Ceará bate recorde de empregos no nordeste
Nos últimos doze meses, estado gerou 75.216 postos de trabalho.
Saiba mais no jornal O Estado, edição de 18/03/10.
domingo, 21 de março de 2010
quinta-feira, 18 de março de 2010
Mestres
O governo do estado recuou e voltou a sediar o Festival Mestres do Mundo, instituido durante minha administração, em Limoeiro do Norte, de onde aliás nunca devera ter saido.
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Violência
A violência saiu das primeiras páginas dos jornais. Nas ruas continua a mesma.
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quarta-feira, 17 de março de 2010
Prosperidade
Negócio próspero em Fortaleza é a blindagem de carros.
Oficinas especializadas só recebem carros para serem blindados daqui a pelo menos 30 dias.
É o governo do estado construindo um novo Ceará!
Oficinas especializadas só recebem carros para serem blindados daqui a pelo menos 30 dias.
É o governo do estado construindo um novo Ceará!
Contos II
Quiroga mostraria preocupação com a técnica de elaboração de contos em dois outros escritos: Os truques do perfeito contista e Decálogo do perfeito contista.
No primeiro, fala sobre os relatos de cor local ("toda história de cor local deve dar a impressão de ser contada exclusivamente para os indivíduos desse ambiente") e certas inversões na articulação da frase ("em literatura a ordem dos fatores altera profundamente o produto").
Reproduzimos a seguir o Decálogo, que teve intensa repercussão quando de sua publicação na revista Babel, de Buenos Aires, em julho de 1927.
Decálogo de um perfeito contista
1- Crê num mestre - Poe, Maupassant, Kipling, Tchekov - como na própria divindade.
2- Crê que tua arte é um cume inacessível. Não sonha dominá-la. Quando puderes faze-lo, conseguirás sem que tu mesmo o saibas.
3- Resiste quanto possível à imitação, mas imita se o impulso for muito forte. Mais do que qualquer coisa, o desenvolvimento da personalidade é uma longa paciência.
4- Nutre uma fé cega na tua capacidade para o triunfo, mas no ardor com que o desejas. Ama tua arte como amas tua amada, dando-lhe todo o coração.
5- Não começa a escrever sem saber, desde a primeira palavra, aonde vais. Num conto bem feito as três primeiras linhas têm quase a mesma importância das três últimas.
6- Se queres expressar com exatidão esta circunstância - "Desde o rio soprava um vento frio" - não há na língua dos homens mais palavras que estas para expressa-la. Uma vez senhor de tuas palavras, não te preocupa em avaliar se são consoantes ou dissonantes.
7- Não adjetiva sem necessidade, pois serão inúteis as rendas coloridas que venhas a pendurar num substantivo débil. Se dizes o que é preciso, o substantivo, sózinho, terá uma cor incomparável. Mas é preciso achá-lo.
8- Toma teus personagens pela mão e leva-os firmemente até o final, sem atentar senão para o caminho que traçastes. Não te distrai vendo o que eles não podem ver ou o que não lhes importa. Não abusa do leitor. Um conto é uma novela depurada de excessos. Considera isto uma verdade absoluta, ainda que não o seja.
9- Não escreve sob o império da emoção. Deixa-a morrer, depois a revive. Se és capaz de revive-la tal como a viveste, chegaste, na arte, à metade do caminho.
10- Ao escrever, não pensa em teus amigos ou na impressão que tua história causará. Conta como se teu relato não tivesse interesse senão para o pequeno mundo de teus personagens e como se tu fosses um deles, pois sòmente assim obtém-se a vida num conto.
O autor voltaria ao tema mais uma vez, em 1928, ao escrever A retórica do conto.
Havendo interesse no assunto, consulte Decálogo do Perfeito Contista, de Horácio Quiroga, organizado por Sérgio Faraco e Vera Moreira, LPM editores. O livro contém a opinião de vários autores sobre o decálogo do escritor uruguaio.
No primeiro, fala sobre os relatos de cor local ("toda história de cor local deve dar a impressão de ser contada exclusivamente para os indivíduos desse ambiente") e certas inversões na articulação da frase ("em literatura a ordem dos fatores altera profundamente o produto").
