Doente e isolada, Margaret Thatcher, com a memória comprometida para fatos recentes, assiste o fim da hegemonia mundial dos postulados que orientaram a economia nos últimos anos.
Fazia história quando, ao assumir o cargo de Primeira Ministra da Inglaterra, em 4 de maio de 1974, citava São Francisco: onde haja discórdia que reine a harmonia.
Nos anos seguintes, pregou obstinadamente a privatização, a desregulamentação, o monetarismo, a receita para curar o homem doente da europa, como o Reino Unido foi conhecido na década de 70.
Mais que curar a Inglaterra, pretendia sacudir a economia mundial pregando novos paradigmas, que se difundiram por toda parte.
Dizia, no entanto, detestar o "laissez faire, essa expressão francesa; o Estado tem de ser forte".
Depois dela, o que surgir de novo na economia mundial, sairá do parto da crise que determinou a intervenção do Estado em grandes bancos e conglomerados empresariais, sob o argumento de evitar-se uma catástrofe econômica mundial.
Há, ainda, um clamor por uma regulamentação que evite as travessuras cometidas pelos executivos das finanças mundiais, que em nome do mercado mergulharam o mundo em uma crise sem precedentes.
sexta-feira, 10 de julho de 2009
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