terça-feira, 18 de dezembro de 2018

From Braynard, Story of the "Titanic" Postcards, a Dover publication.
The Titanic heading out for trials (1912).

quarta-feira, 14 de novembro de 2018

Lançamento no dia 21/11/18 (quarta-feira) as 19 horas,
no Conselho Regional de Medicina.

(Apresentação de Lúcio Alcântara)

quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Imagem do Dragão do Mar por Ângelo Agostini.

quinta-feira, 20 de setembro de 2018

Cycles Perfecta, 1902, Alphonse Mucha 1860-1939 © Mucha Trust
Franz Kafka Museum 2015 (www.kafkamuseum.cz)
Based on original drawing by F.K. / podle püvodní kresby F.K. 
(FRANZ KAFKA MUSEUM)

quarta-feira, 19 de setembro de 2018

Ruka sv. Krsevana (XIV st.), Sv. Stosija - Zadar.
Reliquary with the hand of St. Chrysogonus, 14th c., cathedral of St. Anastasia, Zadar.
Armreliquiar des hl. Grisogonus, 14. Jh., die Kathedrale Hl. Anastasia - Zadar.
Main de St Chrysogone, XIVème s., Ste Anastasie - Zadar.
Reliquiario con la mano di S. Crisogono, XIV sec., Cattedrale di S. Anastasia, Zadar.
Soovenirs - Ljubljana, SLOVENIA

terça-feira, 18 de setembro de 2018

PRAHA -PRAGUE - PRAG - PRAGA
Dancing Building (Ginger & Fred) - Tänzendes Haus
Le Maison qui Danse - La Casa Danzante
www.inkworks.info

segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Gilbert & George
Seven Heroes, 1982 (Sonnabend Gallery)
COMO (...) COISAS QUE NÃO EXISTEM
Uma exposição a partir da 31ª Bienal de São Paulo
02 Out 2015 - 17 Jan 2016
- ETCETERA, Petition to Francis Pope, for the final abolition of hell, 
2014-2015, Courtesy, Courtesy: Etcetera Archive. -

segunda-feira, 20 de agosto de 2018

Mucha Trust 2015
PRESCO PUBLISHING

JAN SPLÍCHAL
z cyklu KRAJINY (1974)

sexta-feira, 29 de junho de 2018


SWINGING NUNS
Foto: @Bettmann/CORBIS

sexta-feira, 15 de junho de 2018

EGEAC - Empresa de Gestão de Equipamentos e animação Cultural
EGEAC.PT
LITTLE MONKEYS IN THE ATTIC.
To have "litthle monkeys in the attic"
means "to be an idealist"
- the attic being the head.
RAPHAEL BORFALLO-PINHEIRO
(Ninettenth Century Portuguese Artist)
WORDS FLY, WRITING REMAINS.
This Portuguese saying mentions
that the ephemerality of words is
only lost once we resort to writing.
FERNANDO PESSOA 
(Twentieth Century Portuguese Poet)
WHATEVER COMES TO THE NET IS FISH
This expression is used in Portugal to
say that there are those who will take
anything they can get their hands on.
FICTIONAL CHARACTER

quinta-feira, 26 de abril de 2018

UM PRAZER SOLITÁRIO
Jorge Coli



Não faz muito tempo, fui assistir a uma ópera. Era "As Bodas de Fígaro", de Mozart. Lá para o final, o personagem mais importante, Fígaro, faz um retrato cruel das mulheres. Diz: "Abram um pouco os olhos, homens incautos e bobos. Olhem essas mulheres, olhem o que elas são".

Segue enumerando: "São bruxas que enfeitiçam para nos deixar sofrendo, sereias que cantam para nos afogar... São rosas espinhosas, raposas maliciosas, mestras de engano e de angústias, que fingem e mentem, que amor não sentem, não sentem piedade". Conclui: "O resto do que são capazes não digo: cada um já sabe". E Mozart, com seu humor malicioso, faz então soarem as trompas: o nome do instrumento em italiano é "corno".

No século 18, quando "As Bodas de Fígaro" foi composta, a sala toda ficava iluminada. Não se deixava o público no escuro, como hoje. Os cantores podiam então interpelar diretamente a assistência. Na montagem que vi, o diretor de cena teve a ideia de acender as luzes da sala durante a ária de Fígaro, que saiu do palco e dirigiu-se aos homens presentes.