Reproduzimos a seguir o Decálogo, que teve intensa repercussão quando de sua publicação na revista Babel, de Buenos Aires, em julho de 1927.
Decálogo de um perfeito contista
1- Crê num mestre - Poe, Maupassant, Kipling, Tchekov - como na própria divindade.
2- Crê que tua arte é um cume inacessível. Não sonha dominá-la. Quando puderes faze-lo, conseguirás sem que tu mesmo o saibas.
3- Resiste quanto possível à imitação, mas imita se o impulso for muito forte. Mais do que qualquer coisa, o desenvolvimento da personalidade é uma longa paciência.
4- Nutre uma fé cega na tua capacidade para o triunfo, mas no ardor com que o desejas. Ama tua arte como amas tua amada, dando-lhe todo o coração.
5- Não começa a escrever sem saber, desde a primeira palavra, aonde vais. Num conto bem feito as três primeiras linhas têm quase a mesma importância das três últimas.
6- Se queres expressar com exatidão esta circunstância - "Desde o rio soprava um vento frio" - não há na língua dos homens mais palavras que estas para expressa-la. Uma vez senhor de tuas palavras, não te preocupa em avaliar se são consoantes ou dissonantes.
7- Não adjetiva sem necessidade, pois serão inúteis as rendas coloridas que venhas a pendurar num substantivo débil. Se dizes o que é preciso, o substantivo, sózinho, terá uma cor incomparável. Mas é preciso achá-lo.
8- Toma teus personagens pela mão e leva-os firmemente até o final, sem atentar senão para o caminho que traçastes. Não te distrai vendo o que eles não podem ver ou o que não lhes importa. Não abusa do leitor. Um conto é uma novela depurada de excessos. Considera isto uma verdade absoluta, ainda que não o seja.
9- Não escreve sob o império da emoção. Deixa-a morrer, depois a revive. Se és capaz de revive-la tal como a viveste, chegaste, na arte, à metade do caminho.
10- Ao escrever, não pensa em teus amigos ou na impressão que tua história causará. Conta como se teu relato não tivesse interesse senão para o pequeno mundo de teus personagens e como se tu fosses um deles, pois sòmente assim obtém-se a vida num conto.
O autor voltaria ao tema mais uma vez, em 1928, ao escrever A retórica do conto.
Havendo interesse no assunto, consulte Decálogo do Perfeito Contista, de Horácio Quiroga, organizado por Sérgio Faraco e Vera Moreira, LPM editores. O livro contém a opinião de vários autores sobre o decálogo do escritor uruguaio.
Sinuca
Tramita no Senado, depois de aprovado na Câmara dos Deputados, projeto de lei que distribui os royalties do petróleo extraido do pré-sal.
A proposta, se convertida em lei, prejudica os estados produtores, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, e beneficia os demais estados e munícipios.
O Governador do Rio, Sérgio Cabral, chorou ao afirmar que a medida, se adotada, levará seu estado à falência.
Como fica diante do fato o Deputado Ciro Gomes (PSB-CE? SP?), eleito pelo Ceará, com domicílio eleitoral em São Paulo e morador no Rio de Janeiro?
A proposta, se convertida em lei, prejudica os estados produtores, Rio de Janeiro, São Paulo e Espírito Santo, e beneficia os demais estados e munícipios.
O Governador do Rio, Sérgio Cabral, chorou ao afirmar que a medida, se adotada, levará seu estado à falência.
Como fica diante do fato o Deputado Ciro Gomes (PSB-CE? SP?), eleito pelo Ceará, com domicílio eleitoral em São Paulo e morador no Rio de Janeiro?
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Criador e criatura
Queixa-se o governador do estado que as críticas generalizadas contra sua ineficiente política de segurança tenham uma inspiração política.
Ao contrário. Esquece ter sido ele, quando candidato, que transformou assunto tão delicado em leviandade eleitoral comunicada mediante vistosa propaganda enganosa.
As vítimas da fraude hoje reclamam, com razão.
Ao contrário. Esquece ter sido ele, quando candidato, que transformou assunto tão delicado em leviandade eleitoral comunicada mediante vistosa propaganda enganosa.
