13 estados não possuem plano para direitos humanos. O Ceará é um deles.
O estado também é relacionado entre os que não possuem políticas para as mulheres.
Saiba mais em O Globo, edição de 16/03/13
domingo, 24 de março de 2013
sábado, 23 de março de 2013
Livrarias
No Brasil, ao contrário do que ocorre nos Estados Unidos, as megalivrarias continuam crescendo apesar da internet. O cenário é de expansão e aumento de vendas.
Há suposições que tentam justificar o fenômeno. No país do norte a Borders fechou todas suas unidades desempregando dez mil pessoas e a previsão é que a Barnes & Noble encerre um terço de suas lojas dentro de dez anos.
Aqui, o pequeno número de leitores, em média quatro livros por ano (incluindo os da escola ?) e a escassez de livrarias (3.481 para 5.500 municípios), sugere que há espaço para crescimento do setor.
A Livraria Cultura, presente em 8 estados, deverá abrir quatro unidades este ano; a Saraiva, maior rede, com cem lojas, abrirá mais quatro também este ano; a Livrarias Curitiba, com forte presença no Paraná e Santa Catarina, inaugurou duas em 2012 e irá se instalar em Sorocaba em área superior a mil metros quadrados.
A consequência dessa expansão tem sido o desaparecimento de pequenas livrarias afetadas pela competição desigual com as grandes cadeias livreiras.
Em 2012 17 lojas em cada cem faturaram entre R$ 7,0 milhões e R$ 10,0 milhões por ano. Em 2009 a proporção era de 3 em cada cem. O crescimento da população universitária também pode ter influido no aumento da demanda. É razoável pensar que novos leitores estejam sendo formados.
O movimento do comércio de um modo geral reflete a migração das compras presenciais para a internet. A Saraiva hoje já tem 38% de suas vendas realizadas por esse meio tendo o livro como carro-chefe. A oferta de outros produtos além de livros contribue para elevar o faturamento desses estabelecimentos.
Essas grandes lojas acabaram por alterar o conceito de livraria abrindo espaços agradáveis e seguros para tomar café, marcar encontros e reuniões. São versões contemporâneas dos antigos cafés do século XIX e início do século XX onde intelectuais e escritores costumavam se reunir em tertúlias culturais.
Nesse aspecto as livrarias brasileiras se mostram muito mais aconchegantes que suas congêneres americanas.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 17/02/13
Há suposições que tentam justificar o fenômeno. No país do norte a Borders fechou todas suas unidades desempregando dez mil pessoas e a previsão é que a Barnes & Noble encerre um terço de suas lojas dentro de dez anos.
Aqui, o pequeno número de leitores, em média quatro livros por ano (incluindo os da escola ?) e a escassez de livrarias (3.481 para 5.500 municípios), sugere que há espaço para crescimento do setor.
A Livraria Cultura, presente em 8 estados, deverá abrir quatro unidades este ano; a Saraiva, maior rede, com cem lojas, abrirá mais quatro também este ano; a Livrarias Curitiba, com forte presença no Paraná e Santa Catarina, inaugurou duas em 2012 e irá se instalar em Sorocaba em área superior a mil metros quadrados.
A consequência dessa expansão tem sido o desaparecimento de pequenas livrarias afetadas pela competição desigual com as grandes cadeias livreiras.
Em 2012 17 lojas em cada cem faturaram entre R$ 7,0 milhões e R$ 10,0 milhões por ano. Em 2009 a proporção era de 3 em cada cem. O crescimento da população universitária também pode ter influido no aumento da demanda. É razoável pensar que novos leitores estejam sendo formados.
O movimento do comércio de um modo geral reflete a migração das compras presenciais para a internet. A Saraiva hoje já tem 38% de suas vendas realizadas por esse meio tendo o livro como carro-chefe. A oferta de outros produtos além de livros contribue para elevar o faturamento desses estabelecimentos.
Essas grandes lojas acabaram por alterar o conceito de livraria abrindo espaços agradáveis e seguros para tomar café, marcar encontros e reuniões. São versões contemporâneas dos antigos cafés do século XIX e início do século XX onde intelectuais e escritores costumavam se reunir em tertúlias culturais.
Nesse aspecto as livrarias brasileiras se mostram muito mais aconchegantes que suas congêneres americanas.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 17/02/13
Navios
Viagens de navio sempre tiveram uma tradição de elegância. Há toda uma atmosfera de glamour desde as longas travessias estreadas pelos primeiros transatlânticos.