Eu estava na extremidade da fileira, ao lado do corredor por onde ele passava. Logo atrás de mim, na segunda fila, uma senhora furiosa levantou-se. Fez o sinal de "não" nas fuças do pobre cantor e retirou-se protestando em voz alta. De início, pensei que fosse parte do espetáculo —hoje em dia, com as montagens modernas, tudo é possível. Mas não, era uma feminista embravecida.

Pensei que ela poderia ter prestado mais atenção. O tema nuclear de "As Bodas de Fígaro" é atual: trata-se de desmascarar, denunciar e punir um poderoso aristocrata que é violento predador sexual.

A peça da qual a ópera foi extraída é de um francês, Beaumarchais. Pareceu subversiva e foi proibida. Nela, a velha Marcelina proclama, de maneira eloquente, a tirania masculina.
Diz, entre outras coisas: "Mesmo na sociedade mais elevada, as mulheres obtêm dos homens apenas uma consideração irrisória... Somos mantidas numa real submissão, tratadas como menores de idade no que se refere aos nossos bens, mas como maiores quando devemos ser punidas". Mozart excluiu esse trecho para evitar a censura, mas, ainda assim, fez uma clara acusação antimachista.

Aquela senhora furiosa não deu tempo para a conclusão da ópera, não viu a condenação do conde brutal e revoltou-se antes do tempo. Tal suscetibilidade, irritada pela situação inferior em que, do modo mais injusto, as mulheres são mantidas em nossas sociedades, é compreensível. Levou-a a partir antes que as acusações de Fígaro contra o gênero feminino fossem desmentidas. Indignou-se cedo demais.

Indignação: eis o problema. Nunca tive simpatia por essa palavra. Pressupõe cólera e desprezo. Quando estamos sozinhos, a indignação nos embriaga como se fosse uma droga. Arrebata a alma, enfurece as vísceras, dilata os pulmões e nos faz acreditar na veemência do nosso ódio. Viramos heróis justiceiros diante de nós mesmos.

A solidão indignada faz grandes discursos interiores contra aquilo que erigimos como inimigo. Serve para dar boa consciência. É autossatisfatória. Um prazer solitário. Exaltados, arquitetamos vinganças e reparações. Depois, o balão murcha, sobrando apenas nossa miserável impotência. Talvez tenha sido Stendhal o escritor que melhor caracterizou esses estados irritados, ineficazes e inócuos.

Ao se manifestar na presença de outra pessoa, ou de duas, ou num pequeno grupo, a indignação leva ao descontrole. Nervosos, falamos alto e dizemos coisas que, na calma, jamais pronunciaríamos.

Quando um de seus heróis se deixa levar pelos discursos coléricos, Homero faz alguém sempre repreender: "Que palavras ultrapassaram a barreira de teus dentes!". Porque não somos mais nós que falamos, mas algo que está em nós e que ocupou nosso corpo esvaziado de qualquer poder reflexivo: a indignação. Assim também ocorre com os jorros furibundos de palavras que inundam as redes sociais.

A multidão indignada é, por sua vez, uma catástrofe. Tomada por um furacão de pulsões, ela atropela, esmaga, lincha.

A indignação trava as forças racionais. Alimentada pelas paixões, usa uma aparência de razão como fole para soprar nas brasas. Está claro, aceita só argumentos que servem a reforçar e ampliar seu domínio. É feita de radicalismos.

Assim, anula todas as complexidades e nuanças, bloqueia qualquer compreensão que não seja inteira e simplificada. Anula também o outro, como ser humano, se ele não compartilhar de nossa própria indignação.

Jorge Coli
É professor titular de história da arte na Unicamp e autor de 'O Corpo da Liberdade' (Cosac Naify).

Fonte: Folha de S. Paulo - ilustríssima - 4/02/2018. 

quarta-feira, 25 de abril de 2018

Da série : BRASILIAN SOUVENIR 
(publicado por LUDWIG & BRIGGS lithographers)
Rio de Janeiro
Da série : BRASILIAN SOUVENIR 
(publicado por LUDWIG & BRIGGS lithographers)
Rio de Janeiro
 Da série : BRASILIAN SOUVENIR 
(publicado por LUDWIG & BRIGGS lithographers)
Rio de Janeiro