quinta-feira, 3 de setembro de 2015

Orçamento

O Congresso brasileiro vive no mundo da fantasia. Ao tomar conhecimento do déficit do orçamento para 2016 limita-se a dizer que o problema não é dele e sim do executivo.

Quando se fala em um novo imposto pensado pelo executivo diz que aí sim é com ele e não aceita. De cortes e ajustes na despesa não quer saber.

Aqui e acolá vota um aumento de gastos sem perguntar de onde vem o dinheiro. Quer dizer faz cara de paisagem para a crise em que o país está mergulhado como se criticar o governo e a presidente resolvesse o problema.

Acorda Congresso, põe a mão na massa e ajuda o Brasil !

Senadoras

Se quiser ganhar voto de mulheres senadoras é só falar que precisa aprofundar, que precisa conhecer melhor o assunto.

Senador José Serra, ao atribuir o excesso de debates das senadoras o adiamento da votação de seu projeto de lei sobre o pré-sal

Crise

Meu erro foi não ter percebido prematuramente que a situação seria tão ruim como se descreveu

Presidente Dilma Rousseff, admitindo falha na avaliação da situação econômica

terça-feira, 25 de agosto de 2015

Lição

Pensei que só teria algumas semanas de vida, mas fiquei muito à vontade. Tive uma ótima vida

Jimmy Carter, ex-presidente dos Estados Unidos ao saber que um câncer removido do seu fígado se espalhara para outras partes do corpo.

Ousadia

Nós, brasileiros, precisamos assumir  a ousadia que os canalhas têm(...) Essa ousadia não pode ser de pessoas que não cumprem as leis, que usam o espaço público para interesses particulares.

Carmen Lúcia, Ministra do STF

quarta-feira, 19 de agosto de 2015


"Será que poderíamos viver só
de ciência, sem que a religião
nos iludisse o suficiente para
que aguentássemos viver?"

No fim de semana passado, fui ao teatro duas vezes, e tive uma sorte grande. Teatro, quando é bom, é uma alegria extraordinária.
Começo por "Galileu Galilei", de Bertolt Brecht, dirigido por Cibele Forjaz, com Denise Fraga no papel de Galileu (nada mais brechtiano do que uma atriz no papel do cientista) –no Tuca, em São Paulo, até agosto. Embora não seja nesta ordem que assisti às duas peças, na minha cabeça, elas deram lugar a um diálogo que começa com "Galileu".
Na adolescência, gostava de Brecht por paixão militante: era um teatro que parecia feito para levar o espectador a pensar e a se engajar (claro, numa direção parecida com a minha). As peças brechtianas do Piccolo Teatro de Milão, hoje, não me pegariam da mesma forma: é que não gosto de quase mais nada que tente me dizer como é que eu deveria pensar.
Saí do "Galileu" com uma interrogação mais complexa do que as palavras de ordem do Brecht da minha adolescência.
O cardeal e papa Barberini, por exemplo, é satirizado. E deveria ser óbvio, para o espectador, que a igreja (do século 17) é obscurantista e defende sua autoridade na interpretação da palavra divina, enquanto Galileu é um herói da razão e da liberdade de pensar (moderno até na decisão de amarelar um pouco e não sacrificar sua vida pela verdade).
Tudo isso está lá, mas a questão que paira no ar é: será que todos nós (o povo) precisamos sempre saber toda a verdade? Será que poderíamos viver só com a ciência, sem que a religião nos iludisse o suficiente para que aguentássemos a dureza de viver?
Na época, devo ter pensado (com Sade e com Marx) que a religião é uma droga que serve para que os oprimidos aguentem seus maus momentos e apostem mais no juízo final do que na revolução. Você é explorado pelo seu vizinho? Espere sua recompensa nos céus.
Sábado, saí do "Galileu" perguntando-me: a religião que tenta calar o cientista é um anestésico apenas da miséria real (a que provém das injustiças do mundo)? Ou o anestésico religioso ataca dores mais profundas, dores que se originam na condição humana como tal?
Talvez a extraordinária resistência da religião se deva ao fato de que ela não responde apenas à nossa miséria real: ela responde a uma miséria que é existencial.
O problema não é tanto: como você aguentaria a opressão sem poder recorrer a Deus? O problema é: como você aguentaria a perspectiva de sua morte individual e do fim do planeta Terra sem um fio de esperança escondida num Deus que dê algum sentido a tudo isso?
Alguns grandes conservadores afirmam que a religião é uma necessidade para o governo dos homens. Ou seja, sem religião não haveria governo possível. É uma visão que tem os mesmos limites da visão "progressista", segundo a qual a religião serviria para que os homens não se rebelem, preferindo contar com a Justiça divina.
Ambas as visões parecem se esquecer de que, antes de mais nada, a religião (seja ela uma necessidade ou um engodo, ou ainda um engodo necessário) responde a uma miséria que é própria à existência de qualquer homem.
Brecht talvez não tivesse gostado, mas saí do "Galileu" me perguntando, em suma, se o homem pode mesmo aguentar viver sem algum preconceito religioso.
Meus amigos conservadores deveriam festejar; fui ver Brecht e saí pensando como Edmund Burke: é possível viver sem ao menos o semblante de uma referência divina?
É aqui que intervém a outra peça à qual assisti neste fim de semana, "O Jardim", da Cia. Hiato. A peça viajou por festivais do mundo e volta a São Paulo por um mês apenas (no teatro da USP, na Maria Antônia).
Preciso evitar "spoilers", pois um dos prazeres da peça é que o espectador é convidado a entender como são ligadas as três histórias às quais ele assiste. Mas uma coisa posso afirmar, sem estragar o prazer de ninguém: raramente percebi com tamanha intensidade a beleza da vida, digamos assim, "como ela é", sem a consolação de uma transcendência divina.
Perdemos as casas da nossa infância, os filhos que não tivemos e os que tivemos, os amores que não vingaram e os que vingaram, os álbuns de fotografias e as caixas com aquelas coisas das quais nem nos lembrávamos mais. Pior, envelhecemos e perdemos a nós mesmos, até nos esquecer de quem fomos.
Mas o que sobra não precisa ser a necessidade de um deus que nos console; ao contrário, pode ser uma imensa ternura pelo tempo que passa e pela vida vivida. 