É certo que por último o prestígio dos cruzeiros marítimos nessas cidades flutuantes anda um tanto abalado por surtos de infecções a bordo, naves a deriva, panes de serviços e até naufrágios de modernas embarcações.
Mesmo as tragédias náuticas alimentaram histórias cheias de mistério, heroismo, amor e infortúnio, conteúdos de episódios vividos pelos passageiros transformados em livros, filmes e exposições que ainda hoje despertam interesse das pessoas mundo afora.
O Titanic é o maior símbolo dessa elegância trágica. Um desastre que virou cult.
A forma como aquele ícone do poder e da técnica desmanchou-se ao encontro de um iceberg colocou o homem diante de suas limitações e provocou uma mitologia em torno do acidente que não para de despertar curiosidade.
Fala-se do menu do último jantar, dos acordes da orquestra que embalava casais românticos em trajes de gala e também do desespero dos náufragos, do egoismo de uns, da generosidade de outros, do tumulto que ajudou a escuridão do mar gelado a tragar muitas vidas.
Ainda agora o jornal O Globo, edição de 16/03/13, nos dá conta de que irá a leilão um violino que pertenceu ao violinista Wallace Hartley o qual teria tocado com seus companheiros no deque do Titanic numa tentativa de acalmar os passageiros. O instrumento foi recuperado dez dias depois junto ao corpo de seu dono.
O mar resolveu comemorar de maneira dramática o centenário do afundamento do lendário navio. O Costa Concordia, luxuoso e moderno navio, afundou nas costas da Itália num surpreendente fracasso da tecnologia provocado pela desídia humana.
Pois bem a nova tragédia marítima também possui seu violino. Um violinista húngaro, Sandor Feher, 38 anos, já de colete salva-vidas, resolve voltar para sua cabine para buscar seu violino. Ele era um dos músicos que trabalhava na embarcação para entreter os passageiros. Antes de se tornar um dos 11 mortos no desastre foi visto ajudando muitas crianças a vestirem coletes salva-vidas.
O mar foi o túmulo desses instrumentistas mortos apegados aos seus violinos dos quais extrairam as últimas notas que fizeram o fundo melódico da catástrofe.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 19/01/12
É certo que por último o prestígio dos cruzeiros marítimos nessas cidades flutuantes anda um tanto abalado por surtos de infecções a bordo, naves a deriva, panes de serviços e até naufrágios de modernas embarcações.
Mesmo as tragédias náuticas alimentaram histórias cheias de mistério, heroismo, amor e infortúnio, conteúdos de episódios vividos pelos passageiros transformados em livros, filmes e exposições que ainda hoje despertam interesse das pessoas mundo afora.
O Titanic é o maior símbolo dessa elegância trágica. Um desastre que virou cult.
A forma como aquele ícone do poder e da técnica desmanchou-se ao encontro de um iceberg colocou o homem diante de suas limitações e provocou uma mitologia em torno do acidente que não para de despertar curiosidade.
Fala-se do menu do último jantar, dos acordes da orquestra que embalava casais românticos em trajes de gala e também do desespero dos náufragos, do egoismo de uns, da generosidade de outros, do tumulto que ajudou a escuridão do mar gelado a tragar muitas vidas.
Ainda agora o jornal O Globo, edição de 16/03/13, nos dá conta de que irá a leilão um violino que pertenceu ao violinista Wallace Hartley o qual teria tocado com seus companheiros no deque do Titanic numa tentativa de acalmar os passageiros. O instrumento foi recuperado dez dias depois junto ao corpo de seu dono.
O mar resolveu comemorar de maneira dramática o centenário do afundamento do lendário navio. O Costa Concordia, luxuoso e moderno navio, afundou nas costas da Itália num surpreendente fracasso da tecnologia provocado pela desídia humana.
Pois bem a nova tragédia marítima também possui seu violino. Um violinista húngaro, Sandor Feher, 38 anos, já de colete salva-vidas, resolve voltar para sua cabine para buscar seu violino. Ele era um dos músicos que trabalhava na embarcação para entreter os passageiros. Antes de se tornar um dos 11 mortos no desastre foi visto ajudando muitas crianças a vestirem coletes salva-vidas.
