segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Família

Do Papa Francisco no Festival das Famílias em Filadélfia, Estados Unidos :
As famílias brigam. Às vezes podem voar pratos, e as crianças dão dores de cabeça. Não vou falar das sogras.

sexta-feira, 25 de setembro de 2015


* Fonte: Diário do Nordeste / Opinião / 18.09.2015

domingo, 13 de setembro de 2015

Papa Francisco

O jesuíta americano Thomas Reese ao comentar a próxima visita do Papa Francisco aos Estados Unidos e os prováveis efeitos políticos de suas intervenções admite que ao falar da necessidade de apoiar os pobres, os imigrantes e combater as causas do aquecimento global incomodará os republicanos; por outro lado ao defender a família integrada por um homem e uma mulher e condenar o aborto frustrará os democratas.

Segundo ele um dos papéis do Papa Francisco é ser um profeta "que conforta os aflitos e aflige os confortáveis".

Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 13/09/15 pag. A16

Fé e Obras

Na missa de hoje. Da leitura da Carta de São Tiago:

Imaginai que um irmão ou irmã não têm o que vestir e que lhes falta a comida de cada dia; se então alguém de vós lhes disser ; Ide em paz, aquecei-vos, e: "Comei à vontade", sem lhes dar o necessário para o corpo, que adiantará isso ? Assim também a fé : se não se traduz em obras, por si só está morta

Planos de saúde

A falência da Unimed Paulistana com 744 mil associados veio chamar atenção para a fragilidade dessas empresas contratadas por expressivo contingente de brasileiros para garantirem atendimento médico em caso de necessidade.

A apreensão se justifica pela insegurança que muitas delas transmitem aos usuários sobre a constância na prestação de serviços de natureza tão delicada.

Por ano, segundo a ANS, responsável pela regulação do setor, 14 operadoras de planos de saúde são obrigadas a repassar seus clientes devido a problemas financeiros e de gestão.

Em 15 anos aconteceram 208 situações de implantação de direção fiscal, casos em que a agência passa a monitorar presencialmente a situação de uma operadora. A boa notícia é que ocorrências como essas vêm diminuindo.

Inicialmente a Unimed Paulistana tem até o início de outubro para fechar um acordo; caso isso não ocorra a ANS deve fazer uma oferta pública para que operadoras apresentem propostas. Enquanto isso administradoras de benefícios que possuem clientes com planos da Unimed Paulistana começam a examinar alternativas.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 13/09/15, pag.B7

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Passarelas

O mercado da moda insere nas passarelas modelos com síndrome de Down, vitiligo e albinismo a título de adotar uma prática politicamente correta. Seria um contraponto ao padrão tradicional de modelos que ganham grande projeção na mídia.

Meu temor é que passem a ser vistas apenas como raridades exóticas que eram exibidas em circos onde atraiam a curiosidade de espectadores durante o século XIX. O picadeiro é outro mas a motivação do público pode ser a mesma.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 06/09/2015



quinta-feira, 10 de setembro de 2015

Medicina

A medicina está estreitamente ligada ao conjunto da cultura, sendo as transformações nas concepções médicas condicionadas pelas transformações nas ideias da época.

H.E.Sigerist, Introduction à la Medicine, 1932

segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Segurança

O governo do estado acaba de divulgar os dados sobre incidência de homicídios no mês de agosto. Os assassinatos aumentaram após seis meses de baixa. Foram apresentados dados de roubos e assaltos cujos números teriam revelado uma redução.

A decisão de apresentar regularmente os números da violência no estado favorece a transparência das informações e reverte o mau hábito do governo anterior de sistematicamente ocultar da sociedade o que não lhe interessava mostrar.

O aproveitamento dos resultados, com a participação do próprio governador no anúncio, como estratégia de marketing acarreta  alto risco para sua imagem e a do governo. Os números são instáveis e nada garante que a tendência de baixa seja constante por isso torna-se temerário tentar capitaliza-los em favor da administração estadual a qual pode ser surpreendida  a qualquer momento por maus indicadores.

Quanto aos crimes contra o patrimônio, roubos e assaltos, as estatísticas devem ser vistas com reserva pois muitas vítimas não registram as ocorrências por desinteresse ou por considerar uma providência inútil gerando importante subnotificação. Ao contrário de homicídios onde a presença do corpo é a evidência do crime.

