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quinta-feira, 12 de julho de 2012

Biologia

John Coates, ex-banqueiro, convertido à neurociência e a endocrinologia, acaba de publicar um livro, The Hour Between  Dog and Wolf, para explicar a conduta temerária, irresponsável mesmo, de operadores financeiros que lançaram o mundo numa das maiores crises da história do capitalismo.

As oscilações do mercado guardariam relação com níveis hormonais no sangue desses operadores. Se tudo vai bem há maior liberação de testosterona o que gera euforia e favorece as operações de risco.

Se o mercado vai mal aumenta a produção de cortisol e até bons negócios são vistos com pessimismo e mercado cai mais.

Para tornar a banca menos vulnerável à biologia Coates sugere mais mulheres nas mesas de arbitragem pois essas são menos sensíveis à testosterona. Tambem recomenda uma revisão do sistema de distribuição de bonus em vigor que estimula os operadores a correrem riscos pouco razoáveis.

Saiba mais no artigo É a biologia, estúpido, de Hélio Schwartswan publicado na Folha de S. Paulo, edição de 01/07/12

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Bancos

Os bancos espanhois têm um "rombo" que poderá chegar a 218 bilhões de euros.

Especialistas consideram que a situação da Espanha é mais grave que a da Irlanda. Especialmente no que concerne ao crescimento econômico e desemprego.

 O grosso das perdas viria de empréstimos imobiliários comerciais concentrados nas chamadas "cajas", instituições financeiras vinculadas às regiões autônomas.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 22/05/12

Grécia

Grécia e Europa estão vinculadas na crise, ainda que por razões antagônicas.

A primeira não descarta a hipótese de abandonar o euro. A segunda disfarça o temor de que isso aconteça.

O remédio é o entendimento, isso se os eleitores gregos, chamados novamente às urnas, deixarem.

A assunção de um governo radical poderá ser o velório do euro com graves consequências a nível europeu e mundial.

sábado, 19 de maio de 2012

Corrida

Corrida aos bancos gregos já teria resultado em saques que superam 1,0 bilhão de euros.

Quantia semelhante teria sido levantada do Bankia, terceiro maior banco da Espanha, na UTI do governo. Autoridades espanholas negam o fato.

Corrida bancária é o prenúncio do caos. Não há banco que suporte retiradas maciças.

segunda-feira, 14 de maio de 2012

Europa

Os efeitos da crise econômica que se abate sobre a Europa estão redesenhando o mapa eleitoral do continente.

Entre janeiro e maio doze pleitos nacionais foram realizados lá. Os vencedores se alternam entre partidos de esquerda e de direita.

O que parece comum a todos é a rejeição à austeridade fiscal e a emergência dos extremistas. É o protesto contra o poder.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 14/05/12

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Desunião

A crise econômica que se abateu sobre a Europa compromete a unidade europeia, um longo processo que se desenrola há anos e que tem na moeda única uma de suas expressões mais relevantes.

Alguns paises viraram náufragos econômicos vítimas de dívidas soberanas impagáveis.

O resgate europeu dessas economias combalidas foi liderado pela Alemanha e instituiçoes financeiras internacionais que impuseram rigorosos programas de ajustes fiscais com graves consequências sociais e políticas.

O nacionalismo renasceu acompanhado de ressentimento contra os paises centrais europeus sedes das economias mais fortes. A Alemanha é disparada o principal alvo dessa animosidade popular.

Duas histórias reveladas pela imprensa ilustram o ambiente que envena a relação entre gregos e alemães.

1-Num onibus senta-se uma alemã e em seguida tira um livro da bolsa e inicia a leitura. A grega ao seu lado ao ver o livro alemão levanta-se e procura outro lugar para sentar.

2-Em um restaurante em Berlim uma alemã apresenta à outra amiga, Bárbara, uma grega. Ao que ela responde, desculpe, esqueci a carteira, sob risos.

Saiba mais no jornal Público, edição de 02/05/12

domingo, 25 de março de 2012

Indicação

A economia do mundo está doente.

Talvez por isso Barack Obama tenha indicado um médico americano de ascendência sul coreana, Jim Yong Kim, para presidir o Banco Mundial.

Tradicionalmente o FMI tem sido dirigido por europeus e o Banco Mundial por americanos.

A propósito, a Presidente Dilma em vilegiatura pela India para uma cúpula dos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, mostra interesse pela criação de um banco a ser instituido por esses paises.