O mar foi o túmulo desses instrumentistas mortos apegados aos seus violinos dos quais extrairam as últimas notas que fizeram o fundo melódico da catástrofe.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 19/01/12
terça-feira, 19 de março de 2013
Comunicado
Tomei uma decisão em relação ao preenchimento de vagas nos sodalícios de que faço parte. Resolvi resistir ao assédio eleitoral por parte de candidatos, emissários e amigos comuns. A perda de um colega de grêmio, por menor que seja nossa proximidade, por si só já é um momento delicado.
O açodamento com que os concorrentes se lançam a cata dos votos, sem que transcorra o nojo, gera uma situação constrangedora. Dão adeus à moderação e estabelecem um cerco sobre os eleitores. Falo, é claro, de um modo geral. Há também comportamentos dignos entre os pretendentes.
Receberei com respeito e atenção memoriais e currículos dos candidatos sem me negar, se solicitado, a contatos pessoais. O que não farei mais é anunciar por antecipação o meu voto. Reservo-me o direito de quando, e se for o caso, faze-lo ao interessado.
Quanto ao preenchimento da vaga na Academia Cearense de Letras, decorrente do falecimento do grande poeta Francisco Carvalho, entendo que chegou o momento de radicalizarmos colocando em seu lugar alguém que tenha a literatura como atividade relevante.
Chega de personalidades. Nada contra elas, todas a meu ver dignas dos assentos que ocupam. É que já bastam as que temos. É hora de elegermos um literato reconhecido. Escolhido, se possível, fora do circuito Elizabeth Arden da literatura. Os clubes, restaurantes e bares do Meireles, Aldeota e adjacências.
Houve tempo em que a Academia ia buscar nomes de valor, arredios ou desambiciosos, para ungi-los entre os seus. Talvez seja a hora de retomarmos a prática buscando um mínimo de consenso eleitoral capaz de adotar um nome que valorize e ilustre a instituição.
O açodamento com que os concorrentes se lançam a cata dos votos, sem que transcorra o nojo, gera uma situação constrangedora. Dão adeus à moderação e estabelecem um cerco sobre os eleitores. Falo, é claro, de um modo geral. Há também comportamentos dignos entre os pretendentes.
Receberei com respeito e atenção memoriais e currículos dos candidatos sem me negar, se solicitado, a contatos pessoais. O que não farei mais é anunciar por antecipação o meu voto. Reservo-me o direito de quando, e se for o caso, faze-lo ao interessado.
Quanto ao preenchimento da vaga na Academia Cearense de Letras, decorrente do falecimento do grande poeta Francisco Carvalho, entendo que chegou o momento de radicalizarmos colocando em seu lugar alguém que tenha a literatura como atividade relevante.
Chega de personalidades. Nada contra elas, todas a meu ver dignas dos assentos que ocupam. É que já bastam as que temos. É hora de elegermos um literato reconhecido. Escolhido, se possível, fora do circuito Elizabeth Arden da literatura. Os clubes, restaurantes e bares do Meireles, Aldeota e adjacências.
Houve tempo em que a Academia ia buscar nomes de valor, arredios ou desambiciosos, para ungi-los entre os seus. Talvez seja a hora de retomarmos a prática buscando um mínimo de consenso eleitoral capaz de adotar um nome que valorize e ilustre a instituição.
Parabens !
O RAIO (Rondas de Ações Intensivas e Ostensivas), um grupo de elite da Polícia Militar, criado em meu governo, completa nove anos a serviço da segurança de nossa população com excelente desempenho.
E pensar que no primeiro mandato do atual governador ele quase foi extinto. O objetivo era promover o Ronda e destruir a imagem de seu antecessor.
No segundo mandato o novo secretário de segurança, diante do agravamento da situação, entrou anunciando o fortalecimento e ampliação do Raio como instrumento eficaz de combate a escalada da violência.
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 17/03/2013
E pensar que no primeiro mandato do atual governador ele quase foi extinto. O objetivo era promover o Ronda e destruir a imagem de seu antecessor.
No segundo mandato o novo secretário de segurança, diante do agravamento da situação, entrou anunciando o fortalecimento e ampliação do Raio como instrumento eficaz de combate a escalada da violência.
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 17/03/2013
Reforma
Anunciada licitação pelo governo do estado para reforma da área de lazer da Avenida Raul Barbosa ao lado do Parque do Cocó.
Segundo o Diário do Nordeste, edição de 11/03/2013 o campo de futebol não tem gramado, as traves estão sem redes; e no playground os balanços e gangorras quebrados; a rede de vôlei também não está mais no local; a maioria das lixeiras de coleta seletiva foi arrancada.