Fonte: Folha de S. Paulo (09/07/2015)

segunda-feira, 17 de agosto de 2015

Dieta

A dieta dos índios brasileiros passa longe da tradicional mandioca lembrada em declaração da Presidente Dilma em recente pronunciamento.

Trocam a dieta tradicional por refrigerantes e comida industrializada. A mudança se reflete na epidemiologia de nossos aborígenes.

Estudos mostram que entre eles a incidência da diabetes anda por volta de 28,2% enquanto na população em geral não passa de 7,7%. 50% apresentam sobrepeso.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Ajuste

Vamos ter que consertar o avião em pleno voo, não dá para esperar pela aterrissagem.

Luis Carlos Trabuco, presidente do Bradesco na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Distração

A minha maior  contribuição é tentar distrais as pessoas por duas horas, faze-las esquecer como a vida pode ser terrível.

Wood Allen, cineasta americano sobre a função dos seus filmes. Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

Violência

A violência chegou com toda força ao campus da USP. Alunos amedrontados andam com spray de pimenta e canivete.

Para se sentirem mais seguros alunos utilizam carona e escolta para saírem do campus. As estratégias incluem vigias para escoltas, carona dos pais, andar em grupos e mudar trajetos.

De janeiro a julho deste ano a USP registrou 129 furtos, 33 roubos, dois sequestros, três sequestros relâmpago e um estupro. As mulheres são as que mais recorrem a medidas de segurança.

Cerca de 60 mil pessoas, entre professores, alunos e funcionários circulam na Cidade Universitária.

Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 09/08/15

quarta-feira, 12 de agosto de 2015

O BRASIL E SEUS TRISTES NÚMEROS

"O país vai ficando cada vez para trás em quase 
todos os indicadores econômicos essenciais."

