O Brasil perdeu um grande médico. Adib Jatene foi médico na acepção integral da palavra. Foi muito mais que um excelente cirurgião cardíaco. Ministro da saúde por duas vezes, com Collor e Fernando Henrique, foi não apenas íntegro mas dinâmico e eficiente.
Chegou a ser considerado como padrão de qualidade, creio que pelo Lula que chegou a convida-lo para voltar ao ministério, mercê de ser honrado e pairar acima de partidos.
Com ele fiz uma parceria que resultou na criação da CPMF para financiar a saúde cujo emprego pelo governo determinou sua saída do ministério por discordar da forma como estavam sendo usados os recursos.
Deixou algumas frases que definem bem sua preocupação com a formação de médico e seu desempenho profissional.
Sem desdenhar das especialidades disse : "médico tem que ser mesmo especialista é em gente".
"Para ser um médico completo tem que ter compromisso com as pessoas carentes".
Quando alguém depois de operado perguntava se podia voltar a trabalhar ouvia dele : "O que mata não é o trabalho é a raiva"
E por último, quando um paciente examinado por ele, por medo, pretendia adiar um exame : "Se eu soubesse o dia em que sua artéria irá fechar eu chamaria você um dia antes".
Saiba mais no artigo Lições de Humildade na Folha de São Paulo, edição de 17/11/14
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quarta-feira, 19 de novembro de 2014
segunda-feira, 17 de novembro de 2014
Medicina
A medicina retrospectiva ou histórica (...) tem, ao menos, a vantagem de ser inofensiva.
Júlio Dantas, médico e escritor português
Júlio Dantas, médico e escritor português
domingo, 9 de novembro de 2014
Muro
Completam-se 25 anos que caiu o muro de Berlim. A queda marcou a desconstrução da União Soviética e o fim da guerra fria.
Pouco tempo após a queda recebemos em nossa casa um alemã que havia sido colega de minha mulher em um colégio da Suiça e que se fazia acompanhar de seu filho, então um jovem adolescente.
O garoto me presenteou com um mimo, um fragmento do muro que me disse com certo orgulho haver sido colhido por ele próprio que assim colaborara para sua destruição. Vinha numa caixinha de metal que trazia um rótulo com a inscrição The berliner wall com a letra do menino.
Um artista plástico a meu pedido elaborou uma espécie de escultura que guarda o pequeno troféu que me foi presenteado. As comemorações da derrubada física do muro, cujos resquícios persistem em algumas mentes, me fizeram recordar o episódio relatado.
Estaria entre os participantes das festividades comemorativas do evento o menino de ontem, o homem de hoje ?
Pouco tempo após a queda recebemos em nossa casa um alemã que havia sido colega de minha mulher em um colégio da Suiça e que se fazia acompanhar de seu filho, então um jovem adolescente.
O garoto me presenteou com um mimo, um fragmento do muro que me disse com certo orgulho haver sido colhido por ele próprio que assim colaborara para sua destruição. Vinha numa caixinha de metal que trazia um rótulo com a inscrição The berliner wall com a letra do menino.
Um artista plástico a meu pedido elaborou uma espécie de escultura que guarda o pequeno troféu que me foi presenteado. As comemorações da derrubada física do muro, cujos resquícios persistem em algumas mentes, me fizeram recordar o episódio relatado.
Estaria entre os participantes das festividades comemorativas do evento o menino de ontem, o homem de hoje ?
sexta-feira, 24 de outubro de 2014
Seca
Comentando a seca que castiga São Paulo, capítal e cidades do interior, determinando rigoroso racionamento de água, o sociólogo José de Souza Martins fez interessante observação.
Ao lamentar a perda de sabedoria das populações que saem do campo afirma : Elas entram no mundo fantasioso de que na cidade tudo pode ser comprado, a água vira mágica da torneira.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 19/10/14 no suplemento Aliás
Ao lamentar a perda de sabedoria das populações que saem do campo afirma : Elas entram no mundo fantasioso de que na cidade tudo pode ser comprado, a água vira mágica da torneira.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 19/10/14 no suplemento Aliás
terça-feira, 21 de outubro de 2014
Alemanha
25 anos após a reunificação a Alemanha continua dividida. A divisão não é mais política, o estado é um só mas persistem desigualdades econômicas e sociais entre as partes ocidental e oriental.