Referida área de lazer foi inaugurada em 2010. A restauração irá custar R$ 474.000,00.
O episódio reflete bem a volúpia da administração estadual para inaugurar obras sem se preocupar com sua manutenção e funcionamento.
Segundo o Diário do Nordeste, edição de 11/03/2013 o campo de futebol não tem gramado, as traves estão sem redes; e no playground os balanços e gangorras quebrados; a rede de vôlei também não está mais no local; a maioria das lixeiras de coleta seletiva foi arrancada.
Referida área de lazer foi inaugurada em 2010. A restauração irá custar R$ 474.000,00.
O episódio reflete bem a volúpia da administração estadual para inaugurar obras sem se preocupar com sua manutenção e funcionamento.
Cesta Básica
Os primeiros dados indicam que os preços dos produtos da cesta básica não cairam tanto quanto o esperado pelo governo após a desoneração dos impostos federais.
Saneamento
O saneamento básico de Fortaleza só cresceu 2,24% em quatro anos.
Em 2012, segmento só recebeu 21% dos investimentos previstos pelo governo estadual.
Será porque essas obras não são de fachada embora imprescindíveis para a saúde da população ?
Saiba mais no jornal O Estado, edição de 11/03/2013
Em 2012, segmento só recebeu 21% dos investimentos previstos pelo governo estadual.
Será porque essas obras não são de fachada embora imprescindíveis para a saúde da população ?
Saiba mais no jornal O Estado, edição de 11/03/2013
Presos
O Ministério Público Estadual pediu, mediante uma ação civil datada de 11 de junho de 2011, e a justiça agora determinou que sejam retirados os encarcerados das delegacias da capital e região metropolitana.
Estima-se que existam cerca de 1000 presos nas delegacias em condições desumanas recebendo tratamento cruel. A justiça determinou ainda interdição da Delegacia de Capturas.
Lamento ver a situação atual dos presos e das delegacias assunto que já havia sido resolvido no meu governo que passei ao meu sucessor sem presos em delegacias.
Saiba mais no jornal O Povo, edição de 13/03/2013
Estima-se que existam cerca de 1000 presos nas delegacias em condições desumanas recebendo tratamento cruel. A justiça determinou ainda interdição da Delegacia de Capturas.
Lamento ver a situação atual dos presos e das delegacias assunto que já havia sido resolvido no meu governo que passei ao meu sucessor sem presos em delegacias.
Saiba mais no jornal O Povo, edição de 13/03/2013
Frases
Quando a burrice, ou a loucura, ou a irresponsabilidade vai muito longe, de repente, sai um saneamento. Nós provavelmente estamos no limite desse período.
Jorge Gerdau, empresário
Se nós não professarmos Jesus Cristo, nos tornaremos uma ONG beneficente, mas não a igreja.
Papa Francisco
Jorge Gerdau, empresário
Se nós não professarmos Jesus Cristo, nos tornaremos uma ONG beneficente, mas não a igreja.
Papa Francisco
domingo, 17 de março de 2013
Poesia
A vida é um fio,
a memória é seu novelo.
Enrolo - no novelo da memória -
o vivido e o sonhado.
Se desenrolo o novelo da memória,
não sei se tudo foi real
ou não passou de fantasia.
Bartolomeu Campos de Queirós
"O Fio da Palavra", editora Galera Record,2012
a memória é seu novelo.
Enrolo - no novelo da memória -
o vivido e o sonhado.
Se desenrolo o novelo da memória,
não sei se tudo foi real
ou não passou de fantasia.
Bartolomeu Campos de Queirós
"O Fio da Palavra", editora Galera Record,2012
quinta-feira, 7 de março de 2013
Economia
O Brasil deixou de ser a sexta maior economia do mundo. O Reino Unido recuperou o posto.
A queda se deve ao mau desempenho da economia brasileira que só cresceu 0,9% em 2012.
O PIB inglês está em US$ 2,4 enquanto o do Brasil é de US$ 2,3 (em trilhões de dólares).
Saiba mais no jornal O Globo, edição de 02/03/13
A queda se deve ao mau desempenho da economia brasileira que só cresceu 0,9% em 2012.
O PIB inglês está em US$ 2,4 enquanto o do Brasil é de US$ 2,3 (em trilhões de dólares).