Já está ficando monótono: saem indicadores internacionais, e os números do Brasil dão enorme tristeza.
Não é apenas a nova previsão do Fundo Monetário Internacional, indicando retração de 1% para a economia brasileira. É ruim, mas mais ou menos esperado.
Além disso, sempre se poderia esperar, torcer, desejar, sei lá, que seja algo apenas cíclico, que se reverterá em algum momento futuro.
O problema fica maior, no entanto, quando se adota um olhar de longo prazo, ainda mais se comparado com o país, a China, cujo nível de crescimento é objeto universal de desejo.
A China cresceu 7% no primeiro trimestre, segundo os dados do governo. É uma derrapada em relação aos 7,3% do trimestre anterior e aos 7,4% do ano de 2014.
Mas, comparado com o Brasil, é uma maravilha. Ainda mais que a desaceleração é fruto de planejamento, da decisão do governo de priorizar o consumo sobre o investimento -aliás, uma reivindicação constante dos parceiros chineses, Estados Unidos entre eles.
Diz a respeito a "Economist": "O consumo está superando o investimento como o mais poderoso motor da economia, transição que colocará a China em um caminho mais sustentável".
Acrescenta: "Crescimento mais lento é também parte do plano do governo para corrigir os males da economia. Os líderes chineses querem controlar as dívidas, que subiram para alturas preocupantes".
Planejamento, pois, é a chave, a chave que falta no Brasil, desde sempre.
Por isso, no longo prazo, o Brasil foi ficando para trás, como demonstra um artigo comparativo publicado no número 1 de "Cadernos de Política Exterior".
O diplomata Francisco Mauro Brasil de Holanda lembra que, em 1970, a economia brasileira equivalia a 1,5% do PIB mundial, ao passo que a China ocupava apenas 0,8%.
No ano mais recente citado no belo artigo (2011), o Brasil detinha 2,1% da economia mundial, para 8,1% da China.
Olhe-se para o comércio e a diferença na evolução é muito parecida: nos anos 80, a participação do Brasil no comércio global era de 1,3%, mesma porcentagem da China.
Hoje, a da China é dez vezes maior, enquanto o Brasil ficou praticamente estacionado.
Indústria? Pior ainda: em 1980, a produção de manufaturados do Brasil equivalia à soma de China, Malásia, Coreia do Sul e Tailândia; hoje, é de apenas 7% desse conjunto.
A tendência inexorável é para piorar: relatório do Fórum Econômico Mundial, divulgado nesta quarta-feira (15), mostra que o Brasil está em um remoto 84º lugar entre 143 economias em matéria de boa utilização da tecnologia da informação e comunicação.
Nesse capítulo, não é que perde apenas para a China ou para países desenvolvidos. Fica atrás de latino-americanos como Chile, Barbados, Costa Rica, Panamá, Colômbia e México.
Desnecessário dizer que tecnologia da informação é a chave para o desenvolvimento na economia contemporânea.
O fato é que o Brasil é prisioneiro eterno do curto prazo, como agora em que o único planejamento é para acertar as contas.
Falta um projeto de país.
(Clóvis Rossi)
Fonte: Folha de S. Paulo  - 16/04/2015

terça-feira, 11 de agosto de 2015

Imagens...

Fortaleza antiga 1:
(Palacete Residencial)


Fortaleza antiga 2:
(Cidade da Criança)


Fortaleza antiga 3:
(Panorama da cidade)


Fortaleza antiga 4:
(Panorama de Fortaleza)


Fortaleza antiga 5:
(Passeio Público)


Barragem do açude:
(Acarape/CE)


Estrada de Soure:
(Caucaia/CE)



segunda-feira, 3 de agosto de 2015

...

Por Daniel Brunet
Fonte: O Globo - 21/06/2015

quarta-feira, 29 de julho de 2015

Confusão

As informações sobre as finanças estaduais são confusas e divergentes. No Diário do Nordeste, edição de 28/06/15 sob o título Estado corta gastos e prioriza salários" foi publicada matéria no bojo da qual o secretário da fazenda informa que "só em julho, o repasse federal já contabiliza um decréscimo de R$ 40,00 milhões".

O jornal O Povo, edição de 29/06/15 traz matéria intitulada "FPE. Refis do governo federal evita queda em repasses ao Ceará" na qual está dito que o estado recebeu via FPE até agora R$ 148.104.731 a mais que em igual período do ano passado.

A mesma autoridade reconhece que nos cofres da fazenda está saindo mais dinheiro que entrando o que exige cortes expressivos nas despesas para não atrasar o pagamento do servidores.