Num discurso célebre Helmut Kohl, o artífice da fusão, afirmava que os recém criados estados do leste logo iriam "desabrochar" e se transformar em "paisagens onde vale a pena viver e trabalhar".
A previsão é que a convergência do desenvolvimento entre as duas partes se daria em dez anos. Não foi bem assim que aconteceu. O processo é bem mais lento do que parecia à primeira vista.
Na economia a diferença é flagrante. O PIB gerado pela antiga Alemanha Oriental é 67% da produção do lado ocidental. No ano passado o PIB per capita no leste foi de 23.600 euros enquanto no oeste o valor foi de 35.400 euros. Além disso o desemprego é 1/3 maior na antiga Alemanha Oriental.
À melhora dos indicadores nos primeiros anos da reunificação seguiu-se um arrefecimento na década passada quando o PIB do leste passou nos últimos 13 anos de 62% para 67% da produção ocidental.
Saiba mais n0 jornal O Estado de São Paulo, edição de 12/10/2014
Num discurso célebre Helmut Kohl, o artífice da fusão, afirmava que os recém criados estados do leste logo iriam "desabrochar" e se transformar em "paisagens onde vale a pena viver e trabalhar".
A previsão é que a convergência do desenvolvimento entre as duas partes se daria em dez anos. Não foi bem assim que aconteceu. O processo é bem mais lento do que parecia à primeira vista.
Na economia a diferença é flagrante. O PIB gerado pela antiga Alemanha Oriental é 67% da produção do lado ocidental. No ano passado o PIB per capita no leste foi de 23.600 euros enquanto no oeste o valor foi de 35.400 euros. Além disso o desemprego é 1/3 maior na antiga Alemanha Oriental.
À melhora dos indicadores nos primeiros anos da reunificação seguiu-se um arrefecimento na década passada quando o PIB do leste passou nos últimos 13 anos de 62% para 67% da produção ocidental.
Saiba mais n0 jornal O Estado de São Paulo, edição de 12/10/2014
segunda-feira, 20 de outubro de 2014
Segurança
Com medo de roubos e arrastões, frequentes no campus e arredores, cada vez mais alunos da USP se fazem acompanhar por seguranças.
Nos últimos dois anos furtos e roubos no campus tiveram incremento de 55% segundo dados da Guarda Universitária.
Por R$ 50,00 mensais segurança particular acompanha estudantes até em casa.
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 12/10/14.
Nos últimos dois anos furtos e roubos no campus tiveram incremento de 55% segundo dados da Guarda Universitária.
Por R$ 50,00 mensais segurança particular acompanha estudantes até em casa.
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 12/10/14.
Diplomas
Caiu o número de concludentes de cursos superiores no país. A redução se deu sobretudo nas áreas de saúde e educação.
Cursos como farmácia, odontologia e enfermagem acusaram uma diminuição de 13,4% em 2013 comparado com 2012. Em cursos de formação de professores a queda foi de 10%. Nos demais cursos a média foi de 5,5%.
O Ministério da Educação atribui o fato, entre outros motivos, a maior fiscalização das faculdades. Influem para isso também os baixos salários e problemas de gestão, sobretudo nas cidades menores.
Pela primeira vez, desde 2002 quando teve início a série histórica, foi reduzido o número de formandos.
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 13/10/14
Cursos como farmácia, odontologia e enfermagem acusaram uma diminuição de 13,4% em 2013 comparado com 2012. Em cursos de formação de professores a queda foi de 10%. Nos demais cursos a média foi de 5,5%.
O Ministério da Educação atribui o fato, entre outros motivos, a maior fiscalização das faculdades. Influem para isso também os baixos salários e problemas de gestão, sobretudo nas cidades menores.
Pela primeira vez, desde 2002 quando teve início a série histórica, foi reduzido o número de formandos.