Segundo ela os paises mais ricos resistem a aceitar nas instituições financeiras internacionais um maior protagonismo dos emergentes. Além do que elas estariam com sua capacidade de financiamento saturada.

quinta-feira, 15 de março de 2012

Calote

O calote grego se consumou. Paradoxalmente uma perda de bilhões de euros por parte dos bancos foi recebida com grande alívio. Pelo fato de evitar a quebra do país e o risco de contágio com os demais paises da zona do euro. Vão-se os euros e ficam os gregos...

O calote helênico é o maior da história moderna. Supera o da Argentina, que foi uma atitude unilateral. Os portenhos simplesmente, um belo dia, disseram que não iam pagar a dívida.

Os gregos negociaram a reestruturação de sua dívida soberana com o Instituto Internacional de Finanças, entidade que representou os bancos credores.

O pacote grego foi de Euros 100 bilhões e o argentino de 2001 de Euros 60 bilhões. Na Grécia os investidores perderam 74% do valor dos títulos gregos na Argentina 73%.

Com o êxito da negociação os ministros da zona do euro deram sinal verde para a liberação de Euros 35,5 bilhoes que acudiram necessidades imediatas de financiamento do país.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edições de 10 e 13/03/12

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Bancos

Os quatro maiores bancos portugueses anunciaram um prejuízo no ano de 2011 de cerca de 1,5 bilhão de euros.

Responsabilizam pelas perdas o comprometimento com a dívida grega e a transferência dos fundos de pensão dos bancários para o governo dentro do acordo firmado com o FMI, Comissão Europeia e Banco Central Europeu para o resgate financeiro de Portugal.

A partir disso a inadimplência, crédito mal parado como chamam por aqui, tem crescido. Apesar disso responsáveis pelos bancos vieram a público reiterar a solidez das instituições que dirigem. Aguarda-se uma rodada de capitalização dos bancos que inclui recursos do governo.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012

Grécia

A Grécia, falida, afinal se submeteu ao remédio amargo imposto pela entidade surgida no bojo da crise europeia Mercosy, a dupla franco alemã.

Além do que ja perderam os gregos terão pela frente mais cortes no âmbito do compromisso assumido pelo governo e partidos políticos para que merecessem o desembolso de empréstimos destinados a impedir, ou adiar, a bancarrota.

O que deverão perder agora:

- O salário mínimo baixa 22%

- Seis empresas públicas serão privatizadas neste semestre

- As aposentadorias baixam 15%

- As despesas com saúde caem para 1,5% do PIB

- 150 mil funcionários públicos serão despedidos até 2015 sendo 15 mil este ano

- Ordenados nas empresas públicas serão cortados

- As poupanças no Orçamento do Estado totalizarão 13 bilhões de euros até 2015.

Se a receita não curar, mata.

quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

PIB

O Brasil parou. O PIB no terceiro trimestre não cresceu. Foi Zero.

É a marolinha chegando aqui...

domingo, 27 de novembro de 2011

Europa

A crise se alastra e as respostas dos líderes europeu a ela deixam muito a desejar. As reuniões se sucedem e as soluções não chegam.

Enquanto isso, Itália e Espanha, duas grandes economias, entraram na alça de mira do mercado. Rolam suas dívidas a custos insuportáveis a longo prazo.

Não só. França e Alemanha já acusam o golpe. A primeira está ameaçada de ter sua dívida rebaixada e a segunda não conseguiu vender todos os títulos da dívida que ofereceu ao mercado.

E mais, Sarkhozy e Merkel já não tocam afinados. Divergem na forma de encarar o problema econômico europeu. A proposta da emissão de títulos europeus que compreendessem todos paises da zona euro não sensibilizou a alemã.

Merkhozy, essa figura híbrida, autoerigida chefe da Europa, que a toda hora dispara ordens aos demais governantes europeus, começa a se desintegrar em meio a divergências que afloram.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 16/11/11 no artigo A desunião europeia, de Gilles Lapouge.

A crise e os slogans

Os indignados americanos bradam, "não compre, ocupe" (Wall Street), uma forma de denunciar a crise econômica e a ditadura do sistema financeiro.

Em busca dos descontos do Thanksgiving Day nove mil pessoas se acotovelaram na "sexta feira negra" para comprar na Macy's em Nova York.

Aqui, Dilma repete Lula, "compre, para garantir seu emprego". Se houver dinheiro, tudo bem...

Bélgica

Afinal partidos políticos e etnias teriam chegado a um acordo para, depois de muitos meses, a constituição de um novo governo.

O entendimento tem por base o orçamento e a fixação de uma meta para reduzir o deficit público.