As vítimas da fraude hoje reclamam, com razão.
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segunda-feira, 15 de março de 2010
Livro
Recebi um exemplar do livro "Nascido para as Coisas Maiores", de autoria do Pe. Geovane Saraiva, um resumo criterioso sobre a trajetória luminosa de D. Helder Câmara.
Geovane que é pároco da igreja de Santo Afonso, na Parquelândia, teve a feliz iniciativa de editar o livro em comemoração ao centenário do grande cearense transcorrido ano passado.
Agradeço ao autor o convite para escrever o prólogo que resume o alto conceito em que tenho aquele sacerdote.
Geovane que é pároco da igreja de Santo Afonso, na Parquelândia, teve a feliz iniciativa de editar o livro em comemoração ao centenário do grande cearense transcorrido ano passado.
Agradeço ao autor o convite para escrever o prólogo que resume o alto conceito em que tenho aquele sacerdote.
Impaciência
Da coluna Painel, do jornal Folha de S. Paulo, edição de 14/03/10 :
Tempo...
No entorno de Lula e no comando da campanha de Dilma Roussef (PT), cresce a impaciência com Ciro Gomes (PSB). Mas a ordem do presidente é manter a calma.
...ao tempo.
Segundo o raciocínio zen, quando abril chegar e Ciro concluir que apostou no cavalo errado - a saber na desistência de José Serra (PSDB) - não lhe restará senão sair da disputa, dada a marcha das pesquisas e ausência de apoio partidário.
Tempo...
No entorno de Lula e no comando da campanha de Dilma Roussef (PT), cresce a impaciência com Ciro Gomes (PSB). Mas a ordem do presidente é manter a calma.
...ao tempo.
Segundo o raciocínio zen, quando abril chegar e Ciro concluir que apostou no cavalo errado - a saber na desistência de José Serra (PSDB) - não lhe restará senão sair da disputa, dada a marcha das pesquisas e ausência de apoio partidário.
Mais um
Da coluna Vertical, do jornal O Povo, edição de 13/03
Mudança de Nome
O governo do estado prepara modificações no "Programa Criança Fora da Rua, Dentro da Escola". A proposta, já aprovada, é mudar o nome para "Programa Busca Ativa" e o fardamento trocar a cor amarela pelo verde. Tal mudança significará melhoria nos resultados? Com a palavra a secretária Fátima Catunda.
Mudança de Nome
O governo do estado prepara modificações no "Programa Criança Fora da Rua, Dentro da Escola". A proposta, já aprovada, é mudar o nome para "Programa Busca Ativa" e o fardamento trocar a cor amarela pelo verde. Tal mudança significará melhoria nos resultados? Com a palavra a secretária Fátima Catunda.
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sábado, 13 de março de 2010
Contos I
Horácio Quiroga (1878-1937) é um grande escritor uruguaio, pouco conhecido, cuja vida trágica esteve repleta de dramas pessoais e familiares que o marcaram de forma definitiva.
Viveu entre a Argentina e seu país natal quase sempre em grande penúria amenizada pela proteção de políticos uruguaios.
Além de inúmeros artigos em revistas e jornais escreveu os seguintes livros :
- Los Arrecifes de Coral (1901), poemas e relatos.
- El Crímen del Otro (1904), contos.
- Los Perseguidos e Historia de um Amor Turbio (1908), novelas.
- Cuentos de Amor, de Locura yde Muerte (1917)
- Cuentos de la Selva (para los niños)-1918
- El Salvaje (1918), contos
- Anaconda 1921), contos
- El Desierto (1924), contos
- Los Desterrados (1926), seu livro mais eleogiado pelos críticos.
- Pasado Amor (1928)
- Suelo Natal (1931), em parceria com Leonardo Glusberg, mais tarde adotado como livro escolar
- Mas Allá (1935), contos.
Escritor magistral, que conhecia os grandes contistas, Kipling, Maupassant, Poe, Tchecov, Bret Harte, Hemingway,Caldwell, preocupou-se em organizar uma espécie de preceitos que ajudariam a produzir bons resultados.