Depressão

Do Livro do Profeta Isaias :

Dizei às pessoas deprimidas : Criai ânimo, não tenhais medo ! Vede, é vosso Deus,é a vingança que vem, é a recompensa de Deus; é ele que vem vos salvar.

quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Orçamento

O Congresso brasileiro vive no mundo da fantasia. Ao tomar conhecimento do déficit do orçamento para 2016 limita-se a dizer que o problema não é dele e sim do executivo.

Quando se fala em um novo imposto pensado pelo executivo diz que aí sim é com ele e não aceita. De cortes e ajustes na despesa não quer saber.

Aqui e acolá vota um aumento de gastos sem perguntar de onde vem o dinheiro. Quer dizer faz cara de paisagem para a crise em que o país está mergulhado como se criticar o governo e a presidente resolvesse o problema.

Acorda Congresso, põe a mão na massa e ajuda o Brasil !

Senadoras

Se quiser ganhar voto de mulheres senadoras é só falar que precisa aprofundar, que precisa conhecer melhor o assunto.

Senador José Serra, ao atribuir o excesso de debates das senadoras o adiamento da votação de seu projeto de lei sobre o pré-sal

Crise

Meu erro foi não ter percebido prematuramente que a situação seria tão ruim como se descreveu

Presidente Dilma Rousseff, admitindo falha na avaliação da situação econômica

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Lição

Pensei que só teria algumas semanas de vida, mas fiquei muito à vontade. Tive uma ótima vida

Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos ao saber que um câncer removido do seu fígado se espalhara para outras partes do corpo.

Ousadia

Nós, brasileiros, precisamos assumir  a ousadia que os canalhas têm(...) Essa ousadia não pode ser de pessoas que não cumprem as leis, que usam o espaço público para interesses particulares.

Carmen Lúcia, Ministra do STF

quarta-feira, 19 de agosto de 2015


"Será que poderíamos viver só
de ciência, sem que a religião
nos iludisse o suficiente para
que aguentássemos viver?"

No fim de semana passado, fui ao teatro duas vezes, e tive uma sorte grande. Teatro, quando é bom, é uma alegria extraordinária.
Começo por "Galileu Galilei", de Bertolt Brecht, dirigido por Cibele Forjaz, com Denise Fraga no papel de Galileu (nada mais brechtiano do que uma atriz no papel do cientista) –no Tuca, em São Paulo, até agosto. Embora não seja nesta ordem que assisti às duas peças, na minha cabeça, elas deram lugar a um diálogo que começa com "Galileu".
Na adolescência, gostava de Brecht por paixão militante: era um teatro que parecia feito para levar o espectador a pensar e a se engajar (claro, numa direção parecida com a minha). As peças brechtianas do Piccolo Teatro de Milão, hoje, não me pegariam da mesma forma: é que não gosto de quase mais nada que tente me dizer como é que eu deveria pensar.
Saí do "Galileu" com uma interrogação mais complexa do que as palavras de ordem do Brecht da minha adolescência.
O cardeal e papa Barberini, por exemplo, é satirizado. E deveria ser óbvio, para o espectador, que a igreja (do século 17) é obscurantista e defende sua autoridade na interpretação da palavra divina, enquanto Galileu é um herói da razão e da liberdade de pensar (moderno até na decisão de amarelar um pouco e não sacrificar sua vida pela verdade).
Tudo isso está lá, mas a questão que paira no ar é: será que todos nós (o povo) precisamos sempre saber toda a verdade? Será que poderíamos viver só com a ciência, sem que a religião nos iludisse o suficiente para que aguentássemos a dureza de viver?
Na época, devo ter pensado (com Sade e com Marx) que a religião é uma droga que serve para que os oprimidos aguentem seus maus momentos e apostem mais no juízo final do que na revolução. Você é explorado pelo seu vizinho? Espere sua recompensa nos céus.
Sábado, saí do "Galileu" perguntando-me: a religião que tenta calar o cientista é um anestésico apenas da miséria real (a que provém das injustiças do mundo)? Ou o anestésico religioso ataca dores mais profundas, dores que se originam na condição humana como tal?
Talvez a extraordinária resistência da religião se deva ao fato de que ela não responde apenas à nossa miséria real: ela responde a uma miséria que é existencial.
O problema não é tanto: como você aguentaria a opressão sem poder recorrer a Deus? O problema é: como você aguentaria a perspectiva de sua morte individual e do fim do planeta Terra sem um fio de esperança escondida num Deus que dê algum sentido a tudo isso?
Alguns grandes conservadores afirmam que a religião é uma necessidade para o governo dos homens. Ou seja, sem religião não haveria governo possível. É uma visão que tem os mesmos limites da visão "progressista", segundo a qual a religião serviria para que os homens não se rebelem, preferindo contar com a Justiça divina.
Ambas as visões parecem se esquecer de que, antes de mais nada, a religião (seja ela uma necessidade ou um engodo, ou ainda um engodo necessário) responde a uma miséria que é própria à existência de qualquer homem.
Brecht talvez não tivesse gostado, mas saí do "Galileu" me perguntando, em suma, se o homem pode mesmo aguentar viver sem algum preconceito religioso.
Meus amigos conservadores deveriam festejar; fui ver Brecht e saí pensando como Edmund Burke: é possível viver sem ao menos o semblante de uma referência divina?
É aqui que intervém a outra peça à qual assisti neste fim de semana, "O Jardim", da Cia. Hiato. A peça viajou por festivais do mundo e volta a São Paulo por um mês apenas (no teatro da USP, na Maria Antônia).
Preciso evitar "spoilers", pois um dos prazeres da peça é que o espectador é convidado a entender como são ligadas as três histórias às quais ele assiste. Mas uma coisa posso afirmar, sem estragar o prazer de ninguém: raramente percebi com tamanha intensidade a beleza da vida, digamos assim, "como ela é", sem a consolação de uma transcendência divina.
Perdemos as casas da nossa infância, os filhos que não tivemos e os que tivemos, os amores que não vingaram e os que vingaram, os álbuns de fotografias e as caixas com aquelas coisas das quais nem nos lembrávamos mais. Pior, envelhecemos e perdemos a nós mesmos, até nos esquecer de quem fomos.
Mas o que sobra não precisa ser a necessidade de um deus que nos console; ao contrário, pode ser uma imensa ternura pelo tempo que passa e pela vida vivida. 