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 13/10/14
Guimarães Rosa
A jutiça liberou a venda do livro "Sinfonia de Minas Gerais" uma biografia do escritor mineiro João Guimarães Rosa escrita por Alaor Barbosa e proibida desde 2008.
A proibição decorre de uma ação movida pela filha do escritor, Vilma Guimarães Rosa, que alegou para tanto plágio da obra de sua autoria, "Relembramentos - João Guimarães Rosa, meu pai".
A Desembargadora Elisabete Filizzola, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ao negar o pedido de embargo do livro assinalou que "sequer a vida privada do biografado chegou a ser posta em risco".
O autor da biografia afirma não ter mais interesse comercial na questão. Da-se por satisfeito com a decisão da justiça que segundo ele lança uma luz no debate sobre a publicação de biografias não autorizadas pelo biografado ou seus familiares.
Saiba mais no jornal Folha de São Paulo, edição de 16/10/14
A proibição decorre de uma ação movida pela filha do escritor, Vilma Guimarães Rosa, que alegou para tanto plágio da obra de sua autoria, "Relembramentos - João Guimarães Rosa, meu pai".
A Desembargadora Elisabete Filizzola, do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, ao negar o pedido de embargo do livro assinalou que "sequer a vida privada do biografado chegou a ser posta em risco".
O autor da biografia afirma não ter mais interesse comercial na questão. Da-se por satisfeito com a decisão da justiça que segundo ele lança uma luz no debate sobre a publicação de biografias não autorizadas pelo biografado ou seus familiares.
Saiba mais no jornal Folha de São Paulo, edição de 16/10/14
sexta-feira, 17 de outubro de 2014
terça-feira, 7 de outubro de 2014
Hong Kong
Em Hong Kong manifestações exigem eleições livres para escolha de seu governante. O acordo que colocou um fim no domínio britânico prevê eleições em 2017. Até aqui funcionou na antiga colônia um regime político, o chinês, comunista, e um sistema econômico capitalista. É a fórmula "um país dois sistemas" que tornou possível a transferência do território da Inglaterra para a China.
As manifestações constituem a maior dor de cabeça para o governo chinês desde 1989 quando ocorreram os protestos da praça da Paz Celestial em Pequim. A China quer condicionar a escolha do governador de Hong Kong a uma lista integrada por seis nomes previamente escolhidos pelo governo.
É contra esa limitação que os manifestantes se insurgem enchendo as ruas. É a revolução dos guarda-chuvas, assim chamada graças ao uso do prosaico objeto na defesa contra o gás lacrimogênio e o spray de pimenta empregado pelas forças policiais.
Curioso que o líder dos protestos, Joshua Wong, seja um jovem de apenas 17 anos. Sem querer abrir um precedente que abra uma brecha no fechado regime comunista o governo reluta em ceder à pressão que cobra abertura política. O aceno com a promessa de negociações ainda não sensibilizou os rebeldes.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 05/10/14
As manifestações constituem a maior dor de cabeça para o governo chinês desde 1989 quando ocorreram os protestos da praça da Paz Celestial em Pequim. A China quer condicionar a escolha do governador de Hong Kong a uma lista integrada por seis nomes previamente escolhidos pelo governo.
É contra esa limitação que os manifestantes se insurgem enchendo as ruas. É a revolução dos guarda-chuvas, assim chamada graças ao uso do prosaico objeto na defesa contra o gás lacrimogênio e o spray de pimenta empregado pelas forças policiais.
Curioso que o líder dos protestos, Joshua Wong, seja um jovem de apenas 17 anos. Sem querer abrir um precedente que abra uma brecha no fechado regime comunista o governo reluta em ceder à pressão que cobra abertura política. O aceno com a promessa de negociações ainda não sensibilizou os rebeldes.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 05/10/14
quinta-feira, 2 de outubro de 2014
Cultura
No Brasil, 42% não consomem cultura. A pesquisa foi realizada pelo Ibope entre outubro e novembro de 2013.