Os conselhos vieram primeiro no Manual do Perfeito Contista (El Hogar-Buenos Aires, 1925) do qual selecionamos uma mostra:
A importância da frase final ("do mesmo modo que o soneto, o conto começa pelo fim")
A retomada ao final do conto da ideia formulada no começo
O conhecimento prévio da história completa
O início abrupto do conto, como se o leitor já conhecesse parte da história.
A supresssão de falas iniciais ("se passam de quatro o leitor se enfada")
Viveu entre a Argentina e seu país natal quase sempre em grande penúria amenizada pela proteção de políticos uruguaios.
Além de inúmeros artigos em revistas e jornais escreveu os seguintes livros :
- Los Arrecifes de Coral (1901), poemas e relatos.
- El Crímen del Otro (1904), contos.
- Los Perseguidos e Historia de um Amor Turbio (1908), novelas.
- Cuentos de Amor, de Locura yde Muerte (1917)
- Cuentos de la Selva (para los niños)-1918
- El Salvaje (1918), contos
- Anaconda 1921), contos
- El Desierto (1924), contos
- Los Desterrados (1926), seu livro mais eleogiado pelos críticos.
- Pasado Amor (1928)
- Suelo Natal (1931), em parceria com Leonardo Glusberg, mais tarde adotado como livro escolar
- Mas Allá (1935), contos.
Escritor magistral, que conhecia os grandes contistas, Kipling, Maupassant, Poe, Tchecov, Bret Harte, Hemingway,Caldwell, preocupou-se em organizar uma espécie de preceitos que ajudariam a produzir bons resultados.
Os conselhos vieram primeiro no Manual do Perfeito Contista (El Hogar-Buenos Aires, 1925) do qual selecionamos uma mostra:
A importância da frase final ("do mesmo modo que o soneto, o conto começa pelo fim")
A retomada ao final do conto da ideia formulada no começo
O conhecimento prévio da história completa
O início abrupto do conto, como se o leitor já conhecesse parte da história.
A supresssão de falas iniciais ("se passam de quatro o leitor se enfada")
Piso
O governador diz que é a favor do piso salarial nacional insituido nos termos de lei federal em vigor.
Não obstante, todos os dias pisa no piso.
Não obstante, todos os dias pisa no piso.
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sexta-feira, 12 de março de 2010
Autoria
Os jornais registraram uma polêmica entre os deputados Artur Bruno e Adahil Barreto, a propósito de uma proposta de emenda constitucional apresentada pelo segundo a qual fixa um percentual mínimo, 35%, para aplicação de recursos estaduais em educação.
Segundo Bruno era seu desejo fazer o mesmo via projeto de iniciativa popular.
Meu amigo Artur Bruno que me perdoe, mas não há autoria de intenção. Barreto agiu dentro de suas prerrogativas parlamentares. Nada impede a apresentação do projeto, idêntico ou semelhante, por outra via legislativa.
Segundo Bruno era seu desejo fazer o mesmo via projeto de iniciativa popular.
Meu amigo Artur Bruno que me perdoe, mas não há autoria de intenção. Barreto agiu dentro de suas prerrogativas parlamentares. Nada impede a apresentação do projeto, idêntico ou semelhante, por outra via legislativa.
Frota de carros novos do Governo
Clique na imagem para melhor visualização
Fonte: Diário Oficial do Estado
Detalhe: Todos os veículos são de uma mesma marca e comprados de um mesmo fornecedor.
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A frase do dia
Seguir todos os impulsos enviados pelos instintos faria mal aos próprios instintos.
Daniel Piza
Daniel Piza
Previdência x Bolsa
O programa Bolsa-Família, apesar de sua importância no combate à pobreza, não é o maior e mais importante instrumento de distribuição de renda.
Os programas de transferência de renda instituidos pela Constituição de 1988, como a Previdência Rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas), têm efeito mais significativo na redução da pobreza. O Bolsa-Família é o terceiro em impacto social.
As simulações foram testadas em estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 07/03/10
Os programas de transferência de renda instituidos pela Constituição de 1988, como a Previdência Rural e o Benefício de Prestação Continuada (BPC-Loas), têm efeito mais significativo na redução da pobreza. O Bolsa-Família é o terceiro em impacto social.
