sábado, 5 de maio de 2012

Uma lágrima

O Bilas partiu sem querer que os amigos se despedissem dele.

Quando soube que seu estado de saúde se agravara, e fazia algum tempo que não o via, procurei-o, mas não consegui falar com ele. Recorri a um de seus amigos, um dos  mais próximos e mais fiéis.

Em vão. Ele mesmo já não obtinha resposta aos seus chamados.

Parecia que o Bilas já comprara a passagem mas não queria dar adeus à ninguém. Ético e bom jornalista, o sucesso premiou suas qualidades.

Deixou o DN, onde alcançou o ápice da carreira, por ter, em certo episódio, optado pela via ética da solidariedade profissional. No que pode ter sido uma armadilha solerte montada pela inveja dos que na redação conviviam mal com seu êxito.

No governo foi meu coordenador de imprensa por ter sido antes um jornalista competente e íntegro. Depois foi meu amigo por ter sido eficiente e leal.

3 comentários:

Marcelo Gurgel disse...

Caro Dr. Lúcio,

Também lastimo o desaparecimento terreno tão prematuro do Bilas.
Eu o conheci na época da representação estudantil na UFC, na metade da década de 1970.
Era amigo e foi colega de minha irmã Márcia Gurgel em O Povo.
Quando ele foi editor do Diário do Nordeste, recebi dele, quando precisei, um tratamento gentil e acessível.
Sua partida deixa intensas saudades aos que com ele conviveram.
Marcelo Gurgel Carlos da Silva

Auriberto Cavalcante disse...

O Jornalismo Cearense está de luto !
Mais um que foi para a Redação Eterna, cumprir a última pauta da vida .
À-DEUS AMIGO !

Manoel Timbó disse...

Dr. Lúcio,
Conheci o Bilas lá no Gabinete do Governador.
Como batiamos papo nos corredores do Palácio Iracema sobre política e jornalismo.
Ele sempre muito atencioso com as demandas que fazíamos.
Perdemos um grande amigo.
Que ele encontre a paz e a luz junto ao Pai.