A pergunta feita foi sobre a quantidade de vezes que as pessoas praticaram alguma atividade cultural no último ano. As respostas foram divididas em quatro grupos :
o não consumidor (42%)
o consumidor de cinema (33%)
o consumidor de festas (15%)
o praticante cultural (10 %)
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 24/09/14
A pergunta feita foi sobre a quantidade de vezes que as pessoas praticaram alguma atividade cultural no último ano. As respostas foram divididas em quatro grupos :
o não consumidor (42%)
o consumidor de cinema (33%)
o consumidor de festas (15%)
o praticante cultural (10 %)
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 24/09/14
Argentina
A braços com uma enorme crise da economia o governo argentino decidiu instituir uma série de exigências a serem feitas às pessoas que pretenderem viajar ao exterior. São 32 dados que os viajantes internacionais deverão informar para terem suas viagens liberadas. Tudo para estancar a hemorragia de divisas que vem ocorrendo naquele país.
Entre outros itens passarão a serem cobrados dos que pretendam viajar para fora do país itinerário completo, número de malas e códigos de malas despachadas, dados sobre milhagem, histórico de não comparecimento, como a passagem foi paga, assento ocupado, nacionalidade.
Dá vontade de desistir, não ?
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 26/09/14
Entre outros itens passarão a serem cobrados dos que pretendam viajar para fora do país itinerário completo, número de malas e códigos de malas despachadas, dados sobre milhagem, histórico de não comparecimento, como a passagem foi paga, assento ocupado, nacionalidade.
Dá vontade de desistir, não ?
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 26/09/14
sexta-feira, 26 de setembro de 2014
quarta-feira, 24 de setembro de 2014
Imagem
Salto. Uma das peças da intervenção artística As Margens do Rio Pinheiros, de Eduardo Surr, é instalada sobre a Ponte Cidade Universitária, em São Paulo, onde permanecerá até 25 de outubro. Com seu boneco de resina vestido apenas com a camiseta e cueca, de pé sobre um trampolim, o artista quer chamar a atenção para um dos rios mais poluídos da capital. Há outros manequins "olhando a sujeira e a inutilidade" nas Pontes Cidade Jardim e Eusébio Matoso.
Fonte: O Estado de S.Paulo - 21/09/2014
Carro elétrico
Na Noruega os carros elétricos deixaram de ser solução para a poluição do ar para se transformarem em um novo problema urbano.
Com fortes subsídios fiscais o número de carros elétricos naquele país já é grande e não para de aumentar. O governo sofre pressão para eliminar, ou pelo menos reduzir, os subsídios pois aqueles veículos autorizados a trafegar nas faixas reservadas aos onibus congestionam o trânsito afetando o fluxo dos transportes coletivos com prejuizo para seus usuários.
Hoje já existem naquele país de 5,1 milhões de habitantes 32 mil carros elétricos em circulação. O fim do subsidio, previsto para terminar em 2017 poderá ser antecipado para desacelerar o crescimento da frota elétrica.
Está aí um problema novo de um país muito desenvolvido...
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 03/09/14
Com fortes subsídios fiscais o número de carros elétricos naquele país já é grande e não para de aumentar. O governo sofre pressão para eliminar, ou pelo menos reduzir, os subsídios pois aqueles veículos autorizados a trafegar nas faixas reservadas aos onibus congestionam o trânsito afetando o fluxo dos transportes coletivos com prejuizo para seus usuários.
Hoje já existem naquele país de 5,1 milhões de habitantes 32 mil carros elétricos em circulação. O fim do subsidio, previsto para terminar em 2017 poderá ser antecipado para desacelerar o crescimento da frota elétrica.
Está aí um problema novo de um país muito desenvolvido...
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 03/09/14
terça-feira, 23 de setembro de 2014
Meretrício político
Do livro Getúlio - 1945-1954 Da volta pela consagração popular ao suicídio do cearense Lira Neto :
Segundo depoimento de Roberto Campos, encarregado de organizar o Departamento Econômico do recem criado BNDE Maciel Filho, designado presidente do banco resistia em aceitar a ideia de condicionar o ingresso na instituição a prestação de concurso público de títulos e provas.