As simulações foram testadas em estudo realizado pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).
Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 07/03/10
Indenização
Do blog do Eliomar (08/03/10)
Espera-se
Do procurador-geral do estado, Fernando Oliveira, ao tentar explicar o porque de o governador Cid Gomes (PSB) ter concedido indenização apenas para duas famílias de PMs assassinados em serviço: Isso é um começo.
Ao rejeitar a emenda ao projeto de lei do executivo, de autoria do Dep. Adahil Barreto, que estendia o benefício às famílias de todos os policiais mortos, ou tornados inválidos, desde 2007, quando em serviço, ficou estabelecido que a indenização só será concedida quando o governador for ao sepultamento e receba uma vaia.
Espera-se
Do procurador-geral do estado, Fernando Oliveira, ao tentar explicar o porque de o governador Cid Gomes (PSB) ter concedido indenização apenas para duas famílias de PMs assassinados em serviço: Isso é um começo.
Ao rejeitar a emenda ao projeto de lei do executivo, de autoria do Dep. Adahil Barreto, que estendia o benefício às famílias de todos os policiais mortos, ou tornados inválidos, desde 2007, quando em serviço, ficou estabelecido que a indenização só será concedida quando o governador for ao sepultamento e receba uma vaia.
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Estaleiro
Manipulação e falta de respeito.
Foram estes os termos usados pela prefeita Luizianne Lins (PT) ao criticar o abaixo assinado entregue por vereadores ao governador para pedir a instalação do estaleiro na praia do Titanzinho. Para a prefeita, estão usando a boa fé da população.
Não consigo entender esse empenho tão enlouquecido de alguns, mas, no que depender da prefeitura, não terá nada ali a não ser praia.
No jornal O Povo, edição de 11/03/10.
Foram estes os termos usados pela prefeita Luizianne Lins (PT) ao criticar o abaixo assinado entregue por vereadores ao governador para pedir a instalação do estaleiro na praia do Titanzinho. Para a prefeita, estão usando a boa fé da população.
Não consigo entender esse empenho tão enlouquecido de alguns, mas, no que depender da prefeitura, não terá nada ali a não ser praia.
No jornal O Povo, edição de 11/03/10.
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quinta-feira, 11 de março de 2010
Da coluna Sônia Pinheiro - O Povo
NA PELE
Perplexidade, tristeza, revolta são termos aplicáveis a tragédia da jovem, bonita e querida empresária Marcela Montenegro, vítima de tentativa de assalto, seguido de morte, por grupo que incluiu até um menino.
E, aí, a melancolia se torna maior ainda quando se sabe que inúmeras outras pessoas passaram por amargas experiências assim. E, por já serem tão frequentes, episódios semelhantes, quando não resultam em morte, quase nunca são detalhados nos meios de comunicação, engrossando, então, as estatísticas da violência desmedida, insegurável, insustentável.
A crua verdade é que Fortaleza virou uma capital extremamente perigosa e palco de cenas cruéis. Seus governantes têm que se deter no grave problema para, no mínimo, atenuá-lo já. Não é justo um cidadão pagar tantos impostos enquanto é forçado a se despojar do mais básico direito de ir e vir.
Enquanto isso, famílias e amigos, à duríssimas penas, têm que lidar com o próprio sofrimento ou de seres amados, ficando abandonados à própria sorte porque o aparelho de segurança no Estado é extremamente falho.
E, nesse aspecto, a cidade passa literalmente por uma guerra de profundidade desigual, cujos vitoriosos são sempre os dito fora da lei, pois os perdedores, desarmados, surpreendidos, sequer podem se defender.
E o rumo que isso tomou, se não encontrarem um jeito, extra-ingênua Ronda do Quarteirão, Fortaleza ou passa a ser defendida por um policiamento mais hábil, municiado e rigoroso, ou tornar-se-á uma cidade sitiada por bandidos. Com seus habitantes na condição de eternos reféns. Sem direito à diversão fora de casa e, quem sabe, um dia, até à singelas idas a shoppings, praias, restaurantes e templos religiosos.
