O pior resultado está em Brasília e seu entorno, que passou de 0,567 para 0,612 e detém a maior renda per capita familiar, R$ 1.119,02, 30% superior à segunda colocada, a região metropolitana de São Paulo.No conjunto das principais regiões metropolitanas, o índice caiu de 0,581 para 0,569.
A outra região, além de Brasília, onde o número piorou, foi Recife, que foi de 0,585 para 0,608. Na área metropolitana de Fortaleza a mudança foi de 0,602 para 0,564, atrás de Curitiba, São Paulo, Belém, Porto Alegre, Belo Horizonte, em ordem decrescente de resultados.
Saiba mais lendo O Estado de S. Paulo, edição de 18/11/07, que divulga os dados de um estudo do economista André Urani, organizados a partir dos resultados da Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (PNAD), de 2006.
Nesse caldeirão de miséria, exclusão social quase generalizadas, que deveriam fazer por Fortaleza sua prefeita, vereadores, governador do Estado? Não poderiam fiar-se apenas no Bolsa-Família, no PAC como política econômica. Estes são programas equivocados, prescindíveis. Teriam, ao contrário, de compor um PLANEJAMENTO estratégico com alterações nas políticas monetária e fiscal. Enfrentar, mitigar os terríveis efeitos do modelo de liberalização financeira global. Não poderiam deixar-se reféns dos humores do Mercado, esse deus hodierno. O desemprego combater. Afastar o corporativismo. A lei e a moralidade eleger como principais assessores de todas as suas decisões. A produção alicerçar em FATORES INTERNOS, através da inclusão social, da educação, dos investimentos em inovação, das modernas formas de gestão. Trata-se de promover a auto-estima dos cidadãos, principal razão de ser dos governos. A grande dificuldade, seu maior desafio: superar, impedir as decisões de uma elite social voltada apenas para o próprio umbigo. Esta a grande tarefa dos governantes. Elaborar, defender um projeto assim é compor o começo de grande reforma. Recusá-lo é sucumbir de uma vez no rol das muitas administrações omissas, decepcionantes, culpadas.
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