Saiba mais no jornal O Globo, edição de 02/03/13
Show
O jornal O Estado de São Paulo, edição de 03/03/13, coluna "Direto de Brasília" noticiou que "a dupla Bruno e Marrone embalou a palestra de Ciro Gomes sobre a crise internacional. O cachê é estimado em R$150.00 mil."
Dívidas
A Fitch Ratings em seu relatório "Retomada do Crédito a Subnacionais no Brasil" alerta para o endividamentos dos estados.
Os estados estariam muito endividados e novas dividas poderão "ameaçar seus perfis financeiros, a menos que canalizadas para investimentos."
Segundo a instituição "os critérios adotados pelo governo federal para autorizar novas dívidas não são transparentes."
O relatório destaca que estados do nordeste são altamente dependentes de transferências federais e já comprometem parte importante de suas receitas com o pagamento de juros.
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 04/03/13
Os estados estariam muito endividados e novas dividas poderão "ameaçar seus perfis financeiros, a menos que canalizadas para investimentos."
Segundo a instituição "os critérios adotados pelo governo federal para autorizar novas dívidas não são transparentes."
O relatório destaca que estados do nordeste são altamente dependentes de transferências federais e já comprometem parte importante de suas receitas com o pagamento de juros.
Saiba mais no Diário do Nordeste, edição de 04/03/13
quarta-feira, 6 de março de 2013
Livros
Eu continuo a fingir que não sou cego e continuo a comprar livros e a encher minha casa.
Jorge Luis Borges
Jorge Luis Borges
Partidos II
A pulverização partidária não é a única causa, mas é certamente uma das principais, do mau funcionamento do nosso sistema político.
A endogenia dos parlamentos, a barganha politica que beira a chantagem, obrigam o executivo a concessões que comprometem a eficiência do governo e as vezes ultrapassam o limite da ética e da lei. O mensalão de certa forma é filho dessa situação.
É compreensível que os parlamentos pela heterogeneidade de sua composição e por ser o poder mais próximo da sociedade sejam naturalmente mais lentos nas suas decisões. No Brasil a lentidão beira a inoperância. Cooperam para isso a fragilidade dos partidos e a organização de fortes grupos de pressão pluripartidários. Evangélicos e ruralistas estão entre os mais expressivos.
Dois episódios recentes constituem exemplos do raciocínio que estou a desenvolver. O acúmulo de vetos presidenciais não apreciados pelo Congresso e a não votação das novas regras de distribuição de recursos dos fundos de participação dos municípios e estados apesar do prazo assinado pelo Supremo Tribunal Federal.
O ritmo de funcionamento do legislativo é determinado pelo executivo de acordo com a conveniência deste. No Brasil, de modo geral a relação do executivo com o legislativo não obedece ao preceito constitucional de harmonia e independência. O que há é submissão do segundo em relação ao primeiro.
A tentativa de corrigir a pletora partidária foi feita. Foi votada uma lei que instituindo uma cláusula de barreira mediante a qual os partidos poderiam se organizar livremente mas só gozariam de privilégios e verbas públicas se atingissem um determinado patamar de representatividade eleitoral que lhe desse um caráter nacional.
Por se sentirem prejudicados partidos ingressaram com uma ação de inconstitucionalidade no STF que acolheu a representação. Voltamos assim à estaca zero na matéria.
A endogenia dos parlamentos, a barganha politica que beira a chantagem, obrigam o executivo a concessões que comprometem a eficiência do governo e as vezes ultrapassam o limite da ética e da lei. O mensalão de certa forma é filho dessa situação.
É compreensível que os parlamentos pela heterogeneidade de sua composição e por ser o poder mais próximo da sociedade sejam naturalmente mais lentos nas suas decisões. No Brasil a lentidão beira a inoperância. Cooperam para isso a fragilidade dos partidos e a organização de fortes grupos de pressão pluripartidários. Evangélicos e ruralistas estão entre os mais expressivos.
Dois episódios recentes constituem exemplos do raciocínio que estou a desenvolver. O acúmulo de vetos presidenciais não apreciados pelo Congresso e a não votação das novas regras de distribuição de recursos dos fundos de participação dos municípios e estados apesar do prazo assinado pelo Supremo Tribunal Federal.
O ritmo de funcionamento do legislativo é determinado pelo executivo de acordo com a conveniência deste. No Brasil, de modo geral a relação do executivo com o legislativo não obedece ao preceito constitucional de harmonia e independência. O que há é submissão do segundo em relação ao primeiro.
