
O fundamentalismo religioso emergiu, no fim do século passado, como um movimento de grande repercussão na sociedade americana, com impacto político de dimensões consideráveis. Em uma sociedade profundamente religiosa, mais que a Europa Ocidental ou o Japão, temas ligados à fé costumam ganhar proporções que afetam a vida política do País.
Para se ter uma idéia do sentimento religioso nos Estados Unidos (EUA), uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup, em 1979, revelou que 80% dos americanos acreditavam na origem divina de Jesus Cristo. Um em cada três americanos adultos confessou ter passado por uma experiência de conversão religiosa e quase a metade deles acredita na Bíblia como um livro infalível.
Agora mesmo, na atual campanha eleitoral, o debate político está impregnado de religião e etnia. Grupos cristãos conservadores pregam o criacionismo, defendem sua inclusão nos currículos das escolas e divulgam sua doutrina de forma aguerrida. Assumem um papel cada vez mais evangelizador.
Segundo Simpson, citado à página 38 do livro O Poder da Identidade - A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, de Manuel Castells, o fundamentalismo cristão consiste em um conjunto de crenças e experiências cristãs que incluem:
-Fé na absoluta inspiração divina da Bíblia, bem como em sua infalibilidade.
-A salvação individual mediante a aceitação de Cristo como o Salvador (tendo ressuscitado), por conta de sua redenção dos pecados dos homens em sua morte e ressurreição.
-A expectativa do retorno do Cristo do paraíso à terra, antes do fim do milênio.
- O apoio às doutrinas cristãs dos protestantes ortodoxos, como nascimento virginal e a Santíssima Trindade.
Recomendo aos interessados em conhecer melhor o complexo funcionamento da sociedade nos dias de hoje, a leitura do livro de Castells, que aborda, de forma compreensível, as transformações fragmentárias e paradoxais da humanidade, sob o impacto das novas mídias e das redes formadas graças ao extraordinário desenvolvimento das comunicações.
Para se ter uma idéia do sentimento religioso nos Estados Unidos (EUA), uma pesquisa feita pelo Instituto Gallup, em 1979, revelou que 80% dos americanos acreditavam na origem divina de Jesus Cristo. Um em cada três americanos adultos confessou ter passado por uma experiência de conversão religiosa e quase a metade deles acredita na Bíblia como um livro infalível.
Agora mesmo, na atual campanha eleitoral, o debate político está impregnado de religião e etnia. Grupos cristãos conservadores pregam o criacionismo, defendem sua inclusão nos currículos das escolas e divulgam sua doutrina de forma aguerrida. Assumem um papel cada vez mais evangelizador.
Segundo Simpson, citado à página 38 do livro O Poder da Identidade - A Era da Informação: Economia, Sociedade e Cultura, de Manuel Castells, o fundamentalismo cristão consiste em um conjunto de crenças e experiências cristãs que incluem:
-Fé na absoluta inspiração divina da Bíblia, bem como em sua infalibilidade.
-A salvação individual mediante a aceitação de Cristo como o Salvador (tendo ressuscitado), por conta de sua redenção dos pecados dos homens em sua morte e ressurreição.
-A expectativa do retorno do Cristo do paraíso à terra, antes do fim do milênio.
- O apoio às doutrinas cristãs dos protestantes ortodoxos, como nascimento virginal e a Santíssima Trindade.
Recomendo aos interessados em conhecer melhor o complexo funcionamento da sociedade nos dias de hoje, a leitura do livro de Castells, que aborda, de forma compreensível, as transformações fragmentárias e paradoxais da humanidade, sob o impacto das novas mídias e das redes formadas graças ao extraordinário desenvolvimento das comunicações.
Um comentário:
A moral é já suficiente controle sobre nossos atos; permite-nos prescindir de Deus. A tradição judaico-cristã quis eleger um Deus soberano, juiz supremo de nossos atos, tão incompreensível quanto vingativo e capaz de paixões corporais.
De lembrar que o próprio Jesus nada estabeleceu de religião. Santo Agostinho, que era também notável filósofo, quer dizer, amigo da sabedoria, não acreditava em milagres, antes recusava-os claramente: “Não existem”, escreveu.
A filosofia da práxis, ao contrário, concede todo o poder, arbítrio possíveis ao humanismo; livra-se das velhas concepções fatalistas. Estas, como se sabe, querem situar FORA do homem todas as causas de suas alegrias, infortúnios. Agora deve-se abandonar tais quimeras como velhas lendas do passado. O humanismo não faz super-homens; pode, porém, fortalecê-los o suficiente; pode também colaborar efetivamente para o aperfeiçoamento das sociedades. Representa agora o caminho da salvação individual e coletiva. É a sabedoria que o próprio Deus nos teria ensinado, se nos fosse ensinar alguma.
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