto de lei sobre o pré-sal

Crise

Meu erro foi não ter percebido prematuramente que a situação seria tão ruim como se descreveu

Presidente Dilma Rousseff, admitindo falha na avaliação da situação econômica

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Lição

Pensei que só teria algumas semanas de vida, mas fiquei muito à vontade. Tive uma ótima vida

Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos ao saber que um câncer removido do seu fígado se espalhara para outras partes do corpo.

Ousadia

Nós, brasileiros, precisamos assumir  a ousadia que os canalhas têm(...) Essa ousadia não pode ser de pessoas que não cumprem as leis, que usam o espaço público para interesses particulares.

Carmen Lúcia, Ministra do STF

quarta-feira, 19 de agosto de 2015


"Será que poderíamos viver só
de ciência, sem que a religião
nos iludisse o suficiente para
que aguentássemos viver?"

No fim de semana passado, fui ao teatro duas vezes, e tive uma sorte grande. Teatro, quando é bom, é uma alegria extraordinária.
Começo por "Galileu Galilei", de Bertolt Brecht, dirigido por Cibele Forjaz, com Denise Fraga no papel de Galileu (nada mais brechtiano do que uma atriz no papel do cientista) –no Tuca, em São Paulo, até agosto. Embora não seja nesta ordem que assisti às duas peças, na minha cabeça, elas deram lugar a um diálogo que começa com "Galileu".
Na adolescência, gostava de Brecht por paixão militante: era um teatro que parecia feito para levar o espectador a pensar e a se engajar (claro, numa direção parecida com a minha). As peças brechtianas do Piccolo Teatro de Milão, hoje, não me pegariam da mesma forma: é que não gosto de quase mais nada que tente me dizer como é que eu deveria pensar.
Saí do "Galileu" com uma interrogação mais complexa do que as palavras de ordem do Brecht da minha adolescência.
O cardeal e papa Barberini, por exemplo, é satirizado. E deveria ser óbvio, para o espectador, que a igreja (do século 17) é obscurantista e defende sua autoridade na interpretação da palavra divina, enquanto Galileu é um herói da razão e da liberdade de pensar (moderno até na decisão de amarelar um pouco e não sacrificar sua vida pela verdade).
Tudo isso está lá, mas a questão que paira no ar é: será que todos nós (o povo) precisamos sempre saber toda a verdade? Será que poderíamos viver só com a ciência, sem que a religião nos iludisse o suficiente para que aguentássemos a dureza de viver?
Na época, devo ter pensado (com Sade e com Marx) que a religião é uma droga que serve para que os oprimidos aguentem seus maus momentos e apostem mais no juízo final do que na revolução. Você é explorado pelo seu vizinho? Espere sua recompensa nos céus.
Sábado, saí do "Galileu" perguntando-me: a religião que tenta calar o cientista é um anestésico apenas da miséria real (a que provém das injustiças do mundo)? Ou o anestésico religioso ataca dores mais profundas, dores que se originam na condição humana como tal?
Talvez a extraordinária resistência da religião se deva ao fato de que ela não responde apenas à nossa miséria real: ela responde a uma miséria que é existencial.
O problema não é tanto: como você aguentaria a opressão sem poder recorrer a Deus? O problema é: como você aguentaria a perspectiva de sua morte individual e do fim do planeta Terra sem um fio de esperança escondida num Deus que dê algum sentido a tudo isso?
Alguns grandes conservadores afirmam que a religião é uma necessidade para o governo dos homens. Ou seja, sem religião não haveria governo possível. É uma visão que tem os mesmos limites da visão "progressista", segundo a qual a religião serviria para que os homens não se rebelem, preferindo contar com a Justiça divina.
Ambas as visões parecem se esquecer de que, antes de mais nada, a religião (seja ela uma necessidade ou um engodo, ou ainda um engodo necessário) responde a uma miséria que é própria à existência de qualquer homem.
Brecht talvez não tivesse gostado, mas saí do "Galileu" me perguntando, em suma, se o homem pode mesmo aguentar viver sem algum preconceito religioso.
Meus amigos conservadores deveriam festejar; fui ver Brecht e saí pensando como Edmund Burke: é possível viver sem ao menos o semblante de uma referência divina?
É aqui que intervém a outra peça à qual assisti neste fim de semana, "O Jardim", da Cia. Hiato. A peça viajou por festivais do mundo e volta a São Paulo por um mês apenas (no teatro da USP, na Maria Antônia).
Preciso evitar "spoilers", pois um dos prazeres da peça é que o espectador é convidado a entender como são ligadas as três histórias às quais ele assiste. Mas uma coisa posso afirmar, sem estragar o prazer de ninguém: raramente percebi com tamanha intensidade a beleza da vida, digamos assim, "como ela é", sem a consolação de uma transcendência divina.
Perdemos as casas da nossa infância, os filhos que não tivemos e os que tivemos, os amores que não vingaram e os que vingaram, os álbuns de fotografias e as caixas com aquelas coisas das quais nem nos lembrávamos mais. Pior, envelhecemos e perdemos a nós mesmos, até nos esquecer de quem fomos.
Mas o que sobra não precisa ser a necessidade de um deus que nos console; ao contrário, pode ser uma imensa ternura pelo tempo que passa e pela vida vivida. 


Fonte: Folha de S. Paulo (09/07/2015)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Dieta

A dieta dos índios brasileiros passa longe da tradicional mandioca lembrada em declaração da Presidente Dilma em recente pronunciamento.

Trocam a dieta tradicional por refrigerantes e comida industrializada. A mudança se reflete na epidemiologia de nossos aborígenes.

Estudos mostram que entre eles a incidência da diabetes anda por volta de 28,2% enquanto na população em geral não passa de 7,7%. 50% apresentam sobrepeso.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Ajuste

Vamos ter que consertar o avião em pleno voo, não dá para esperar pela aterrissagem.

Luis Carlos Trabuco, presidente do Bradesco na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Distração

A minha maior  contribuição é tentar distrais as pessoas por duas horas, faze-las esquecer como a vida pode ser terrível.

Wood Allen, cineasta americano sobre a função dos seus filmes. Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Violência

A violência chegou com toda força ao campus da USP. Alunos amedrontados andam com spray de pimenta e canivete.

Para se sentirem mais seguros alunos utilizam carona e escolta para saírem do campus. As estratégias incluem vigias para escoltas, carona dos pais, andar em grupos e mudar trajetos.

De janeiro a julho deste ano a USP registrou 129 furtos, 33 roubos, dois sequestros, três sequestros relâmpago e um estupro. As mulheres são as que mais recorrem a medidas de segurança.

Cerca de 60 mil pessoas, entre professores, alunos e funcionários circulam na Cidade Universitária.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15