Fonte: Folha de S. Paulo (09/07/2015)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Dieta

A dieta dos índios brasileiros passa longe da tradicional mandioca lembrada em declaração da Presidente Dilma em recente pronunciamento.

Trocam a dieta tradicional por refrigerantes e comida industrializada. A mudança se reflete na epidemiologia de nossos aborígenes.

Estudos mostram que entre eles a incidência da diabetes anda por volta de 28,2% enquanto na população em geral não passa de 7,7%. 50% apresentam sobrepeso.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Ajuste

Vamos ter que consertar o avião em pleno voo, não dá para esperar pela aterrissagem.

Luis Carlos Trabuco, presidente do Bradesco na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Distração

A minha maior  contribuição é tentar distrais as pessoas por duas horas, faze-las esquecer como a vida pode ser terrível.

Wood Allen, cineasta americano sobre a função dos seus filmes. Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Violência

A violência chegou com toda força ao campus da USP. Alunos amedrontados andam com spray de pimenta e canivete.

Para se sentirem mais seguros alunos utilizam carona e escolta para saírem do campus. As estratégias incluem vigias para escoltas, carona dos pais, andar em grupos e mudar trajetos.

De janeiro a julho deste ano a USP registrou 129 furtos, 33 roubos, dois sequestros, três sequestros relâmpago e um estupro. As mulheres são as que mais recorrem a medidas de segurança.

Cerca de 60 mil pessoas, entre professores, alunos e funcionários circulam na Cidade Universitária.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O BRASIL E SEUS TRISTES NÚMEROS

"O país vai ficando cada vez para trás em quase 
todos os indicadores econômicos essenciais."