O rebaixamento da dívida belga por uma agência de rating e a crise bancária forçaram o acerto.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Lupi

Lupi pode ter ganho uma sobrevida à frente do ministério do trabalho. Pelo noticiário a presidente Dilma, mesmo insatisfeita com o comportamento atabalhoado do ministro, teria decidido dar-lhe uma chance. Sabe-se lá porque.

No PDT correligionários muito próximos ja insinuam sua saída sob o argumento de resguardarem a imagem do partido imolado na imprensa graças às travessuras do ministro.

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Europa

Na Europa os governos caem como pedras de dominó. Sucessivamente cairam os governos da Irlanda, Portugal, Eslováquia, Grécia, Itália. O da Espanha só espera o dia da eleição, que está próximo.

Políticos são substituidos por técnicos à frente dos governos. Foi o que aconteceu na Grécia e na Itália. Não por coincidencia os dois com carreiras no mundo das finanças internacionais.

Assombrados com o tamanho da crise os partidos políticos encontram um mínimo de consenso para aplicação das duras normas impostas pelas instituições financeiras internacionais aos paises hiper endividados.

Enquanto isso há especulações sobre a formação de um núcleo duro de países, Alemanha, França, Áustria e Holanda, que manteriam o euro como moeda comum, ficando os demais fora da união monetária.

A notícia foi desmentida. José Manuel Durão Barroso, português, presidente da Comissão da União Europeia, atacou a proposta duramente mostrando o quanto a Alemanha se beneficiou da integração dos paises europeus e as perdas que teria em caso de fracionamento da união.

O remédio para a crise, que é econômica, mas também política, é mais, e não menos, Europa. Não é possível uma moeda única com políticas econômicas e financeiras nacionais diferentes.

O desafio é como estabelecer uma política econômica unificada preservando o que restar de autonomia nacional. O projeto europeu enfrenta seu maior desafio. Ou se consolida em definitivo ou se desfaz de vez. 

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

Governo europeu

Merkel e Sarkozy propoem um governo comum europeu como medida para aprofundar a união econômica dos paises da zona do euro e consolidar a moeda única.

A crise da dívida soberana dos paises mostrou a dificuldade em adotar uma só moeda sem uma política fiscal comum.

Caso a medida seja aprovada pelos 17 paises que integram a zona euro o governo econômico será presidido pelo belga Herman Van Rompuy. Seria um super ministro das finanças.

Além do governo econômico três outras providências deverão ser adotadas com o objetivo de estabelecer regras comuns para os paises que têm o euro como moeda.

São elas: a instituição da Regra de Ouro, espécie de lei de responsabilidade fiscal; a defesa conjunta de um imposto sobre transações financeiras; medidas de integração financeira entre as economias dos dois paises, como a criação de impostos comuns.

Para entrarem em vigor terão que ser aprovadas pelo Conselho Europeu, instancia que reune chefes de Estado e de governo, e pelos parlamentos nacionais.

Se efetivada a proposta significa um duro golpe na soberania dos paises membros. Seria marchar em direção a um estado europeu único.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 17/08/11

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Furacão

O programa de saneamento das contas públicas da Itália, já em andamento, gera uma grande reação social. Assim como na Grécia e em Portugal.

E não é para menos. O corte no orçamento será de 45 bilhões de euros em dois anos. Aumento de impostos, privatizações e redução de cargos políticos fazem partem da amarga receita.

As privatizações implicarão no fechamento de 20 mil postos de trabalho; nas assembleias locais e prefeituras de cidades com menos de 3.000 habitantes a expectativa é que sejam abolidos 10 mil cargos.

As medidas foram orientadas pelo Banco Central Europeu (BCE) que socorreu o país na iminência de quebrar, vergado sob uma dívida pública equivalente a 120% do PIB.

Saiba mais no jornal O Estado de S. Paulo, edição de 17/08/11

sábado, 23 de julho de 2011

Propina

A revista Época que circula este fim de semana denuncia, com base em vídeos, a venda de facilidades na ANP (Agência Nacional de Petróleo)  que, num trocadilho, denomina de "agência nacional de propinas" feudo do PCdoB.

Faxina nela, presidente.

sábado, 16 de julho de 2011

Dívida

A intransigência republicana quanto a elevação do teto da dívida americana coloca em risco a capacidade do país gerir sua dívida e honrar os compromissos com o mercado.

 As famigeradas agências de rating já ameaçam rebaixar a classificação da dívida soberana americana.

A China, maior credor, já mandou recado para que os americanos "tenham juizo".

A propósito dessa situação o presidente Barack Obama disse: Os Estados Unidos não são Grécia e Portugal.

De fato não são, mas que estão a parecer lá isso é verdade.