Daí não ser pequeno o número de pessoas vítimas da síndrome do pânico, muitas vezes ocasionada por experiências não tão drásticas como a que tirou a vida da doce Marcela e seus sonhos.
Para, quem sabe, viver aqueles versos de antigo hit do Chico Buarque:``...A DOR da gente não sai no jornal``.
Perplexidade, tristeza, revolta são termos aplicáveis a tragédia da jovem, bonita e querida empresária Marcela Montenegro, vítima de tentativa de assalto, seguido de morte, por grupo que incluiu até um menino.
E, aí, a melancolia se torna maior ainda quando se sabe que inúmeras outras pessoas passaram por amargas experiências assim. E, por já serem tão frequentes, episódios semelhantes, quando não resultam em morte, quase nunca são detalhados nos meios de comunicação, engrossando, então, as estatísticas da violência desmedida, insegurável, insustentável.
A crua verdade é que Fortaleza virou uma capital extremamente perigosa e palco de cenas cruéis. Seus governantes têm que se deter no grave problema para, no mínimo, atenuá-lo já. Não é justo um cidadão pagar tantos impostos enquanto é forçado a se despojar do mais básico direito de ir e vir.
Enquanto isso, famílias e amigos, à duríssimas penas, têm que lidar com o próprio sofrimento ou de seres amados, ficando abandonados à própria sorte porque o aparelho de segurança no Estado é extremamente falho.
E, nesse aspecto, a cidade passa literalmente por uma guerra de profundidade desigual, cujos vitoriosos são sempre os dito fora da lei, pois os perdedores, desarmados, surpreendidos, sequer podem se defender.
E o rumo que isso tomou, se não encontrarem um jeito, extra-ingênua Ronda do Quarteirão, Fortaleza ou passa a ser defendida por um policiamento mais hábil, municiado e rigoroso, ou tornar-se-á uma cidade sitiada por bandidos. Com seus habitantes na condição de eternos reféns. Sem direito à diversão fora de casa e, quem sabe, um dia, até à singelas idas a shoppings, praias, restaurantes e templos religiosos.
Daí não ser pequeno o número de pessoas vítimas da síndrome do pânico, muitas vezes ocasionada por experiências não tão drásticas como a que tirou a vida da doce Marcela e seus sonhos.
Para, quem sabe, viver aqueles versos de antigo hit do Chico Buarque:``...A DOR da gente não sai no jornal``.
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Da coluna Vertical - O Povo
DEVER DE CLASSE
Sindicato Apeoc cobrou ontem do líder do governo na Assembleia, Nelson Martins (PT), promessa feita por Cid Gomes, no começo dos trabalhos da Casa, de abrir diálogo sobre o novo PCCS dos docentes.
O Deputado Nelson (esqueça o que eu disse) Martins (PT), deve explicações aos professores.
Sindicato Apeoc cobrou ontem do líder do governo na Assembleia, Nelson Martins (PT), promessa feita por Cid Gomes, no começo dos trabalhos da Casa, de abrir diálogo sobre o novo PCCS dos docentes.
O Deputado Nelson (esqueça o que eu disse) Martins (PT), deve explicações aos professores.
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(In)Segurança
Manchete de primeira página do jornal O Povo :
* Empresária é baleada
Crime comove Fortaleza
Insegurança na área foi alertada pelo O Povo há cinco dias
*Morte da empresária
Depois do crime, reforço policial não funciona
Na mesma área bandidos atacam carro de publicitário
O Povo percorreu quatro "zonas de insegurança" e medo continua
Edições de 10 e 11/03/10
* Empresária é baleada
Crime comove Fortaleza
Insegurança na área foi alertada pelo O Povo há cinco dias
*Morte da empresária
Depois do crime, reforço policial não funciona
Na mesma área bandidos atacam carro de publicitário
O Povo percorreu quatro "zonas de insegurança" e medo continua
Edições de 10 e 11/03/10
Poesia
Dorme, que a vida é nada!
Dorme, que tudo é vão
Se alguém achou a estrada,
Achou-a em confusão,
Com a alma enganada.
Fernando Pessoa
Dorme, que tudo é vão
Se alguém achou a estrada,
Achou-a em confusão,
Com a alma enganada.
Fernando Pessoa
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