Os números, apesar de confusos, confirmam a delicada situação das contas estaduais fruto de comportamento perdulário e gestão temerária do governo passado. A queda na arrecadação e a alta do dólar, agravando o endividamento do estado, prometem piorar a herança maldita repassada ao sucessor.

Se o governo fosse uma empresa privada já poderia ingressar no regime de recuperação judicial.

terça-feira, 28 de julho de 2015

Tatuzão

Há poucos dias em editorial o jornal O POVO chamou de equívoco a compra pelo governo do estado de quatro  tuneleiras, máquinas conhecidas como tatuzões usadas para escavação de túneis de metros.

Compra justificada com o argumento de que o fabricante iria instalar uma fábrica deles no Pecém. Antes fosse só um equívoco...

Avós

Domingo passado foi o dia dos avós. Ninguém se lembrou disso. Certamente por não interessar ao mercado.

Já o Papa Francisco lembrou de nós ao dizer : Como é bonito o encorajamento que o ancião consegue transmitir ao jovem em busca do sentido da fé e da vida! Esta é verdadeiramente a missão dos avós. A vocação dos idosos.

segunda-feira, 27 de julho de 2015

Imagens



 




Ensaio / Edu Simões (Lugar Incomum)
Fonte: Folha de S. Paulo - 28/06/2015

Imagem

Caminhão com a caçamba entalada na ponte do Piqueri (zona norte),
na marginal Tietê.
Fonte: Folha de S. Paulo -18/07/2015

quarta-feira, 22 de julho de 2015

Dilma

Eu acredito que há um pouco de viés sexual, ou viés de gênero. Sou descrita como uma mulher dura e forte que coloca o nariz em tudo que não devia, e estou [me dizem}cercada por homens muito fofos.

Alguma vez você já ouviu dizer que um presidente do sexo masculino coloca o dedo em tudo ?

Presidente Dilma Rousseff em entrevista ao jornal Washington Post

Papa Francisco

1 - Este sistema já não se aguenta, os camponeses, os trabalhadores, as comunidades e os povos tampouco o aguentam. Tampouco o aguenta a T, a irmã Mãe Terra, como dizia São Francisco.

Papa Francisco, sobre o capitalismo, na Bolívia

 2 - Assim como o capitalismo tem Obama, nós temos o Papa Francisco.

João Pedro Stedile, líder do MST, na Bolívia

segunda-feira, 6 de julho de 2015

Economia

De Joaquim Levy, Ministro da Fazenda, citando Machado de Assis :

Eu diria que talvez a gente esteja sentindo uma ressaca, que é aquela força que puxa na volta das águas. Essa ressaca afetou a confiança no começo do ano. Mas tem a vantagem de que a ressaca passa. Temos que nos preparar, não podemos deixar o barco bater nas pedras, temos que fazer adaptações.

Racismo

Até acho que sou afrodescendente, de tanto que apanhei e gosto de apanhar,

Dunga, técnico da seleção brasileira de futebol

Partos

A ANS editou norma estabelecendo exigências para que planos de saúde autorizem o parto cesareano.

A providência decorre do abuso de indicações de partos cirúrgicos desnecessários. No SUS as cesáreas constituem 40% do total de partos e nos planos de saúde a cifra já chega a 70%.

O que devia ser exceção passou a regra. O motivo disso está nas gestantes avessas ao parto natural, por comodidade ou temor infundado, e nos obstetras que às incertezas da natureza preferem partos com dia e hora previamente marcados.

Já ouvi relatos de gestantes que encontram dificuldade em encontrar parteiros dispostos a fazerem partos naturais.


terça-feira, 30 de junho de 2015

Desmentido

O médico de Joaquim Levy desmentiu o ministro. Esse havia dito que ele o autorizara embarcar para os Estados Unidos mesmo tendo ele sofrido uma embolia pulmonar.
O médico, para se proteger de algum contratempo houve por bem dizer à imprensa que não dera autorização para que ele viajasse. O ministro, que precisa de muita credibilidade, escorregou na declaração.
A história de políticos e autoridades doentes no Brasil é rica em desinformações e falta de transparência.

Vasco

O Vasco vai mal no brasileirão. Venceu o Flamengo e isso para a torcida vale quase um campeonato. Deixou a humilhante lanterna. Agora é vice. Vamos ver se escapamos da degola.