Insistia em reservar uma cota de pelo menos 20% das vagas para admissão sem a necessidade de seleção pública. Maciel dizia ser "isso a necessária e inevitável taxa de meretrício político".
A informação está na página 233 e remete ao livro de memórias, Lanterna na Popa de autoria de Roberto Campos.
De lá para cá o bordel aumentou de tamanho e cresceu muito o número de meretrizes atuantes sob diferentes disfarces. Todas muito ativas.
Segundo depoimento de Roberto Campos, encarregado de organizar o Departamento Econômico do recem criado BNDE Maciel Filho, designado presidente do banco resistia em aceitar a ideia de condicionar o ingresso na instituição a prestação de concurso público de títulos e provas.
Insistia em reservar uma cota de pelo menos 20% das vagas para admissão sem a necessidade de seleção pública. Maciel dizia ser "isso a necessária e inevitável taxa de meretrício político".
A informação está na página 233 e remete ao livro de memórias, Lanterna na Popa de autoria de Roberto Campos.
De lá para cá o bordel aumentou de tamanho e cresceu muito o número de meretrizes atuantes sob diferentes disfarces. Todas muito ativas.
sábado, 20 de setembro de 2014
Refrigerantes
O consumo de refrigerantes diminui no Brasil. Em 2013 houve uma redução de 3,4%, ou 524 milhões de litros.
De 2010 a 2012 a queda foi de 3,3% per capita, de 86,1 litros para 83,31. Em contrapartida a população passou a consumir mais néctares, chás e energéticos. A expansão da água mineral foi de 39%, 6,8 bilhões de litros, em 2013.
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 14/09/14
De 2010 a 2012 a queda foi de 3,3% per capita, de 86,1 litros para 83,31. Em contrapartida a população passou a consumir mais néctares, chás e energéticos. A expansão da água mineral foi de 39%, 6,8 bilhões de litros, em 2013.
Saiba mais na Folha de São Paulo, edição de 14/09/14
Amor
Eu o amo ainda e sempre vou amar.
Luciana Gimenez, apresentadora, sobre Mick Jagger, pai de seu filho mais velho, Lucas
Luciana Gimenez, apresentadora, sobre Mick Jagger, pai de seu filho mais velho, Lucas
Desigualdade
Opiniões manifestadas em debate promovido pelo jornal O Estado de São Paulo, edição de 15/09/14, sobre políticas públicas e a redução das desigualdade.
Marcelo Neri:
A desigualdade importa ou não importa ?
Isso é uma escolha.
Marcos Lisboa:
O debate não é a questão social versus o ajuste econômico.
Isso é um espantalho.
Marcelo Neri:
A desigualdade importa ou não importa ?
Isso é uma escolha.
Marcos Lisboa:
O debate não é a questão social versus o ajuste econômico.
Isso é um espantalho.
domingo, 14 de setembro de 2014
Fidelidade
Do Salmo 77, cantado na missa de hoje :
Mas apenas o honravam com seus lábios
e mentiam ao Senhor com suas línguas;
seus corações enganadores eram falsos
e, infiéis, eles rompiam a Aliança.
Para uma reflexão nos tempos de campanha políticia que estamos a viver.
Mas apenas o honravam com seus lábios
e mentiam ao Senhor com suas línguas;
seus corações enganadores eram falsos
e, infiéis, eles rompiam a Aliança.
Para uma reflexão nos tempos de campanha políticia que estamos a viver.
Amizade
Frontispicio de um livro composto por J.M.P.S da cidade do Porto, no ano de 1816 :
DEFINIÇÃO DA AMIZADE,
seu augmento no tempo
da felicidade,
e diminuição total no
da desgraça
Obra muito útil para a mocidade, que
principia a entrar na ordem do Mun-
do, onde lhe parece, que tudo o que
luz he ouro, quando he tudo falso, e
só lisongeiros mostrando-se amigos pa-
ra lhe comerem o que tem; e depois
de os verem pobres voltarem-lhe as
costas: à maneira dos pardaes, que se
ajuntão em bandos a fazer muita festa
ao Lavrador quando este traz o milho
na eira: e logo que o recolhe na tulha
desaparecem, e só vem hum por hum
chamar-lhe vilão, esquecidos do bem
recebido, e que pagam com tal grati -
tidão insultante.