A tentativa de corrigir a pletora partidária foi feita. Foi votada uma lei que instituindo uma cláusula de barreira mediante a qual os partidos poderiam se organizar livremente mas só gozariam de privilégios e verbas públicas se atingissem um determinado patamar de representatividade eleitoral que lhe desse um caráter nacional.
Por se sentirem prejudicados partidos ingressaram com uma ação de inconstitucionalidade no STF que acolheu a representação. Voltamos assim à estaca zero na matéria.
terça-feira, 5 de março de 2013
Partidos
No Brasil partido político virou negócio. Em dez anos foram injetados R$6,8 bi de recursos públicos para fundo e propaganda partidários.
Partidos nanicos, sem nenhuma expressão eleitoral, vivem do dinheiro público, de benesses nos parlamentos e de venda de apoios por ocasião das campanhas políticas. Mas, o que vendem eles se não têm votos ? O tempo de televisão de que dispoem, um valioso ativo eleitoral.
A Constituição contém dispostivo que assegura a liberdade de organização partidária e disciplina de forma bastante liberal a criação de partidos políticos. Todo dia surgem novas legendas. Hoje já são em número de 30.
A proliferação não para. 22 partidos estão em processo de regularização na Justiça Eleitoral. O Partido da Pátria Livre recebeu R$500,00 mil do tesouro em de 2012, no ano seguinte à sua criação.
continua
Partidos nanicos, sem nenhuma expressão eleitoral, vivem do dinheiro público, de benesses nos parlamentos e de venda de apoios por ocasião das campanhas políticas. Mas, o que vendem eles se não têm votos ? O tempo de televisão de que dispoem, um valioso ativo eleitoral.
A Constituição contém dispostivo que assegura a liberdade de organização partidária e disciplina de forma bastante liberal a criação de partidos políticos. Todo dia surgem novas legendas. Hoje já são em número de 30.
A proliferação não para. 22 partidos estão em processo de regularização na Justiça Eleitoral. O Partido da Pátria Livre recebeu R$500,00 mil do tesouro em de 2012, no ano seguinte à sua criação.
continua
Portos
A Presidente Dilma editou medida provisória visando atrair a inicitiva privada para modernizar e ampliar o número de portos brasileiros.
Os trabalhadores portuários se insurgiram contra ela alegando a perda de direitos trabalhistas.
Agora é o Governador Eduardo Campos (PSB-PE) que junta sua voz a dos inconformados com a proposta do governo. Além de falar sobre a necessidade de se aprofundar o debate a propósito das questões levantadas pelos trabalhadores diz não aceitar que o estado perca o domínio sobre o porto de Suape.
O pernambucano anuncia que irá trabalhar no Congresso contra a aprovação da medida provisória.
A manifestação de Campos contra o teor da medida dá margem a uma pergunta: como ficará o porto de Pecém se ela vier a ser convertida em lei ?
Os trabalhadores portuários se insurgiram contra ela alegando a perda de direitos trabalhistas.
Agora é o Governador Eduardo Campos (PSB-PE) que junta sua voz a dos inconformados com a proposta do governo. Além de falar sobre a necessidade de se aprofundar o debate a propósito das questões levantadas pelos trabalhadores diz não aceitar que o estado perca o domínio sobre o porto de Suape.
O pernambucano anuncia que irá trabalhar no Congresso contra a aprovação da medida provisória.
A manifestação de Campos contra o teor da medida dá margem a uma pergunta: como ficará o porto de Pecém se ela vier a ser convertida em lei ?
A frase do dia
Hopuve momento em que as águas eram agitadas, e o vento, contrário. E o Senhor parecia estar adormecido.
Papa Bento XVI
Papa Bento XVI
sábado, 2 de março de 2013
Publicidade
A Folha de São Paulo, edição de 27/02/13, traz interessante matéria com um levantamento dos gastos dos governos estaduais com propaganda.
Na manchete uma conclusão de saída : "Estado menor tem mais despesas com propaganda. Peso da publicidade no orçamento é menor nos estados menos populosos.
O governo do Ceará gasta 0,54% do orçamento com propaganda. Percentual que está acima dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraiba, Rio Grande do Norte, Piaui e Roraima.
O estudo corresponde ao período 2004/2011 sendo que os dados foram colhidos de relatórios de execução fiscal apresentados à Secretaria do Tesou Nacional por exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em números absolutos o gasto do governo cearense foi de R$ 484,00 milhões.
