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A muita convivência será talvez uma lente a revelar o que à distância parecia antes agradável sedução.
Ver, p. ex., o mito feminino.
Visto de perto, de perto, de perto e amiúde, vai para muito longe. Avultam a celulite, a vaidade oca, a futilidade, a inveja, a insegurança, gorduras localizadas. Um organismo atormentado pela tempestade hormonal e as conveniências do papel tradicional, agora tentando equilibrar-se entre a maternidade e os trabalhos e a liberdade.
É este mito que vê também desmoronar-se, agora, o do Homem provedor. Este segue assustado; vê fugirem-lhe os caminhos antes exclusivos, quase perde a consciência de si.
Homens e mulheres precisam agora reinventar-se, mais próximos, menos mitos, mais humanos, contingentes, fraternos.
A muita convivência será talvez uma lente a revelar o que à distância parecia antes agradável sedução.
ResponderExcluirVer, p. ex., o mito feminino.
Visto de perto, de perto, de perto e amiúde, vai para muito longe. Avultam a celulite, a vaidade oca, a futilidade, a inveja, a insegurança, gorduras localizadas. Um organismo atormentado pela tempestade hormonal e as conveniências do papel tradicional, agora tentando equilibrar-se entre a maternidade e os trabalhos e a liberdade.
É este mito que vê também desmoronar-se, agora, o do Homem provedor. Este segue assustado; vê fugirem-lhe os caminhos antes exclusivos, quase perde a consciência de si.
Homens e mulheres precisam agora reinventar-se, mais próximos, menos mitos, mais humanos, contingentes, fraternos.
«O mito é o nada que é tudo.
ResponderExcluir(Fernando Pessoa)
Inclusive, né?
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