DEFINIÇÃO DA AMIZADE,
seu augmento no tempo
da felicidade,
e diminuição total no
da desgraça
Obra muito útil para a mocidade, que
principia a entrar na ordem do Mun-
do, onde lhe parece, que tudo o que
luz he ouro, quando he tudo falso, e
só lisongeiros mostrando-se amigos pa-
ra lhe comerem o que tem; e depois
de os verem pobres voltarem-lhe as
costas: à maneira dos pardaes, que se
ajuntão em bandos a fazer muita festa
ao Lavrador quando este traz o milho
na eira: e logo que o recolhe na tulha
desaparecem, e só vem hum por hum
chamar-lhe vilão, esquecidos do bem
recebido, e que pagam com tal grati -
tidão insultante.
quarta-feira, 3 de setembro de 2014
Cartel
Cartel virou sinônimo de delito, mas cartel não é nada mais nada menos que monopólio.
José Serra, ex-governador de São Paulo a propósito da suspeita de fraude em licitações do metrô.
José Serra, ex-governador de São Paulo a propósito da suspeita de fraude em licitações do metrô.
Ateu
Por ser ateu e não acreditar em uma razão para estarmos aqui, tive uma vida muito triste, sem esperança.
Woody Allen, cineasta, em entrevista à Folha de São Paulo
Woody Allen, cineasta, em entrevista à Folha de São Paulo
Tornou-se cada vez mais frequente que as pessoas utilizem o e-mail para se comunicarem em detrimento da correspondência tradicional por meio de cartas e até de encontros presenciais.
A inovação tecnológica abrevia os contactos, aproxima de forma rápida as pessoas contornando dificuldades que a vida dita moderna impõe aos deslocamentos cada vez mais dificeis.
No entanto está claro para mim que os contactos pessoais são sob certo aspecto insubstituiveis. Nada como o olho no olho para apreender a verdade de sentimentos e atitudes, esclarecer dúvidas e confirmar ou modificar impressões.
Spring-Serenity Duvall, professora de comunicação no Salem College, Estados Unidos, decidiu dar um basta na comunicação por e-mails com seus alunos.
Dizendo-se assediada por e-mails de alunos escritos com excesso de informalidade, encaminhados para avisar sobre faltas e atrasos à aula, repetir perguntas sobre temas objetos de explicações presenciais anteriores e exigências de respostas imediatas às mensagens resolveu limitar a correspondência ao pedido de reuniões particulares com ela.
A atitude radical da mestra reflete não apenas uma frustração pessoal mas um sentimento compartilhado pela comunidade acadêmica de modo geral. O abuso do emprego do instrumento eletrônico acabou se convertendo num incômodo a ser evitado.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 31/08/14, página E8
A inovação tecnológica abrevia os contactos, aproxima de forma rápida as pessoas contornando dificuldades que a vida dita moderna impõe aos deslocamentos cada vez mais dificeis.
No entanto está claro para mim que os contactos pessoais são sob certo aspecto insubstituiveis. Nada como o olho no olho para apreender a verdade de sentimentos e atitudes, esclarecer dúvidas e confirmar ou modificar impressões.
Spring-Serenity Duvall, professora de comunicação no Salem College, Estados Unidos, decidiu dar um basta na comunicação por e-mails com seus alunos.
Dizendo-se assediada por e-mails de alunos escritos com excesso de informalidade, encaminhados para avisar sobre faltas e atrasos à aula, repetir perguntas sobre temas objetos de explicações presenciais anteriores e exigências de respostas imediatas às mensagens resolveu limitar a correspondência ao pedido de reuniões particulares com ela.
A atitude radical da mestra reflete não apenas uma frustração pessoal mas um sentimento compartilhado pela comunidade acadêmica de modo geral. O abuso do emprego do instrumento eletrônico acabou se convertendo num incômodo a ser evitado.
Saiba mais no jornal O Estado de São Paulo, edição de 31/08/14, página E8
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