Na manchete uma conclusão de saída : "Estado menor tem mais despesas com propaganda. Peso da publicidade no orçamento é menor nos estados menos populosos.
O governo do Ceará gasta 0,54% do orçamento com propaganda. Percentual que está acima dos estados de Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Bahia, Alagoas, Pernambuco, Paraiba, Rio Grande do Norte, Piaui e Roraima.
O estudo corresponde ao período 2004/2011 sendo que os dados foram colhidos de relatórios de execução fiscal apresentados à Secretaria do Tesou Nacional por exigência da Lei de Responsabilidade Fiscal.
Em números absolutos o gasto do governo cearense foi de R$ 484,00 milhões.
Cachaça
Agora a cachaça é nossa! Afinal os Estados Unidos reconheceram, depois de uma luta de anos, que a cachaça é um produto genuinamente brasileiro.
Deixará de ser vendida como "Brazilian Rum". Em contrapartida o Brasil deverá formalizar o reconhecimento do "Bourbon Whisky" e do "Tennessee Whisky" como marcas autenticamente americanas.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 27/02/13
Deixará de ser vendida como "Brazilian Rum". Em contrapartida o Brasil deverá formalizar o reconhecimento do "Bourbon Whisky" e do "Tennessee Whisky" como marcas autenticamente americanas.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 27/02/13
Superavit
O governo central apresentou um superavit recorde em janeiro de R$ 26,0 bilhões em suas contas.
Representa um quarto da meta para o ano e é 25,6% maior que o de janeiro de 2012.
O resultado é visto como uma estratégia do governo para demonstrar ao mercado que continua comprometido com a política de solidez fiscal. Isso depois das críticas recebidas em decorrência das manobras fiscais para fechar o exercício de 2012.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 27/02/13
Representa um quarto da meta para o ano e é 25,6% maior que o de janeiro de 2012.
O resultado é visto como uma estratégia do governo para demonstrar ao mercado que continua comprometido com a política de solidez fiscal. Isso depois das críticas recebidas em decorrência das manobras fiscais para fechar o exercício de 2012.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 27/02/13
quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013
A frase do dia
"Foi um banho de democracia. Queria que em meu país pudéssemos expressar opiniões e propostas diferentes com esta liberdade".
Yoani Sánchez, blogueira opositora do regime cubano que em viagem ao Brasil tem sido hostilizada por pequenos grupos organizados.
Yoani Sánchez, blogueira opositora do regime cubano que em viagem ao Brasil tem sido hostilizada por pequenos grupos organizados.
Emprego
O Brasil criou 28,9 mil postos de trabalho em janeiro. Foi o pior resultado desde 2009 quando foram fechadas 101.749 vagas.
O Ministério do Trabalho considera que há uma perda de dinamismo do emprego. O comércio puxou a desaceleração. A queda se deve, em parte, à demissão dos empregados temporários contratados no fim do ano.
Já a indústria criou 43,4 mil postos. O que acabou por garantir no conjunto um resultado positivo.
No Ceará a situação é pior. O saldo é negativo. Perdemos 4700 empregos.
Saiba mais na Folha de São Paulo e Diário do Nordeste, edições de 23/02/13
O Ministério do Trabalho considera que há uma perda de dinamismo do emprego. O comércio puxou a desaceleração. A queda se deve, em parte, à demissão dos empregados temporários contratados no fim do ano.
Já a indústria criou 43,4 mil postos. O que acabou por garantir no conjunto um resultado positivo.
No Ceará a situação é pior. O saldo é negativo. Perdemos 4700 empregos.
Saiba mais na Folha de São Paulo e Diário do Nordeste, edições de 23/02/13
Ingleses
A propósito das declarações do primeiro ministro David Cameron sobre a convocação de um plebiscito pra decidir sobre a permanencia do Reino Unido na União Europeia, em nome dos interesses britânicos, vale a pena recordar o que disse dos ingleses o desconfiado irlandês Bernard Shaw:
"Um inglês faz tudo, invocando princípios: luta contra ti ao abrigo de princípios patrióticos;rouba-te invocando princípios de negócios;escraviza-te, alegando princípios imperiais".
"Um inglês faz tudo, invocando princípios: luta contra ti ao abrigo de princípios patrióticos;rouba-te invocando princípios de negócios;escraviza-te, alegando princípios imperiais".
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