Já está ficando monótono: saem indicadores internacionais, e os números do Brasil dão enorme tristeza.
Não é apenas a nova previsão do Fundo Monetário Internacional, indicando retração de 1% para a economia brasileira. É ruim, mas mais ou menos esperado.
Além disso, sempre se poderia esperar, torcer, desejar, sei lá, que seja algo apenas cíclico, que se reverterá em algum momento futuro.
O problema fica maior, no entanto, quando se adota um olhar de longo prazo, ainda mais se comparado com o país, a China, cujo nível de crescimento é objeto universal de desejo.
A China cresceu 7% no primeiro trimestre, segundo os dados do governo. É uma derrapada em relação aos 7,3% do trimestre anterior e aos 7,4% do ano de 2014.
Mas, comparado com o Brasil, é uma maravilha. Ainda mais que a desaceleração é fruto de planejamento, da decisão do governo de priorizar o consumo sobre o investimento -aliás, uma reivindicação constante dos parceiros chineses, Estados Unidos entre eles.
Diz a respeito a "Economist": "O consumo está superando o investimento como o mais poderoso motor da economia, transição que colocará a China em um caminho mais sustentável".
Acrescenta: "Crescimento mais lento é também parte do plano do governo para corrigir os males da economia. Os líderes chineses querem controlar as dívidas, que subiram para alturas preocupantes".
Planejamento, pois, é a chave, a chave que falta no Brasil, desde sempre.
Por isso, no longo prazo, o Brasil foi ficando para trás, como demonstra um artigo comparativo publicado no número 1 de "Cadernos de Política Exterior".
O diplomata Francisco Mauro Brasil de Holanda lembra que, em 1970, a economia brasileira equivalia a 1,5% do PIB mundial, ao passo que a China ocupava apenas 0,8%.
No ano mais recente citado no belo artigo (2011), o Brasil detinha 2,1% da economia mundial, para 8,1% da China.
Olhe-se para o comércio e a diferença na evolução é muito parecida: nos anos 80, a participação do Brasil no comércio global era de 1,3%, mesma porcentagem da China.
Hoje, a da China é dez vezes maior, enquanto o Brasil ficou praticamente estacionado.
Indústria? Pior ainda: em 1980, a produção de manufaturados do Brasil equivalia à soma de China, Malásia, Coreia do Sul e Tailândia; hoje, é de apenas 7% desse conjunto.
A tendência inexorável é para piorar: relatório do Fórum Econômico Mundial, divulgado nesta quarta-feira (15), mostra que o Brasil está em um remoto 84º lugar entre 143 economias em matéria de boa utilização da tecnologia da informação e comunicação.
Nesse capítulo, não é que perde apenas para a China ou para países desenvolvidos. Fica atrás de latino-americanos como Chile, Barbados, Costa Rica, Panamá, Colômbia e México.
Desnecessário dizer que tecnologia da informação é a chave para o desenvolvimento na economia contemporânea.
O fato é que o Brasil é prisioneiro eterno do curto prazo, como agora em que o único planejamento é para acertar as contas.
Falta um projeto de país.
(Clóvis Rossi)
Fonte: Folha de S. Paulo  - 16/04/2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Imagens...

Fortaleza antiga 1:
(Palacete Residencial)


Fortaleza antiga 2:
(Cidade da Criança)


Fortaleza antiga 3:
(Panorama da cidade)


Fortaleza antiga 4:
(Panorama de Fortaleza)


Fortaleza antiga 5:
(Passeio Público)


Barragem do açude:
(Acarape/CE)


Estrada de Soure:
(Caucaia/CE)



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

...

Por Daniel Brunet
Fonte: O Globo - 21/06/2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Confusão

As informações sobre as finanças estaduais são confusas e divergentes. No Diário do Nordeste, edição de 28/06/15 sob o título Estado corta gastos e prioriza salários" foi publicada matéria no bojo da qual o secretário da fazenda informa que "só em julho, o repasse federal já contabiliza um decréscimo de R$ 40,00 milhões".

O jornal O Povo, edição de 29/06/15 traz matéria intitulada "FPE. Refis do governo federal evita queda em repasses ao Ceará" na qual está dito que o estado recebeu via FPE até agora R$ 148.104.731 a mais que em igual período do ano passado.

A mesma autoridade reconhece que nos cofres da fazenda está saindo mais dinheiro que entrando o que exige cortes expressivos nas despesas para não atrasar o pagamento do servidores.

Os números, apesar de confusos, confirmam a delicada situação das contas estaduais fruto de comportamento perdulário e gestão temerária do governo passado. A queda na arrecadação e a alta do dólar, agravando o endividamento do estado, prometem piorar a herança maldita repassada ao sucessor.

Se o governo fosse uma empresa privada já poderia ingressar no regime de recuperação judicial.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Tatuzão

Há poucos dias em editorial o jornal O POVO chamou de equívoco a compra pelo governo do estado de quatro  tuneleiras, máquinas conhecidas como tatuzões usadas para escavação de túneis de metros.

Compra justificada com o argumento de que o fabricante iria instalar uma fábrica deles no Pecém. Antes fosse só um equívoco...

Avós

Domingo passado foi o dia dos avós. Ninguém se lembrou disso. Certamente por não interessar ao mercado.

Já o Papa Francisco lembrou de nós ao dizer : Como é bonito o encorajamento que o ancião consegue transmitir ao jovem em busca do sentido da fé e da vida! Esta é verdadeiramente a missão dos avós. A vocação dos idosos.